Zika: Brasil está diante de epidemia que chama a atenção do mundo, diz ministro

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou hoje (29) que o Brasil está diante de uma epidemia que chama a atenção do mundo, ao se referir ao avanço do vírus Zika no país. A declaração surge um dia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) convocar um comitê de emergência para tratar do assunto.

Durante cerimônia de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti no próprio prédio do ministério, Castro disse que os servidores da pasta precisam dar o exemplo em primeiro lugar. “Não temos ainda a vacina, o remédio para combater o vírus. O que nos resta é o trabalho cotidiano e ininterrupto para destruir os criadouros do mosquito.”

O ministro lembrou que o Aedes aegypti circula atualmente em pelo menos 113 países e está no Brasil há cerca de 30 anos. Para ele, acabar com os criadouros é uma tarefa difícil, mas não impossível. “O governo está fazendo a sua parte. Nunca houve na história deste país uma mobilização tão efetiva”, disse. “São fundamentais e mais necessárias ainda a participação e a mobilização da sociedade”.

Fonte: Agência Brasil

Inflação na saída das fábricas fechou 2015 em 8,84%

A inflação dos produtos na saída das fábricas, medida pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP) fechou 2015 com uma taxa de 8,84%. Em 2014, o IPP registrou alta de preços de apenas 2,66%. Os dados foram divulgados hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As indústrias extrativas fecharam o ano com uma deflação (queda de preços) de 9,33%, enquanto nas indústrias da transformação a inflação chegou a 9,46%.

Vinte e uma das 23 atividades das indústrias da transformação pesquisadas pelo IBGE apresentaram alta nos preços em 2015, com destaque para fabricação de outros equipamentos de transporte (33,62% de inflação), produtos de fumo (32,02%), celulose, papel e produtos de papel (21,21%) e produtos alimentícios (14,28%).

Entre as grandes categorias de uso, a maior inflação foi observada nos bens de capital (12,38%), seguidos de bens de consumo semi e não duráveis (9,69%), bens intermediários (8,33%) e bens de consumo duráveis (6,08%).

Apesar da alta da inflação em relação a 2014, o IPP terminou 2015 em tendência de queda, com deflações registradas nos últimos dois meses do ano: novembro (-0,42%) e dezembro (-0,32%). A queda de preços em dezembro foi sentida nas indústrias extrativas (-6,07%) e nas indústrias de transformação (-0,15%).

Fonte: Agência Brasil

Na Alemanha, 40% querem renúncia de Merkel por causa de refugiados

Quarenta por cento dos alemães querem que a chanceler Angela Merkel renuncie por causa da política para refugiados, mostrou nesta sexta-feira (29) uma pesquisa, indicando a crescente insatisfação com as medidas tomadas por seu governo para acolher aqueles que fogem de conflitos e crise econômica na África e Oriente Médio.

Merkel, que obteve recordes de alta popularidade no início do ano, tem sido cada vez mais isolada nos últimos meses por membros de sua base conservadora que vêm pressionando-a para que tome uma atitude mais dura com os que buscam asilo no país.

A pesquisa, realizada pelo Insa para a revista Focus, entrevistou 2.047 alemães entre 22 e 25 de janeiro e mostrou que 45,2 % acreditam que a política para refugiados de Merkel não é motivo para ela renunciar. Essa foi a primeira vez que a pesquisa perguntou se ela deveria renunciar.

Fonte: Portal G1

Comissão cobra ‘quarentena’ de Levy antes de ele ir para o Banco Mundial

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu nesta quinta-feira (28) notificar o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy para que ele aguarde seis meses antes assumir cargo de diretor financeiro do Banco Mundial, em Washington. O colegiado entendeu que há conflito de interesse se o ex-ministro assumir o posto menos de seis meses após deixar cargo no governo brasileiro, devido ao fato de ele ter informações privilegiadas sobre a economia do Brasil.

A lei 12.813/2013, que dispõe sobre o conflito de interesse no serviço público, diz que pessoas que tenham exercido cargo de ministro, entre outros no alto escalão do governo federal, devem respeitar a chamada quarentena de seis meses antes de assumir emprego no qual elas possam se valer de informação privilegiada. Pela lei, antes do período de seis meses, a pessoa só pode aceitar o emprego que lhe é oferecido quando for autorizada pela Comissão de Ética Pública ou pela Controladoria-Geral da União.

Segundo o presidente da Comissão, Américo Lacombe, Levy deveria ter consultado o órgão para aceitar o convite. “Não pode haver conflito de interesse. Ponto. Ele tem informações privilegiadas a respeito da economia brasileira. E o Brasil já dá dinheiro para o Banco Mundial e também recebe”, observou Lacombe.

Lacombe informou que Levy deveria ter consultado a comissão antes de aceitar o convite do Banco Mundial. Conforme o presidente do colegiado, o ex-ministro já havia sido procurado antes para esclarecer dúvidas, mas não respondeu aos questionamentos.

“Ele [Levy] deveria ter nos consultado. Ao deixar o Ministério da Fazenda, ele deve cumprir a quarentena, a não ser que ele demonstre, o que ainda não o fez, que o que ele vai fazer no Banco Mundial não tem nada a ver com o que ele fazia aqui no Brasil”, disse Lacombe. “Aqui no governo, ele teve informações privilegiadas, é claro que teve, inclusive mais do que ninguém”, completou.

Ainda segundo a  lei 12.813/2013, caso seja comprovado o conflito de interesse, a pessoa pode responder pelo crime de improbidade administrativa. Procurada pelo G1, a comissão disse que, se Levy comprovar que não há o conflito de interesse em seu cargo no Banco Mundial, o grupo poderá “rever” o caso dele, uma vez que, sem a manifestação de Levy no processo, a comissão entendeu que há o conflito.

Entre os pontos que a lei classifica como conflito de interesse, está o que proíbe a uma pessoa estabelecer vínculo profissional com pessoa física ou jurídica que desempenhe atividade relacionada à área de competência do cargo antes ocupado.

A saída de Levy do Ministério da Fazenda foi anunciada pelo governo federal em 18 de dezembro do ano passado, mesmo dia em que a Secretaria de Comunicação Social confirmou a ida do então ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, para a pasta. No dia 11 deste mês, o Banco Mundial anunciou Levy como novo diretor – ele, contudo, ainda não tomou posse, o que está previsto para ocorrer em 1º fevereiro.

De acordo com o Banco Mundial, como diretor financeiro, Levy será responsável por todo o controle do Tesouro da entidade, incluindo as operações financeiras, orçamento corporativo, gerenciamento de risco e controladoria.

Banco Mundial
O Banco Mundial é uma organização internacional que fornece empréstimos para diversos países. Surgiu para atender às necessidades de financiamento da reconstrução dos países devastados pela Segunda Guerra Mundial. Com o tempo, mudou gradualmente seu foco para os países em desenvolvimento, muitos dos quais se tornaram nações independentes no pós-Guerra.

Um ano no ministério
Levy ficou um ano à frente da Fazenda. Ele tomou posse em 1º de janeiro do ano passado, quando a presidente Dilma Rousseff deu início ao segundo segundo mandato. Ao longo desse tempo, foi o responsável no governo por comandar o ajuste fiscal, conjunto de medidas para reduzir os gastos públicos, aumentar a arrecadação federal e, assim, garantir o reequilíbrio das contas da União.

Nesses 12 meses no governo, ele foi criticado diversas vezes por setores do PT, partido da presidente Dilma, em razão da condução da política econômica. Integrantes da legenda chegaram a pedir a saída e, quando isso se confirmou, elogiaram a escolha da presidente pelo nome de Barbosa.

Fonte: Portal G1

Nube seleciona para 4.180 vagas de estágio em todo o país

O Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) está selecionando candidatos para 4.180 vagas de estágio em todo o país. Há oportunidades para estudantes do ensino médio, técnico, tecnólogo e superior, períodos matutino e noturno. As bolsas variam de R$ 600 a R$ 1.500.

Os interessados em concorrer às vagas devem cadastrar-se gratuitamente no site www.nube.com.br.

Entre os cursos com vagas estão administração, análise de sistemas, ciências contábeis, ciência da computação, comércio exterior, comunicação social, design digital, economia, educação física, engenharia elétrica, ensino médio, gastronomia, matemática, marketing, nutrição, pedagogia, publicidade e propaganda, química, tecnologia em marketing, tecnologia em gestão comercial, técnico em informática, técnico em mecatrônica, técnico em vendas e turismo e hotelaria.

Outras oportunidades podem ser consultadas diretamente no site www.nube.com.br, acessando o campo “Vagas de Estágio”.

Fonte: Portal G1

Aécio critica medida anunciada pelo governo para ampliar oferta de crédito

Após o governo federal anunciar, nesta quinta-feira (28), a abertura de linhas de crédito no valor de R$ 83 bilhões para estimular a economia, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), divulgou nota para criticar a decisão. O tucano afirmou que a presidente Dilma Rousseff “parece se esquecer” de que, sem confiança, os empresários não investirão no país.

O anúncio de abertura de linhas de crédito foi feito pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, durante entrevista coletiva após a reunião do do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o “Conselhão. A reunião desta quinta foi a primeira convocada por Dilma em um ano e meio e faz parte da estratégia do Planalto para encontrar alternativas que levem o país a superar a crise econômica.

“Mais uma vez, o governo sinaliza com o aumento de crédito subsidiado em mais de R$ 80 bilhões; a mesma política que foi adotada desde 2009 e que não levou ao aumento do investimento. A presidente parece esquecer que, sem confiança e credibilidade mesmo que houvesse queda dos juros, os empresários não irão investir sem que o governo aprove medidas estruturais de controle do gasto”, afirmou o senador na nota.

“Além disso, com o nível de endividamento das famílias hoje em 46% da renda e com o risco de perder emprego, os consumidores não entrarão em uma aventura de aumentar a sua dívida”, acrescentou.

Segundo Nelson Barbosa, o objetivo das linhas de crédito é estimular o nível de atividade econômica e tentar evitar um impacto maior da recessão na taxa de desemprego – que já vem crescendo nos últimos meses. “São R$ 83 bilhões que se podem abrir de novas operações de crédito utilizando melhor os recursos que já existem”, explicou o ministro.

Na nota, Aécio criticou o governo por não entender a “exata dimensão da gravidade da situação econômica do Brasil”. Para o senador, a melhor forma de combater a crise seria o governo reconhecer os próprios erros, ser mais transparente nas propostas e encaminhar ao Congresso Nacional conjunto de reformas estruturais.

“Medidas pontuais de expansão do crédito de bancos públicos aumentam o custo financeiro da dívida, o subsídio, e dificultam o ajuste fiscal”, disse o tucano.

Ao avaliar a reunião do “Conselhão” desta quinta, Aécio disse que a convocação do grupo pela presidente Dilma é uma “manobra midiática” do governo para tentar criar de forma “artificial” uma agenda positiva. Segundo o tucano, o resultado desse marketing do governo resultará na “crise de credibilidade” da atual gestão e dificultará o ajuste econômico que deve ser feito.

“A verdade é que sem o resgate da confiança, com a apresentação de uma agenda clara de reformas, não haverá o retorno dos investimentos e, sem eles, não superaremos nossas enormes dificuldades. E esse governo, ao que parece, infelizmente, já não tem mais condições de nós tirar do atoleiro em que ele próprio nos jogou”, concluiu o parlamentar.

Saiba quais são as linhas de crédito anunciadas nesta quinta pelo governo e os valores:

– R$ 10 bilhões para pré-custeio da safra agrícola 2016/2017 via Banco do Brasil
– R$ 10 bilhões em recursos do FGTS para instituições financeiras contratarem novas operações de crédito imobiliário
– R$ 22 bilhões em recursos do FI-FGTS (fundo de investimento do FGTS) em crédito para operações de infraestrutura
– R$ 5 bilhões do BNDES para capital de giro para as micro e pequenas empresas
– R$ 4 bilhões em linhas de pré-embarque para exportações via BNDES
– R$ 15 bilhões do BNDES para refinanciamento das operações que estão vencendo do PSI e do Finame com taxas de mercado, sem subsídio
– R$ 17 bilhões (estimativa do governo) em recursos do FGTS para consignado ao setor privado com garantia da multa por demissão e 10% do saldo dos depósitos existentes

Veja abaixo a íntegra da nota divulgada por Aécio Neves:

Nota do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves

A presidente Dilma reuniu hoje o CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) para tratar de uma suposta pauta positiva para o país. Infelizmente, a presidente com essas ações levanta dúvidas ainda maiores sobre o real compromisso do governo no encaminhamento de reformas para a superação da crise.

Mais uma vez, o governo sinaliza com o aumento de crédito subsidiado em mais de R$ 80 bilhões;  a mesma politica que foi adotada desde 2009 e que não levou ao aumento do investimento. A presidente parece esquecer que, sem confiança e credibilidade mesmo que houvesse queda  dos juros, os empresários não irão investir sem que o governo aprove medidas estruturais de controle do gasto. Além disso, com o nível de endividamento das famílias hoje em 46% da renda e com o risco de perder emprego, os consumidores não entrarão em uma aventura de aumentar a sua dívida.

Causa surpresa que, apesar do elevado desequilíbrio fiscal, o governo ainda insista em falar em banda fiscal. O que é preciso é o compromisso claro do governo Dilma com alguma meta de primário, qualquer que seja essa meta, e o encaminhamento ao Congresso Nacional de um conjunto de reformas estruturais que sinalizem para o menor crescimento do gasto público.

Mas o governo, mesmo depois de 13 anos no poder, não tem ainda convicção do que fazer. Qual proposta do governo de reforma tributária? Qual a proposta do governo de reforma da previdência? Qual a proposta do governo para retomar os investimentos no setor de petróleo? Simplesmente não sabemos.

É inútil reunir 92 pessoas quando todos nós sabemos que hoje o maior empecilho para se estabelecer o consenso mínimo para reformas estruturais é a posição do Partido dos Trabalhadores que tem se mostrado contrário ao ajuste fiscal e demanda a volta da desastrosa política econômica denominada “Nova Matriz Econômica”.

Infelizmente, o governo parece ainda não ter a exata  dimensão da gravidade da  situação econômica do Brasil. A melhor forma de o governo combater a crise econômica, moral e de credibilidade é reconhecendo os seus erros, sendo mais transparente nas suas propostas e, com o apoio  da sua base, encaminhar ao Congresso Nacional um conjunto de reformas estruturais. Medidas pontuais de expansão do crédito de bancos públicos aumentam o custo financeiro da dívida, o subsídio, e dificultam  o ajuste fiscal.

Infelizmente, ao invés de mostrar concretamente suas propostas de reformas, o governo federal mais uma vez faz uso de manobras midiáticas para tentar artificialmente criar uma agenda positiva. No final, essas medidas de marketing apenas agravarão a crise de credibilidade deste governo e dificultarão ainda mais o ajuste macroeconômico a ser feito.

Infelizmente, o governo está perdido em meio a crises de naturezas diversas que vêm empobrecendo os brasileiros e tirando deles a esperança de um futuro melhor.  E mais uma vez faltou a coragem necessária para fazer o que precisa ser feito

A verdade é que sem o resgate da confiança, com a apresentação de uma agenda clara de reformas, não haverá o retorno dos investimentos e, sem eles, não superaremos nossas enormes dificuldades. E esse Governo, ao que parece, infelizmente,  já não tem mais condições de nós tirar do atoleiro em que ele próprio nos jogou.

Fonte: Portal G1

Polícia Federal prende mais um investigado na 22ª fase da Lava Jato

A Polícia Federal (PF) prendeu hoje (28), no Aeroporto de Guarulhos (SP), Ademir Auada, um dos procurados na 22º fase da Operação Lava Jato, batizada de Triplo X, que apura crimes corrupção, fraude, evasão de divisas e lavagem de dinheiro vinculados ao esquema que desviava recursos da Petrobras.

Segundo as investigações, Auada é o responsável pela offshore Murray Holdings junto à empresa panamenha Mossack Fonseca, especializada em abrir esse tipo de empresa em paraísos fiscais. A Murray é dona de um condomínio imobiliário no Guarujá, litoral paulista.

Inicialmente construído pela Bancoop, presidida entre 2005 e 2010 pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso em abril do ano passado, o empreendimento foi repassado à empreiteira OAS em 2009 em decorrência de uma crise financeira da cooperativa. A Polícia Federal apura se houve ocultação de patrimônio na operação e se as unidades foram usadas como repasse de propina.

Para os investigadores da Lava Jato, além de abrir as empresas, a Mossack auxiliava na abertura de contas no exterior para esconder dinheiro de propina fruto de atividades irregulares envolvendo negócios da Petrobras.

Três dos réus na Lava Jato, o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, o ex-gerente de Serviços, Pedro Barusco, e o empresário Mário Góes tinham offshores abertas pela Mossack

Antes de prender Auada, os policiais fizeram busca e apreensão na casa dele. A PF afirmou que Auada estava agindo “no sentido de destruir grande quantidade de documentos, possivelmente relacionados à presente investigação”.

A prisão é temporária e termina em cinco dias prorrogáveis, caso a Justiça considere necessário. Ontem (27), os policiais já haviam prendido temporariamente Ricardo Honório Neto, um dos sócios do escritório da Mossack Fonseca no Brasil, Renata Pereira Brito, que trabalhava com Honório, e Nelci Warken, apontada como responsável por um tríplex no Condomínio Solaris.

Dois mandados de prisão da 22ª etapa da Lava Jato ainda não foram cumpridos e se referem a Maria Mercedes e Luis Hernandez Rivero, citados pelas investigações como administradores de fato da Mossack no Brasil.

Fonte: Agência Brasil

OMS estima que 4 milhões de pessoas terão Zika em 2016 nas Américas

O continente americano deve ter entre 3 milhões e 4 milhões de casos de Zika em 2016. A estimativa é Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS). O cálculo é baseado no número de infectados por dengue, doença transmitida pelo mesmo vetor, em 2015. A organização considerou também a falta de imunidade da população para chegar a esse número.

A estimativa foi citada pelo diretor de Doenças Transmissíveis e Análise de Situação de Saúde da Opas, Marcos Espinal, em sessão da OMS sobre o vírus Zika. O continente americano registrou cerca de 2 milhões de casos de dengue no ano passado, sendo 1,5 milhão no Brasil.

Semana passada a organização alertou que o vírus Zika vai chegar a todos os países do continente americano, com exceção do Chile e do Canadá, onde não circula o vetor da doença, o mosquito Aedes aegypti.

Durante a sessão, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, avaliou que a situação do vírus no mundo mudou drasticamente, e que o Zika, após ser detectado nas Américas em 2015, se espalha de forma explosiva. Até o momento, segundo a diretora-geral, 23 países  reportaram casos da doença.

Transmitido por um mosquito bem conhecido dos brasileiros, o vírus Zika começou a circular no Brasil em 2014, mas só teve osprimeiros registros feitos pelo governo em maio de 2015. O que se sabia sobre a doença, até o segundo semestre de 2015, era que sua evolução era benigna e que os sintomas são parecidos, porém, mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya, transmitidas pelo mesmo mosquito.

Porém, no dia 28 de novembro de 2015 o Ministério da Saúde divulgou que, quando gestantes são infectadas por este vírus, existe a possibilidade virem a gerar crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro, que pode vir associada a danos mentais, visuais e auditivos.

A relação causal foi feita, entre outros motivos, porque, com a chegada do vírus no país, foi percebido aumento inesperado de nascimentos de crianças com a malformação, principalmente em locais onde há surto do Zika. Enquanto em 2014 foram anotadas 147 notificações, entre outubro de 2015 e janeiro de 2016 foram registradas 270.

Para a diretora-geral da OMS, há uma suspeita muito forte da relação causal entre o vírus Zika e casos de malformação congênita e síndromes neurológicas, mas ela não foi cientificamente estabelecida.

Fonte: Agência Brasil

Brasil pede união da América Latina no combate ao zika

A presidente Dilma Rousseff pediu nesta quarta-feira aos países do fórum latino-americano e caribenho Celac uma estratégia regional de combate ao zika vírus e anunciou uma reunião de ministros da Saúde do Mercosul na próxima terça-feira em Montevidéu.

“Na minha intervenção também propus que tivéssemos também uma ação de cooperação no combate ao zika vírus (…) Vamos fazer uma reunião do Mercosul na terça-feira em Montevidéu aberta a todos os países que queiram da Celac ou da Unasul”, garantiu Dilma à imprensa, antes de ir embora da cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos, nos arredores de Quito.

Nos últimos meses houve um forte aumento dos casos de zika na América Latina, especialmente no Brasil, provocando alarme em particular entre as mulheres grávidas já que o vírus, transmitido por um mosquito, é possivelmente associado a casos de malformações fetais.

A presidente, que na terça-feira disse que o governo brasileiro intensificará a luta “casa por casa” contra o zika e se mostrou convencida de que logo haverá uma vacina contra este vírus, garantiu que a “Celac também vai organizar uma reunião específica de ministros da saúde” para tratar do tema.

O presidente norte-americano Barack Obama pediu nesta terça-feira que se acelere a pesquisa sobre o zika vírus, que se expande graças aos mosquitos e ao que se foi vinculado a malformações de bebês.

Obama pediu melhorias nos métodos de diagnóstico e no desenvolvimento de vacinas e tratamentos contra o vírus, que segundo a Organização Mundial de Saúde deve se expandir ao longo das Américas.

A Nicarágua confirmou seu primeiro caso nesta quarta-feira, enquanto Dinamarca e Suíça engrossaram a lista de países europeus com casos de zika em viajantes provenientes da América Latina.

– Doenças raras –

O zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, proliferou em vários países da América Latina, acendendo o alarme de suspeita de contágio em mulheres na fase inicial da gravidez.

Os sintomas podem incluir febre, dores de cabeça e erupções cutâneas. Até o momento, não há vacinas nem remédios para combater o vírus, nem forma de prevenção, salvo evitar as picadas dos mosquitos.

A OMS disse que, durante dois grandes surtos na Polinésia Francesa, em 2013, e no Brasil no final do ano passado, foram identificadas potenciais complicações neurológicas e auto-imunes da doença.

Mas a relação causal direta entre o vírus e estas complicações ainda não foi comprovada.

No caso da Polinésia, as autoridades relataram um aumento da síndrome Guillain-Barré – uma doença autoimune que se manifesta como uma leve paralisia, progressiva, dos membros – coincidente com o surto de zika, e o mesmo ocorreu no Brasil ano passado.

No Brasil, o alarme disparou depois de um aumento anormal em casos de microcefalia no nordeste no final de 2015. Enquanto em 2014 apenas cerca de 147 bebês foram diagnosticados com microcefalia, a partir de outubro 2015 até a semana passada foram confirmados 270 casos e 3.448 outros suspeitos continuam sob estudo suspeitos de microcefalia.

Após detectar o surto, foi identificada uma possível ligação entre o aumento da incidência de microcefalia e circulação do zika vírus que, se comprovada, seria sem inédita no campo da ciência.

Dos 270 casos confirmados de microcefalia no Brasil, em seis foi detectada a presença do vírus.

Os outros casos de microcefalia não ligados ao zika são objetos de análises e, segundo fontes do ministério entrevistadas pela AFP, poderiam estar ligados a outras doenças como a sífilis, a toxoplasmose, a rubéola, a herpes ou o Citomegalovírus.

Fonte: Yahoo Notícias

Em 356 cidades, 220 mil militares vão combater mosquito Aedes aegypti

O governo federal anunciou hoje (27) que 220 mil miltares vão ajudar no combate ao mosquitoAedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, da febre chinkungunya e do vírus Zika. Em coletiva de imprensa, o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, informou que os homens das três Forças Armadas vão atuar em 356 municípios.

“As Forças Armadas já exercem essa função auxiliar desde o primeiro momento de combate ao mosquito Aedes aegypti. Agora estamos intensificando a mobilização onde há uma incidência maior”, disse Aldo Rebelo.

Dos 356 municípios, 115 concentram grande quantidade de casos de microcefalia, que podem ter sido provocados pelo vírus Zika.

A atuação das Forças Armadas vai complementar as ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde, estados e municípios.

Aldo Rebelo informou que a ação dos militares será dividida em quatro etapas.

A primeira ocorrerá até o dia 4 de fevereiro quando os militares farão um mutirão para erradicar criadouros do mosquito em instalações das Forças Armadas em todo o país.

No dia 13 de fevereiro, quando ocorrerá a segunda fase, 220 mil homens e mulheres das Forças Armadas farão uma ação de conscientização para orientar a população no combate ao mosquito. Os militares irão distribuir panfletos com um número de telefone local que irá receber denúncias de locais onde haja proliferação do mosquito.

De acordo com o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Almirante Ademir Sobrinho, 3 milhões de imóveis residenciais devem ser visitados. “Vamos distribuir folheto informativo chamando a responsabilidade dos moradores no combate ao mosquito, chamando a atenção para a importância de vigiar a presença de focos do mosquito na vizinha e medidas básicas de como evitar focos na residência”, disse.

Entre os dias 15 e 18 de fevereiro, um contingente de 50 mil militares fará nova visita, em ação coordenada com o Ministério da Saúde e autoridades locais, para inspecionar possíveis focos de proliferação nas casas e, se for o caso, aplicar larvicida. “Acreditamos que quando voltarmos, grande parte desse trabalho já tenha sido feito pelo morador”, acrescentou Sobrinho.

Segundo o ministro Aldo Rebelo, a divisão dos militares obedecerá a proporcionalidade dos efetivos em cada estado. O ministro disse ainda que os 50 mil militares continuarão mobilizados, mas que atuarão quando solicitados pelas autoridades locais. Ele disse que os estados podem contribuir mobilizando as forças locais. “Vou falar com todos os governadores e pelo menos com os prefeitos das capitais para que a nossa mobilização possa ser acolhida e reforçada em todos os estados”.

A última etapa, ainda em discussão com o Ministério da Educação (MEC), prevê a mobilização dos militares para reforçar o trabalho de conscientização em escolas das redes pública e privada.”Vamos depender, naturalmente, do calendário escolar que é diferente em cada escola, nas redes privada e pública, seja municipal ou estadual. Estaremos à disposição do MEC para apoiar a ação de esclarecimento para prevenção e combate ao mosquito nas escolas”, disse o ministro.

Casos de microcefalia

Nesta quarta-feira (27), o Ministério da Saúde informou que investiga 3.448 casos suspeitos de microcefalia no país, que podem ter relação com o vírus Zika. Questionado se o governo demorou em acionar os militares para conter o aumento de casos de microcefalia no país, Aldo Rebelo disse que os militares já vinham atuando em 14 estados, atendendo pedidos de autoridades locais, a exemplo dos estados de Pernambuco, da Paraíba, de Mato Grosso e São Paulo.

“Já tínhamos disponibilizado e treinado homens e mulheres para essas ações e agora esse esforço maior é correspondente ao esforço do governo [União, estados e municípios]. Já tínhamos mobilizado 4 mil militares e treinado muito antes. Agora disponibilizamos a possibilidade de treinar mais 50 mil”, disse o ministro.

Fonte: Agência Brasil

Vítimas do naufrágio já são 24, entre elas 10 crianças

Atenas – Pelo menos 24 pessoas, entre elas dez crianças, morreram no naufrágio de uma embarcação com refugiados registrado na noite passada no mar Egeu, perto do litoral da ilha grega de Samos.

Segundo o novo balanço divulgado à Agência Efe por uma porta-voz da guarda litorânea grega, dez pessoas sobreviveram, mas 11 continuam desaparecidas.

Um dos sobreviventes chegou nadando até a costa e avisou as equipes de salvamento.

Fonte: Exame Notícias

Construção civil fecha mais de 480 mil postos de trabalho em 2015

O setor da construção civil fechou 483 mil postos de trabalho em 2015, terminando o ano com 2,835 milhões de trabalhadores formais, mesmo patamar de maio de 2010. Os números foram divulgados hoje (27) pelo Sindicato da Indústria de Construção Civil de São Paulo (SindusCon-SP).

Na comparação com novembro, houve queda de 3,98%, com a extinção de 117,6 mil postos de trabalho no último mês do ano.

O levantamento da entidade é feito em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego.

De acordo com o SindusCon-SP, todas as regiões brasileiras apresentaram queda no nível de emprego da construção civil. Os piores resultados foram registrados nas regiões Norte e Nordeste, com retrações de 6,45% e 3,98%, respectivamente.

O estado de São Paulo perdeu 23,9 mil vagas em dezembro, queda de 3,08% em relação ao mês anterior. Os números já consideram efeitos sazonais sobre os dados.

O vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, atribuiu a queda nos empregos formais gerados pela construção civil à “falta de confiança mínima para que os agentes econômicos retomem suas decisões de investimento”.

De acordo com os dados mais recentes do Cadastro Nacional de Empregados e Empregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil perdeu mais de 1,5 milhão de postos de trabalho formal em 2015, dos quais mais de 410 mil foram na construção civil.

Os números obtidos pelo SindusCon-SP e pela FGV são mais altos que os do governo porque incluem segmentos da construção civil que não são considerados pelo Caged.

Fonte: Agência Brasil

Desemprego cai em dezembro, mas renda tem 1º recuo desde 2005

O desemprego ficou em 6,9% em dezembro do ano passado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo mês de 2014, a taxa havia ficado em 4,3% e em novembro de 2015, em 7,5%.

Considerando apenas o mês de dezembro, essa taxa é a maior já registrada desde 2007, quando o desemprego bateu 7,4%.

Com o aumento do desemprego, o rendimento real da população ocupada diminuiu. Ao atingir a média de R$ 2.265,09 em 2015, os “salários” sofreram uma queda de 3,7% na comparação com 2014, o primeiro recuo desde 2005. O rendimento caiu mais no Sudeste, nas cidades de Belo Horizonte (-4,6%), Rio de Janeiro (-4,0%) e São Paulo (-4,0%).

Maior alta da série
A média anual da população desocupada somou 1,7 milhão, número 42,5% acima do registrado no ano anterior. Essa é a maior alta anual da série, de acordo com o IBGE. No entanto, em relação a 2003, o contingente de desocupados caiu 35,5%.

A taxa média para o ano foi estimada em 6,8%, uma alta de 2 pontos percentuais em relação ao índice de 2014, de 4,8%. De acordo com a pesquisa,” foi a maior de toda a série anual da pesquisa [março de 2002], e também interrompeu a trajetória de queda que ocorria desde 2010″.

Ao contrário da população desocupada, a ocupada atingiu 23,3 milhões de pessoas, o que representa uma queda de 1,6% frente o ano anterior.

Também recuou o percentual médio de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado: de 50,9% em 2014 para 50,3% no ano seguinte. Já o contingente de pessoas nessa situação caiu 2,7% – a primeira queda anual em toda a série.

Fonte: Portal G1

BC vai monitorar cenário externo para definir próximos passos nos juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou nesta quinta-feira (28) que continuará monitorando a evolução do cenário econômico para, então, definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária, ou seja, de definição dos juros para conter as pressões inflacionárias. Na semana passada, o Copom manteve os juros estáveis em 14,25% ao ano pela quarta vez seguida.

“As incertezas em relação ao cenário externo se ampliaram, com destaque para a crescente preocupação com o desempenho da economia chinesa e seus desdobramentos e com a evolução de preços no mercado de petróleo”, avaliou o Banco Central, por meio da ata da reunião.

A instituição lembra que dois integrantes do Copom votaram pela alta dos subir os juros na ocasião, mas foram vencidos pela maioria dos integrantes do colegiado – que optou por manter a taxa novamente inalterada.

Segundo o BC, a maioria dos membros do Copom considerou que a “elevação das incertezas domésticas e, principalmente, externas, sobretudo mais recentemente, justifica continuar monitorando a evolução do cenário macroeconômico para, então, definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária”.

E acrescentou: “para estes membros, faz-se necessário acompanhar os impactos das recentes mudanças nos ambientes doméstico e externo no balanço de riscos para a inflação, o que, combinado com os ajustes já implementados na política monetária, pode fortalecer o cenário de convergência da inflação para a meta de 4,5%, em 2017”.

Mudança da sinalização e interferência política
O último encontro do Copom foi marcado por polêmica. Isso porque até o início da última semana, o BC vinha adotando um tom mais duro em seus comunicados, indicando que voltaria a subir a taxa de juros. A aposta, até então, era de um aumento de 0,5 ponto percentual, para 14,75% ao ano.

Entretanto, no mesmo dia em que teve início a reunião do Copom, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, rompeu o tradicional silêncio que antecede os encontros do Copom para dizer, por meio de nota à imprensa, que considerava “significativas” as revisões das projeções de crescimento em 2016 e 2017 do FMI para o Brasil [para baixo] e acrescentou que estas informações seriam “consideradas nas decisões do colegiado”.

Após esse recado de Tombini, o mercado passou a acreditar que o Copom poderia realizar um aumento menor nos juros, ou até mesmo mantê-los inalterados – o que de fato aconteceu. Economistas do mercado apontaram que o colegiado pode ter sucumbido a pressões políticas, uma vez que havia forte pressão do Partido dos Trabalhadores e do setor produtivo para que a taxa não fosse elevada.

Sistema de metas
Na mesma semana em que o BC manteve os juros estáveis, o mercado financeiro reforçou a dúvida de que o Copom estaria comprometido, de fato, com as metas de inflação e elevou, de forma mais intensa, as suas previsões para o IPCA (a inflação oficial) de 2016 e de 2017. A estimativa para este ano passou de 7% para 7,23% – acima do teto de 6,5% do sistema de metas – e, para 2017, avançou de 5,4% para 5,65%.

A autoridade monetária reafirmou, na ata do Copom, divulgada nesta quinta-feira, que buscará “circunscrever” o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016 (ou seja, trazer a taxa para até 6,5%) e, também, fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017.

Fonte: Portal G1

Brasil resgata mais de mil trabalhadores em 2015 de condições de escravidão

O Ministério do Trabalho e Previdência Social resgatou 1.010 trabalhadores em 2015 que estavam em condições análogas à escravidão. As 140 operações feitas pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel e por auditores fiscais do trabalho identificaram trabalhadores nessa situação em 90 dos 257 estabelecimentos fiscalizados, segundo balanço do ministério divulgado para marcar o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, lembrado hoje (28).

Segundo a pasta, mantendo a tendência de 2014, a maioria das vítimas de trabalho escravo no Brasil foi localizada em áreas urbanas, que concentraram 61% dos casos (607 trabalhadores em 85 ações). Nas 55 operações feitas na área rural, 403 pessoas foram identificadas.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Carlos Silva, os resgates na área urbana aconteceram principalmente em empresas dos setores da contrução civil e têxtil. “E, mais recentemente, também identificamos problemas na área marítima, com a ocorrência dessas condições indignas para o ser humano em navios cruzeiros, onde temos também trabalhadores estrangeiros”, acrescentou.

Para Silva, o enfrentamento ao trabalho escravo ganha outros desafios, com grande influência política e econômica dos empresários. “A chegada da luta na área urbana gerou uma resposta tão forte do capitalismo, a ponto de ameaçar dois grandes instrumentos que temos”. Ele informou que está em tramitação no Congresso Nacional o Projeto de lei do Senado nº 432, de 2013,  que “diminui o conceito do trabalho escravo, retirando dele todo trabalho degradante e jornada exaustiva. Isso é um grave e perigosos retrocesso”.

A lista suja com os nomes das empresas exploradoras de trabalho escravo foi outro instrumento perdido nesse combate, segundo Silva. “O presidente do STF [Supremo Tribunal Federal], à época o ministro [Ricardo] Lewandowski, alegava a inexistência de previsão legal e constitucional para divulgação dessa lista suja, que já foi reconhecida internacionalmente pelas Nações Unidas como uma das medidas de exemplo para o mundo na luta pela erradicação do trabalho escravo”, disse.

O maior avanço nos últimos anos, de acordo com Carlos Silva, foi a promulgação da Emenda Constitucional 81, de 2014, que prevê a expropriação de imóveis nos quais for comprovada a exploração de trabalho escravo.

O dia 28 de janeiro foi instituído o Dia do Auditor Fiscal do Trabalho e Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo em homenagem aos auditores Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e ao motorista Ailton Pereira de Oliveira. Eles foram mortos em 2004, quando investigavam denúncias de trabalho escravo em fazendas na cidade mineira de Unaí, episódio conhecido como Chacina de Unaí.

Para o presidente do Sinait, o Brasil precisa transformar o crime de submeter alguém ao trabalho escravo em oneroso, “tão onerosos a ponto de não ser vantagem arriscar praticá-lo em nome de maior lucro”, disse. “As nossas multas de valor baixo e o número insuficiente de auditores fiscais do trabalho fazem com que muitos empregadores apostem na impunidade e na falta de estrutura do Estado de combater as explorações. As multas têm valores muito variáveis, não são valores altos, são valores tão tímidos que muitas empresas incluem nos seus planos o que vão gastar com multas trabalhistas”, afirmou Silva.

Segundo os dados do Ministério do Trabalho e Previdência Social, o setor de extração de minérios concentrou 31,05% dos trabalhadores resgatados no ano passado, com 313 vítimas trabalhando na extração e no britamento de pedras, extração de minério de ferro e extração de minérios de metais preciosos. O ramo da construção civil representa 18,55% do total (187 trabalhadores localizados). A agricultura e a pecuária, atividades com histórico de resgate, aparecem em seguida, com 15,18% e 14,29% do número de trabalhadores identificados em condição análoga à de escravo.

Formalização do trabalho

Além do resgate dos trabalhadores em condições análogas à escravidão, que representaram 13,26% do universo alcançado, as operações coordenadas pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social beneficiaram um total de 7.616 trabalhadores. Os auditores fiscais do trabalho, além de afastá-los das graves situações de violação de direitos humanos, os encaminham à formalização dos contratos, à adequação das condições de segurança no trabalho, ao depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, ao acesso ao Seguro-desemprego a que tem direito a vítima resgatada e ao pagamento das verbas trabalhistas devidas pelos empregadores.

Fonte: Agência Brasil

Confiança do comércio sobe e tem maior nível desde agosto, diz FGV

A confiança do comércio mostrou recuperação e registrou alta de 6,4 pontos em janeiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com isso, o indicador atingiu 67,2 pontos – o maior nível desde agosto passado, quando registrou 67,3 pontos.

De acordo com a FGV, a alta, no entanto, pode ser apenas uma “calibragem” depois de um período de queda forte na confiança no segundo semestre do ano passado, que levou o indicador a atingir a mínima histórica em dezembro. Na comparação com janeiro de 2014, o índice de confiança teve queda de 14,4 pontos.

“Mas não deixa de representar uma boa notícia”, diz o superintentende adjunto de assuntos econômicos da entidade, Aloisio Campelo Jr. “Parece estar associada a uma virada de ano menos negativa que o previsto e à expectativa de que a velocidade de queda do consumo se reduza nos próximos meses”.

A pesquisa mostra que houve recuperação tanto na percepção sobre a situação presente quanto nas expectativas para os próximos meses. No primeiro caso, a alta foi de 9,9 pontos, para 64,2. Já o segundo subiu 2,7, para 71,4 pontos, depois de atingir o menor valor da série em dezembro.

Fonte: Portal G1

Reino Unido e Bill Gates anunciam plano de três bilhões de libras contra a malária

O bilionário e filantropo americano Bill Gates e o ministro britânico das Finanças anunciaram nesta segunda-feira (25) um plano de três bilhões de libras (US$ 4,28 bilhões) para erradicar a malária, chamada de “assassino mais letal do mundo”.

O valor será liberado ao longo de cinco anos para financiar a pesquisa e apoiar os esforços para acabar com a doença transmitida por mosquitos, afirmam o ministro George Osborne e Bill Gates em um artigo publicado no jornal The Times.

“Quando falamos de tragédia humana, nenhuma criatura causa tanta devastação como o mosquito”, afirmam no texto.

“Ambos acreditamos que um mundo sem malária deve ser uma das prioridades mundiais de saúde”, completam.

Em cada um dos cinco anos do plano, 500 milhões de libras serão liberados do orçamento britânico de ajuda ao desenvolvimento e a Fundação Bill Gates entregará, em 2016, 200 milhões de dólares, que serão seguidos por outras doações.

De acordo com o relatório de 2015 da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a malária no mundo, 214 milhões de novos casos de malária provocaram a morte de 438.000 pessoas no no passado, apesar da doença ter tratamento e cura.

A malária mata sobretudo as crianças. Os menores de cinco anos representam dois terços dos óbitos, segundo o documento.

Nos últimos 15 anos foram registrados avanços consideráveis nas técnicas para controlar a doença, mas estão ameaçados pela crescente resistência do inseto aos remédios e aos inseticidas, segundo a OMS.

“Caso não sejam lançados novos inseticidas até 2020, a situação será crítica e o número de mortos pode disparar”, advertiram Osborne e Gates, que afirmaram estar “otimistas com a possibilidade de erradicar a malária”.

A malária é um dos principais desafios de saúde pública no mundo, com mais 40% da população vivendo em regiões de risco.

Fonte: Jornal do Commercio

Preços de cursos sobem em janeiro, e inflação pelo IPC-S ganha força

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) ganhou força da segunda para a terceira semana de janeiro, passando de 1,30% para 1,55%. O maior avanço – típico no início do ano – partiu dos preços relativos a educação, leitura e recreação (de 3,06% para 4,02%).

Dentro desse grupo, o que mais influenciou a taxa foi o aumento do preço dos cursos formais. A alta cresceu de 5,02% para 7,62%.

Também subiram mais as variações relacionadas a alimentação (de 2,19% para 2,44%), a transportes (de 1,14% para 1,50%), a habitação (de 0,68% para 0,85%), a comunicação (de 0,50% para 0,71%) e a despesas diversas (de 1,02% para 1,34%).

Na contramão, os grupos vestuário (de 0,44% para 0,22%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,62% para 0,57%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação.

Veja a variação de preços de alguns itens:
Roupas (de 0,35% para 0,07%)
Artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,33% para -0,17%)
Hortaliças e legumes (de 15,45% para 20,95%)
Tarifa de ônibus urbano (de 2,86% para 4,64%)
Tarifa de eletricidade residencial (de 1,30% para 1,91%)
Pacotes de telefonia fixa e internet (de 1,34% para 1,86%)
Cigarros (de 1,15% para 1,71%).

Fonte: Portal G1

Governo publica cronograma de transição para a TV Digital

O Ministério das Comunicações publicou nesta segunda-feira (25) no “Diário Oficial da União” uma portaria com o cronograma de transição de alguns municípios do sinal analógico de TV para o digital.

Pela lista, a primeira cidade a desligar o sinal analógico e a migrar totalmente para o digital será Rio Verde, em Goiás, a partir do dia 15 de fevereiro deste ano. Depois, no dia 26 de outubro de 2015, será a vez de Brasília e de municípios do entorno do Distrito Federal (veja cronograma abaixo).

O ministério informou que, em portarias posteriores, vai publicar a data do desligamento do sinal analógico nos municípios que não apareceram na lista desta segunda-feira.

Ainda pelo cronograma divulgado, a cidade de São Paulo vai migrar totalmente para o sinal digital em 29 de março de 2017. Em seguida virão Goiânia, em 31 de março de 2017, e, no dia 26 de julho de 2017, será a vez das cidades de Belo Horizonte, Fortaleza, Juazeiro do Norte (CE), Sobral (CE), Recife e Salvador.

Veja o cronograma divulgado pelo Ministério das Comunicações:

15/02/2016 – Rio Verde/GO

26/10/2016 –  Brasília/DF; Águas Lindas de Goiás/GO; Cidade Ocidental/GO; Cristalina/GO;
Formosa/GO; Luziânia/GO; Novo Gama/GO; Planaltina/GO; Santo Antônio do Descoberto/GO; Valparaíso de Goiás/GO

29/03/2017 – São Paulo/SP

31/05/2017 – Goiânia/GO

26/07/2017 – Belo Horizonte/MG; Fortaleza/CE; Juazeiro do Norte/CE; Sobral/CE; Recife/PE; Salvador/BA

27/09/2017 – Campinas/SP; Franca/SP; Ribeirão Preto/SP; Santos/SP; Vale do Paraíba/SP

25/10/2017 – Rio de Janeiro/RJ; Vitória/ES

31/01/2018 – Curitiba/PR; Florianópolis/SC; Porto Alegre/RS

28/03/2018 – Bauru/SP; Presidente Prudente/SP; São José do Rio Preto/SP; São Luís/MA

30/05/2018 – Belém/PA; João Pessoa/PB; Maceió/AL; Manaus/AM; Teresina/PI; Aracaju/SE; Natal/RN

28/11/2018 – Boa  Vista/RR; Campo Grande/MS; Cuiabá/MT; Macapá/AP; Palmas/TO Paraná (Oeste do Estado); Porto Velho/RO; Rio Branco/AC; Rio de Janeiro (interior); Rio Grande do Sul (Sul do Estado); São Paulo (interior)

05/12/2018 – Blumenau/SC; Jaraguá do Sul/SC; Joinville/SC; Campina Grande/PB; Dourados/MS; Caruaru/PE; Petrolina/PE; Rondonópolis/MT; Feira de Santana/BA; Vitória da Conquista/BA; Governador Valadares/MG; Juiz de Fora/MG; Uberaba/MG; Uberlândia/MG; Imperatriz/MA; Marabá/PA; Mossoró/RN; Parnaíba/PI; Santa Maria/RS

Fonte: Portal G1

Israel e Portugal entram para lista de países com casos de vírus zika

SÃO PAULO  –  A lista de países que confirmam casos de vírus zika está aumentando. Além de EUA, Reino Unido e Espanha, há informações de que Portugal e Israel também notificaram casos semelhantes.

Em Portugal, a Direção-Geral de Saúde informou que já registrou quatro casos da doença. Todos são pessoas que acabaram de retornar de viagem ao Brasil.

Em comunicado do órgão português, as mulheres grávidas que viajaram recentemente a países afetados pelo vírus zika são aconselhadas a procurarem um médico.

Israel

O primeiro caso israelense foi notificado pelo Ministério da Saúde na quinta-feira passada (21). A paciente é uma menina de dois anos que viajou recentemente à Colômbia.

O órgão israelense aconselha as mulheres grávidas a cancelarem viagens a países onde há epidemia do vírus zika. Caso não possam evitar o destino, o Ministério da Saúde recomenda que consultem um especialista, principalmente em doenças infecciosas, antes de partirem.

EUA

O Departamento de Saúde de Nova York anunciou, na sexta-feira passada (22), que três pessoas foram diagnosticadas com o vírus zika. De acordo com o jornal “The New York Times”, os três pacientes viajaram recentemente para fora dos EUA.

Um deles já está recuperado, enquanto os outros dois estão em processo de melhora, mas sem complicações.

Em comunicado, o comissário de saúde do Estado de Nova York, Howard Zucker, disse que “não há praticamente nenhum risco de se adquirir o vírus zika em Nova York”. De acordo com ele, os mosquitos não são ativos nos meses frios do inverno.

Zucker aconselha, no entanto, que viajantes, especialmente mulheres grávidas, verifiquem se há alertas de saúde e tomem medidas preventivas (como vestir camisas de mangas compridas e usar repelente de mosquitos) quando viajam para países onde o vírus foi encontrado.

Reino Unido

A Inglaterra também tem três pessoas diagnosticadas com o vírus zika. Segundo o Departamento de Saúde Pública, todos retornaram de viagens para as Américas Central e do Sul – Colômbia, Suriname e Guiana.

Acredita-se que os três casos são os primeiros confirmados dentro do país.

De acordo com o comunicado oficial, a zika não ocorre naturalmente no Reino Unido e só é transmitido por meio de picada de mosquito e, em casos raros, “por meio de relações sexuais e de mãe para o feto via placenta”.

Espanha

Na Catalunha, região autônoma da Espanha, a Agência de Saúde Pública confirmou que duas mulheres de origem sul-americana contraíram o vírus zika.

Os dois casos foram diagnosticados no fim de 2015, quando elas retornaram de viagem a seus países.

Fonte: Valor Econômico

Médicos peritos do INSS decidem voltar ao trabalho nesta segunda-feira

Depois de quase 140 dias de greve, os médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiram retornar ao trabalho, mas em “estado de greve”, a partir desta segunda-feira (25), segundo a associação nacional da categoria. A entidade informa, no entanto, que será retomado apenas o atendimento àqueles que ainda não se submeteram à perícia médica inicial.

Em nota divulgada na semana passada, a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) afirmou que a categoria permaneceria em estado de greve, o que significa que será mantido apenas o atendimento essencial, com prioridade para quem vai fazer a primeira perícia para dar entrada a algum tipo de benefício.

“Novas paralisações no futuro não estão descartadas. Esperamos que com essa atitude de distensionamento, o governo saia da trincheira em que se colocou e volte a negociar com a categoria”, afirmou o comunicado.

O INSS informou que o retorno dos peritos ao trabalho “permitirá ao Instituto envidar esforços para  uma rápida e completa regularização do atendimento à população, reduzindo o tempo de espera pela perícia médica e agilizando a conclusão dos processos represados”.

Segundo o órgão, “em boa parte das unidades”, o atendimento pericial é realizado normalmente. “A Central de Atendimento 135 está à disposição para informar os segurados e realizar os agendamentos e/ou reagendamentos necessários”, acrescentou.

A greve (a mais longa da categoria) foi iniciada no dia 4 de setembro do ano passado. Mais de 2 milhões de perícias deixaram de ser feitas desde então, segundo a associação que representa os trabalhadores. O INSS fala em 1,3 milhão.

Hoje, apenas cerca de 30% dos peritos estão trabalhando segundo a associação. A partir do dia 25, eles voltam em 100% “em estado de greve”.

Segundo o diretor sindical da Associação Nacional dos Médicos Peritos, Luiz Carlos de Deive de Argolo, o retorno representa apenas uma mudança na forma de protesto “diante da intransigência e insanidade do governo de deixar 2,1 milhões de perícias sendo remarcadas”.

Fonte: Portal G1

Mega-Sena, concurso 1.783: ninguém acerta e prêmio vai a R$ 10 milhões

Ninguém acertou as dezenas do concurso 1.783 da Mega-Sena sorteado neste sábado (23) na cidade de Ponte Nova (MG), e o prêmio acumulou em R$ 10 milhões.

Veja as dezenas sorteadas: 04 – 06 – 16 – 18 – 21 – 38.

A quina teve 67 apostas ganhadoras, que levarão R$ 29.033,90 cada. Outras 4886 apostas acertaram a quadra e vão ganhar R$ 568,75 cada.

Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.

Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

Fonte: Portal G1

Projeção de instituições financeiras para inflação sobe para 7,23% este ano

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam por mais inflação neste ano e em 2017. A estimativa das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) este ano foi ajustada pela quarta vez seguida, ao passar de 7% para 7,23%. Para o próximo ano, a expectativa é que a inflação fique abaixo do limite superior, mas ainda distante do centro da meta. A projeção para 2017 passou de 5,40% para 5,65%, no segundo ajuste consecutivo.

A meta de inflação tem como centro 4,5% e o limite superior é 6,5%, em 2016, e 6%, no próximo ano.

As estimativas são do boletim Focus, uma publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC), com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia.

Depois da polêmica envolvendo a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC na semana passada, a projeção mediana (que desconsidera extremos das estimativas) para a taxa básica de juros, a Selic, passou de 15,25% para 14,64% ao ano. Ao final de 2017, a estimativa também caiu de 12,88% para 12,75% ao ano. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano.

A polêmica surgiu às vésperas do anúncio da decisão do Copom, quando o presidente do BC, Alexandre Tombini, divulgou comentário sobre a revisão de projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a economia brasileira. Na terça-feira (19), primeiro dia de reunião do Copom, Tombini disse, em nota, que as revisões foram significativas e seriam consideradas na decisão do comitê.

O FMI aumentou a projeção de queda da economia brasileira neste ano de 1% para 3,5%. Para 2017, a expectativa é de estabilidade, com a estimativa de crescimento zero do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), contra a expectativa de crescimento de 2,3%, divulgada em outubro do ano passado.

O comunicado de Tombini em dia de reunião do Copom foi incomum e indicou uma mudança de direção com relação à Selic. Analistas criticaram a comunicação do BC, que anteriormente informava que adotaria as medidas necessárias para controlar a inflação, ou seja, que elevaria a Selic. Para alguns analistas, o BC estaria cedendo a pressões ao mudar a comunicação e tomar a decisão de manter a Selic em 14,25% ao ano.

Quando há elevação da taxa Selic, a demanda por produtos e serviços é afetada, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam as pessoas a economizar em vez de gastar. Quando há redução da Selic, o efeito é o contrário: incentiva produção e consumo, mas alivia o controle da inflação. Nas suas decisões, o BC tem que decidir se no momento a prioridade é controlar a inflação ou estimular a economia. Além de afetar a demanda, a elevação da taxa influencia também as expectativas com relação à inflação.

Na avaliação das instituições financeiras, a economia deve encolher 3% este ano, contra a previsão anterior de 2,99%. Para 2017, a expectativa é de recuperação, com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,8%. A estimativa anterior era 1% de expansão da economia.

Fonte: Agência Brasil

Marcelo Rebelo de Sousa é eleito presidente de Portugal

O candidato do Partido Social Democrata (PSD), Marcelo Rebelo de Sousa, foi eleito neste domingo (24), em primeiro turno, presidente de Portugal. Rebelo de Sousa é professor de direito da Universidade de Lisboa e tem 67 anos.

Conforme os dados da Secretaria-Geral do Ministério de Administração Interna – Administração Eleitoral, divulgados na noite de domingo, o candidato conservador foi o mais votado, com 52% dos votos, e vai suceder a Cavaco Silva, que o apoiou.

Em segundo lugar, ficou Sampaio da Nóvoa, com 22,89%.

Dez candidatos concorreram ao cargo, um recorde na história das eleições do país. A previsão era que cerca de 9,7 milhões de eleitores comparecem às urnas – 85,3 mil a mais do que em 2011, quando  Cavaco Silva foi reconduzido ao cargo de chefe de Estado, também no primeiro turno, com 53,14% dos votos.

Fonte: Agência Brasil

ProUni divulga hoje lista de pré-selecionados na primeira chamada

Os candidatos a bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) terão acesso hoje (25) à lista dos pré-selecionados na primeira chamada. O resultado estará na página do programa na internet. Até o dia 1° de fevereiro os pré-selecionados deverão comparecer às instituições de ensino e comprovar as informações prestadas no momento da inscrição. Nesta primeira edição de 2016, o programa ofertou 203.602 bolsas para 30.931 cursos.

É responsabilidade do estudante verificar nas unidades de educação superior os horários e o local onde deve comparecer para a comprovação de informações. A perda do prazo ou a não comprovação das informações resultarão na reprovação do candidato. Entre as informações exigidas estão documento de identificação, comprovantes de residência, de rendimento dos estudantes e de integrantes do grupo familiar e comprovantes de ensino médio.

O resultado da segunda chamada será divulgado no dia 12 de fevereiro. Quem não for pré-selecionado em nenhuma das duas poderá entrar na lista de espera do dia 26 fevereiro ao dia 29 do mesmo mês.

Por meio do ProUni, estudantes concorrem a bolsas de estudos parciais e integrais em instituições particulares de educação superior, com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As inscrições para o ProUni foram encerradas na última sexta-feira (22). O último balanço divulgado pelo Ministério da Educação registrou 1.425.575 candidatos inscritos, concorrendo às 203.602 bolsas oferecidas.

Fonte: Agência Brasil

Falta de qualidade das instituições reduz bolsas do ProUni, diz Mercadante

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou hoje (22) que a queda de cerca de 4% na oferta de bolsas por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni) deve-se à reprovação da qualidade de 97 instituições de ensino superior que estão sob supervisão do Ministério da Educação (MEC).

“Não vamos dar bolsa onde não tem qualidade. É um investimento do estado, está tendo isenção fiscal. Então, queremos que os alunos tenham a bolsa do ProUni, do Fies [Fundo de Financiamento Estudantil], sempre com qualidade nos cursos. Não abrimos mão da qualidade”, disse o ministro, pouco antes de participar de encontro com secretários de Educação da Grande São Paulo, no auditório da Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital paulista.

Mercadante destacou, no entanto, que, no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), houve crescimento de 10%, com a oferta de 228 mil vagas. Concorrendo ao Sisu, os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem ingresso em universidades públicas.

De acordo com o ministro, 340 instituições estão sob supervisão do MEC e têm de fazer o Termo de Ajustamento de Conduta. Isso, na prática significa que essas instituições de ensino têm de apresentar medidas mostrando que estão aptas para retomar a qualidade do ensino de acordo com o padrão exigido.

Segundo Mercadante, nos últimos 12 anos, foram abertas no país cerca de 5 milhões de vagas a mais no ensino superior. “O sistema cresceu como nunca, mas tem de crescer com qualidade”, afirmou.

Incrições terminam nesta sexta

As inscrições para o ProUni tiveram início terça-feira (19) e encerram-se às 23h59 de hoje (22). De acordo com o MEC, até as 19h de ontem (21), 1.304.995 candidatos tinham feito a inscrição para concorrer às 203.602 bolsas oferecidas pelo programa em 30.931 cursos de universidades particulares, número em torno de 4% menor do que o do ano passado (213.113).

A inscrição pode ser feita pela internet, acessando o site do ProUni. O candidato tem de informar o número da inscrição e a senha usados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Cadastro de Pessoa Física (CPF). O inscrito tem de ter obtido, no mínimo, 450 pontos na média das notas e não ter tirado zero na redação do Enem. E é possível escolher até duas opções de curso e instituição. As maiores chances são para as áreas de engenharia, administração, pedagogia, direito e ciências contábeis.

O ProUni oferece a estudantes brasileiros de baixa renda bolsas de estudo integrais e parciais (50% da mensalidade). Podem concorrer às bolsas os alunos que cursaram o ensino médio em escolas públicas ou, na condição de bolsistas, em escolas particulares. Pessoas com deficiência e os professores da rede pública que estejam exercendo a profissão também podem se inscrever.

As bolsas integrais são para os candidatos com renda familiar bruta por pessoa de até 1,5 salário mínimo por mês e as parciais, para aqueles com renda familiar bruta por pessoa de até três salários mínimos. Estão dispensados dos critérios de renda os professores em efetivo exercício do magistério da educação básica, integrantes de quadro de pessoal permanente de instituição pública. Eles concorrem exclusivamente a bolsas para cursos de licenciatura.

O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 25 deste mês e o da segunda chamada, em 12 de fevereiro. O prazo para quem não foi selecionado manifestar interesse em ficar na lista de espera vai do dia 26 ao dia 29 deste mês.

Fonte: Agência Brasil

Governo estuda uso do FGTS como garantia de empréstimo consignado, diz Barbosa

O governo estuda a possibilidade de o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ser usado como garantia para empréstimo consignado. A informação foi dada pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, em conversa com jornalistas, em Davos, na Suíça.

Barbosa disse que o governo recebeu essa proposta de instituições financeiras. A ideia é usar o saldo da multa do FGTS, caso o trabalhador perca o emprego. Segundo o ministro, o argumento em defesa da proposta é que, em momento de alta do desemprego, o uso do FGTS reduziria o risco de inadimplência, no caso dos trabalhadores do setor privado e, por consequência, a taxa de juros cairia.

De acordo com o ministro, a medida foi apresentada ao governo no ano passado. Barbosa disse ainda que o governo pediu mais detalhes sobre a proposta às instituições financeiras. “Não tem uma decisão ainda”, disse Barbosa, ressaltando que é preciso confirmar em quanto a taxa de juros seria reduzida e qual seria o impacto no FGTS.

Barbosa participa, em Davos, do Fórum Econômico Mundial, que reúne lideranças de diversos países para discutir temas econômicos de interesse global, como estratégias para a retomada do crescimento ao redor do mundo, e ações para o aquecimento da economia nos países.

Fonte: Agência Brasil

Juiz quer saber se advogado abre mão de depoimento de Lula

O advogado Marcelo Leal, que representa Alexandre Paes do Santos, um dos réus da Operação Zelotes, disse que pretende definir nesta sexta-feira (22) se mantém ou não o pedido de ouvir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como testemunha, na próxima segunda (25). Além de Lula, o lobista Alexandre Paes dos Santos indicou o ex-ministro Gilberto Carvalho.

“Acabei de saber que os advogados do presidente apresentaram uma petição dizendo que, aquilo que ele teria a dizer sobre este assunto, ele já prestou depoimento à polícia em um depoimento que eu peguei cópia mas não li ainda. O juiz abriu prazo para que eu me manifeste se eu ainda assim insisto na oitiva dele ou se eu me dou por satisfeito com a cópia do depoimento”, disse o advogado. Leal afirmou que ainda não leu a petição entregue pelos advogados do ex-presidente.

“Eu arrolei o presidente Lula por uma razão muito simples: se a acusação é de compra e venda de medidas provisórias e a Constituição estabelece que é competência exclusiva para edição de medidas provisórias do presidente da República e, especificamente, meu cliente estaria supostamente envolvido na compra da Medida Provisoria 471, que é da época que o presidente Lula estava no governo. É natural que a defesa queira ouvi-lo”, disse Leal.

Segundo nota divulgada pelo Instituto Lula, “o ex-presidente Lula esclareceu hoje (6/01) à Polícia Federal que as medidas provisórias 471/2009 e 512/2010 foram editadas em seu governo para promover o desenvolvimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, sem favorecimento a qualquer setor. Lula prestou informações ao delegado Marlon Cajado, na sede do DPF em Brasília, colaborando, como sempre faz, para esclarecer a verdade. O ex-presidente não é investigado e nem mesmo testemunha no inquérito”, diz parte do texto.

Alexandre Paes dos Santos foi preso no fim de outubro do ano passado, em uma fase da Operação Zelotes que investigou a relação entre a edição de medidas provisórias e benefícios ao setor automotivo.

Fonte: Agência Brasil

Tempestade de neve provoca cancelamento de 5 mil voos na Costa Leste dos EUA

As previsões de uma tempestade de neve e vento para a Costa Leste dos Estados Unidos geraram o cancelamento de 2.544 voos que deviam descolar hoje (22) e 2.565 agendados para amanhã (23), além de outras restrições à circulação.

Transportes terrestres, como ônibus e metrô, preparam-se também para o agravamento acentuado do estado do tempo. Ao meio-dia de hoje (horário local, 15h no horário de Brasília), o governo federal encerrou o expediente. As empresas e os organismos administrativos sediados em Washington deram aos trabalhadores a opção de trabalhar a partir de casa.

As previsões meteorológicas indicam que o mau tempo na Costa Leste dos EUA pode deixar até 60 centímetros de neve nas ruas e que o vento pode atingir 100 quilômetros por hora, tendo sido declarada situação de emergência em seis estados.

Washington DC (Distrito de Columbia), Maryland, Virgínia, Pensilvânia, Carolina do Norte e Tennessee preparam-se para, pelo menos, 36 horas de tempestade de neve, o que colocou em alerta máximo cerca de 29 milhões de pessoas, podendo ser afetadas até 85 milhões.

A presidente da Câmara de Washington DC, Muriel Bowser, advertiu nesta sexta-feira que se trata de um temporal “de vida ou de morte” e que as autoridades trabalham com uma situação de “segurança nacional”, já que o Serviço Nacional de Meteorologia descreveu o caso como “histórico”, justificando a tomada de precauções sem precedentes.

O metrô de Washington, que serve os estados vizinhos de Maryland e Virgínia, fechará às 23h (2h de sábado no horário de Brasília) e assim permanecerá até pelo menos segunda-feira (25), o que não ocorria desde o furacão Sandy, em outubro de 2012, quando o metrô fechou por 36 horas.

A circulação de ônibus será interrompida às 15h (18h no horário de Brasília), hora que as autoridades recomendam que todos os cidadãos estejam no local onde pretendem permanecer até que a tempestade passe e as ruas e estradas voltem a estar transitáveis.

Os estados ameaçados pela tempestade já têm estocados cerca de dois milhões de toneladas de sal para limpeza de neve nas estradas.

Opresidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou ontem (21) a declaração de situação de calamidade no Alabama por causa das tempestades e inundações causadas pelo temporal Golias, que atingiu o Sul e o Centro do país no fiml do ano.

A declaração autoriza o envio de ajuda federal para recuperação do Alabama e para complementar a assistência já prestada ao estado, aos municípios, às reservas indígenas e a algumas ONG.

Em 29 de dezembro, o presidente norte-americano assinara declaração idêntica para o estado do Oklahoma, a fim de ajudar as pessoas afetadas pelos ventos, tempestades e tornados do Golias.

O mau tempo que se registou entre 23 e 31 de dezembro deixou um rasto de dezenas de mortos e milhares de casas destruídas, levando à decretação da situação de emergência em estados como o Texas, Missouri, Oklahoma, Novo México, Alabama, Mississípi e Geórgia.

Fonte: Agência Brasil

Pais devem ficar atentos a selo do Inmetro em materiais escolares

Na hora de comprar materiais escolares, os pais devem ficar atentos ao selo de conformidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O alerta foi feito hoje (22) pelo  diretor de Avaliação da Conformidade do órgão, Alfredo Lobo.

“Isso [o selo] evidencia que antes desse produto ser colocado no mercado, ele passou por ensaios de laboratório e demonstrou atender aos requisitos de segurança estabelecidos no regulamento publicado pelo Inmetro”, disse.

O Inmetro monitora relatos de acidentes de consumo e recalls com entidades semelhantes em países como Canadá, Itália, Austrália e Estados Unidos, e identificou problemas em materiais escolares que também são vendidos no Brasil.

“São produtos que tinham substâncias tóxicas e eventualmente metais pesados. Produtos que têm partes cortantes ou pontiagudas que podem gerar intoxicação da criança ou acidente, como cortes”, citou.

O instituto está realizando uma operação nacional de fiscalização para verificar se os produtos vendidos têm o selo de conformidade. As regras para receber a certificação foram publicadas pelo Inmetro em 2010 e estabeleceram requisitos mínimos de segurança para 25 itens da lista de material escolar.

Para a indústria, o Inmetro deu prazo até 2013 para fabricar ou importar produtos dentro das regras. Já para o varejo, o limite para comercialização de materiais sem o selo era fevereiro de 2015. “A partir dessa data, teoricamente, todos os materiais escolares abrangidos por aquele regulamento deveriam estar certificados”, disse Lobo.

Além da fiscalização deste mês, período mais intenso de venda de material escolar, o Inmetro diz que monitora rotineiramente se os produtos no mercado estão certificados.

Riscos do mercado informal
O instituto também recomenda que os pais não comprem artigos escolares no mercado informal e que exijam a nota fiscal.

“Há uma presença grande de materiais escolares nas mãos de ambulantes e camelôs e as análises que nós fazemos de materiais desse tipo é que eles têm, frequentemente, substâncias tóxicas e metais pesados, substâncias perigosas para o organismo humano”. Lobo advertiu que essas substâncias podem trazer consequências acumulativas, que vão se manifestar tempos depois.

Os consumidores que observarem qualquer irregularidade nos materiais escolares podem fazer a denúncia à Ouvidoria do Inmetro, por meio do telefone gratuito 0800 285 1818. A reclamação aciona a fiscalização e os técnicos vão ao ponto de venda. O comerciante que estiver em situação irregular pode ser penalizado com advertência e receber multa que vai de R$ 100 até R$ 1,5 milhão. Além disso, pode ter o material apreendido ou interditado, dependendo do caso.

Fonte: Agência Brasil

Sobe para 44 número de mortos em três naufrágios no Mar Egeu

Guardas costeiros gregos recuperaram hoje (22) mais 20 corpos de migrantes, aumentando para 44 mortos, dos quais 20 crianças, o balanço ainda provisório de três naufrágios ocorridos de madrugada entre as costas turcas e gregas, de acordo com comunicado oficial da Polícia Portuária da Grécia.

As mais recentes vítimas morreram no naufrágio de uma embarcação próximo da Ilha de Kalolimnos, que até agora causou 34 mortos, entre os quais 11 crianças e 16 mulheres.

Segundo a Polícia Portuária, as buscas prosseguem, porque, segundo os 26 sobreviventes, a embarcação transportava várias dezenas de pessoas.

Sete outras pessoas, seis crianças e uma mulherafogaram-se quando a embarcação em que estavam afundou na costa de Farmakonissi, mais ao Norte da Grécia. Os 48 resgatados não deram informações sobre desaparecidos.

Os guardas costeiros turcos recuperaram os corpos de três crianças após um terceiro naufrágio ao largo de Didim, conforme a agência noticiosa Dogan.

Em decorrência da chegada do inveno, as autoridades gregas e organizações humanitárias alertavam há semanas para o crescente risco das travessias entre a costa turca e as ilhas gregas.

Antes da descoberta dos 20 novos corpos, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) lamentou “um recorde de mortes no Mediterrâneo de migrantes e refugiados em janeiro de 2016 na comparação com os meses de janeiro de 2015 e 2014”, com pelo menos 119 pessoas.

O número de janeiro de 2016 é “mais elevado que o número total de vítimas em janeiro de 2015 (82 mortos) e em janeiro de 2014 (12)”, adiantou a OIM.

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena, concurso 1.782: ninguém acerta e prêmio vai a R$ 6 milhões

Ninguém acertou as seis dezenas do sorteio do concurso 1.782 da Mega-Sena, realizado na noite desta quarta-feira (20). O sorteio ocorreu na cidade de Ponte Nova (MG).

O prêmio acumulado para o próximo sorteio, no sábado (23), é de R$ 6 milhões.

Veja as dezenas sorteadas: 06 – 18 – 34 – 47 – 52 – 57.

A quina teve 110 apostas ganhadoras, que irão levar R$ 13.771,92 cada uma. Outros 3.430 acertaram a quadra e vão ganhar R$ 630,94 cada.

Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.

Fonte: Portal G1

Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica será assinado em fevereiro

O Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP), que inclui 12 países que representam 40% da economia mundial, será assinado oficialmente em 4 de fevereiro na Nova Zelândia.

O TPP permitirá criar a maior zona mundial de livre comércio, que incluirá Estados Unidos e Japão, mas não a China.

As negociações começaram em 2008 e foram concluídas após uma sessão de mais de cinco dias em outubro do ano passado.

O ministro neozelandês do Comércio, Todd McClay, anunciou nesta quinta-feira que o texto será assinado em 4 de fevereiro em Auckland, o que “marcará o fim do processo de negociação”.

“Depois da assinatura, os 12 países poderão iniciar os processos de ratificação. Terão dois anos para fazer isto, antes da entrada em vigor do acordo”, completou.

O TPP inclui Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura, Estados Unidos e Vietnã.

Cada país deve ratificar o texto sem fazer alterações, o que pode representar uma dificuldade em alguns casos. Muitas pessoas criticam os efeitos perversos do texto sobre os direitos dos trabalhadores, o meio ambiente ou o acesso a medicamentos.

O acordo, muito amplo, pretende fixar as regras do comércio e dos investimentos internacionais no século XXI e espera servir de estímulo para que a China adapte suas próprias regras em termos de comércio, investimento e direito comercial às definidas pelo TPP.

Prevê uma abertura considerável dos mercados de produtos agrícolas para Canadá, Estados Unidos e Japão.

Também envolve setores como o intercâmbio de dados e a propriedade intelectual, que não estavam contemplados em acordos multilaterais anteriores.

Fonte: Zero Hora

Cientistas admitem existência de nono planeta no Sistema Solar

Cientistas admitiram hoje (20) a possibilidade de existir um nono planeta, gigante e gelado, no Sistema Solar. De acordo com os astrônomos, os estudos são baseados em modelos matemáticos e simulações por computador e não em observação direta.

O corpo celeste, batizado como “nono planeta”, terá uma massa cerca de dez vezes maior que a da Terra e uma órbita 20 vezes mais afastada que a de Netuno, oitavo planeta do Sistema Solar, o mais externo e que gira em torno do Sol a uma distância média de 4,5 bilhões de quilômetros.

Segundo os investigadores Konstantin Batygin e Mike Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, o possível planeta, oculto pela órbita de Plutão, leva entre 10 mil e 20 mil anos para completar uma trajetória ao redor do Sol.

Durante muito tempo Plutão foi considerado como o nono planeta do Sistema Solar, mas perdeu o status, passando a planeta-anão em decorrência do seu tamanho reduzido.

O “nono planeta” terá uma massa cinco mil vezes maior à de Plutão.

Conforma a dupla de cientistas, os planetas-anões são aparentemente afetados por uma força gravitacional com possível origem num planeta oculto, um “perturbador massivo”, como o “nono planeta”.

A se confirmar a existência de um nono planeta no Sistema Solar, através de observação com telescópios potentes, será o quinto maior, depois de Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno.

A investigação dos astrônomos foi publicada na revista Astronomical Journal.

Fonte: Agência Brasil

Quarto transplantado com coração artificial morre na França

O quarto paciente que recebeu um coração artificial da empresa francesa Carmat faleceu por complicações médicas, ligadas ao seu estado crítico antes e depois da operação, mas a prótese não está relacionada a sua morte, anunciou a Carmat na madrugada desta quinta-feira.

“Realizamos um transplante em um paciente em fase terminal de insuficiência cardíaca. O transplante transcorreu convenientemente e a prótese foi satisfatória ao longo de seu funcionamento. O paciente faleceu por complicações médicas não relacionadas com a prótese”, indicou o professor Pascal Leprince, chefe do serviço do Instituto de Cardiologia do hospital da Pitié-Salpétrière de Paris, em um comunicado da empresa.

O paciente, de 58 anos, que sofre de insuficiência biventricular severa, foi operado no dia 22 de dezembro pela equipe do Hospital Universitário de La Pitié Salpêtrière. A data da morte não foi divulgada.

O primeiro paciente transplantado em dezembro de 2013 com o coração da Carmat morreu 74 dias depois da operação realizada em Paris, aos 76 anos; o segundo, de 69 anos, faleceu em maio nove meses após a intervenção.

Estas duas primeiras mortes foram provocadas por uma falha técnica da prótese.

O terceiro paciente que recebeu um coração artificial Carmat morreu de forma súbita em 18 de dezembro, sem que a prótese estivesse envolvida no falecimento, segundo o fabricante francês.

O homem, de 74 anos, havia voltado para sua casa perto de Estrasburgo (leste da França) no fim de agosto, depois de receber o transplante no dia 8 de abril na capital alsaciana, no âmbito de um estudo de viabilidade do dispositivo.

O coração Carmat leva um revestimento interno de biomateriais extraídos de tecidos de bovinos para evitar a formação de coágulos.

Fonte: Exame Notícias

Juiz autoriza depoimento de Dilma como testemunha de defesa na Operação Zelotes

A presidenta Dilma Rousseff deverá ser ouvida como testemunha de defesa de um dos acusados no suposto envolvimento de compra de duas medidas provisórias (MPs) no governo.  A assessoria de imprensa da Justiça Federal do Distrito Federal confirmou que o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, autorizou o pedido para que a presidenta seja ouvida.

De acordo a assessoria de imprensa da Justiça Federal do DF, será expedido um ofício de consulta à presidenta para saber como ela vai querer responder as perguntas, se por escrito ou de forma presencial.

As investigações sobre as denúncias de compra de MPs foram feitas na Operação Zelotes, deflagrada pela Polícia Federal, em março do ano passado, para apurar suspeita de pagamento de propina a integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) visando anular ou diminuir débitos tributários de empresas com a Receita Federal.

Procurado pela Agência Brasil, o Palácio do Planalto informou que não irá se manifestar sobre o assunto.

Fonte: Agência Brasil

Gripe suína H1N1 mata 18 pessoas na Armênia e 3 na Geórgia

Tblisi – A gripe suína H1N1 matou 18 pessoas na Armênia nos últimos dois meses, informou o Ministério da Saúde nesta quinta-feira, mas garantiu que não há risco de uma disseminação maior da doença.

O ministério havia dito em 13 de janeiro que 10 pessoas morreram de gripe suína no mesmo período, mas nesta quinta-feira elevou o número de mortos para 18.

O ministério disse que as mortes não representam uma epidemia. Separadamente, a vizinha Geórgia disse nesta quinta-feira que a gripe suína matou três pessoas somente neste ano.

 “Em janeiro de 2016, três casos de morte por vírus H1N1 foram confirmados por teste laboratoriais”, disse o diretor do Centro Nacional para o Controle de Doenças e Saúde Pública, Amiran Gamkrelidze.

Ele disse a jornalistas que todas as três vítimas foram homens da região oeste da Geórgia. O médicos em ambos os países disseram que os pacientes que morreram tiveram complicações e procuraram por assistência médica tarde demais.

Fonte: Exame Notícias

Vendas de livros crescem em 2015, mas faturamento cai, mostra pesquisa

As vendas de livros não tiveram um bom ano em 2015, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (21) pela Nielsen. As vendas do setor tiveram alta de 2,52% em número de exemplares no ano passado, na comparação com 2014. O faturamento, no entanto, teve uma queda real de 7%, descontada a inflação.

No Natal, houve queda também nas vendas em número de exemplares, de 7,5%. Já o faturamento recuou 4,5%, apesar da alta média de 3,2% nos preços. Os números têm como base o resultado de Nielsen BookScan Brasil, que apura as vendas das principais livrarias e supermercados.

“Obviamente o mercado editorial não é imune à crise, no entanto foram vendidos 1 milhão de livros a mais em 2015. (…) Os números indicam que os varejistas enfrentaram a crise cedendo menos descontos. As editoras sentiram mais a crise, já que o preço médio se manteve praticamente paralisado”, afirma, em nota, Ismael Borges, da Nielsen.

Fonte: Portal G1

Guerras entre humanos podem ter começado há 10 mil anos

As guerras se transformaram em algo constante na história da humanidade, mas podem ter começado a ocorrer há 10 mil anos, pelo menos 4 mil anos antes do que o inicialmente imaginado pelos cientistas, de acordo com um estudo divulgado pela revista britânica “Nature”.

Um grupo de pesquisadores liderados por Marta Mirazón Lahr e Robert Foley, ambos da Universidade de Cambrigde (Reino Unido), encontrou evidências de violência entre dois clãs que teriam se enfrentado há 10 mil anos, às margens do lago Turkana, no Quênia.

Para isso, os cientistas participantes do projeto “In-Africa” analisaram 27 fósseis humanos achados em 2012 na jazida de Nataruk, ao sudoeste do lago Turkana, explicou à Agência Efe José Manuel Maíllo Fernández, um dos autores do trabalho, membro do Departamento de Pré-História e Arqueologia da Universidade Nacional de Educação à Distância (UNED).

Os fósseis pertenciam a 21 adultos (oito homens, oito mulheres e outros cinco que os cientistas não conseguiram determinar o sexo), seis crianças, menores de 6 anos, e um adolescente, com idade entre 12 e 15 anos. Foi encontrado, além disso, um feto com até oito meses na cavidade abdominal de uma das mulheres, o que representa uma das provas da crueldade e violência, afirma Maíllo.

Os pesquisadores encontraram evidências de violência em dez indivíduos, como marcas de impacto – presumivelmente de flechas – ou fraturas por golpes. Outros dois foram achados com as mãos unidas, o que pode indicar que estavam amarrados quando morreram.

“A posição dos corpos não seguia uma disposição clara, uma clara evidência do abandono após a morte”, explica Maíllo.

A razão do massacre continua incerta. Os autores especulam que pode ter sido o resultado de uma disputa por recursos – territoriais ou alimentícios – ou simplesmente uma “resposta antagônica padrão” entre dois grupos que se encontram, não se gostam e brigam entre si.

Os dados são significativos porque até agora a guerra tinha sido vinculada com grupos que já tinham dominado a agricultura ou com sociedades hierarquizadas e sedentárias, acrescenta o cientista.

Além disso, a violência era relacionada com a falta de alimentos, o que não ocorria na região onde os corpos foram encontrados. Apesar de a jazida de Nataruk ser atualmente uma região desértica, há 10 mil anos era uma típica savana africana, com uma abundante fauna que vivia às margens do lago Turkana.

As descobertas representam, portanto, o caso mais antigo demonstrado cientificamente de violência entre dois grupos de caçadores-coletores. E, na opinião de Marta, “desafiam as teorias sobre a origem e a antiguidade da guerra” já que, até agora, a comunidade científica acreditava que os primeiros enfrentamentos intergrupais tinham ocorrido há 6 mil anos.

“O mais importante da descoberta de Nataruk não é a data, pois acredito que a violência intergrupal pode ser até mais antiga. Mas sim o fato de o conflito ter ocorrido entre dois grupos de caçadores coletores”, afirmou a líder da pesquisa.

Não existem ainda provas de que a guerra – entendida em uma escala inferior à atual – seja anterior a data descoberta, apesar de os autores do estudo acreditarem na possibilidade.

“Temos pequenos indícios pontuais, mas, pela primeira vez, isso ocorreu em grupos de caçadores-coletores, uma evidência de conflito intergrupal, uma guerra”, disse Marta, acrescentando que há evidências que o incidente poderia ser comum em outras regiões.

Para chegar a essas conclusões, os cientistas também analisaram os objetos encontrados junto com os restos mortais. Flechas feitas de obsidiana não identificada na região indica que o grupo que a lançou poderia ser de outro lugar.

Fonte: Exame Notícias

Justiça prorroga prazo para Samarco pagar indenização por danos socioambientais

O desembargador federal Néviton Guedes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, estendeu em 15 dias o prazo para o depósito da primeira parcela da indenização a ser paga pela Samarco e suas controladoras, a Vale e a BHP Billiton, pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). O prazo final para o pagamento, previsto na ação civil pública ajuizada pela Advocacia-Geral da União (AGU) no final de novembro, vencia nesta quarta-feira (20). A decisão do adiamento foi proferida na noite de ontem (19).

Em 18 de dezembro, a Justiça havia determinado que o primeiro depósito de R$ 2 bilhões devia acontecer em um prazo de 30 dias. A decisão era uma resposta a um dos pedidos feitos pela AGU na ação em que pede pelo menos R$ 20 bilhões para reparação dos estragos socioambientais decorrentes da tragédia. Segundo a AGU, o objetivo é usar os recursos em ações de contenção dos impactos, para revitalizar a bacia do Rio Doce e indenizar as pessoas afetadas pelo desastre.

Nesta terça-feira, após reunião em Belo Horizonte com representantes das empresas envolvidas no caso, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse que a intenção é concluir um acordo para recuperação dos danos até o fim de janeiro. Uma nova reunião está prevista para amanhã (21) em Brasília.

Em nota, a mineradora Samarco e suas acionistas informaram que durante a reunião foram definidos grupos de trabalho com representantes de órgãos ambientais para atuação imediata e que as empresas “estão trabalhando com as autoridades federais e estaduais em um acordo voltado para a continuidade das ações de remediação aos impactos socioambientais decorrentes do rompimento da barragem”.

Ação civil pública

O valor de R$ 20 bilhões foi estimado pela Advocacia-Geral da União, em parceria com os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, com base em laudos técnicos elaborados por órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Agência Nacional de Águas (ANA). A AGU informa que o valor “ainda é preliminar” e pode aumentar ao longo do processo judicial, pois os danos causados pelo rompimento da barragem ainda estão sendo calculados.

No dia 5 de novembro, o rompimento da Barragem de Fundão derramou 32 milhões de metros cúbicos de lama de rejeitos de mineração no Rio Doce. O episódio causou a morte de 17 pessoas, deixou dois desaparecidos, destruiu e prejudicou o abastecimento de água em diversos municípios e continua causando impactos ambientais graves no rio e no oceano.

Fonte: Agência Brasil

Bloco Folia de Rua Potiguar faz ensaio aberto em Natal

Nesta sexta-feira (22), o Espaço Cultural Ruy Pereira dos Santos, em Natal, será palco de mais um ensaio aberto do Bloco Folia de Rua Potiguar. A folia tem início às 19h e deve seguir até as 21h. Os músicos devem repetir a dose de animação que contagiou na última sexta-feira (15), os frequentadores do espaço cultural.

A programação é uma ótima pedida para os que querem se aquecer para o carnaval ao som dos batuques da cultura potiguar presentes no Coco-de-Zambê, Bambelô, Congos de Calçola, Caboclinhos e Boi Calemba. Os ensaios acontecem sempre às sextas-feiras até o carnaval. O Espaço Cultural Ruy Pereira dos Santos fica na Avenida Rio Branco, ao lado do IFRN Cidade Alta.

Carnaval
O Folia de Rua sai oficialmente na quinta-feira, 4 de fevereiro, marcando a abertura do Carnaval de Natal. Na ocasião acontecem, a partir das 17h30, no espaço cultural, o concurso de fantasia e uma apresentação da Escola de Samba Malandros do Samba. O cortejo do bloco ganha as ruas do centro da cidade, a partir das 19h30, em direção ao Baile de Máscaras no Largo do Atheneu.

Serviço
Ensaio do Bloco Folia de Rua
Onde: Espaço Ruy Pereira, ao lado do IFRN Cidade Alta
Quando: 22 de janeiro

Fonte: Portal G1

Governo prepara plano de incentivo ao setor de óleo e gás, diz Braga

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse nesta quarta-feira (20) que o governo deve anunciar na próxima semana medidas de incentivo a novos investimentos no setor de petróleo e gás no Brasil. Uma entrevista coletiva para detalhar o plano está prevista para o dia 26.

Braga deu a informação a jornalistas após se reunir com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto para tratar do tema. Existia a previsão de que as medidas fossem anunciadas ainda nesta quarta, mas, segundo o ministro, alguns detalhes ainda faltam ser fechados.

O ministro não quis adiantar quais ações estão sendo estudadas. Mas uma delas deve ser a manutenção do sistema para definir o preço mínimo do petróleo para cálculo do valor de royalties e participação especial pago por empresas do setor de óleo e gás.

Uma mudança nesse sistema vinha sendo avaliada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mas ela recebeu críticas do setor.

Na segunda (18), Braga já havia afirmado que o governo estuda “outros passos a serem dados para o setor de óleo e gás” para superar dificuldades provocadas, entre outros motivos, pela queda no preço internacional de petróleo. Uma das empresas afetadas é a Petrobras, que é controlada pelo governo federal.

O ministro disse também, na oportunidade, que as medidas incluíam “questões regulatórias que impactem na desoneração do custo de produção” e “na atratividade do investimento.”

Fonte: Portal G1

Saúde confirma 230 casos de microcefalia relacionada ao Zika

Com 3.893 notificações de casos suspeitos de microcefalia causada pelo vírus Zika, o Ministério da Saúde confirmou 230 até agora. Boletim epidemiológico divulgado hoje (20) mostra que as notificações foram registradas em 764 municípios de 21 unidades da federação.

Desde outubro do ano passado a notificação de microcefalia pelo sistema de saúde é obrigatória, em função do aumento inesperado da ocorrência da malformação devido ao vírus Zika. Nas duas primeiras semanas de 2016 foram notificados 728 casos suspeitos de microcefalia.

O ministério descartou 282 registros da malformação. Foram registradas também 49 mortes pela malformação congênita, e destas, seis tiveram confirmada a relação com o vírus Zika. O boletim traz o resultado da investigação laboratorial do sexto caso, um bebê com microcefalia em Minas Gerais, que teve a relação com o zika diagnosticada em laboratório.

De acordo com o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, os sistemas de saúde dos estados estavam interpretando de forma diferente o protocolo para registro dos casos. Por isso, houve problemas para a confirmação.

O governo, então, atualizou o protocolo para que as interpretações fossem unificadas. “Nos próximos boletins talvez possamos falar com mais segurança dos casos confirmados e descartados”, disse o diretor.

Pernambuco, com 1.306 casos suspeitos, 33% do total, é o que tem o maior número de registros. Em seguida estão Paraíba, com 665 casos, Bahia, com 496 e o Ceará, com 216. O Rio Grande do Norte tem 188 casos.

Carnaval

Apesar da intensa circulação de pessoas pelo país durante o carnaval, Maierovitch acredita que não haverá ampliação da área afetada pelo vírus, porque ele está presente em praticamente todos os estados.

O que pode acontecer é que as pessoas peguem a doença no lugar que estão visitando, disse o diretor, acrescentando que o zika não é transmitido de pessoa para pessoa. O diretor ressalta que a prioridade do Ministério da Saúde é prevenir a malformação controlando o mosquito.

Notificação

Segundo Maierovitch, o ministério estuda alterar a metodologia de notificação do zika. Atualmente é usado o método sentinela, pelo qual alguns casos de uma região são comprovados laboratorialmente e os seguintes por diagnóstico clínico. Os serviços de saúde não são obrigados a registrar todos os casos da doença uma vez que a capacidade de diagnóstico é baixa e, 80% dos infectados não apresentam sintomas.

A capacidade atual dos laboratórios é de aproximadamente mil diagnósticos de zika por mês. A expectativa é que nos próximos meses a capacidade chegue a 20 mil. Maierovitch disse que, mesmo que o método de registro continue sendo o sentinela, a representatividade com esta nova capacidade de notificação estará mais próxima da realidade.

Fonte: Agência Brasil

Governo publica decreto que cria órgão para fiscalizar o futebol

O governo publicou nesta quarta-feira (20), no “Diário Oficial da União”, o decreto que cria a Autoridade Pública de Governança do Futebol (APFUT), órgão que vai fiscalizar se os clubes do país estão seguindo as normas exigidas pela medida provisória do futebol.

 A APFUT será formada por representantes dos ministérios do Trabalho, dos Esportes e da Fazenda, por representantes de entidades de árbitros de futebol, de atletas, de dirigentes e de treinadores.

O papel principal da autoridade será fiscalizar o cumprimento, pelos clubes, das contrapartidas previstas na MP do Futebol, aprovada pelo Congresso em 2015 e sancionada por Dilma, que permitiu aos clubes buscar o refinanciamento de dívidas com o governo federal, estimadas em R$ 5 bilhões.

A medida estabeleceu a criação do Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut). Para aderir ao programa, cada time interessado em renegociar sua dívida tem de cumprir uma série de exigências de responsabilidade fiscal. Caso não cumpram as exigências, estarão sujeitas a punições.

O Profut prevê, entre outros pontos, a publicação de demonstrações contábeis padronizadas e auditadas por empresas independentes; o pagamento em dia de todas as contribuições previdenciárias, trabalhistas e contratuais, incluindo direito de imagem; gasto máximo 70% da receita bruta com o futebol profissional; e manutenção de investimentos mínimos e permanentes nas categorias de base e no futebol feminino.

Fonte: Portal G1

Número de crianças matriculadas na pré-escola cresce em uma década

Nos últimos dez anos, o número de crianças de 4 a 5 anos, idade correspondente à pré-escola, matriculadas na educação básica teve aumento de quase 17 pontos percentuais. Segundo levantamento da organização não-governamental Todos Pela Educação, divulgado nessa terça-feira (19),  o número subiu de 72,5% em 2005, para 89,1% em 2014.

Também houve avanço constante nos últimos dez anos no acesso à educação básica para as crianças e jovens de 4 a 17 anos, passando de 89,5% para 93,6% entre 2005 e 2014, aumento de quatro pontos percentuais no período.

O levantamento foi feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa tem como objetivo monitorar a meta 1 da entidade, de garantir que toda criança e jovem de 4 a 17 anos frequente a escola. A meta estabelece que, até 2022, 98% dessas crianças e jovens devem estar matriculados na escola ou ter concluído o ensino médio.

A diretora executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, diz que, em parte, esses avanços se devem à Emenda Constitucional 59, de 2009, que dá prazo até este ano para que seja garantida a matrícula escolar a todos os brasileiros com idades entre 4 e 17 anos.

Outro fator, segundo ela, é o aumento da conscientização sobre a importância da educação infantil para garantir a aprendizagem nos anos seguintes da vida escolar. “Quanto antes a criança entra na escola, isso vai ajudá-la a se alfabetizar corretamente na idade certa e, consequentemente, aprender tudo que ela tem direito nas etapas posteriores”, disse.

Educação no campo

Na faixa de 4 a 17 anos, que abrange os estudantes da educação básica, o atendimento aos alunos que vivem na área rural cresceu mais que entre a população das áreas urbanas. Entre 2005 e 2014, o percentual de acesso à educação nessa faixa de idade na área rural passou de 83,8% para 92,5%; e o da área urbana, de 90,9% para 93,9%. O levantamento também mostra que o avanço foi maior entre pardos, seguido por pretos e brancos.

Em relação à faixa etária de 4 a 5 anos, também houve maior avanço no acesso à educação nas áreas rurais e entre as crianças pardas.

Segundo Priscila Cruz, esses segmentos eram os que estavam mais atrasados, portanto, era esperado que apresentassem maior evolução nos indicadores. Ela diz que os dados são motivo de comemoração e que é preciso mobilizar esforços para que os avanços se mantenham nos próximos anos.

“É uma boa notícia o Brasil conseguir avançar na inclusão, principalmente de uma população historicamente excluída. Você tem aí área rural, os 25% mais pobres, os pardos e negros. Eles constituem o grupo que mais cresceu. Isso é motivo de celebração e temos que nos inspirar nessa conquista dos últimos dez anos e aprofundá-la nos próximos”, disse.

Entre os Estados que em que o acesso à educação básica na faixa de 4 a 17 anos mais cresceu na última década, em pontos percentuais, estão Rondônia (8,4), Pará (8,2) e Maranhão (6,7). Entre as crianças e jovens de 4 e 5 anos, o aumento no atendimento foi maior em Rondônia (36,6 pontos percentuais), Rio Grande do Sul (33,4) e Mato Grosso (25,1).

Fonte: Portal Brasil

CPMF só deve ser discutida após impeachment, diz vice-líder do governo

O vice-líder do governo na Câmara, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), disse hoje (19) que a proposta de recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) só deve ser levada adiante pelo governo no Congresso Nacional após “derrotar” o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, que tramita no Legislativo.

Para o vice-líder do governo, a prioridade do Palácio do Planalto na retomada do ano Legislativo, em fevereiro, deve ser “se apressar para derrubar” o processo de impeachment contra Dilma. Segundo o parlamentar, essa agenda “atrapalha o país.”

“Espero que logo na abertura dos trabalhos, o presidente [da Câmara, Eduardo Cunha] coloque em pauta a eleição da comissão que vai analisar o impeachment”, defendeu.

Teixeira disse que a CPMF é “fundamental para o equilíbrio das contas públicas”, mas deve ser discutida considerando o tamanho da carga tributária.

“Se for necessário criar imposto, que não se aumente o conjunto da carga tributária. No Brasil, aqueles segmentos mais ricos contribuem proporcionalmente menos que os segmentos mais pobres. Então, pensar o imposto sobre grandes heranças é um tema contemporâneo”, avaliou o deputado, após reunião com o ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini.

Teixeira disse que fez um apelo a Berzoini para que o governo trabalhe pela aprovação do projeto que tributa grandes fortunas. O ministro não se manifestou sobre a sugestão do parlamentar.

Fonte: Agência Brasil

ProUni tem mais de 559 mil candidatos no primeiro dia de inscrições

Até as 17 horas de hoje (19) o Ministério da Educação recebeu 1.071.075 inscrições de 559.327 candidatos a bolsa de estudos do Programa Universidade para Todos (ProUni). Cada candidato pode fazer até duas opções de curso.

No primeiro dia de inscrições, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que o sistema está funcionando bem. “Nós temos tecnologia, nós temos história, nós temos competência. Ninguém vai ficar sem se inscrever por falha no sistema”, disse Mercadante.

Os candidatos têm até as 23h59 do dia 22 para se inscrever e concorrer a uma bolsa de estudos em cursos de instituições privadas de ensino superior. Nesta edição, o ProUni vai ofertar 203.602 bolsas para 30.931 cursos.

Para fazer a inscrição, o candidato d000eve ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015, obtido no mínimo 450 pontos na média das notas e não ter tirado nota 0 na redação. Apenas estudantes que não tenham diploma de curso superior podem concorrer às vagas.

O ProUni oferece a estudantes brasileiros de baixa renda bolsas de estudo integrais e parciais (50% da mensalidade). Podem concorrer às bolsas os alunos que cursaram o ensino médio em escolas públicas ou, na condição de bolsistas, em escolas particulares. Podem participar ainda pessoas com deficiência e os professores da rede pública que estejam exercendo a profissão.

Fonte: Agência Brasil

EUA confirmam três casos de zika vírus no estado da Flórida

O Departamento de Saúde da Flórida, nos Estados Unidos, confirmou nesta terça-feira (19) que três pessoas foram diagnosticadas com zika vírus, uma doença não mortal, mas que pode provocar problemas sérios em mulheres grávidas.

Dois dos casos detectados pelo Departamento de Saúde foram registrados no condado de Miami-Dade, e afetam pessoas que viajaram à Colômbia em dezembro.

O terceiro caso foi diagnosticado no condado de Hillsborough, no litoral oeste do estado, em uma pessoa que viajou para Venezuela também em dezembro.

A zika, que já atinge vários países do continente americano, entre eles o Brasil, é transmitida através de um mosquito do gênero Aedes aegypti, o mesmo portador da dengue.

Embora não se trate de uma doença mortal, a zika representa uma ameaça para as mulheres grávidas durante os primeiros meses de gestação, uma vez que o vírus foi vinculado com casos de microcefalia.

O vírus pode provocar também febre, olhos vermelhos sem secreção e sem coceira; erupção cutânea com pontos brancos ou vermelhos e, em menor frequência, dor muscular e articular.

Antes dos Estados Unidos o vírus foi detectado em países como Brasil, Colômbia, El Salvador, Barbados, Guatemala, Guiana Francesa, Honduras, Martinica, México, Paraguai, San Martín, Suriname e Venezuela.

Fonte: Portal G1000

Fórum Econômico Mundial 2016 em Davos começa nesta quarta

Tem início nesta quarta-feira (19) em Davos, na Suíça, a edição de 2016 do Fórum Econômico Mundial, que terminará no sábado (23). O tema deste ano é a “Quarta revolução industrial”.

Na terça (18), o presidente executivo e fundador Klaus Schwab transmitiu uma mensagem de boas-vindas aos participantes do encontro.

A presidente Dilma Rousseff decidiu não participar do evento. Segundo o Blog do Camarotti, ela pretende se concentrar na formulação de propostas para combater a crise econômica no Brasil. A intenção é mostrar resultados concretos. A delegação brasileira em Davos será chefiada pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa.

Desde que chegou ao Palácio do Planalto, em janeiro de 2011, a presidente só participou do encontro anual em 2014. No ano passado, Dilma deixou de participar do evento para comparecer à posse do presidente boliviano, Evo Morales, em La Paz.

Segundo assessores do Planalto, a presidente tratou da participação deste ano do Brasil em Davos em uma reunião na residência oficial com cinco ministros, representantes do Banco do Brasil, doBNDES e do Tesouro Nacional.

Criado em 1971, o fórum é realizado anualmente em Davos e reúne lideranças mundiais para discutir temas econômicos de interesse global, como estratégias para a retomada do crescimento ao redor do mundo e ações para o aquecimento da economia nos países.

Economia dos emergentes geram preocupação
Os líderes do Fórum Econômico Mundial deste ano estão temerosos com a economia dos países emergentes. Segundo Reuters, mais de US$ 1 trilhão em fluxos de investimentos já saíram dos mercados emergentes nos últimos 18 meses, mas o êxodo pode ainda não ter chegado nem na metade do caminho, com as outrora crescentes economias parecendo presas em um ciclo de baixo crescimento e investimento.

Alimentado por temores de aperto do crédito nos Estados Unidos e de alta do dólar, e vindo junto com uma longa desaceleração da economia chinesa e uma implosão do super ciclo relacionado às commodities, há uma crescente ansiedade de que não haverá uma recuperação acentuada ao fim deste momento difícil para recompensar os investidores que enfrentaram os piores momentos, ainda de acordo com a agência.

O Produto Interno Bruto (PIB) da China teve crescimento de 6,9% em 2015, o mais baixo desde 1990, segundo os dados oficiais divulgados nesta terça pelo Escritório Nacional de Estatísticas em Pequim. A segunda maior economia do mundo, acostumada com crescimentos acima dos dois dígitos nas últimas décadas, cresceu 6,8% no quarto trimestre de 2015 no comparativo com o mesmo período de 2014.

Outro assunto que deve tomar as atenções é a crise do preço do petróleo e seus efeitos em regiões como a América Latina.

A onda migratória sem precedentes na Europa e atentados extremistas no mundo todo também devem marcar as discussões no encontro. “A geopolítica será um tema primordial e discutido sob todos os aspectos”, afirma o fundador do Fórum, Klaus Schwab.

Líderes presentes

De acordo com a France Presse, vários dirigentes da União Europeia confirmaram presença: o primeiro-ministro da França, Manuel Valls, o presidente da Alemanha, Joachim Gauck, o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven e o chefe de governo da Grécia, Alexis Tsipras.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o secretário de Estado John Kerry, e o de Defesa Ashton Carter também devem estar presentes, assim como o primeiro-ministro de Israel,Benjamin Netanyahu.

A agência informou ainda que comparecerão o primeiro-ministro do Iraque, Haidar Abadi, seu contraparte da Turquia, Ahmet Davutoglu, o presidente do Afeganistão, Mohamed Ashraf Ghani, e o da Nigéria, Muhammadu Buhari.

Davos é um lugar ideal para concluir ou dar prosseguimento a negociações. Kerry já agendou um encontro bilateral com o colega russo, Serguei Lavrov, em Zurique. No Fórum também estarão o chanceler da Arábia Saudita e o do Irã, em um momento de grande tensão diplomática.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, confirmou nesta segunda-feira sua viagem à Suíça para participar do fórum. Assim, o país terá representação oficial pela primeira vez em mais de 10 anos. “Vamos a Davos lembrar ao mundo que existimos”, disse o ministro da Fazenda argentino, Alfonso Prat-Gay, na última quinta-feira à imprensa estrangeira.

México, Colômbia, Chile e Peru também comparecerão, na busca de investidores.

Fonte: Portal G1

Com novo recorde, veículos foram alvos de 87% dos recalls de 2015

Carros, motos e caminhões corresponderam a 87,7% dos 130 recalls realizados no país no ano passado, segundo relatório do Ministério da Justiça, que monitora as campanhas. Esse percentual avança a cada ano: em 2014, os veículos responderam por 65% dos 120 chamados e, em 2013, por 55,9% de 109 convocações.

O número de campanhas envolvendo carros, motos e caminhões tem batido recorde nos últimos anos: em 2015, foram 114 chamados. A marca anterior, de 2014, era de 88.

Em termos de unidades afetadas, o ano passado também teve o montante inédito de 2,8 milhões de veículos, sendo 2,72 milhões de carros, 102,5 mil motos e 1,7 mil caminhões chamados de volta às oficinas.

Para o Ministério da Justiça, o aumento se deve a uma “maior institucionalização” do procedimento de recall no Brasil, e à atuação maior dos órgãos de defesa do consumidor.

Airbag ‘mortal’ chamou mais carros
Um recall só acontece quando um produto tem um defeito que oferece risco à segurança ou à saúde do consumidor.

A maioria das campanhas com veículos em 2015 estava relacionada a falhas que poderiam gerar acidentes, com lesões para os ocupantes e risco de morte.

Foi o caso do recall de airbags feitos pela empresa japonesa Takata que podem lançar pedaços de metal sobre os ocupantes quando abertos.

Esse defeito, anunciado em 2013, já responde pelo maior recall da história, com milhões de unidades convocadas em todo o mundo, e também afetou o Brasil.

A Takata é fornecedora de diversas montadoras, entre elas Honda, Toyota, Nissan, Mitsubishi, Subaru e Fiat Chrysler e, só em 2015, foram chamados 1,3 milhão de carros no país por causa desse problema que é relacionado a mortes no exterior.

Esses chamados envolveram modelos como Civic, Fit, City, Corolla, March e Versa.

Por marcas
Entre as marcas, o grupo Fiat Chrysler, responsável por Fiat, Jeep, Chrysler, Dodge eRam, foi o que mais lançou recalls no Brasil em 2015, com 16 campanhas.

A Mercedes-Benz ficou em segundo, com 10, seguida pelo grupo dono das marcas Jaguar eLand Rover e pela Volkswagen, com 10 cada.

Outros produtos
Além de veículos, o Brasil registrou recalls de produtos infantis, cosméticos e medicamentos (com 2 campanhas cada) e eletroeletrônicos (1), entre outros produtos.

Os infantis foram a segunda maior categoria, depois dos automóveis, com mais unidades afetadas: 257.118, basicamente todas relacionadas a um berço com risco de asfixiapara os bebês.

Como saber se foi alvo de recall?
A lei obriga que a montadora anuncie o recall nos meios de comunicação. No comunicado, são divulgados modelo, ano de fabricação e chassis dos veículos envolvidos. Também é informado um número de telefone de atendimento gratuito.

No site da marca geralmente existe o comunicado, mas nem todas o deixam visível logo na página inicial. As montadoras também costumam comunicar por carta os proprietários dos veículos envolvidos.

O site do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) reúne as informações de todos os veículos convocados no país desde 2004 (veja a página). O Departamento Nacional de Trânsito tem uma lista de recalls desde março de 2001 (consulte).

Conserto é gratuito e não há prazo
O Procon-SP orienta os proprietários que qualquer serviço prestado pelas fabricantes deve ser gratuito neste tipo de campanha.

O recall não pode gerar qualquer tipo de prejuízo ao consumidor: se ele tiver de se deslocar por distâncias maiores ou perder um dia de trabalho para levar o carro ao conserto, por exemplo, pode entrar na Justiça, requerendo compensação.

Uma vez anunciado o recall, também não existe limite de data para fazê-lo. O direito de reparo estende-se, inclusive, a compradores de veículos usados.

Fonte: Portal G1

Falhas de pilotos seriam maior causa do acidente que matou Eduardo Campos

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado à Aeronáutica, anuncia às 15h30min desta terça-feira o esperado resultado da investigação sobre o acidente que matou Eduardo Campos, candidato do PSB à presidência da República nas últimas eleições. O desastre aéreo, ocorrido em Santos em 13 de agosto de 2014, matou as sete pessoas que ocupavam o jato Cessna usado pelo presidenciável, incluindo o piloto Marcos Martins e copiloto Geraldo Magela Barbosa da Cunha. Entre as causas que serão anunciadas está a possível desorientação dos aviadores, que não tinham treinamento formal exigido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar esse modelo de aeronave.

Alguns fatores que despertaram suspeita logo após o acidente a investigação descartou. Entre os episódios que não ocorreram estão colisão com animais; choque com um veículo aéreo não tripulado (Vant); que a aeronave estivesse de cabeça para baixo; fogo em voo; e falhas técnicas nas turbinas.

Busca por fragmentos de avião

Zero Hora conversou com especialistas em desastres aéreos e aponta algumas das constatações do inquérito — parte das quais já foram antecipadas em relatório parcial do Cenipa, em janeiro de 2015:

Falta de treinamento: nem o piloto nem o copiloto estavam acostumados àquele avião. Eles tinham habilitação para o jato Cessna C560 quando começaram a operá-lo, em maio e junho de 2014 (respectivamente), mas para modelos menos avançados que o Plus (+, tipo usado por Eduardo Campos). O modelo C560XLS+ tinha configuração de instrumentos em locais da cabine diferentes dos quais eles estavam acostumados – o que pode ter retardado reações na hora do desastre. Um exemplo de desconhecimento: o manual do fabricante recomenda não retrair os flaps em velocidade acima de 215 nós, ou 398 km/h. Flaps são equipamentos do avião que ajudam no procedimento de pouso. Há indícios de que o piloto teria retraído o dispositivo ao fazer a curva após abortar o voo, o que pode ter contribuído para embicar a aeronave em direção ao solo.

Desorientação espacial: o Cenipa concluiu que o avião fez trajeto diferente daquele previsto no plano de voo para a tentativa de pouso e a arremetida. Ao arremeter (subir após tentativa de pouso abortada), o Cessna fez uma curva mais curta do que a prevista. Fora isso, na sua derradeira tentativa de descida, o avião estava a um ângulo de 38º (totalmente inclinado em relação ao solo), quando o normal é inclinação de 3º a 3,5º (quase horizontal). Por quê? A hipótese é que o piloto tenha confundido céu e terra, voando direto ao solo, no que se chama CFIT (Controlled Flight Into Terrain ou Voo Controlado Direto para Terra). O aviador está no comando, mas perde orientação e bate direto no terreno. Isso é comum em casos de fadiga, como a dos pilotos a serviço de Eduardo Campos. O tenente-coronel aviador Raul de Souza, encarregado da investigação no Cenipa, confirmou recentemente que a posição de voo transmitida pelo piloto aos controladores não era a real.

Fadiga: o piloto Marcos Martins voou por Brasília, Recife e Rio na semana da sua morte, antes de colidir o avião em Santos. Em mensagem postada no Facebook, cinco dias antes do acidente, o aviador se queixou do ritmo intenso. “Cansadaço…Voar, voar e voar. E amanhã tem mais. Recife”. A fadiga é um dos maiores fatores para o CFIT (quando o piloto confunde céu e terra), avisa o piloto Georges Ferreira, especialista em segurança de voo e ex-professor de Ciências Aeronáuticas na Universidade Federal de Goiás.

Clima ruim: chovia e a visibilidade estava baixa na região de Santos. Isso pode ter contribuído para o CFIT (confusão entre céu e terra) na hora do pouso.

Fonte: Zero Hora

Twitter sofre “queda” por causas desconhecidas

Madri – O Twitter sofreu nesta terça-feira uma queda, o que fez com que alguns usuários ficassem sem acesso àrede social nem pelo celular e nem pelo computador.

“Alguns usuários estão tendo problemas para acessar o Twitter. Temos consciência do assunto e estamos trabalhando para solucioná-lo”, indicaram desde o departamento de suporte da tecnológica americana.

Alguns meios de comunicação locais asseguraram que a queda afeta usuários de todo o mundo.

O serviço deixou de funcionar minutos depois das 8h GMT (6h, em Brasília): nesse momento a versão móvel de Twitter deixou de atualizar os conteúdos da “timeline” e a versão de computador começou a mostrar uma mensagem de erro.

Por enquanto, não há informações sobre as causas e o alcance da queda.

Fonte: Exame Notícias

Desemprego é maior causa da inadimplência, mostra pesquisa

A piora no mercado de trabalho está deixando os brasileiros com o nome sujo, segundo pesquisa da Boa Vista SCPC referente aos últimos três meses de 2015. Para 41% dos entrevistados, a falta de emprego é o motivo da inadimplência – um salto de 5 pontos percentuais em comparação com o 4º trimestre de 2014.

Depois do desemprego, o segundo motivo causador da inadimplência foi o descontrole financeiro, apontado por 23% dos entrevistados.

A alimentação gerou a inadimplência para 18% dos entrevistados, seguido por aquisição de vestuário e calçados (18%) e pagamento de contas diversas (17%). A aquisição de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos foi citada por 16% dos entrevistados.

O levantamento também mostrou queda na intenção dos consumidores em realizar novas compras, após quitarem as dívidas: apenas 21% pretendem fazer novas compras depois de saldar seus compromissos.

Fonte: Portal G1

FMI reduz previsões de crescimento global para este ano e o próximo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou hoje (19) para baixo as previsões de crescimento global, antecipando que a economia deve crescer 3,4% este ano e 3,6% no próximo, dois décimos a menos do que o previsto em outubro.

Na atualização feita ao World Economic Outlook e divulgada nesta terça-feira, o FMI justifica a revisão para baixo do crescimento mundial tanto em 2016 quanto em 2017 principalmente com o desempenho econômico dos mercados emergentes e das economias em desenvolvimento.

O fundo piorou também as projeções para as economias desenvolvidas, que deverão crescer 2,1% tanto em 2016 quanto em 2017, ou seja, menos 0,1 ponto percentual do que o estimado em outubro, uma previsão que se deve sobretudo aos Estados Unidos.

Os país norte-americano deverá crescer 2,6% em 2016 e 2017 (uma revisão para baixo de 0,2 ponto percentual).O FMI destaca que a atividade econômica “se mantém resiliente”, apoiada pelas condições financeiras que ainda se acomodam e pelo reforço dos mercados imobiliário e do trabalho. A valorização do dólar pesa na atividade industrial e os baixos preços do petróleo penalizam o investimento em estruturas de minas e equipamento.

A zona do euro deverá crescer, em seu conjunto, 1,7% este ano e no próximo, o que se traduz numa melhoria ligeira de 0,1 ponto percentual em 2016 e na manutenção da projeção para o próximo ano.

A instituição liderada por Christine Lagarde lembra que, no caso dos países da moeda única europeia, “o consumo privado mais forte, apoiado pelos baixos preços do petróleo e pelas condições financeiras facilitadas, compensa o enfraquecimento das exportações líquidas”.

Ainda dentro dos países desenvolvidos, o Japão, cuja economia cresceu 0,6% em 2015, deverá avançar 1% este ano (mantendo-se a previsão de outubro) e abrandar o ritmo de crescimento em 2017, para os 0,3% (uma revisão em baixa de 0,1 ponto percentual em relação a outubro).

O fundo mostra que o desempenho econômico em 2016 será impulsionado pela frente do orçamento, pelos baixos preços do petróleo, pelas condições financeiras em acomodação e pelo aumento dos rendimentos.

O FMI alerta que, “a menos que as transições-chave na economia mundial ocorram com sucesso, o crescimento global pode derrapar”. Relaciona uma série de riscos negativos, principalmente “um abrandamento mais forte do que o esperado na China”, “efeitos adversos nos balanços e no financiamento das empresas” devido à maior valorização do dólar e à restrição gradual das condições de financiamento, “um aumento inesperado da aversão ao risco” e “uma escalada das tensões geopolíticas em curso”.

Fonte:  Agência Brasil

Opas alerta para aumento de síndromes neurológicas em países com vírus Zika

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS), emitiu uma atualização epidemiológica aos seus estados-membros devido ao aumento de anomalias congênitas e de ocorrência de Síndrome de Guillain Barré em áreas onde circula o vírus Zika.

Ao todo, 18 países nas Américas registraram a transmissão interna do vírus Zika: Brasil, Barbados, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Paraguai, Porto Rico, São Martinho, Suriname e Venezuela. Nos Estados Unidos foram registrados dois casos da doença, mas de pacientes que foram infectados em outros países. O Zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo vetor da dengue e da febre chikungunya.

No alerta, a Opas recomenda que os países estabeleçam e mantenham a capacidade de detectar e confirmar casos de infecção por Zika e preparem seus serviços de saúde para responder a um possível aumento da demanda por assistência especializada a síndromes neurológicas.

A Síndrome de Guillain-Barré é considerada uma doença neurológica rara. Ela provoca fraqueza muscular, pode gerar paralisia em membros do corpo e até levar o paciente à morte. Segundo a Opas, em julho do ano passado, pelo menos 26 pacientes com histórico de sintomas compatíveis com a infecção por Zika tiveram diagnóstico de Guillain Barré na Bahia.

Em novembro, a Fundação Oswaldo Cruz Pernambuco – Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães identificou infecções por Zika em sete amostras de pacientes com síndrome neurológica.

O vírus também está relacionado à microcefalia em recém-nascidos. No Brasil, já foram registrados mais de 3,5 mil casos suspeitos da malformação ligados ao Zika.

Na Polínésia Francesa, onde houve surte de Zika entre 2013 e 2014, 74 pacientes apresentaram síndromes neurológicas ou autoimunes logo após terem manifestado sintomas compatíveis com a infecção pelo vírus. Desses, 42 foram classificados como Guillain Barré.

Em El Salvador houve um aumento incomum de casos de Síndrome de Guillain Barré no começo desse ano. Em média, o país registrava 14 casos por mês. Entre 1º de dezembro de 2015 e 6 de janeiro de 2016, foram registrados 46 casos de Guillain Barré. Dos 22 pacientes para os quais havia informação disponível, mais da metade (54%) teve sintomas de infecção por Zika.

Segundo a OMS, situações semelhantes em outros países das Américas estão em investigação. Os casos permitem fazer uma ligação temporal e espacial entre a circulação do vírus Zika e o aumento de Síndrome de Guillain Barré. As formas como surgem e evoluem as doenças não foram identificadas, mas a OMS pede que os países organizem sistemas de vigilância para detectar aumentos incomuns de casos e preparem os serviços de saúde para o atendimento de pacientes com problemas neurológicos. A organização também recomenda o reforço das atividades de consulta e assistência pré-natal.

De acordo com a OMS, o vírus Zika pode causar outras síndromes neurológicas, como meningite, meningoencefalite e mielite. Embora na região das Américas essas síndromes não tenham sido relatadas até o momento, serviços e profissionais de saúde devem estar alertas para as possíveis ocorrências.

Fonte: Agência Brasil

Investigação revela que grandes competições de tênis foram manipuladas

Torneios e partidas de elite no tênis foram manipulados para garantir a apostadores milhões de dólares em lucros, envolvendo até mesmo competições do Grand Slam, como Wimbledon e o Aberto da Austrália. Uma investigação publicada nesta segunda-feira pela BBC e pelo site BuzzFeed News aponta que 16 jogadores entre os top 50 do mundo foram flagrados mais de uma vez por investigadores diante das suspeitas de que tenham entregue jogos nos últimos dez anos. 

Estrelas como Serena Williams fizeram questão de se distanciar das revelações. “Só posso falar por mim. Se essas coisas acontecem, eu não sei”, disse. Segundo as investigações, uma unidade montada para monitorar eventuais manipulações de resultados – Tennis Investigation Unit – não teria sido capaz de identificar os casos e nem de impor sanções quando foram revelados. 

A imprensa inglesa evita revelar, porém, os nomes dos envolvidos, mas aponta que, entre os 16 suspeitos, estão inclusive vencedores do Grand Slam. Apesar disso, eles foram autorizados a continuar competindo. O diretor de integridade do TIU, Nigel Willerton, se recusou a comentar se algum dos jogadores atuando em Melbourne está envolvido.

Os documentos, segundo a BBC, teriam sido obtidos a partir de investigações internas da ATP. Mas a entidade que governa o esporte recusa qualquer sugestão de que tenha abafado casos. “Rejeitamos qualquer sugestão de que evidências de manipulação de resultados tenham sido abafadas por qualquer razão”, disse o presidente da ATP, Chris Kermode, que apontou que US$ 14 milhões foram investidos pela entidade para combater a corrupção. 

No centro da investigação estariam grupos de apostadores na Rússia, no norte da Itália e na Sicília. Ele teriam feito importantes apostas em jogos que estão sob suspeita de terem sido manipulados. Pelo menos três jogos ocorreram em Wimbledon.

Já em 2008, uma investigação interna sugeriu que 28 jogadores envolvidos nessas apostas deveriam ter sido alvo de um inquérito, mas nada foi feito. Dois jogadores chegaram a ser investigados – Nikolay Davydenko e Martin Vassallo Arguello – mas foram inocentados. 

Agora os documentos apontam para mais de 80 mensagens trocadas entre o argentino Arguello e grupos de apostadores na Sicília, recolocando os dois jogadores no centro da polêmica. 

Em 2015, mais de 50 jogos foram colocados em uma lista de suspeitas de manipulação. Segundo a investigação, ameaças e pagamentos de mais de US$ 50 mil são oferecidos aos jogadores nos quartos de seus hotéis.

Fonte: Agência Estado

Médicos do INSS devem voltar ao trabalho no dia 25, em ‘estado de greve’

Os médicos peritos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), em greve há mais de quatro meses, decidiram nesta segunda-feira (18) que vão voltar ao trabalho daqui a uma semana, no dia 25, segundo a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), que representa os trabalhadores.

De acordo com o diretor da entidade, Luiz Argôlo, apesar da volta ao trabalho, a greve não acabou. O que foi decidido, segundo ele, é um retorno ao estado de greve. No estado de greve, a categoria volta a atender, mas continua negociando suas reivindicações com o governo e pode cruzar os braços novamente.

Hoje, a associação diz que a categoria cumpre a determinação de manter 30% dos médicos trabalhando. No dia 25, serão 100% deles.

Atendimento essencial

Argôlo diz que os peritos vão priorizar o que eles chamam de atendimento essencial. “Vamos priorizar o trabalhador que não está contemplado com auxílio-doença da Previdência, ou seja, que está requerendo o benefício pela primeira vez”, afirma.

A perícia é exigida para conseguir o auxílio-doença, aposentadoria especial por invalidez e para voltar ao trabalho depois da licença.

O diretor diz que a decisão de voltar ao trabalho foi tomada por causa da “insensibilidade” do governo tanto com as reivindicações dos peritos quanto com os trabalhadores que estão sendo prejudicados pela greve.

“Esperamos que o governo agora queira o diálogo e nos chame para negociar”, diz.

Negociações paralisadas

Os médicos peritos pedem aumento salarial de 27,5%, em no máximo duas parcelas anuais, redução da carga horária de 40 horas para 30 horas semanais, a recomposição do quadro de servidores e o fim da terceirização da perícia médica.

As negociações com o governo, no momento, estão paralisadas, segundo a ANMP.

Na semana passada, o Ministério do Planejamento afirmou, por meio de nota, que o governo apresentou, em ofício enviado à ANMP no dia 8 de dezembro, proposta que contempla a maioria dos pontos exigidos na mesa de negociação.

A exigência dos médicos de redução da jornada de trabalho, de 40 para 30 horas semanais, sem perda de remuneração, no entanto, é um ponto de discordância. “O governo até concorda com a redução, mas propõe que isso ocorra num contexto de reestruturação da carreira”, diz a nota. Foi proposta a criação de um comitê gestor para definir essa restruturação.

De acordo com o ministério, os termos do acordo encaminhado aos peritos médicos contemplam os mesmos itens oferecidos às demais categorias do funcionalismo, como reajuste de 10,8%, a ser pago em duas vezes, e reajuste dos benefícios sociais.

Greve mais longa

A greve dos médicos peritos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é a paralisação mais longa da categoria, segundo a ANMP.

Por causa da paralisação, o tempo médio de espera para o agendamento passou de 20 dias para 80 dias. Segundo o INSS, 1,3 milhão de perícias deixaram de ser feitas desde 4 de setembro do ano passado, quando a paralisação começou. A ANMP afirma que o número passa de 2 milhões.

Com a greve, muitos segurados estão sem receber os benefícios porque não conseguem ser atendidos por um médico perito. Até o fim de dezembro, cerca de 818 mil pedidos de concessão de benefícios estavam represados em função da greve, de acordo com o INSS.

Em nota, a autarquia afirmou que os benefícios não recebidos serão pagos de acordo com a primeira data agendada e que adotou medidas administrativas para garantir a continuidade do pagamento àqueles que tentaram e não conseguiram agendar perícia médica para prorrogação do benefício.

Fonte: UOL Notícias

Marinha abre concurso para 1.860 vagas de fuzileiros navais

O Comando do Pessoal de Fuzileiros Navais da Marinha abriu concurso público para 1.860 vagas para o curso de formação de soldados fuzileiros navais para as turmas I e II de 2017. A bolsa durante o curso é de R$ 642. Após conclusão do curso, o aluno é nomeado soldado fuzileiro naval, com remuneração inicial de R$ 1.587.

Do total das oportunidades, 20% são reservadas para negros.

Aqueles que forem aprovados no concurso serão matriculados na condição de recruta fuzileiro naval. O curso tem duração de 17 semanas e será conduzido no Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves, localizado no Rio de Janeiro e, simultaneamente, no Centro de Instrução e Adestramento de Brasília, em regime de internato e dedicação exclusiva até a formatura. Durante os estudos, receberão R$ 642 como ajuda de custo para despesas pessoais.

O curso terá início com o período de adaptação, no qual os alunos realizarão diversos tipos de exercícios físicos, assistirão a palestras e terão uma rotina de atividades intensas, nas quais serão exigidos com rigor, sendo observado o respeito à disciplina e hierarquia, de forma que se tenha uma adaptação prévia à vida militar como fuzileiro naval. Após o período de aprendizagem, o aluno será nomeado soldado fuzileiro naval, com remuneração inicial de R$ 1.587.

São 1.218 vagas destinadas aos candidatos que escolherem servir, após o curso, inicialmente, nas unidades da Marinha no Rio de Janeiro; 128 para unidades em Brasília; 76 para o Grupamento de Fuzileiros Navais de Rio Grande (RS); 61 para o Grupamento de Fuzileiros Navais de Belém; 83 para o  Grupamento de Fuzileiros Navais de Ladário (MS); 100 para o Batalhão de Operações Ribeirinhas – Manaus; 99 para o Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal; 65 para o Grupamento de Fuzileiros Navais de Salvador; e 30 para o Batalhão de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológico de Aramar (SP).

As inscrições devem ser feitas entre 1º a 29 de fevereiro pelo site www.mar.mil.br/cgcfn, no link “concursos”. A taxa é de R$ 12.

O concurso terá seis etapas: exame de escolaridade, verificação de dados biográficos, verificação de documentos, inspeção de saúde, teste de suficiência física e exame psicológico.

O exame de escolaridade está previsto para o dia 26 de abril, às 10h.

Fonte: Portal G1

Natal sediará evento sobre Cidades Inteligentes

Natal sediará, nos dias 16 e 17 de fevereiro, um evento que marcará a operacionalização do acordo bilateral entre governo brasileiro e União Europeia, dentro do contexto das Cidades Inteligentes e Humanas.  Para trabalhar a organização do evento e manter contatos oficiais,  está na cidade o professor doutor Álvaro de Oliveira, da Universidade Aalto Helsinki (Finlândia), que é  Consultor Sênior do Banco Mundial na área de Inovação, Living Labs, TICs e Cidades Inteligentes e Humanas e coordena a Rede de Human Smart Cities.

Natal integra à Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, numa parceria entre a Prefeitura Municipal e a Universidade Federal (UFRN), por intermédio da Secretaria Municipal de Planejamento e o Instituto Metrópole Digital (IMD). Às 16h desta quinta-feira, 14, o prefeito Carlos Eduardo recebe em audiência o professor Álvaro Oliveira e a secretária do Planejamento, Virgínia Ferreira.

O projeto Cidade Inteligente e Humana  tem por objetivo promover a cooperação no conhecimento e inovação, por meio de ações integradas para o desenvolvimento de soluções urbanas inovadoras, como segurança pública, mobilidade urbana, turismo, saúde, educação, entre outras áreas.

A Sociedade Brasileira de Computação (SBC) foi encarregada, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), de realizar o evento de Natal em parceria com a Comissão Europeia. O evento, que leva o nome de Brazil – EU Cooperation on Human Smart Cities and FIWARE Workshop, visa definir um Plano de Ação para Desenvolvimento de Soluções para Cidades Inteligentes e Humanas usando, como infraestrutura comum, o FIWARE.

O plano deve sugerir uma série de ações do governo brasileiro em parceria com a Comissão Europeia, para fomentar projetos e iniciativas no âmbito de Cidades Inteligentes e Humanas. O uso de uma infraestrutura comum facilitará o desenvolvimento e interoperabilidade das soluções. O evento em Natal será realizado no Instituto Metrópole Digital (IMD) da UFRN. O plano de ação elaborado no encontro será encaminhado ao MCTI e deverá ser usado como base em chamadas de projetos para criação de soluções em Cidades Inteligentes e Humanas.

Fonte: Tribuna do Norte

Irã classifica novas sanções dos EUA como ilegítimas

Dubai – O Irã disse nesta segunda-feira que as novas proibições impostas pelos Estados Unidos ao programa de mísseis balísticos da República Islâmica são ilegítimas, e prometeu continuar a desenvolver meios militares convencionais de dissuasão.

Os EUA impuseram sanções sobre 11 companhias e indivíduos no domingo por envolvimento com o programa de mísseis balísticos do Irã, em uma medida que foi adiada por mais de duas semanas para não colocar em risco a libertação de presos norte-americanos pelas autoridades iranianas no fim de semana.

As novas medidas também foram aplicadas após a suspensão de sanções mais amplas relacionadas ao programa nuclear iraniano.

“A República Islâmica responderá a essas medidas provocadoras e propagandísticas ao buscar fortalecer seu programa legítimo de mísseis e desenvolver suas capacidades defensivas”, disse o Ministério de Relações Exteriores do Irã em comunicado.

O Irã realizou um teste de mísseis balísticos em outubro, que a ONU disse ter representado uma violação a uma resolução que proíbe a República Islâmica de desenvolver mísseis capazes de transportar ogivas nucleares.

O Irã insiste que o míssil foi projetado para transportar uma carga convencional.

Fonte: Exame Notícias

A relação do brasileiro com a tecnologia em 3 fatos

São Paulo – Em uma década, a quantidade de pessoas com acesso à internet em todo o mundo mais que triplicou. Contudo, um novo relatório realizado peloBanco Mundial, chamado “Dividendos Digitais”, revela que cerca de 60% da população mundial ainda está offline.

Segundo a pesquisa, quase metade dos brasileiros não tem acesso à internet – o equivalente a 98 milhões de pessoas. Comparando entre os 18 países com o maior número de pessoas desconectadas, o Brasil segue na sétima colocação.

Confira, abaixo, 3 números que mostram a relação do brasileiro com a tecnologia:

1. Brasil é o 7º país com mais pessoas sem acesso à internet

No top 10 do ranking mundial de pessoas offline, o Brasil aparece em sétimo. No entanto, colocando em perspectiva os países com o maior número de internautas, o país aparece como o 5º do mundo – atrás somente da China, Estados Unidos, Índia e Japão.

2. Brasileiro é o que mais paga por um pacote de serviços para o celular
No ranking global, o Brasil aparece na primeira colocação entre os oito países com as maiores taxas mensais de pacote de serviços para o telefone celular. O valor médio gira em torno de 50 dólares por usuário.
3. Uso da internet para fins educacionais é foco no Brasil
De acordo com o relatório, 60% dos usuários brasileiros utilizam a internet para propósitos educacionais, como pesquisas acadêmicas.
O texto ainda diz que no México, por exemplo, somente 35% das pessoas usam a ferramente para este fim.
Fonte: Exame Notícias

Uber testará serviço de transporte em helicópteros com Airbus

A Airbus, fabricante europeia de aviões, anunciou nesse domingo (17) nque pretende quer testar junto ao aplicativo americano Uber um sistema de transporte em helicóptero sob demanda.

O novo centro de inovação tecnológica e comercial A3, da Airbus, instalado no Vale do Silício, “colabora com o provedor de soluções em mobilidade terrestre Uber em um mercado piloto para propor transporte sob demanda em helicópteros H125 e H130 do Airbus Group”, afirmou em  comunicado.

O objetivo é “demonstrar a viabilidade de um novo modelo de negócio para os operadores de helicópteros que queiram ter acesso a uma base de clientes mais ampla”, acrescenta o texto.

Por sua vez, a Airbus anunciou que seu fundo de capital-risco, Airbus Ventures, que começou a operar no início de 2015, dotado com US$ 150 milhões, lançou oficialmente suas atividades com um projeto aeroespacial na Alemanha junto à empresa americana Local Motors.

Fonte: Portal G1

Marina Silva diz que presidencialismo no Brasil está ‘no fundo do poço’

A ex-senadora e ex-candidata à Presidência da República Marina Silva afirmou neste domingo (17) que o presidencialismo de coalizão está “no fundo do poço” no Brasil e que atualmente não há condições de recompô-lo devido a “uma pessoa que não tem liderança própria”. A afirmação de Marina foi feita sem citação nominal de quem seria a pessoa que “não tem liderança”.

Marina, que é uma das fundadoras da Rede Sustentabilidade, se reuniu em Brasília com a cúpula do partido para discutir a conjuntura política do país e definir quais temas que deverão orientar os debates do congresso nacional da legenda, em março.

“O presidencialismo de coalizão está no fundo do poço. Começa com duas figuras fortes, que conseguiram de alguma forma implementar suas agendas, os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobretudo em seus primeiros mandatos. Mas, com uma pessoa que não tem uma liderança própria no processo político, esse presidencialismo não consegue, nessas bases, se compor para ter qualquer tipo de liderança”, afirmou Marina, sem explicar que sistema propõe.

“O que prevalece é uma fragmentação, presidencialismo de confusão e de completa desmoralização, que hoje prejudica liderar uma saída ou transição para o país”, completou.
A ex-senadora que disputou as eleições presidenciais com Dilma em 2010 e em 2014 também disse haver descrédito da população em relação à política.

“Estamos vivendo uma das piores crises que o nosso país já atravessou. Estamos diante de uma crise política sem precedentes, uma falta de perspectiva da política do ponto de vista da representaçãço, das instituições, de uma situação de descrédito por parte de uma boa parte ou da maior parte da sociedade em relação ao que está acontecendo na política pelo agravamento das denúncias de corrupção que ocorrem a cada dia”, declarou.

Marina também afirmou que a sigla defende a continuidade do processo que corre contra Dilma e o vice-presidente Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a partir de ação do PSDB, mas voltou a dizer que a Rede é contrária ao processo de impeachment aberto contra Dilma na Câmara dos Deputados.

A ação do PSDB no TSE acusa Dilma e Temer de abuso de poder político nas eleições de 2014, abuso de poder econômico e fraude. O processo de impeachment aberto na Câmara foiinterrompido após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e não há data prevista para a continuidade da tramitação. Segundo Marina, a Rede defende que o processo no TSE tenha o suporte da Lava Jato, com a inclusão de informações identicadas na operação.

Fonte: Portal G1

Procura por rascunho da declaração do Imposto de Renda quase triplica

O planejamento aos poucos encontra espaço em uma das principais obrigações do brasileiro: a prestação de contas ao Fisco. A procura pelo rascunho da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) quase triplicou em 2016 em relação ao ano passado. Segundo a Receita Federal, 174,8 mil contribuintes baixaram a ferramenta desde que o recurso foi lançado, há seis meses.

O número representa um salto de 153% em relação aos 69 mil contribuintes que usaram o rascunho do Imposto de Renda em 2015. No entanto, representa apenas 0,6% dos cerca de 28 milhões de declarações esperadas para este ano. A ferramenta está disponível na página da Receita na internet e nos aplicativos do órgão para tablets e smartphones.

Usado pela primeira vez em 2014, o rascunho facilita a vida do contribuinte, que não precisa guardar documentos durante o ano inteiro e inserir os dados somente no período de entrega da declaração. Na prática, o rascunho funciona como um gerenciador fiscal, que permite o preenchimento gradual das informações, poupando tempo na hora de entregar a declaração do Imposto de Renda, em março e abril de cada ano.

O rascunho para a declaração de 2016 está disponível desde o fim de julho. O contribuinte pode usar a ferramenta até 28 de fevereiro. A partir de 1º de março, quando começa o prazo de entrega da declaração de 2016, o rascunho não poderá ser atualizado. O contribuinte poderá apenas transferir os dados para o programa preenchedor da declaração.

Neste ano, o rascunho da declaração do Imposto de Renda trouxe novidades. O contribuinte pode importar as informações da declaração do ano anterior para o rascunho e pode informar doações. A ferramenta agora permite a declaração de rendimentos recebidos de pessoas físicas (indicando o CPF da fonte pagadora), de rendimentos com exigibilidade suspensa (discutidos na Justiça) e de rendimentos isentos de lucro na alienação de bens. Ao contrário do ano anterior, o contribuinte pode alterar a palavra-chave usada para entrar no rascunho.

Em relação à declaração de 2017, o Fisco pretende antecipar o lançamento do rascunho. Segundo a Subsecretaria de Arrecadação e Atendimento do órgão, a ferramenta para a declaração do próximo ano deve estar à disposição do contribuinte em 1º de maio, no dia seguinte ao fim do prazo de entrega das informações do Imposto de Renda de 2016.

Fonte: Agência Brasil

1% da população global detém mesma riqueza dos 99% restantes, diz estudo

A riqueza acumulada pelo 1% mais abastado da população mundial agora equivale, pela primeira vez, à riqueza dos 99% restantes.

Essa é a conclusão de um estudo da organização não-governamental britânica Oxfam, baseado em dados do banco Credit Suisse relativos a outubro de 2015.

O relatório também diz que as 62 pessoas mais ricas do mundo têm o mesmo – em riqueza – que toda a metade mais pobre da população global.

O documento pede que líderes do mundo dos negócios e da política reunidos no Fórum Econômico Mundial de Davos, que começa nesta semana, na Suíça, tomem medidas para enfrentar a desigualdade no mundo.

A Oxfam critica a ação de lobistas – que influenciam decisões políticas que interessam empresas – e a quantidade de dinheiro acumulada em paraísos fiscais.

Ressalvas
Segundo o estudo da Oxfam, quem acumula bens e dinheiro no valor de US$ 68 mil (cerca de R$ 275 mil) está entre os 10% mais ricos da população. Para estar entre o 1% mais rico, é preciso ter US$ 760 mil (R$ 3 milhões).

Isto significa que uma pessoa que possui um imóvel médio em Londres, já quitado, provavelmente está na faixa do 1% mais rico da população global.

No entanto, há várias ressalvas a estes números. O próprio Credit Suisse reconhece que é muito difícil conseguir informações precisas sobre os bens e dinheiro acumulados pelos super-ricos.

O banco diz que suas estimativas sobre a proporção de riqueza dos 10% e do 1% mais ricos “podem estar subestimadas”.

Além disso, os números incluem estimativas colhidas em países nos quais não há estatísticas precisas.

A Oxfam afirmou que o fato de as 62 pessoas mais ricas do mundo acumularem o equivalente à riqueza dos 50% mais pobres da população mundial revela uma concentração de riqueza “impressionante”, ainda mais levando em conta que, em 2010, o equivalente à riqueza da metade mais pobre da população global estava na mão de 388 indivíduos.

“Ao invés de uma economia que trabalha para a prosperidade de todos, para as geração futuras e pelo planeta, o que temos é uma economia (que trabalha) para o 1% (dos mais ricos)”, afirmou o relatório da Oxfam.

Tendência
A Oxfam verificou que a proporção de riqueza do 1% dos mais ricos vem aumentando a cada ano desde 2009 – depois de cair de forma gradual entre 2000 e 2009.

A ONG britânica pede que os governos tomem providências para reverter esta tendência. A Oxfam sugerem a meta, por exemplo, de reduzir a diferença entre o que é pago a trabalhadores que recebem salário mínimo e o que é pago a executivos.

A organização também quer o fim da diferença de salários pagos a homens e mulheres, compensação pela prestação não remunerada de cuidados a dependentes e a promoção de direitos iguais a heranças e posse de terra para as mulheres.

A ONG britânica quer também que os governos imponham restrições ao lobby, reduzam o preço de medicamentos e cobrem impostos pela riqueza em vez de impostos pelo consumo.

Fonte: Portal G1

Militares da FAB iniciam combate ao mosquito Aedes aegypti no RN

A Força Aérea Brasileira iniciou nesta quinta-feira (14) uma força-tarefa para combater os focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti em Parnamirim, na Grande Natal. Até o final de janeiro, os 156 militares da Base Aérea de Natal ajudarão a cumprir a meta da Secretaria Municipal de Saúde de realizar uma varredura em todos os bairros de Parnamirim para evitar que o surto de dengue e zika vírus aumente com as chuvas que já começaram na região.

Diariamente, 40 soldados e um sargento supervisor irão para as ruas acompanhados dos agentes de endemias da prefeitura. Nesta quinta-feira, os militares foram divididos entre os bairros Parque Industrial e Centro para reforçar a ação dos agentes nas visitas domiciliares. Com isso, pretende-se diminuir o tempo gasto em cada região, possibilitando que todos os imóveis da cidade sejam vistoriados a cada dois meses.

De acordo com a agente de endemias Rita de Fátima Dantas de Araújo, que atua em Parnamirim há 11 anos, a cidade teve um crescimento acelerado nos últimos anos e o efetivo da Secretaria de Saúde se tornou insuficiente para atender a todos os imóveis. “Creio que esse apoio traz uma melhoria muito grande, porque além de alcançar a meta e eliminar mais focos, também teremos menos dificuldade de entrar nos imóveis e os moradores se sentirão mais seguros em deixar a gente entrar”, afirmou a agente, que passou a atuar com dois soldados da FAB como auxiliares.

De acordo com Rita, um agente vistoria, em média, vinte imóveis por dia. Segundo ela, com a parceria com a FAB, a expectativa é que esse número dobre. Nas visitas, os dois militares e o agente cobrem uma mesma área, mas a vistoria aos imóveis é individual. “É muito legal ver como as pessoas estão gostando da nossa participação, nos deixam entrar na casa delas, procurar os depósitos de larva e escutam as orientações que passamos”, conta o Soldado Rodolfo da Silva Mulato, de 19 anos, que está participando da campanha. Para ele, mais importante do que aplicar as técnicas aprendidas para eliminação dos focos é saber orientar as pessoas. “A gente vê que o principal é ajudar o morador a ter consciência de como é importante que ele cuide do terreno dele, do imóvel dele, porque é ele que está lá todo dia. Depois que a gente elimina os depósitos, outros novos podem aparecer”, reforça o militar da BANT.

Uma segunda fase da campanha terá início em fevereiro e tem previsão de duração de 60 dias.

Fonte: Portal G1

Desemprego fica em 9% no trimestre até outubro e tem maior taxa da série

A taxa de desemprego ficou em 9% no trimestre encerrado em outubro de 2015, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a maior taxa da série histórica, iniciada em 2012.

No trimestre encerrado em julho, a taxa havia atingido 8,6% e no período de agosto a outubro de 2014, chegou a 6,6%.

A população desocupada chegou a a 9,1 milhões de pessoas. Isso representa um aumento de 5,3% em relação ao trimestre de maio a julho e de 38,3% em comparação com o mesmo período de 2014.

Por outro lado, a população ocupada atingiu 92,3 milhões de pessoas e mostrou estabilidade nas comparações mensal e anual.

Reflexo da deterioração do mercado de trabalho no período, o número de empregados com carteira assinada recuou 1% na comparação com o trimestre anterior (encerrado em julho) e  3,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com a redução da oferta de trabalho, o número de empregadores e trabalhadores por conta própria cresceu: 5,7% e 4,2%, respectivamente, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Em relação ao trimestre de maio a julho de 2015, o número de trabalhadores na indústria geral caiu 2,6%. Frente ao mesmo período de 2014, o recuo foi bem maior, de 5,6%. Por outro lado, os grupamentos referentes ao comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas cresceu 2,3%, bem como transporte, armazenagem e correio (4,6%) e alojamento e alimentação (4,7%).

Renda
O rendimento médio dos trabalhadores sofreu redução de aproximadamente 1% em ambas as comparações, ficando em R$ 1.895 de agosto a outubro.

No caso do trabalhador doméstico e o conta própria, os rendimentos caíram 2,4% e 5,2%, respectivamente. No salário das outras categorias, não houve mudança significativa de valores, de acordo com o IBGE.

Fonte: Portal G1

Justiça suspende licença de Belo Monte e pede reestruturação da Funai no Pará

A Justiça Federal de Altamira determinou a suspensão da Licença de Operação da usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). A medida vale até que a empresa Norte Energia, responsável pela construção e operação da usina, e o governo federal cumpram a obrigação de reestruturar a Fundação Nacional do Índio (Funai) na região para atender os índios atingidos pelo projeto.

Segundo o Ministério Público Federal no Pará, a condicionante constava da licença prévia da usina, concedida em 2010, mas nunca foi cumprida. Em 2014, o Ministério Público Federal acionou a Justiça, que ordenou, por meio de liminar, o cumprimento da condicionante, mas a reestruturação não ocorreu. A liminar ordenava a apresentação, em 60 dias, de um plano de reestruturação, que deveria incluir a construção de sede própria para a Funai e a contratação de pessoal suficiente para atender aos oito povos indígenas atingidos pela usina.

Ainda de acordo com o MPF, a Funai não tem sede própria e, em 2012, foram retirados todos os postos das aldeias. Hoje, o órgão tem 72% menos funcionários para atuar com os povos indígenas. “A reestruturação da Funai era medida indispensável para que as demais ações condicionantes fossem devidamente implementadas. O que ocorreu foi a desestruturação da Funai e o corrompimento das obrigações do licenciamento pela Norte Energia”, afirmou o MPF.

A decisão que suspende a licença de Belo Monte é de 11 de janeiro. Depois de notificado, o Ibama tem prazo de cinco dias para paralisar o enchimento do reservatório. Além da suspensão da licença, foi determinada multa de R$ 900 mil para União e Norte Energia pelo descumprimento da ordem judicial.

A usina está com mais de 87% das obras civis concluídas e atualmente está na fase de enchimento dos reservatórios. A previsão para início da operação comercial é março. A Agência Brasil procurou a assessoria da Norte Energia, mas ainda não obteve retorno.

Fonte: Agência Brasil

Menor prestação do Minha Casa, Minha Vida sobe de R$ 25 para R$ 80

A prestação mínima do Minha Casa, Minha Vida vai subir de R$ 25 para R$ 80 e será cobrada para as novas moradias do programa habitacional, que começam a ser contratadas neste ano. Pertencente à terceira etapa do programa, a mudança se refere às famílias pertencentes à primeira faixa, com renda de até R$ 1,8 mil.

Para as pessoas que recebem salário mensal de no máximo R$ 800, a prestação será de R$ 80. De acordo com o Ministério das Cidades, para aqueles que têm renda mensal entre R$ 800 e R$ 1,2 mil, o valor corresponderá a 10% do salário. As famílias cujo salário médio varia entre R$ 1,2 mil e R$ 1,8 mil pagarão mensalmente o valor que corresponde a 15% do salário.

A prestação mínima paga anteriormente pelos beneficiários do programa era de R$ 25 por mês. Antes das mudanças, em toda a Faixa 1, cerca de 95% do imóvel era subsidiado pelo governo.

Segundo a presidenta da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, a prestação para as famílias da faixa de renda mais baixa atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida não tinha reajuste desde o lançamento do programa, em 2009, enquanto a renda dos beneficiários e o valor dos imóveis subiram no período.

Fonte: Agência Brasil

Inflação pelo IGP-10 perde força em janeiro, mostra FGV

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou 0,69% em janeiro, depois de avançar 0,81% em dezembro. Em janeiro de 2015, a variação foi de 0,42%, segundo informou nesta sexta-feira (15) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em 12 meses, o IGP-10 registrou alta de 10,83%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede os preços no atacado e é usado no cálculo do IGP-10, variou 0,63% em janeiro, contra 0,80% no mês anterior.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que calcula os preços no varejo, desacelerou de 1,07% para 1,05%. Metade das classes de despesa registrou queda, com destaque para o grupo transportes (de 1,34% para 0,77%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), também usado no cálculo do indicador, registrou, em janeiro, taxa de variação de 0,22%, ante 0,30%, no mês anterior.

O IGP-10 calcula a inflação de preços desde matérias primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais.

Fonte: Portal G1

Termina hoje prazo para se inscrever no Sisu

Hoje (14) é o último dia para se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O sistema receberá inscrições até as 23h59, no horário de Brasília. Até a noite de ontem (13), 2.217.738 estudantes haviam feito a inscrição, segundo o último balanço do Ministério da Educação (MEC).

Pode se inscrever o estudante que participou da edição de 2015 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e obteve nota acima de 0 na prova de redação. É necessário informar o número de inscrição e a senha usados no Enem. As inscrições são feitas exclusivamente pela internet, no site do Sisu. Nesta edição, são ofertadas 228 mil vagas em 131 instituições públicas de educação superior.

O resultado da chamada regular será divulgado no dia 18 de janeiro. Os selecionados deverão fazer a matrícula na instituição nos dias 22, 25 e 26 de janeiro. Assim como na edição anterior, só haverá uma chamada regular.

Quem não foi selecionado ou foi selecionado apenas para a segunda opção de curso pode aderir à lista de espera que estará disponível na página do Sisu na internet de 18 a 29 de janeiro.

O Sisu é o sistema informatizado do MEC por meio do qual os estudantes participantes do Enem concorrem a vagas de ensino superior em instituições públicas. As notas do exame foram divulgadas no dia 8 de janeiro. Mais de 5,8 milhões fizeram o Enem no ano passado.

Últimas notas de corte

Nesta quinta-feira, os candidatos têm acesso às últimas notas de corte, que são as menores para ficar entre os potencialmente selecionados para o curso. A nota de corte é calculada com base no número de vagas disponíveis e no total de candidatos inscritos para aquele curso. Segundo aviso no portal do Sisu, a nota será divulgada às 9h.

O candidato que já fez a inscrição poderá consultar também, pela última vez, a própria classificação parcial na opção de curso escolhida.

O MEC alerta que essas informações devem servir apenas de referência para ajudar o participante no monitoramento da inscrição, não sendo garantia de seleção para a vaga. O candidato pode trocar a opção de curso até o fim do prazo de inscrição, valerá a última inscrição confirmada.

Fonte: Agência Brasil

Dilma sanciona projeto da repatriação de dinheiro mantido no exterior

A presidente Dilma Rousseff sancionou na noite desta quarta-feira (13) a lei que prevê a repatriação de dinheiro mantido por brasileiros no exterior que não haviam sido declarados à Receita Federal. A proposta é uma das prioridades do Executivo para tentar equilibrar as finanças públicas. A lei foi publicada no “Diário Oficial da União” desta quinta-feira (14).

A repatriação, que envolve o pagamento de imposto e multa para regularizar os recursos, é defendida pelo governo federal porque pode aumentar a arrecadação dos cofres públicos. O projeto foi enviado pelo Executivo no ano passado e é uma das medidas do ajuste fiscal do governo.

O texto foi sancionado com veto a 12 dispositivos. Um desses vetos exclui da lei o trecho que permitia o retorno ao Brasil de bens como joias e obras de arte. Outro veto elimina do texto o item que possibilitava o parcelamento do pagamento da multa. Também foi excluído o trecho que permitia o regresso ao Brasil de recursos no exterior que estão no nome de laranjas.

No relatório da proposta aprovada em setembro no Senado, o senador Walter Pinheiro (PT-BA) apontou a estimativa de que os ativos no exterior não declarados de brasileiros poderiam chegar a US$ 400 bilhões.

A lei
Para garantir adesão ao programa de repatriação de dinheiro, o texto prevê anistia a uma série de crimes a quem voluntariamente declarar os recursos enviados ao exterior e pagar, em multa e Imposto de Renda, um percentual de 30% sobre o valor – 15% de multa e 15% de IR.

Para facilitar a aprovação do texto diante das críticas a essa anistia, o relator da proposta na Câmara, deputado Manoel Junior (PMDB-PB), retirou do rol de delitos que poderiam ser perdoados a associação criminosa e o caixa 2. No Senado, o texto passou apenas por alterações de redação, com o objetivo de facilitar eventuais vetos de Dilma. O teor da proposta, no entanto, não foi modificado.

Poderá ser perdoado, no entanto, quem regularizar valores provenientes de crimes como sonegação fiscal, evasão de divisas, falsidade ideológica, falsificação de documento, sonegação de contribuição previdenciária e operação de câmbio não autorizada. Também não serão punidos crimes de descaminho e lavagem de dinheiro quando o objeto do crime for bem ou valor proveniente dos delitos citados acima.

O projeto original do governo previa um percentual de 35% sobre o valor declarado, sendo 17,5% de multa e 17,5% de Imposto de Renda. Ao lançar a proposta com esses percentuais, o governo estimou que a arrecadação trazida com a repatriação ficaria entre R$ 100 bilhões e R$ 150 bilhões.

Fonte: Portal G1

Governo investiu R$ 567 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar

O governo federal comprou, em 2015, R$ 567,2 milhões em alimentos produzidos por agricultores familiares por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

O montante ultrapassou o gasto do programa em 2014, R$ 565,6 milhões, mas ainda está abaixo do volume desembolsado por outras iniciativas do governo que destinam recursos para a agricultura familiar, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que repassa cerca de R$ 1,1 bilhão para compra desse tipo de produto.

“A diferença é que, por meio do PAA, o agricultor não somente vende seu produto quando está pronto, mas recebe acompanhamento durante todo o ano através de parceria com a Conab [Companhia Nacional de Abastecimento] e com as prefeituras”, explicou o secretário de Segurança Alimentar do ministério, Arnoldo de Campos.

Criado em 2003, o programa beneficia atualmente mais de 38 mil famílias, em cerca de 2,3 mil municípios. Elas vendem seus produtos por intermédio da Conab e das prefeituras, por sua vez responsáveis por indicar e acompanhar os projetos atendidos, assim como definir a destinação dos alimentos comprados com os recursos do ministério.

Os alimentos podem ser destinados a abastecer restaurantes populares, hospitais e postos de saúde, ou ser distribuídos a comunidades em situação de insegurança alimentar, por exemplo.

O resultado do PAA em 2015 foi divulgado hoje (13) durante visita da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, a uma cooperativa composta por 250 famílias em Luziânia (GO).

“A agricultura familiar é a grande responsável hoje por botar comida na mesa do povo”, disse a ministra para uma plateia de agricultores locais, ao lado do prefeito Cristóvam Tormim (PSD), cotado para disputar a reeleição este ano.

“Essa agricultura não estava forte o suficiente para garantir que essa comida chegasse ao prato do brasileiro, isso mudou, por isso temos muito o que comemorar”, acrescentou a ministra.

Desde o início do ano, um decreto do governo obriga os órgãos federais a adquirirem no mínimo 30% dos alimentos de que precisarem da agricultura familiar, o que deve injetar R$ 1,4 bilhão neste mercado. Para isso, foi criado um mecanismo facilitado de compra, por meio de chamada pública.

Fonte: Agência Brasil

Famílias serão orientadas sobre como estimular crianças com microcefalia

O Ministério da Saúde lançou hoje (13) uma orientação para a área médica destinada à estimulação precoce de crianças entre zero a três anos com microcefalia. Segundo o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, o documento unifica o tratamento dado para reduzir ao máximo as sequelas da malformação. Os pais serão treinados para dar estímulos adequados aos filhos.

O documento foi elaborado em razão do aumento do número de crianças com a malformação, em decorrência da chegada do vírus Zika ao Brasil. Outros protocolos de atenção à criança com retardo no desenvolvimento existem no Brasil, porém, este é específico para bebês com microcefalia.

O ideal é começar o acompanhamento logo depois do nascimento da criança, mas, de acordo com Beltrame, se todas forem atendidas com até um mês de vida o serviço será satisfatório.

“De zero a três anos, a criança tem uma janela de oportunidades em que a estimulação precoce pode mudar o curso do desenvolvimento ou da consolidação de um eventual falha no desenvolvimento. Esse é o momento essencial em que a maturação neurológica do recém-nascido até os três anos é extremamente importante”, explicou o médico.

Segundo o Ministério da Saúde, em todo o país, há mais de 1.500 centros especializados em reabilitação, locais onde as crianças terão tratamento especializado.

O secretário disse que o conteúdo das normas é simples e conta com o apoio da família da criança, que deverá fazer estímulos em casa, de agentes de saúde, e também de especialistas, como médicos, fisioterapeutas, entre outros.

Toda criança com suspeita de microcefalia deve iniciar o tratamento o mais rápido possível, mas, posteriormente, se for descartado o diagnóstico, o acompanhamento pode ser suspenso. Há crianças com a malformação relacionada ao Zika com comprometimento da visão, da audição, da cognição, malformações cardíacas e de membros.

O objetivo central da orientação é reduzir danos e a perda de chances de intervir no momento adequado. O ministério promete abrir em março 7.500 vagas para o treinamento de especialistas que atuarão neste trabalho.

“O que se pode esperar da criança vai depender do grau da gravidade da malformação dela”, disse Beltrame. Ele prevê que “algumas crianças terão vidas muito próximas da normal, outras vão ter mais dificuldades. Uma criança cega vai ter que ser preparada para ter uma vida funcional adequada e para isso existe uma tecnologia específica de cuidado”.

A diretriz aborda também o trabalho psicológico para que a família aceite a malformação da criança. “Uma criança com microcefalia representa um baque para a família, porque não é aquilo que ela estava esperando. O bebê não vai ter um desenvolvimento normal”, disse Beltrame, acentuando a importância do acolhimento de toda a família pelo serviço de saúde.

Boletim divulgado pelo ministério informa que há mais de 3.500 casos suspeitos de microcefalia relacionada ao vírus Zika, distribuídos em 20 estados e no Distrito Federal. Apesar de haver um protocolo unificando os procedimentos para o diagnóstico da malformação, o ministério não divulga o número de casos confirmados. “Os estados e municípios trabalham para fazer as confirmações dos casos com exames. O que precisamos fazer é consolidar os dados”, disse Beltrame.

Fonte: Agência Brasil

Audiências de custódia podem reduzir em 50% número de presos provisórios

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Ricardo Lewandowski, disse hoje (13) que as chamadas audiências de custódia podem reduzir em 50% o número de presos provisórios no país. A redução seria alcançada caso os índices de liberdade provisória obtidos hoje com as audiências sejam mantidos em 50%.

“Nós imaginamos e já apresentamos publicamente esses cálculos. Em um ano, mantida a proporção de liberdade provisória em 50%, haveremos de diminuir pela metade os presos provisórios, que passariam de 240 mil para 120 mil”, afirmou o ministro, que participou nesta quarta-feira da abertura da cerimônia de divulgação da lista dos 139 cursos jurídicos que receberam o Selo de Qualidade OAB Recomenda, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O presidente do STF lembrou que o país tem hoje cerca de 600 mil presos no sistema carcerário nacional. “O pior de tudo é que 40% desses presos são provisórios, ou seja, equivalem a 240 mil cidadãos presos sem apresentação a um magistrado, por vezes durante meses, meio ano, mais de ano, em flagrante ofensa ao princípio constitucional da inocência ou da não culpabilidade.”

As audiências de custódia já foram implantadas em todo o país. Onde elas estão implantadas o preso em flagrante deve ser apresentado em 24 horas ao juiz competente. Durante a audiência, o juiz decide pela manutenção da prisão, liberdade provisória ou aplicação de medidas alternativas ao cárcere, como o uso de tornozeleiras eletrônicas. Na última sexta-feira (8) o CNJ publicou uma resolução regulamentando o tema.

Segundo Lewandowski, após as audiências de custódia a concessão de liberdades provisórias alcançou 50%. “Temos também conseguido êxito no combate a um flagelo importante, que é a tortura que ainda assola o país.”

De acordo com o presidente do STF, a primeira indagação do juiz, promotor de Justiça, advogado, advogado dativo ou defensor público é se o preso sofreu maus tratos ou tortura. “Isso é imediatamente corrigido pelo juiz, que é o representante do Estado de Direito no país e garante os direitos fundamentais.”

Lewandowski lembrou que a economia é outro benefício da aplicação das audiências. Segundo ele, cada preso custa, em média, R$ 3 mil. “Multiplicando 120 mil por R$ 3mil e por 12, teremos uma economia de R$ 4,3 bilhões apenas deixando de prender os que não representam perigo para a sociedade.”

Conciliação

Durante o discurso, Lewandowski explicou as medidas de solução de controvérsias. O ministro informou que dados do CNJ mostram que tramitam hoje no Brasil cerca de 100 milhões de processos para aproximadamente 16 mil juízes. Acrescentou que, por isso, é importante o uso da mediação, conciliação e arbitragem para diminuir o número de processos.

“Com essa forma alternativa de solução de controvérsias, teremos duas vantagens: contribuiremos para diminuir a litigiosidade e, por consequência, diminuiremos o acervo invencível de processos do Judiciário. O mais importante é que pacificamos a sociedade. Na medida em que as partes em litígio se compõem mediante a conciliação, mediação ou arbitragem, evidentemente que, ao invés de sairmos do conflito da lide como dois inimigos, saímos com dois cidadãos que podem continuar convivendo perfeitamente”, concluiu o ministro.

Fonte: Agência Brasil

PF indicia Samarco, Vale e consultoria por crime ambiental em Mariana

A Polícia Federal indiciou hoje (13) a mineradora Samarco e sete executivos e técnicos da empresa por crimes ambientais decorrentes do derramamento de 32 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração no Rio Doce. Um dos indiciados é o diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi.

A Vale, uma das donas da empresa, e a consultoria VogBR, responsável pelo laudo que atestou a estabilidade da barragem que se rompeu, também foram indiciadas.

Em comunicado, a Vale diz que recebeu com surpresa a notícia do indiciamento e que a responsabilização da empresa “reflete um entendimento pessoal do delegado e ocorre em um momento em que as reais causas do acidente ainda não foram tecnicamente atestadas e são, portanto, desconhecidas”. A nota também diz a empresa vai demostrar tecnicamente que as premissas da Polícia Federal “não têm efetivo nexo de causalidade com o acidente”.

A Samarco informou, por meio de nota, que não concorda com o indiciamento de profissionais da empresa pela PF. Segundo a mineradora, até o momento “não há uma conclusão pericial técnica das causas do acidente”.

Os indiciados estão sendo acusados pelo crime de poluir causando danos à saúde humana, a morte de animais e a destruição da flora, previsto no Artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais, entre outras infrações. A pena para esse delito é reclusão de seis meses a cinco anos, além do pagamento de multa.

O colapso da barragem de Fundão no dia 5 de novembro, em Mariana (MG), causou a morte de 17 pessoas, devastou municípios, prejudicou o abastecimento de água em dezenas de cidades e continua causando impactos ambientais graves no Rio Doce e no oceano.

A VogBR disse que a empresa vai aguardar o comunicado oficial da PF para se pronunciar.

Fonte: Agência Brasil

RN tem 181 casos notificados de microcefalia, diz Sesap

De acordo com o mais recente boletim epidemiológico emitido pela Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap) foram notificados, até esta quarta-feira (13), 181 casos de microcefalia, suspeitos de estarem relacionados ao Zika vírus. Destes, 178 são de nascidos vivos, 3 intra-útero e 12 óbitos.

Os casos notificados sob investigação estão distribuídos em 48 municípios, sendo 60 (33,1%) residentes em Natal, 18 (9,9%) em Mossoró, 14 (7,7%) em Parnamirim, 11 (6,1%) em 11 em Ceará-Mirim e 75 (42,1%) nos demais municípios do Estado.

A Sesap continua recomendando aos municípios que notifiquem imediatamente os casos suspeitos ou confirmados, conforme o protocolo Nacional e Estadual e que a população esteja ainda mais atenta no combate ao mosquito Aedes Aegyptae, vetor transmissor do Zika vírus, dengue e chikungunya.

Zika vírus
Na última terça-feira (12) a Sesap divulgou o resultado de um exame que confirma a relação entre a microcefalia e outras malformações ao Zika vírus. A hipótese ficou confirmada em quatro casos estudados pelo Centro de Prevenção e Controle (CDC), nos Estados Unidos.

Fonte: Portal G1

Risco de faltar energia em 2016 é zero, garante comitê de monitoramento

Em sua primeira reunião do ano, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) informou hoje (13) que o risco de faltar energia nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste neste ano é zero. Segundo relatório do Comitê, há sobra estrutural de cerca de 9,3 mil megawatts médios para atender a carga prevista.

“O sistema elétrico apresenta-se estruturalmente equilibrado, em decorrência da capacidade de geração e transmissão instalada no país, que continua sendo ampliada com a entrada em operação de usinas, linhas e subestações”, diz o relatório do grupo.

Na reunião realizada em janeiro do ano passado, a projeção do CMSE para o risco de déficit de energia em 2015 nas regiões Sudeste e Centro-Oeste era de 4,9% e, na região Nordeste, de 1,2%. No ano passado, foram incluídos 6.428 MW de energia nova ao Sistema Interligado Nacional, acima do previsto para a expansão no ano.

De acordo com o comitê, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deverá continuar acompanhando as condições hidroenergéticas do Sistema Interligado Nacional, de modo a definir a geração térmica necessária para garantia do atendimento energético do sistema.

Em agosto do ano passado, o CMSE decidiu desligar as termelétricas com custo mais alto, porque não havia mais necessidade daquela energia, devido ao aumento do volume de chuvas nos reservatórios das hidrelétricas.

Segundo a nota do Comitê, em dezembro de 2015 predominaram chuvas acima da média nas bacias do subsistema Sul. No subsistema Sudeste, choveu acima da média nas bacias dos rios Paraná e Paranapanema e abaixo da média nas bacias dos rios Tietê, Grande e Paranaíba. As bacias dos subsistemas Nordeste e Norte apresentaram chuvas abaixo dos valores médios históricos.

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico foi criado em 2004 para acompanhar a continuidade e a segurança do suprimento de energia no país. Participam do grupo representantes de órgãos como o Ministério de Minas e Energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Operador Nacional do Sistema Elétrico, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Fonte: Agência Brasil

Vendas do comércio caem 7,8% e têm o maior recuo desde março de 2003

As vendas do varejo brasileiro registraram em novembro o pior resultado em 12 anos. Na comparação com o mesmo mês de 2014, o recuo foi de 7,8%, o maior desde março de 2003, quando a retração passou de 11%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já em relação a outubro, o comércio brasileiro mostrou sua segunda alta seguida, de 1,5%, depois de registrar resultados seguidamente negativos durante o ano de 2015, que acumula baixa de 4% no volume de vendas.

“Se compararmos a conjuntura de novembro de 2014 com a de 2015, a gente tinha um mercado de trabalho que crescia. Atualmente, temos uma situação de juros bem mais elevada e uma mudança de situação em termos de inflação. Novembro de 2014 foi um pico histórico que tivemos, mas a conjuntura era diferente”, disse Isabella Nunes, gerente de Serviços e Comércio do IBGE.

Entre todos os segmentos do comércio, os hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, cujas vendas caíram 5,7%, exerceram a principal pressão negativa sobre o índice geral na comparação anual.

Na sequência, aparecem as quedas dos móveis e eletrodomésticos (-14,7%) e de tecidos, vestuário e calçados, que, ao recuarem 15,6%, registraram a maior baixa na sua série histórica. As vendas de combustíveis e lubrificantes também caíram (12%), pressionando o resultado geral do comércio.

O único setor do varejo que mostrou crescimento foi o de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2%).

Apenas o comércio de Roraima mostrou aumento nas vendas, de 4%. Os outros estados venderam menos. No Amapá, a retração foi de 27,4% em São Paulo, de 6%; no Rio Grande do Sul, de 10,9%, no Paraná, de 10%, e, em Santa Catarina, de 11,3%.

Comparação mensal
De outubro para novembro, o que mais contribuiu para essa “recuperação” do comércio em novembro foram as vendas de móveis e eletrodomésticos, que cresceram 6,9%, além das de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que avançaram 4,1%. Segundo o IBGE, esses números indicam “um movimento de antecipações de compra para o Natal”.

“Essas promoções de venda online concentradas em novembro vêm estimulando a venda de bens duráveis. Cinco das oito atividades do comércio varejista apresentaram aumento. Como houve essas promoções de novembro, a gente percebeu um aumento em relação a outubro. Em novembro, o comércio já tem uma sazonalidade muito forte por causa das vendas do fim do ano. Novembro concentra as promoções em relação às vendas onlines”, afirmou a gerente de Serviços e Comércio do IBGE.

Nesse período, também aumentaram as vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%), de tecidos, vestuário e calçados (0,6%) e de equipamentos de escritório, informática e comunicação (17,4%).

As vendas no varejo aumentaram em 19 das 27 Unidades da Federação. Os melhores resultados foram registrados no Pará (3,0%) e em Roraima (2,9%). Amapá (-2,9%) e Paraná (-1,6%) aparecem na outra ponta, com as maiores quedas.

Vendas de veículos
O comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, o segmento de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, recuou 13,2%, com destaque para as vendas de automóveis. No ano, as vendas acumulam queda de 8,4% e, em 12 meses, de 7,8%.

Já na comparação mensal, o comércio varejista ampliado cresceu 0,5%, com pressão positiva partindo das vendas de veículos, motos, partes e peças, que cresceram 1,2%. De acordo com o IBGE, o desempenho do segmento de material de construção também contribuiu para o resultado positivo do varejo ampliado, uma vez que cresceu 0,6%.

Receita
Frente a outubro, a receita nominal cresceu 2,3% e, na comparação com novembro de 2014, subiu 1,4%. No ano, acumula alta de 3,3% e, em 12 meses, de 3,6%.

 

Fonte: Portal G1

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Irã apreende dois navios de guerra dos Estados Unidos no Golfo Pérsico

A polícia do Irã confirmou hoje (12) ter apreendido dois navios de guerra dos Estados Unidos com dez militares a bordo. Segundo comunicado publicado pelo site de notícias do governo iranianos, os navios entraram em águas territoriais do Irã no Golfo Pérsico.

“Os dois barcos de guerra americanos, com dez marines armados, entraram nas águas territoriais iranianas nos arredores da Ilha de Farsi e foram apreendidos pelas unidades de guerra das forças navais dos Guardas da Revolução”, informou o comunicado, acrescentando que os militares norte-americanos estão “bem de saúde”.

Os Estados Unidos declararam que os navios estavam no Irã para recuperar um grupo de militares da Marinha do qual tinham perdido contato quando seguiam a bordo de duas pequenas embarcações no Golfo Pérsico.

“Hoje de manhã perdemos o contato com as duas pequenas embarcações que estavam em rota do Kuwait para o Bahrein”, afirmou um alto funcionário do governo norte-americano.

“Posteriormente, nos comunicamos com as autoridades iranianas, que nos informaram que estão bem e em segurança. Recebemos garantias de que os militares serão autorizados a prosseguir viagem”, acrescentou.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, informou que o secretário de Estado, John Kerry, falou ao telefone com o secretário iraniano, Mohammad Javad Zarif, que garantiu a libertação dos soldados norte-americanos.

Fonte: Agência Brasil

36% dos consumidores fazem compras para aliviar o estresse

Levantamento realizado em todas as capitais e no interior do país pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que mais de um terço (36,3%) dos entrevistados admite que o ato de fazer compras é uma forma que eles encontram para aliviar o estresse do cotidiano. O hábito vem principalmente as mulheres (43,7%) e dos consumidores das classes A e B (40,2%), e 47,7% admitem fazer comprar para se sentir bem.

O estudo aponta ainda que 3 em cada 10 (29,5%) consumidores concordam que fazer compras melhora o humor e 24,5% confessam realizar compras quando se sentem deprimidos.

As mulheres são mais suscetíveis às emoções quando compram por impulso – elas admitem a sensação de prazer ao comprar algo sem planejar (37,7% contra 26,5% dos homens), além de serem as que mais citam o ato de fazer compras como o tipo de lazer preferido (35,9% contra 23,3% do total de entrevistados).

As mulheres também são o maior percentual que compram por impulso quando estão deprimidas (30,5% contra 18,3% dos homens). Quanto à faixa etária, o levantamento indica que os mais jovens são os que ficam mais entusiasmados e se divertem ao comprar produtos não planejados (41,8% contra 19,6% das pessoas acima de 55 anos).

O estudo mostra ainda que 40,3% dos entrevistados estão ou já estiveram com o nome sujo por extrapolar nas compras sem pensar.

Segundo o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli, as emoções desempenham um papel fundamental nas compras realizadas impulsivamente. “O estado emocional explica o comportamento impulsivo do consumidor. Se o consumo fosse uma experiência puramente racional, a inadimplência seria bem menor do que temos hoje. As pessoas comprariam estritamente o necessário e raramente romperiam os limites do próprio orçamento, pois seriam capazes de avaliar adequadamente as consequências de uma aquisição desnecessária e de resistir ao impulso da compra, por mais que se sentissem atraídos por um produto na vitrine”, explica Vignoli.

Imediatismo
O estudo mostra que em situações de compras impulsivas o imediatismo e a necessidade de urgência acabam sendo mais fortes do que a capacidade de reflexão do consumidor. A maior parte dos entrevistados (44,5%) não consegue resistir aos próprios desejos porque acredita que se não realizar aquela compra, mesmo que o produto seja desnecessário, vai desperdiçar uma “boa oportunidade”.

Outros 36,9% admitem que quando surge o desejo de comprar algo, eles não sossegam enquanto não concretizarem a compra, sobretudo as mulheres (41,6%). “É como se ao verem um produto muito desejado ou com preço atrativo as pessoas abdicassem de refletir sobre a compra momentaneamente”, explica Vignoli. Exemplo disso é que 30,1% dos entrevistados gastam mais do que o previsto em promoções com medo de acabar se arrependendo depois e quase um terço (32,9%) admite que, geralmente, compra produtos que nem tinha a intenção de adquirir antes de entrar numa loja.

O apelo ao consumo pode ser tão intenso que os consumidores simplesmente esquecem momentaneamente dos efeitos que a compra pode ter sobre o orçamento: 30,7% admitem que ao ver um produto atrativo não pensam nas consequências da compra antes de efetivá-la e mais de um quarto (25,8%) dos entrevistados reconhecem não ter o costume de avaliar todos os aspectos envolvidos numa compra. Assim, 30,8% dos consumidores reconhecem que estão com as finanças pessoais descontroladas por causa de compras impulsivas.

Controle
Para o educador financeiro José Vignoli, os resultados da pesquisa mostram que para o consumidor controlar seus impulsos de compras não planejadas é importante que ele saiba identificar, primeiramente, o próprio estado emocional. “Ir às compras quando se está mal pode ser perigoso, já que o consumidor estará mais vulnerável a utilizar o consumo como gatilho. Certamente, não há uma fórmula para evitar o consumo impulsivo, mas entender que as emoções influenciam em nossas decisões pode ajudar a tornar o consumidor mais consciente e controlado no momento de decidir por uma compra”, afirma o educador.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, estabelecer um controle orçamentário ajuda o consumidor a ter uma visão mais ampla das pendências financeiras, além de evitar que o dinheiro comprometido com gastos fixos e inadiáveis seja gasto impulsivamente em compras momentâneas.

Fonte: Portal G1

Brasil não vai cumprir meta de universalizar saneamento básico, diz CNI

O Brasil não vai conseguir universalizar o saneamento básico na primeira metade do século 21. Estudo elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), feito a partir de dados secundários, projeta que apenas em 2054 todos os brasileiros terão direito a morar num local com água encanada e tratamento de esgoto.

“No ritmo atual, vai demorar muito para o Brasil ter a universalização, especialmente na coleta de esgoto, que é a coisa mais grave. 2054 a Deus pertence, está muito longe”, lamenta o gerente de Infraestrutura da CNI, Wagner Cardoso, responsável pelo estudo Burocracia e Entraves no Setor de Saneamento.

A data prevista pelo governo federal para a universalização é 2033, último ano do Plano Nacional de Saneamento Básico.

De acordo com o estudo da CNI, com base no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, 52,4% dos municípios da Região Norte têm água encanada e 6,5% têm rede para coleta de esgoto. O índice de tratamento do esgoto gerado na região é inferior a 15%. A média nacional é 82,5% de água encanada, 48,6% de coleta de esgoto e 39% de tratamento.

Diante do contexto de aumento de casos de dengue, febre chikungunya e vírus Zika, o gerente de Infraestrutura da CNI avalia que “custa muito caro não ter saneamento no país, principalmente nas internações hospitalares”. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cada dólar gasto com saneamento básico economiza US$ 4,3 em gastos com saúde.

Desperdício
Além dos problemas de acesso ao saneamento, o estudo da CNI aponta o elevado índice de perda na distribuição de água. Em valores monetários, o desperdício e o roubo de água fazem com que de cada R$ 100 gastos para fornecer água, apenas R$ 63 sejam faturados pelas companhias de abastecimento. Segundo Wagner Cardoso, a água é perdida por causa da falta de junta nas tubulações, canos furados e uso de equipamentos velhos na distribuição.

A perda de água é ainda pior na Região Norte, onde mais da metade da água captada (50,8%) não chega aos domicílios, aponta o levantamento.

Para o gerente de Infraestrutura da CNI, há um “círculo vicioso” que perpetua os problemas de fornecimento de água. “Nós temos um sério problema de planejamento urbano e esse é um dos problemas que afeta a eficiência também. Não é só um problema, a gente tem burocracia, tem falta de recurso, tem perdas, tem roubo de água, tem um planejamento muito ruim, tem baixa eficiência das empresas de saneamento”, listou.

No estudo, a CNI também faz críticas à “falta de estrutura na regulação”, relata “dificuldades de financiamento”, reclama do “excesso de tributação” e aponta para a “baixa qualidade dos projetos de engenharia e lentidão nas obras” do setor de saneamento no país.

“Entre o projeto ser descrito no papel e começar demoram 22 meses em média. É um tempo muito longo para o financiamento e a cidade vai se transformando”, descreve Cardoso.

Procurado pela reportagem, o Ministério das Cidades, responsável pelas políticas de saneamento, não comentou as informações divulgadas pela CNI até o fechamento desta matéria.

Fonte: Agência Brasil

Governo reajusta parcelas do seguro-desemprego em 11,28% e teto chega a R$1.542

As parcelas do seguro-desemprego foram reajustadas em 11,28% e o teto mensal do beneficio passou a ser de R$ 1.542,24. Antes, o máximo mensal era 1.385,91. O valor da parcela que cada segurado recebe depende do salário que tinha antes da demissão.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência Social, os novos valores estão em vigor desde ontem (11). O reajuste foi calculado com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) nos 12 meses de 2015.

No ano passado, mais de oito milhões de trabalhadores receberam o benefício. Desse total, 1,9 milhão de pessoas tinham média salarial que lhes dava direito à parcela máxima. Cerca de 670 mil segurados tiveram direito ao piso do benefício em 2015, na época R$ 788, equivalente ao salário-mínimo vigente.

Têm direito ao seguro-desemprego todos os trabalhadores desempregados sem justa causa, pescadores artesanais em período do defeso, trabalhadores resgatados em condições análogas a de escravo e profissionais com contratos de trabalho suspenso.

O valor da parcela varia de acordo com a faixa salarial. Quem recebia até R$ 1.360,70 no último emprego deve multiplicar o salário médio por 0,8. Para salários entre R$ 1.360,71 e R$ 2.268,05, o segurado deve multiplicar por 0,5 a quantia que ultrapassar R$ 1.360,7 e, em seguida, somar R$ 1.088,56 ao cálculo. Aqueles que tinham salário acima de R$ 2.268,05 receberão o novo teto do seguro-desemprego, de R$ 1.542,24, invariavelmente.

Fonte: Agência Brasil

Samarco descumpre pela segunda vez entrega de planos de emergência em MG

 A Mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Biliton, descumpriu pela segunda vez o prazo de entrega dos planos de emergência da empresa para o caso de problemas nas barragens de Santarém e do Germano. As barragens estão localizadas nas proximidades da barragem de Fundão, que se rompeu no dia 5 de novembro no município mineiro de Mariana, e apresentaram danos após o colapso.

Os planos de emergência exigidos devem apontar as possíveis consequências de um novo rompimento e apresentar as ações imediatas que serão tomadas pela mineradora para diminuir os impactos, caso isso ocorra. O Ministério Público de Minas Gerais havia definido o dia 3 de dezembro como prazo para a entrega dos documentos, mas, após pedido da empresa à justiça, o prazo foi prorrogado para 9 de janeiro. Como o prazo caiu no fim de semana, venceu nesta segunda-feira (11).

Em nota, a Samarco informou que recebeu o novo estudo de emergência de barragens contratado de uma consultoria especializada na noite de ontem. “Técnicos da empresa agora revisam o material para entregá-lo aos órgãos competentes o mais brevemente possível.”, informou a mineradora, sem definir a data.

Procurado, o Ministério Público de Minas Gerais não respondeu às informações sobre as consequências do descumprimento do prazo.

Fonte: Agência Brasil

Brasil tem mais de 3.500 casos suspeitos de microcefalia associada ao vírus Zika

Em novo balanço divulgado hoje (12), o Ministério da Saúde informou que 3.530 casos suspeitos de microcefalia relacionada ao vírus Zika em recém-nascidos foram notificados no país entre 22 de outubro de 2015 e 9 de janeiro. O boletim também traz a confirmação de que a morte de dois recém-nascidos e dois abortos de bebês com a malformação no Rio Grande do Norte foram em decorrência do vírus Zika.

O ministério ainda investiga se a morte de outros 46 bebês com microcefalia na região Nordeste também tem relação com o Zika.

As notificações da malformação estão distribuídas em 724 municípios de 21 unidades da federação. O estado de Pernambuco, primeiro a identificar aumento de microcefalia, continua com o maior número de casos suspeitos (1.236), o que representa 35% do total registrado em todo o país.

Em seguida, estão os estados da Paraíba (569), Bahia (450), do Ceará (192), Rio Grande do Norte (181), de Sergipe (155), Alagoas (149), do Mato Grosso (129) e Rio de Janeiro (122).

Transmitido pelo Aedes aegypti, o vírus Zika começou a circular no Brasil em 2014, mas só teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. O que se sabia sobre a doença, até o segundo semestre de 2015, era que sua evolução é benigna e que os sintomas são mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya, transmitidas pelo mesmo mosquito.

Porém, no dia 28 de novembro, o ministério confirmou que, quando gestantes são infectadas por esse vírus, podem gerar crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro, que pode ser associada a danos mentais, visuais e auditivos.

A microcefalia não é uma malformação nova, é sintoma de algum problema no organismo da gestante e do bebê, e pode ter diversas origens, como infecção por toxoplasmose, pelo citomegalovírus e agora ficou confirmado que também pelo vírus Zika. O uso de álcool e drogas durante a gravidez também pode levar a essa condição.

Fonte: Agência Brasil

Comitês da OAB e CNBB fiscalizarão caixa 2 em todos o país durante eleições

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) vão instalar comitês em todos os municípios brasileiros para fiscalizar, conscientizar e receber denúncias de cidadãos sobre irregularidades no financiamento de campanhas para prefeito e vereador nas eleições deste ano.

Para isso, as entidades pretendem utilizar mais de 1,3 mil seções regionais da OAB e paróquias espalhadas pelas cidades para mobilizar a população no combate ao recebimento de doações não-declaradas pelos candidatos, o chamado “caixa 2”.

De acordo com a OAB, desde a proibição das doações de empresas a campanhas eleitorais, aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2015, aumentou o risco dos candidatos se valerem de recursos que não tenham como origem pessoas físicas ou partidos, únicas fontes permitidas hoje para financiamento de campanhas.

A campanha quer mobilizar advogados e contadores a prestarem gratuitamente seus serviços para auxiliar a Justiça Eleitoral na fiscalização de campanhas suspeitas, assim como conscientizar o eleitor a suspeitar de candidatos cujas campanhas tenham a aparência de incompatíveis com os recursos arrecadados.

“Vencedora como foi a luta contra o investimento empresarial em candidatos e partidos, agora é chegada a hora de a socieidade se unir contra o “caixa 2” nas eleições. Queremos comitês em todo o Brasil para denunciar e apresentar à sociedade, ao Ministério Público e à Justiça elementos exteriores, sinais exteriores de “caixa 2”, informou o presidente da OAB, Marcus Vinicius Coêlho, durante cerimônia de lançamento da campanha.

“A campanha tem também a função de concientização do eleitor a não votar em candidatos com campanhas hollywoodianas”, acrescentou Coelho.

Entre as 46 entidades que participaram, na sede da OAB, em Brasília, do movimento de apoio e participação da campanha destacaram-se a Associação Nacional de Procuradores da República, a Associação dos Juízes Federais do Brasil e a Associação dos Delegados de Polícia Federal, entre outras.

A CNBB mobilizará mais de 5 mil paróquias no país para instruir eleitores na fiscalização dos candidatos. “Queremos que pessoas vinculadas à Igreja nas comunidades ajudem a compor esse comitês, de modo a ajudar no trabalho de vigilância do processo eleitoral. Em todos os municípios existem comunidades cristãs e de outras religiões”, afirmou o representante da CNBB, dom Joaquim Giovanni Mol Guimarães.

“Falamos há pouco da necessidade de haver uma cartilha, muito simples, popular e fácil de ser compreendida por qualquer pessoa, a fim de instruir as pessoas a exercerem a cidadania e fiscalizarem o processo eleitoral.”

Segundo Márlon Reis, da Associação de Magistrados do Brasil e um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa, as mudanças introduzidas pela minirreforma política aprovada no ano passado pelo Congresso possibilitaram o lançamento da campanha promovida pela OAB.

“São três elementos que considero importantes: a conquista da proibição das doações ocultas, a prestação de contas que os candidatos devem fazer ainda durante a campanha, praticamente em tempo real, e a limitação dos gastos de campanha”, destacou o juiz. “Temos, portanto, algo com que trabalhar.”

A OAB prometeu pressionar o Congresso Nacional a aprovar, ainda no primeiro semestre deste ano, a criminalização do “caixa 2” nas campanhas eleitorais.

Fonte: Agência Brasil

Estados Unidos registram primeiro caso de vírus Zika

As autoridades do Texas confirmaram hoje (12) o primeiro caso de vírus Zika nos Estados Unidos. O homem mora no condado de Harris e havia visitado a América Latina – incluindo Salvador, na Bahia, – recentemente.

Um dos diretores do Texas Children’s Hospital, Peter Hote afirmou ao site Medscape que o caso provoca preocupação porque o estado tem as condições ideais para o desenvolvimento do mosquito transmissor, o Aedes aegypti.

“Há uma tempestade perfeita que pode proliferar o vírus no Texas. Temos duas espécies de mosquito que pode transmiti-la [a doença] e altos níveis de pobreza que levam a viver em ambientes não sadios, perto de água parada”, ressaltou Hote.

Em adultos, o vírus provoca sintomas mais leves que a dengue e a chikungunya – também transmitidas pelo Aedes aegypti. Os sintomas clássicos são febre, dores no corpo e manchas na pele.

Em novembro de 2015, o Ministério da Saúde brasileiro confirmou a relação entre o vírus Zika e casos de microcefalia em bebês. Por causa do aumento de casos de Zika, as autoridades dos Estados Unidos aconselham seus cidadãos a tomar cuidados adicionais com a doença no Brasil, como uso de repelentes, e pedem que as grávidas adiem viagens à América Latina, para evitar problemas.

Fonte: Agência Brasil

Rússia confirma prisão de três russos na Turquia, após atentado em Istambul

A Rússia confirmou hoje (13) a detenção na Turquia de três cidadãos russos por suposto envolvimento com o grupo jihadista Estado Islâmico, um dia após o atentado suicida em Istambul que causou a morte a dez turistas.

“Confirmamos a detenção de três cidadãos da Rússia. As causas da detenção ainda estão sendo apuradas”, disse o cônsul-geral da Rússia na Anatólia, Alexandr Tolstopiátenko, à agência de notícias russa RIA Novosti.

Segundo a agência turca Dogan, os três russos foram detidos na Anatólia, na costa mediterrânica da Turquia, por suspeita de terem cooperado com o Estado Islâmico (EI) no atentado suicida de ontem (13) em Istambul, que causou a morte de dez turistas e mais de 14 feridos.

Os três russos estão entre as 65 pessoas detidas e acusadas de envolvimento com o grupo extremista islâmico. Segundo a agência Dogan, além dos três russos detidos na Anatólia, 15 sírios e um cidadão turco foram presos na capital do país, Ancara.

As relações entre a Rússia e a Turquia passa por um dos piores momentos das últimas décadas, depois que dois caças turcos derrubaram um bombardeiro russo, que, segundo a Turquia, teria invadido o seu espaço aéreo, junto à fronteira com a Síria.

A Rússia nega qualquer violação do espaço aéreo turco e acusa a Turquia de proteger o grupo extremista Estado Islâmico, exigindo um pedido de desculpas formal por parte de Ancara.

Fonte: Agência Brasil

Indicador de Desemprego sobe 1% e atinge 100 pontos, diz FGV

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) subiu 1% em dezembro de 2015 e chegou a 100 pontos. É a quarta alta consecutiva – reforçando a continuidade da tendência de aumento de desemprego – e o maior nível da série desde março de 2007, quando o indicador chegou a 101,5 pontos. Em relação a dezembro de 2014, o crescimento acumulado foi de 35,9%.

Os dados foram divulgados hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). Eles mostram que, em todo o país, o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) voltou a crescer em dezembro, ao variar 2,6%, alcançando 70 pontos. No ano, o indicador apresentou queda acumulada de 7,9%.

Com o resultado, o indicador de médias móveis trimestrais reverteu a trajetória de queda e passa agora a sinalizar taxas menos intensas de redução do total de pessoal ocupado na economia ao longo dos próximos meses.

Argumentação

Para Itaiguara Bezerra, economista da FGV, a alta do ICD “reflete o aumento persistente do desemprego, percebida por consumidores de todas as faixas de renda familiar, com destaque para os extremos, uma vez que envolve tanto as famílias de renda mais baixa, como as que têm renda mais elevada”.

No que diz respeito ao crescimento registrado no Indicador Antecedente de Emprego, que revela a intenção de contratação de mão de obra por parte das empresas, o economista da FGV sugere cautela na análise.

“No caso do IAEmp, a mudança de tendência do indicador deve ser analisada com cautela, já que o resultado pode sinalizar uma atenuação das taxas negativas, mas seus níveis ainda muito baixos indicam que a fase de ajustes do mercado de trabalho brasileiro ainda está longe de acabar”, enfatiza.

Destaques

Na avaliação da FGV, as classes que mais contribuíram para a variação do Indicador Coincidente de Desemprego foram também as duas extremas: “de um lado, os consumidores com renda até R$ 2.100,00, cujo Indicador de Emprego (invertido) variou 2,2%; e do outro, a dos que têm renda superior a R$ 9.600,00, com variação de 2%.”

“Os indicadores que mais contribuíram para a alta do Indicador Antecedente de Emprego no mês foram os que mensuram o ímpeto de contratações na indústria nos três meses seguintes (a média móvel trimestral) na Sondagem da Indústria, e a perspectiva dos consumidores de encontrar emprego futuro na própria região, na Sondagem do Consumidor”, finaliza a FGV.

Fonte: Agência Brasil

Uma em cada quatro crianças que vivem em áreas de conflito não frequentam escola

Uma em cada quatro crianças (quase 24 milhões) que vivem em 22 países afetados por conflitos não frequenta a escola, de acordo com estudo feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e divulgado hoje (12).

A pesquisa destaca que quase um em cada quatro dos 109,2 milhões de crianças em idade escolar primária e secundária – entre os 6 e 15 anos – que vivem em regiões de conflito não têm acesso à educação.

No Sudão do Sul, mostra o estudo, vive a maioria das crianças sem escolarização, já que metade (51%) dos menores com idade para frequentar o ensino primário e secundário não vai à escola.

Em segundo lugar está o Níger, com 47% das crianças sem frequentar a escola, seguido do Sudão (41%) e do Afeganistão (40%), indica o trabalho do Unicef.

“As crianças que vivem em países afetados por conflitos perderam os seus familiares, amigos, casas, segurança e a sensação de normalidade”, disse Jo Bourne, responsável pela Educação no Unicef, citada em comunicado da instituição.

“Sem adquirir conhecimentos como a escrita básica e a leitura, as crianças correm o risco de perder o futuro e de não poder desfrutar da oportunidade de contribuir para as suas economias e sociedades quando chegarem à idade adulta”, advertiu a agência da ONU.

O Unicef admitiu que os dados podem não refletir de maneira adequada a amplitude e profundidade do problema, uma vez que é difícil reunir informações nos países afetados por conflitos.

A instituição teme que se não for dada prioridade à educação em situações de emergência, uma geração de crianças que vivem em áreas de conflito vai crescer sem as ferramentas de que necessita para contribuir com os seus países.

Fonte: Agência Brasil

Base de submarinos da Marinha reduz ritmo de trabalho por corte de gastos

Ajustes orçamentários implementados desde o ano passado reduziram o ritmo de trabalho no Estaleiro e Base Naval de Submarinos (EBN), da Marinha do Brasil, em Itaguaí, região metropolitana do Rio de Janeiro. Os cortes provocaram demissões por parte da empresa Odebrecht, que trabalha para a Marinha no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).

O diretor do Centro de Comunicação Social da Marinha, contra-almirante Flávio Augusto Viana Rocha, disse que, diante da restrição de verbas, a prioridade é a implantação do estaleiro de construção e do ship lift (elevador para navios). A ideia é que a conclusão da infraestrutura coincida com a entrega do primeiro de quatro submarinos convencionais que serão produzidos na base. Três deles já estão em fabricação.

Projetos

Implantado em dezembro de 2008, em acordo com a França, o Prosub envolve três grandes empreendimentos: construção da infraestrutura industrial e de apoio para construção, operação e manutenção dos submarinos; construção de quatro submarinos convencionais (S-BR); e projeto e construção do submarino com propulsão nuclear (SN-BR).

Os primeiros submarinos convencionais estão em fabricação. A construção do modelo com propulsão nuclear deve começar em 2017 e durar dez anos, segundo Viana.  O cronograma do projeto está passando por “criteriosa análise”, para adequá-lo ao orçamento disponível, de acordo com o contra-almirante.

A implantação da infraestrutura industrial engloba a construção da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas e de dois estaleiros, um de construção e um de manutenção, além de uma base naval que abrigará a estrutura de comando e controle de submarinos. O projeto também incluiu o Centro de Instrução e Adestramento de Tripulações e um complexo radiológico. Parte dessas estruturas já foram entregues.

Novas demissões

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro (Sindimetal), Jesus Cardoso, disse que a expectativa é que ocorram novas demissões de trabalhadores da Odebrecht a partir do segundo semestre deste ano, caso a empresa não receba aporte da Marinha. “O sindicato está atento”. A Odebrecht informou que, em 2016, não houve demissões nas empresas do grupo em Itaguaí.

Fonte: Agência Brasil

Custeio do governo para substituir frota é uma possibilidade, diz Anfavea

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Luiz Moan, disse hoje (11) que “é uma possibilidade” o governo custear o programa de substituição de frota pleiteado pelo setor, mas que há preocupação em não prejudicar o ajuste fiscal. O programa proposto pelo setor automotivo prevê uma carta de crédito para quem quiser trocar o veículo antigo.

“É uma possibilidade [o governo ajudar]. Essefunding (financiamento) está sempre ligado a uma preocupação, que é de não prejudicar o ajuste fiscal. Uma das possibilidades é essa [a ajuda do governo] e uma outra ideia é o valor da carcaça [dos carros antigos], que também pode ajudar a formar o funding”, afirmou Moan, ao deixar reunião com o ministro do Planejamento, Valdir Simão.

Moan informou ter se encontrado nesta segunda-feira também com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Segundo ele, os titulares das duas pastas “gostam” do conceito do programa. A proposta foi formulada pela Anfavea e mais 18 entidades do setor. Em dezembro de 2015, foi entregue ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que confirmou que está analisando as sugestões.

Segundo Luiz Moan, o principal ponto estudado pelo governo é se o programa, caso implementado, geraria uma alta nas vendas, de forma a aumentar a arrecadação de tributos. “O grande desafio que o governo tem que analisar é se o programa gera vendas incrementais de veículos. Se gerar, estaremos gerando tributos adicionais. Então, há uma chance melhor de criar um funding”, disse.

Ele afirmou ainda que a medida de redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), adotada até 2013, permitiu aumento na arrecadação tributária. “No último período do programa, que ocorreu até dezembro de 2013, isso possibilitou R$ 8,1 bilhões de novos impostos para União, estados e municípios.” Moan defendeu que a redução do IPI “não foi desoneração” e sim “o ajuste temporário da mais alta carga tributária sobre os veículos do mundo”.

O presidente da Anfavea disse que o programa de substituição de frota, ao colocar nas ruas veículos mais novos, traria vantagens como melhorar a segurança no trânsito, reduzir a poluição e proporcionar economia de combustível. Segundo ele, de 230 mil caminhões da frota brasileira, por exemplo, 20% têm mais de 30 anos. Moan explicou que a sugestão inicial do setor é que os veículos elegíveis a serem substituídos tenham 20 anos ou mais.

Luiz Moan falou sobre as expectativas da Anfavea para o desempenho do setor automotivo em 2016. A previsão é de queda nas vendas internas em torno de 7,5%, mas crescimento de cerca de 9% nas exportações. A produção deve ficar próxima da estabilidade, aumentando 0,5% ante 2015.

Fonte: Agência Brasil

Safra 2015 é recorde, diz IBGE; previsão é de alta de 0,5% este ano

A safra brasileira de grãos chegou a 209,5 milhões de toneladas em 2015 e bateu recorde, superando em 7,7% a produção de 2014 (194,6 milhões de toneladas), segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2016, a previsão do IBGE é que o país colha 210,7 milhões de toneladas, superando em 0,5% a produção do ano passado.

Resultados de 2015
Os números divulgados nesta terça para a safra de 2015 são menores que as estimativas divulgadas em novembro. Os dados do IBGE previam, naquele mês, uma safra com 746 mil toneladas a mais.

A estimativa da área a ser colhida é de 57,7 milhões de hectares, com alta de 1,8% frente à  colhida em 2014 (56,7 milhões de hectares) e redução de 14.711 hectares em relação à prevista em novembro (-0%).

Os três principais produtos (arroz, milho e soja) representaram 93,1% da estimativa da produção e responderam por 86,3% da área a ser colhida. Em relação a 2014, houve acréscimos de 6,1% na área da soja, 0,8% na área do milho e redução de 8,4% na área de arroz. Na produção, houve acréscimos de 1,1% no arroz, 11,9% na soja e de 7,3% no milho.

Safra de 2016
O instituto aponta que as previsões feitas em dezembro sugerem nova safra recorde este ano, com aumento nas áreas colhidas nas regiões Nordeste (4,7%), Sudeste (1,2%) e Sul (0,8%), que apresentaram problemas climáticos em 2015.

A estimativa é que haja aumento nas produções de amendoim (em casca) 1ª safra (33,5%), café (em grão) arábica (15,6%), café (em grão) canephora (3,3%), feijão (em grão) 1ª safra (16,7%) e soja (em grão) (5,9%).

Três produções, no entanto, devem ter queda: o algodão herbáceo (4,5%), o arroz (em casca) (3,4%) e o milho (em grão) 1ªsafra (4,6%).

Fonte: Portal G1

Engenharias, pedagogia e administração lideram oferta de vagas no Sisu

Engenharias, pedagogia e administração lideram a oferta de vagas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) deste semestre.

Segundo dados divulgados hoje (11) pelo Ministério da Educação (MEC), estão sendo ofertadas 35 mil vagas nos cursos de engenharia, 9,2 mil em pedagogia e 8,5 mil em administração, distribuídas nas instituições públicas de todo o país.

As inscrições começaram nesta segunda-feira e podem ser feitas pelo portal do Sisu até quinta-feira (14). A vagas ofertadas somam 228 mil em 131 instituições de ensino públicas. Nesta tarde, o número de inscritos chegou a 974 mil.

A oferta de vagas nos cursos de engenharia foi a que mais cresceu, segundo o balanço do MEC:  aumentou em 28,4 mil avgas desde 2010 e em 4,3 mil em relação a 2015.

Em relação às instituições de ensino, a maior oferta de vagas nesta edição é da Universidade Federal da Paraíba com 7,7 mil vagas, seguida pelas universidades Federal de Pernambuco, com 6,9 mil vagas e Federal do Rio Grande do Norte, com 6,8 mil vagas.

A Região Nordeste é a que tem a maior oferta, 90.110 vagas. Em seguida vêm as regiões Sudeste (61.047), Sul (35.656), Centro-Oeste (27.219) e Norte (14.039).

Desde 2010, houve aumento de quase quatro vezes na oferta de vagas e de cursos pelo sistema. O número de instituições participantes também aumentou, passando de 51 em 2010 para 131 em 2016.

Cursos com maior oferta de vagas

Engenharias: 35.064
Pedagogia: 9.237
Administração: 8.480
Matemática: 8.096
Ciências Biológicas: 8.086
Direito: 6.583
Química: 6.485
Física: 5.432
Agronomia: 5.068
Cências Contábeis: 4.858
Educação Física: 4.722
História: 4.650
Geografia: 4.590
Medicina: 4.497

Instituições com maior oferta de vagas

Universidade Federal da Paraíba (UFPB): 7.700
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): 6.972
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN): 6.878
Universidade Federal de Goiás (UFG): 6.345
Universidade Federal do Ceará (UFC): 6.288
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): 6.279
Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT): 5.940
Universidade Federal de Alagoas (UFAL): 5.458
Universidade Federal de Sergipe (UFS): 5.440
Universidade Estadual do Piauí (UESPI): 4.985

Fonte: Agência Brasil

54% dos empresários temem que país não saia da crise em 2016

São Paulo – O maior temor dos empresários em relação a 2016 é de que o país não supere a crise econômica.

É o que mostra levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). De acordo com a pesquisa, 54% dos comerciantes ouvidos dizem ter receio de que a recessão deste ano se prolongue.

O temor do prolongamento da crise econômica é apontado à frente de outras opções mais voltadas ao próprio negócio do entrevistado, como o risco de não conseguir pagar dívidas (38%), ser assaltado ou vítima de violência (38%) e ser obrigado a fechar a empresa (37%).

Por sua vez, os empresários se mostram divididos em relação às expectativas para a economia do Brasil. Do total, 53% acreditam que 2016 será igual ou pior que 2015 e 42% têm a expectativa de que 2016 será melhor se comparado ao ano que terminou.

“A atual situação da economia brasileira tem gerado um ciclo vicioso, difícil de interromper. Como a inflação e as taxas de juros estão altas, as vendas caem e as empresas empregam e investem menos”, escreveu o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

A crise econômica volta a liderar, ao lado da corrupção, como o problema mais urgente a ser resolvido neste ano, ambas com 69% das menções. Outros problemas apontados pelos empresários brasileiros são os impostos elevados (65%), a inflação (49%), a falta de vontade política (40%) e a violência (39%).

A percepção majoritária também é de que as condições econômicas se deterioraram ao longo do ano passado. Para 75% dos entrevistados, 2015 foi pior para a economia do que 2014.

Apenas 5% dos comerciantes e prestadores de serviços notaram que o cenário melhorou e outros 16% disseram que não houve alteração.

Diante disso, mais da metade (58%) dos entrevistados demitiram no ano passado – entre dois e três funcionários, em média. Já para este ano, a previsão é de que 16% dos empresários demitam funcionários.

Foram ouvidos 822 empresários em todo o país entre os dias 1º e 15 de dezembro, por meio de pesquisa telefônica. Do total, 52% das empresas são do setor de comércio varejista e 48%, de serviços.

Fonte: Exame Notícias

Planejamento decide recompor orçamento da Polícia Federal

O Ministério da Justiça informou hoje (11), por meio de nota, que os cortes orçamentários nas dotações da Polícia Federal serão recompostos após a sanção da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2016. Segundo o comunicado, a forma de recomposição será definida por técnicos da pasta e do Ministério do Planejamento. A assessoria do Planejamento confirmou as informações da Justiça.

“Não faltaram e nem faltarão recursos financeiros para realização de operações e investigações da Polícia Federal ao longo do corrente ano, conforme vem reiterando o Ministério da Justiça desde o final de 2015”, destacou a nota.

A decisão sobre a recomposição foi anunciada após o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se reunir nesta tarde com o titular do Planejamento, Valdir Simão. Também participou do encontro o diretor do Departamento da Polícia Federal, Leandro Daiello.

Na última semana, a PF havia divulgado nota informando que durante o trâmite da proposta orçamentária no Congresso Nacional houve corte de R$ 151 milhões referentes ao custeio da PF por parte do relator do projeto da LOA. Ainda segundo a nota, após o corte, Daiello recorreu à Justiça, que solicitou ao Planejamento a recomposição.

Fonte: Agência Brasil

Vacina contra o Zika não deve ser concluída em menos de dois anos, diz ministro

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse hoje (11) que a grande aposta contra o vírus Zika é o desenvolvimento de uma vacina. No entanto, reconheceu que a conclusão dos estudos sobre o imunizante deve demorar pelo menos dois anos.

O prazo será menor que o tempo para a elaboração da vacina contra a dengue, que demorou cerca de 20 anos para ser concluída e combina proteção contra quatro sorotipos do vírus. A vacina contra o Zika, que está relacionado à ocorrência de microcefalia, protegerá contra um.

“Estamos estudando, contactando, agindo”, disse o ministro em conversa com jornalistas no Ministério da Saúde na tarde de hoje (11). “Enquanto a vacina não vem, o importante é não deixar o mosquito [Aedes aegypti] nascer, porque quando ele nasce é um perigo ambulante”.

Castro citou um modelo de combate ao Aedes aegypti, vetor do vírus da dengue, da febre chikungunya e do virus Zika, usado no município de Água Branca, no Piauí, que, segundo ele, é “simples e eficiente”. Os agentes de saúde da cidade saem de casa em casa procurando focos do mosquito e colam selos vermelhos nas portas das residências onde são encontrados criadouros. As casas livres de Aedes aegypti recebem um selo verde.

“Aquilo fica exposto e todo mundo quer ter o selo verde. Foi uma mobilização muito grande na cidade e todo mundo fez o dever de casa para que, quando o agente voltasse, já tivesse tudo cumprido para receber o selo verde”, disse o ministro. Em 2015, o município piauiense registrou quatro casos de dengue. Em todo o Piauí, foram mais de 7,5 mil casos da doença.

Dengue
Segundo Castro, a Sanofi Pasteur, fabricante da Dengvaxia – primeira vacina contra a dengue registrada no Brasil – estima que cada dose deverá custar cerca de 20 euros. Para a total proteção contra a doença, serão necessárias três doses do imunizante. O valor oficial será estipulado pela Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos e só depois disso a vacina poderá ser vendida no país.

A distribuição dessa vacina na rede pública de saúde ainda será avaliada, segundo o ministro, que a considera “cara”. O governo aposta em um imunizante que está sendo desenvolvido pelo Instituto Butantã, que deverá custar um terço da Dengvaxia e proteger em apenas uma dose, mas ainda levará um ano para ficar pronto.

Fonte: Agência Brasil

Entidade abre mais de 8,5 mil vagas para Jovem Aprendiz em 18 estados

A organização sem fins lucrativos Ensino Social Profissionalizante (Espro), ligada ao Rotary Club, abriu inscrições para mais de 8,5 mil vagas destinadas a jovens entre 15 e 22 anos que desejem participar do Programa Jovem Aprendiz em empresas localizadas em mais de 50 municípios, em 18 estados.

Há vagas em São Paulo, Minas Gerais, Alagoas, Rio de Janeiro, Paraná, Goiás, Pernambuco, Santa Catarina, no Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Pará, na Bahia e Paraíba.

A entidade trabalha como capacitadora dos jovens, em convênio com grandes empresas de diversos setores, como o bancário e a indústria alimentícia e farmacêutica.

De acordo com a legislação brasileira, todas as empresas públicas e privadas de médio a grande porte devem ter de 5% a 15% de aprendizes nas funções que demandem capacitação profissional em seu quadro de funcionários.

Os jovens podem ser contratados como aprendizes por um período máximo de dois anos. O contrato é registrado na carteira profissional e garante pagamento de salário-mínimo/hora, formação técnico-profissional e outros direitos trabalhistas e previdenciários, como 13º salário, recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), vale-transporte e férias.

A carga horária do jovem aprendiz deve ser de, no máximo, 6 horas, e os aprendizes que não tiverem concluído o ensino médio devem ter uma rotina que não interfira na frequência escolar. Em geral, é dada preferência a jovens em situação de vulnerabilidade social.

A meta do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é atingir a marca de 1,7 milhão de jovens aprendizes contratados entre 2016 e 2019. Os interessados nas vagas da Espro devem cadastrar o currículo no endereço www.espro.org.br/cadastrocurriculo

Fonte: Agência Brasil

Fies abrirá inscrições no dia 26 de janeiro

Estudantes interessados em obter financiamento no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) poderão se candidatar de 26 a 29 de janeiro. O Ministério da Educação ainda não divulgou detalhes sobre a seleção.

De acordo com as regras fixadas no ano passado, para participar é necessário ter obtido pelo menos 450 pontos na média nas provas do Enem e não ter tirado 0 na redação. O candidato precisa ter também apresentar renda familiar média de até 2,5 salários mínimos por pessoa.

O Fies oferece financiamento para cursos em instituições particulares de ensino superior a juros mais baixos do que os praticados no mercado. Mais de 2,1 milhões de estudantes são beneficiados pelo programa.

As inscrições do Fies abrirão logo após das inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni), que poderão ser feitas de 19 a 22 de janeiro. O ProUni oferece bolsas de estudo que cobrem até 100% das mensalidades em instituições privadas de ensino superior.

Fonte: Agência Brasil

Custo de vida do idoso sobe 11,13% em 2015, acima da inflação oficial

A população acima de 60 anos desembolsou 11,13% a mais pelos produtos e serviços consumidos em 2015, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgada nesta terça-feira (12).

O aumento do custo de vida dessa população foi maior que o da inflação oficial, calculada pelo IBGE (10,67%), e o da taxa para os outros consumidores, medida pelo IPC-BR (10,53%).

Só no quarto trimestre do ano passado, o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de consumidores com mais de 60 anos de idade, subiu 2,87%.

O que mais subiu nesses três últimos meses do ano passado foi a alimentação, cuja taxa passou de 0,54% para 5,37%, influenciada pelas hortaliças e legumes (de -16,33% para +20,81%).

Também ficaram mais caras as despesas com transportes (de 0,35% para 4,52%), educação, leitura e recreação (de 0,94% para 2,51%), vestuário (de 0,24% para 1,99%), saúde e cuidados pessoais (de 1,82% para 1,95%) e comunicação (de 0,77% para 1,08%).

Na contramão, entre as desacelerações, estão habitação (de 1,97% para 1,75%) e
despesas diversas (de 0,67% para 0,49%).

Variação de preços de alguns itens:
Gasolina (0,56% para 9,78%),
Passagem aérea (-5,76% para 17,98%),
Roupas (0,21% para 2,22%),
Salão de beleza (1,24% para 2,41%) e
Tarifa de telefone residencial (-0,17% para 1,61%)
Condomínio residencial (2,54% para 1,73%)
Alimentos para amimais domésticos (de 2,41% para -0,24%).

Fonte: Portal G1