Cardozo diz que governo dialoga com senadores para aprovar Fachin

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta segunda-feira (27) que o governo tem “dialogado” com senadores em favor da aprovação do advogado Luiz Edson Fachin para ocupar vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele ainda passará por sabatina na semana que vem na Comissão de Constituição e Justiça do Senado antes de ter sua indicação votada em plenário.

Desde sua indicação pela presidente Dilma Rousseff no último dia 14, o nome de Fachin tem sido criticado por alguns oposicionistas por suposta ligação com o PT e por ele ter defendido o voto na petista na eleição de 2010.

Questionado nesta segunda por eventuais dificuldades na aprovação do nome de Fachin, Cardozo disse que o governo tem passado informações a senadores sobre a trajetória e o currículo do advogado para convencê-los a aprovar a indicação.

“Nós temos dialogado com vários senadores para prestar os esclarecimentos e as informações necessárias, e para transmitir a percepção de que vários juristas e ministros do Supremo aplaudem a indicação de Fachin. Isso está sendo transmitido aos senadores que, evidentemente, decidirão com autonomia a partir das informações colocadas à disposição”, disse.

Cardozo participou da posse do ministro Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no cargo de corregedor-geral da Justiça Federal. O ministro enfatizou qualidades do advogado na entrevista aos jornalistas. “Fachin tem conduta ilibada e irretocável. Não tem nenhum fato que pudesse dizer que ele tenha praticado conduta indevida”, disse.

“Eu acredito que por seu currículo, histórico e seriedade,  e reconhecimento de todos da área jurídica em relação ao papel que tem na área jurídica. Não tenho a menor dúvida que foi excelente indicação e entendo que o Senado, ao apreciar esses fatos, chegará a conclusão.

Indicação
A indicação de Fachin chegou ao Senado na quarta passada (22). Advogado e professor titular de Direito Civil da Faculdade de Direito do Paraná, Fachin, 57 anos, também é professor visitante do King’s College, na Inglaterra, e pesquisador convidado do Instituto Max Planck, na Alemanha.

O jurista gaúcho que fez carreira no Paraná deverá ser sabatinado pelos senadores no dia 29, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Depois da sabatina, o nome do jurista ainda terá de ser submetido à votação no plenário principal do Senado. Só então ele poderá assumir a vaga aberta em julho do ano passado com a aposentadoria do ministro Joaquim Barbosa.

Fonte: Portal G1

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