Segundo Oxfam, diretor da ONG no Haiti admitiu ter contratado prostitutas

O diretor da ONG Oxfam no Haiti admitiu ter contratado prostitutas em sua residência durante uma missão humanitária no país, antes de pedir demissão em 2011. É o que diz um relatório sobre uma investigação interna divulgado nesta segunda-feira (19).

É a primeira vez que a organização faz acusações diretas a Roland Van Hauwermeiren, que vem negando ter pagado por sexo com prostitutas ou abusado de menores de idade. Ele dirigiu a operação da Oxfam no Haiti após o terremoto de 2010 e renunciou ao cargo em 2011.

A Oxfam afirma que decidiu divulgar o relatório de 2011, que também documenta acusações contra outros membros de contratar prostitutas na residência alugada pela ONG e de intimidação, para ser “o mais transparente possível sobre as decisões que tomamos… e em reconhecimento à quebra de confiança que isso causou”.

A Reuters não conseguiu falar com Van Hauwermeiren para obter um comentário.

Segundo o jornal “The Times”, durante o trabalho da ONG depois do terremoto de 2010 que devastou a ilha e deixou 300.000 mortos, grupos de jovens prostitutas foram convidadas a casas e hospedagens pagas pela instituição para festas sexuais.

A informação foi passada ao jornal por uma fonte que assegurou ter visto imagens de uma orgia em que prostitutas usavam camisetas da Oxfam.

As alegações de má conduta sexual contra membros da organização balançou o setor de ajuda humanitária. O presidente do Haiti pediu que outros grupos também sejam investigados.

O Reino Unido e a União Europeia estão reavaliando o financiamento à Oxfam, uma das maiores organizações de ajuda a vítimas de desastres do mundo.

Fonte: Portal G1

Merkel nomeia governadora como número 2 do partido e possível sucessora

A chanceler alemã Angela Merkel designou Annegret Kramp-Karrenbauer para o posto de número dois do partido conservador União Democrata-Cristã (CDU), o que a posiciona como sua possível sucessora, informaram fontes do partido à mídia alemã e a agências como a AFP.

Kramp-Karrenbauer, de 55 anos, atual chefe de Governo do estado regional de Sarre, muito próxima a Merkel, se tornará nesta segunda-feira a secretária-geral da CDU, no lugar de Peter Tauber, de 43 anos, que renunciou ao posto por motivos de saúde.

Conhecida como a “Merkel de Sarre”, Kramp-Karrenbauer é apontada pela imprensa alemã como a favorita da chanceler para a sua sucessão.

As duas compartilham a mesma linha política de centro, criticada pela ala mais à direita do partido, que deseja uma guinada conservadora para enfrentar o avanço da extrema-direita na Alemanha.

Kramp-Karrenbauer deve assumir oficialmente o posto de Tauber durante o congresso excepcional da CDU, no dia 26 de fevereiro em Berlim.

Fonte: Portal G1

 

Segurança dominará campanha

Com a intervenção federal no Rio de Janeiro, a segurança pública promete tornar-se o tema central da campanha eleitoral. No ano passado, subiu na lista de preocupações do brasileiro e superou o emprego como fator decisivo para o voto (embora ainda perca para saúde e educação).

Natural, portanto, que os políticos tentem aproveitar a oportunidade para atrair votos. O primeiro a percebê-la foi o deputado Jair Bolsonaro, conhecido pelo discurso linha-dura. Apesar de sua ligação histórica com a Polícia Militar, Bolsonaro não é dono exclusivo do tema.

A intervenção no Rio e a criação do ministério extraordinário da Segurança dão ao presidente Michel Temer um discurso pronto para tentar deter o avanço de Bolsonaro sobre o eleitorado indeciso de classe média. Discurso que poderá servir a ele ou a quem quer que seja escolhido como candidato governista.

O objetivo eleitoral de Temer se confunde, portanto, com o objetivo policial da intervenção. O Rio está longe de ser o estado mais violento do país. Assim que foi anunciada a intervenção, dois líderes da maior facção criminosa do país foram mortos não no Rio, mas no Ceará.

Pelos números do Fórum Brasileiro de Segurança Pública relativos a 2016, os atuais campeões em mortes violentas são Sergipe (64 por 100 mil habitantes), Rio Grande do Norte (57), Alagoas (56), Pará (51) e Amapá (50). Em 2016, a taxa no Rio foi 38, embora tenha chegado a 40 em 2017.

Mesmo levando em conta a deterioração em quatro anos, o Rio não é o estado onde o indicador piorou mais. A distinção cabe a Rio Grande do Sul (crescimento médio anual de 19,4%), Amapá (14,2%), Sergipe (13,8%), Pernambuco (12,3%) e Maranhão (8,7%). No Rio, a piora anual entre 2012 e 2016 foi de 4,8% – só em 2017, 6,3%.

A violência no Rio chama a atenção não tanto pelos índices, mas por atingir um centro cultural e vitrine do país – e por representar o fracasso da política de segurança mais badalada na última década, as Unidades de Polícia Pacificadora implementadas no governo Sérgio Cabral.

O Rio é de longe o estado que mais gasta em segurança. Foram R$ 550 por habitante só em 2016, mais de 16% do Orçamento – ante 5,7% em São Paulo ou 2,9% em Brasília, onde os índices de violência são bem melhores. Isso não impediu que, em 2016, os furtos de rua crescessem 49% no Rio. Em 2017, os tiroteios aumentaram 117%, a maior parte em áreas de UPPs – e a sensação de insegurança paira no ar.

O pedido de intervenção feito pelo governador Luiz Fernando Pezão foi um lance de desespero de uma gestão cujas receitas caíram um quarto nos últimos três anos, diante de um déficit crescente, R$ 20 bilhões só no ano passado. Não há dinheiro, o crime avança – e o Carnaval pôs a crise diante das câmaras. Temer aproveitou a oportunidade. Senso de oportunidade é tudo em política.

A intervenção enfrentará duas dificuldades. A primeira é inerente a qualquer combate à violência, não apenas no Rio: os presídios controlados pelo narcotráfico, armas que circulam livremente pelas fronteiras, leis brandas que favorecem os criminosos e intimidam as forças da ordem, falta de recursos e pessoal, polícia corrupta e conivente com o crime – alguém ainda lembra o que disse ministro Torquato Jardim no ano passado sobre o Rio?

A segunda tem a ver com o próprio Exército, obrigado a exercer o trabalho da polícia, ainda que temporariamente. Ou haverá algum tipo de acomodação com o narcotráfico – e, nesse caso, a corrupção policial se estenderá às Forças Armadas –, ou então os morros se tornarão zonas de batalha contínua – e, como em toda guerra, a tragédia será contada pelo número de vítimas civis.

As cenas de combate, os tanques desfilando pelas ruas, os soldados empunhando armas diante do cenário idílico das praias cariocas são essenciais para o objetivo eleitoral. É muito provável que a criminalidade caia e que a sensação de segurança aumente.

 

Também é razoável esperar que alguma parcela do voto indefinido gravite para a candidatura governista – e até mesmo que a popularidade de Temer se recupere um pouco. A incógnita é o efeito disso tudo na urna – e na vida do fluminense, depois que a eleição passar, o Carnaval da intervenção acabar e uma nova Quarta-feira de Cinzas chegar.

 
Fonte: Portal G1

Destroços de avião iraniano que caiu com 65 a bordo foram encontrados, diz mídia estatal

Destroços do avião iraniano que caiu com 65 pessoas a bordo foram encontrados na região central do país, informou a agência estatal Isna nesta segunda-feira (19).

Os destroços teriam sido encontrados perto da cidade de Dengezlu, na província de Isfahan, disse o vice-governador da província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, segundo a imprensa local.

Minutos depois da divulgação da notícia, porém, o site da TV estatal afirmou que um porta-voz da agência de avião civil iraniana não conseguiu confirmar a informação, segundo a Reuters.

O avião, operado pela Aseman Airlines, caiu no sudoeste do Irã na manhã de domingo (18). O voo ia de Teerã à cidade de Yasuj, no sudoeste do país, e caiu no Monte Dena, na Cordilheira de Zagros, a cerca de 480 km da capital iraniana. A região, de difícil acesso, dificultou a chegada do resgate. Não há informações sobre vítimas ou sobreviventes.

O aparelho desapareceu do radar cerca de 20 minutos depois de ter decolado do aeroporto de Teerã. O voo EP 3704, feito em uma aeronave ATR 72, decolou de Teerã às 8h local (1h30, em Brasília).

Nesta segunda-feira, helicópteros e equipes de resgate das Forças Armadas e da organização humanitária Crescente Vermelho, assim como voluntários locais, participavam das buscas pelos destroços, embora acredite-se que ninguém tenha sobrevivido à queda, segundo a televisão estatal.

Poucas horas após a confirmação da queda, a companhia aérea chegou a afirmar que todos os ocupantes do voo (incluindo uma criança) haviam morrido, mas em seguida retirou a informação, declarando que, devido às circunstâncias especiais da região e à falta de acesso ao local do acidente, não poderiam confirmar de forma precisa e definitiva a morte de todos.

Ainda não há informações sobre o que teria causado a queda do avião.

Fonte: Portal G1

Casal que acolheu atirador da Flórida diz que não sabia que vivia com um ‘monstro’

A família que recebeu em sua casa Nikolas Cruz, autor do massacre em uma escola da Flórida que deixou 17 mortos, afirmou que ele era um jovem peculiar, mas que nunca pensaram que era uma “monstro”.

 

Na última quarta-feira, Cruz, um ex-aluno da escola Marjory Stoneman Douglas de Parkland, ao norte de Miami, abriu fogo nos corredores da instituição com um rifle semiautomático e matou 17 pessoas.

Cruz, de 19 anos, se mudou no final de novembro para Parkland com James e Kimberly Snead, depois da morte de sua mãe no mesmo mês por complicações provocadas por uma pneumonia, informou o jornal “Sun Sentinel”. O jovem era amigo do filho do casal.

“Eu disse que existiriam regras e ele seguiu todas as regras”, afirmou James Snead, de 48 anos, um veterano do exército e analista de inteligência militar, segundo o jornal.

Os Snead descreveram o jovem como alguém que aparentemente cresceu sem a obrigação de realizar tarefas comuns. Não sabia cozinhar, lavar roupa, recolher suas coisas ou até mesmo usar o micro-ondas.

“Era muito ingênuo. Não era estúpido, apenas ingênuo”, afirmou James Snead ao “Sun Sentinel”.

Ele tinha hábitos incomuns. como colocar um cookie de chocolate em um sanduíche de queijo e ir para a cama às 20h.

Parecia solitário e queria ter uma namorada, mas estava deprimido pela morte da mãe, segundo o casal.

Cruz disse aos Snead que herdaria pelo menos US$ 800 mil de seus pais e que a maior parte dos recursos estaria disponível quando ele completasse 22 anos.

A última vez que o casal viu Nikolas Cruz ele estava na delegacia do condado de Broward. Vestido com um roupão de hospital, estava algemado e cercado por agentes.

“Ele disse que sentia. Pediu desculpas. Parecia perdido, absolutamente perdido. E foi a última vez que o vimos”, disse James Snead.

Fonte: Portal G1

Morre o violinista de jazz Didier Lockwood

O célebre violinista francês de jazz Didier Lockwood morreu de ataque cardíaco neste domingo (18), em Paris, aos 62 anos, anunciou seu agente à AFP.

“Sua esposa, suas três filhas, sua família, seu agente, seus colaboradores e sua companhia fonográfica anunciam com pesar a morte brutal de Didier Lockwood”, indicou o comunicado publicado por seu agente.

Lockwood, que era casado com a soprano francesa Patricia Petibon, havia participado de um show na noite de sábado no Bal Blomet, uma sala de jazz parisiense.

O violinista foi um grande representante do jazz francês no exterior, com uma carreira em que deu cerca de 4,5 mil concertos e gravou mais de 35 álbuns.

Nascido em Calais, no norte da França, em 11 de fevereiro de 1956 em uma família franco-escocesa, este filho de um professor de música começou a aprender violino aos sete anos, e se interessou muito cedo pelo improviso, graças ao seu irmão mais velho, Francis.

Aos 17 anos, Lockwood estreou no Magma, que então era o principal grupo de rock progressivo na França.

Em seguida, ocupou a cena musical através de vários encontros e projetos em diversos estilos: jazz fusion elétrico, jazz acústico, gipsy jazz e música clássica.

Criou duas óperas durante sua carreira, dois concertos para violino e orquestra, um concerto para piano e orquestra, poemas líricos e muitas outras obras sinfônicas, sem esquecer de músicas para filmes.

Lockwood também era muito engajado na educação musical. Autor de um método de aprendizado do violino para o jazz, criou em 2001 o Centro de Músicas Didier Lockwood, uma escola na qual se ensina o improviso, em Dammarie-les-Lys, perto de Paris.

Em 2006, entregou ao governo francês um informe sobre o ensino de música no país, no qual demonstrava preocupação com uma infância “formatada” pela tecnologia moderna e defendia um aprendizado da música, mediante uma maior oralidade e menos solfejo.

Caracas diz que Peru não tem poder para barrar Maduro na Cúpula de Lima

O Peru carece de poderes para vetar a participação do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na Cúpula das Américas, e por isso o chefe de Estado irá ao encontro, anunciou neste domingo (18) o governo venezuelano.

“Não está atribuída, de forma alguma, à República do Peru, nem a nenhum outro Estado, a faculdade de decidir sobre a participação de nenhum Estado membro e fundador das reuniões da Cúpula das Américas”, ressaltou o chanceler, Jorge Arreaza, em carta enviada à sua contraparte peruana, Cayetana Aljovín.

Portanto, acrescentou o ministro, “não existe impedimento de nenhuma natureza para que a Venezuela” participe do encontro em 13 e 14 de abril.

“Confirmamos que o presidente Nicolás Maduro Moros assistirá pontualmente (…) à cidade de Lima como representante do Povo Bolivariano da Venezuela”, destacou a nota de resposta a uma carta da chanceler peruana, indicando que o presidente venezuelano não é bem-vindo na Cúpula.

Segundo Arreaza, ao Peru, como anfitrião, “só corresponde estender a cortesia do convite aos dignatários, organizar a reunião e oferecer as facilidades logísticas de segurança e resguardo aos participantes, além de garantir as imunidades e privilégios respectivos”.

No entanto, a chanceler peruana reiterou que o Peru tem os mecanismos para impedir a entrada de Maduro. “Todo Estado tem faculdades e procedimentos administrativos para estabelecer medidas de diferente tipo quando uma pessoa não é bem-vinda”, afirmou Aljovín em entrevista ao jornal La República, publicada neste domingo.

Para Caracas, o governo peruano, com “evidentes motivações políticas/ideológicas”, está incorrendo em um “desrespeito aos princípios elementares do direito internacional público”.

Na terça-feira passada, após uma reunião dos 14 países do chamado Grupo de Lima, Aljovín pediu a Maduro que desistisse de comparecer à Cúpula devido à sua insistência em celebrar eleições presidenciais sem garantias para a oposição.

Mas Maduro advertiu que “chova, troveje ou relampeje, por ar, terra ou mar”, chegará à Cúpula “com a verdade da Venezuela”.

Fonte: Portal G1

Trump falará com estudantes sobre segurança nas escolas após massacre

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, se reunirá na próxima quarta-feira (21) com estudantes e professores, e na quinta-feira (22) com diferentes autoridades, para falar sobre segurança nas escolas depois do massacre que deixou 17 mortos em um instituto de Parkland (Flórida) nesta semana.

A Casa Branca informou nesse domingo, ao divulgar a agenda semanal de Trump, que o presidente manterá na quarta-feira uma sessão para ouvir estudantes e professores do ensino médio.

A assessoria de Trump não detalhou que estudantes serão convidados à reunião e, ao ser questionado pela agência EFE, um porta-voz da Casa Branca limitou-se a dizer que haverá mais detalhes na própria quarta-feira.

No dia seguinte, Trump se reunirá “com funcionários estaduais e locais para falar sobre segurança nas escolas”, informou a Casa Branca.

As reuniões mostram a tentativa de Trump de exercer um papel mais ativo após o massacre que deixou 17 mortos e 15 feridos na última quarta-feira, quando um ex-estudante armado com fuzil semiautomático AR-15 disparou contra seus antigos colegas e professores na escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas em Parkland.

Os estudantes dessa escola fizeram uma manifestação ontem, exigindo maior controle de armas de fogo nos Estados Unidos, mas Trump evitou apoiar a ideia, e também não falou do tema.

Trump é um fervoroso defensor do poderoso grupo de pressão que freou várias tentativas de controle de armas nos Estados Unidos, a Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês). Ontem (18),  ele se referiu pela primeira vez a esse tema em um tweet, afirmando que a oposição democrata não está realmente interessada no problema.

“Assim como não querem resolver o problema do Daca (programa que protege da deportação os imigrantes irregulares que chegaram aos EUA na infância), por que os democratas não aprovaram uma legislação para aumentar o controle de armas quando tinham tanto a Câmara quanto o Senado sob o governo de (Barack) Obama? Porque não queriam, e agora só falam!”, escreveu Trump no Twitter.

Fonte: Agência Brasil

Tremor de terra sacode centro e sul do México

Um terremoto de magnitude 6 na escala Richter, com epicentro no estado de Oaxaca, no sul do México, surpreendeu esta madrugada os moradores da Cidade do México, que na sexta-feira passada viveram um susto por causa de um tremor de 7,2 graus.

O Serviço Sismológico Nacional (SSN) informou que o tremor – uma réplica do ocorrido na sexta-feira – foi registrado às 3h57 (horário de Brasília) e o seu epicentro localizou-se a 32 quilômetros a sudeste de Pinotepa Nacional, a 10 quilômetros de profundidade.

Os moradores da capital, marcados pela recente tragédia do terremoto de magnitude 7,1 de 19 de setembro passado, saíram de pijamas das suas casas após a ativação do alerta. O tremor foi mais sentido nos prédios mais altos.

O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, escreveu no Twitter que a Defesa Civil “ativou seus protocolos e está em contato com autoridades locais”. As informações são da agência de notícias EFE.

Fonte: Agência Brasil

Rebelião termina em presídio de Japeri com liberação de reféns

A rebelião na Penitenciária Milton Dias Moreira, em Japeri, foi controlada e os reféns foram liberados depois de negociações comandados pela Superintendência de Segurança da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap). De acordo com a Seap, ao todo 18 pessoas chegaram a ficar reféns dos presidiários, sendo oito agentes da secretaria e dez detentos.

Durante a ação contra a rebelião foram apreendidos um revólver, duas pistolas e uma granada de efeito moral. O incidente será investigado pela própria Seap, segundo nota divulgada pela instituição.

A ação contou com o apoio do Gerenciamento de Crise do Centro Integrado de Comando e Controle.

Fonte: Agência Brasil

Com 60% dos estádios da Copa ainda em obras, Rússia processa construtoras por atrasos

O governo da Rússia está processando quatro construtoras que estão erguendo sete dos 12 estádios que serão usados na Copa do Mundo de 2018, exigindo uma indenização de US$ 51 milhões (cerca de R$ 164 milhões) por causa de atrasos na construção.

A Rússia sediará o campeonato em 11 cidades entre 14 de junho e 15 de julho.

Documentos judiciais mostram que o governo russo, por meio do Ministério do Esporte, abriu seis processos contra diferentes empresas, incluindo uma que pertence ao bilionário Gennady Timochenko, aliado do presidente russo, Vladimir Putin.

Elas são acusadas de violar “uma série de obrigações quanto a prazos para a construção”. Os estádios em questão ficam em Novgorod, Volgogrado, Saransk, Samara, Ecaterimburgo, Kaliningrado e Rostov do Don.

Há quatro anos, quando faltavam cerca de cem dias para a abertura da Copa no Brasil, quatro dos 12 estádios (33,3%) que receberam jogos ainda não haviam sido entregues. Todos ficaram prontos a tempo.

Garantia

Em entrevista à agência de notícias Tass, Alexei Milovanov, diretor da Sport-Engineering Co – responsável por sete estádios da Copa de 2018 – disse que os processos não afetarão os prazos de entrega das obras.

“Os estádios estarão inteiramente prontos para os jogos testes planejados para março e abril”, disse Milovanov.

Num duro pronunciamento em outubro, o presidente Putin afirmou que os atrasos são “inaceitáveis”. O caso de Samara desperta mais temores, pois estima-se que as obras estejam pelo menos dois meses atrasadas.

O estádio de 45 mil lugares sediará seis jogos, incluindo Uruguai e Rússia na fase de grupos, um jogo nas oitavas de final e um nas quartas.

A PSO, uma das empresas processadas pelo governo russo e responsável pela arena em Samara, se disse “surpresa” com a ação judicial. A empresa afirmou num comunicado que “os projetos dos estádios mudaram muitas vezes, e os prazos também foram reajustados”.

“Não aceitamos as acusações e nos defenderemos no tribunal”, disse a companhia.

Legado

A Stroytransgaz, empresa que pertence ao bilionário Timochenko, também disse que os prazos de construção haviam sido alterados com a anuência do Ministério do Esporte.

As construtoras Crocus e Sinara não responderam aos questionamentos do serviço russo da BBC sobre os processos.

Na Copa das Confederações, em 2017, a Rússia exibiu quatro dos 12 estádios que serão usados no Mundial: o Spartak, em Moscou, o Fisht, em Sochi, o de Kazan e o de São Petersburgo.

Das oito restantes, o estádio Luzhniki, também em Moscou, é outra arena já pronta e será a principal instalação da Copa de 2018, sede da partida de abertura (Rússia e Arábia Saudita, em 14 de junho) e da final. As outras sete arenas estão em construção e ainda precisam ser testadas.

Também resta a questão do futuro dos estádios depois da Copa. Alguns ficam em cidades sem times da primeira divisão do futebol russo, como Kaliningrado.

Os dois torneios anteriores, sediados pelo Brasil e pela África do Sul, enfrentam situações parecidas, com estádios subutilizados após o evento.

Antes dos processos pelos atrasos, o Ministério da Agricultura da Rússia expressou preocupação quanto à ação de gafanhotos nos gramados.

Fonte: Agência Brasil

Para onde vai a África do Sul depois da renúncia de Jacob Zuma?

Desde dezembro passado, Zuma estava fragilizado politicamente com o fim de seu último mandato como presidente do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), o partido político fundado por Nelson Mandela. Na ocasião, o rival de Zuma, Cyril Ramaphosa, assumiu o comando da legenda.

As acusações de corrupção contra Zuma eram muito graves.

A pior delas era denúncia de que uma família poderosa da Índia – os Guptas – teria obtido contratos lucrativos com o governo sul-africano graças à influência indevida de Zuma.

Apesar de ambos os envolvidos negarem, mais detalhes foram surgindo sobre a suposta “tomada do Estado” por interesses particulares.

Zuma também deverá responder a 18 denúncias de corrupção, fraude e lavagem de dinheiro, relacionadas a um acordo de compra de armas assinado nos anos 1990.

O que esperar do novo presidente

Cyril Ramaphosa tomou posse como presidente depois de ter sido eleito de forma indireta pelo Parlamento do país em uma disputa simbólica (era o único candidato).

Ele disse que sua prioridade é tentar dar fôlego novo à combalida economia sul-africana. No fim do ano passado, após vencer a disputa acirrada pelo comando do ANC, ele disse que o país deveria “fazer tudo o que fosse possível para sanar a economia”.

Mas não vai ser uma tarefa fácil. O desemprego está em quase 30% (e cerca de 40% entre os jovens). As taxas de crescimento baixas e o investimento externo fraco foram levados em conta por duas das três maiores agências de investimento do mundo, que rebaixaram o crédito do país ao grau “especulativo”.

Um dos primeiros movimentos para resgatar a confiança dos investidores é atacar os casos frequentes de corrupção no centro do governo.

Por exemplo: há acusações de má-gestão na companhia estatal de energia, Eskom. Esses problemas foram mencionados pelas agências de classificação de risco que rebaixaram a nota da África do Sul.

Ao mesmo tempo, Ramaphosa precisa urgentemente unificar o próprio partido, o ANC. A disputa pelo controle da sigla exacerbou as divisões internas nela: Zuma ainda tem apoiadores dentro do ANC, que foram contrários à saída dele.

Uma das maiores conquistas de Zuma foi diminuir a violência política em sua província natal, KwaZulu-Natal (KZN) durante as primeiras eleições democráticas do país, em 1994. Ele é extremamente popular na região, e tem muitos votos dentro da etnia Zulu, da qual faz parte.

Há temores de que o ANC possa perder força eleitoral caso os seguidores de Zuma sintam-se preteridos. E também houve um aumento da violência em KZN à medida que a disputa pelo controle do ANC se intensificava.

Estes são alguns dos motivos para Ramaphosa ter sido tão cuidadoso ao tratar da saída de Zuma, insistindo em várias ocasiões para que ele não fosse humilhado.

Quem conhece a política sul-africana diz que Ramaphosa estava de olho no cargo de presidente desde que o ANC chegou ao poder, em 1994.

A história é que ele ficou chateado por não ter sido escolhido por Nelson Mandela como seu sucessor, e deixou a política de lado.

Agora, Ramaphosa finalmente realizou o sonho antigo. Mas, a menos que ele seja capaz de ganhar a confiança dos apoiadores de Zuma e amenizar os problemas da economia, seu tempo como presidente pode revelar-se de curta duração.

Qual o próximo passo do ANC?

O ANC ganhou todas as eleições na África do Sul desde o fim do domínio da minoria branca, em 1994. Para muitos sul-africanos, o ANC é o partido que os libertou da brutalidade do apartheid, e isso não é algo que pode ser facilmente esquecido.

Mas sua popularidade tem diminuído e, pela primeira vez, existe uma possibilidade real do partido perder o poder – especialmente se as siglas da oposição se juntarem numa coalizão.

O ANC sofreu perdas humilhantes nas eleições locais de 2016. Apesar de ter tido muito mais votos do que qualquer outra sigla, ele perdeu o controle das principais cidades, incluindo Joanesburgo (centro econômico do país) e Pretória (capital do Poder Executivo).

Embora não haja dúvidas de que a vida de muitos sul-africanos melhorou, muita gente sente que o país não mudou o suficiente sob o comando do partido. A África do Sul ainda é um dos países mais desiguais do mundo, e mais da metade da população vive na pobreza.

As alegações de corrupção no governo do ANC aumentaram a sensação de que existe uma elite privilegiada e politicamente conectada, se beneficiando às custas dos sul-africanos comuns.

Muitos sul-africanos negros também sentem que as estruturas de poder criadas sob o apartheid ainda estão em vigor. Em particular, a concentração da terra e a desigualdade econômica.

A redistribuição das terras agrícolas tomadas dos negros durante o apartheid continua dolorosamente lenta. Cerca de 95% do patrimônio do país está em mãos de 10% da população.

E os sul-africanos brancos continuam ganhando cerca de cinco vezes mais do que os negros.

O ANC prometeu acelerar a redistribuição da terra – até mesmo prometendo mudar a Constituição do país para permitir a expropriação da terra sem pagamentos em troca. E adotou a chamada política de “Transformação Econômica Radical”, cujo objetivo é colocar o poder econômico nas mãos da maioria da população negra.

Mas se quiser manter a confiança dos investidores, o partido também precisa convencer o mercado de que a África do Sul não vai seguir a estrada trilhada pelo Zimbábue.

A África do Sul pode evitar se tornar um novo Zimbábue? Equilibrar os interesses de seus eleitores (majoritariamente negros) com as expectativas do mercado e a economia pode ser o maior desafio para o ANC antes das eleições de 2019.

Fonte: BBC Brasil

Peixe fêmea da Amazônia se reproduz sem sexo e desafia teoria de extinção da espécie

A teoria da evolução sugere que as espécies que se reproduzem de forma assexuada tendem a desaparecer rapidamente, uma vez que seu genoma acumula mutações mortais ao longo do tempo.

Mas um estudo sobre um peixe amazônico lançou dúvidas sobre a velocidade desse declínio.

Apesar de milhares de anos de reprodução assexuada, o genoma das molinésias da Amazônia é notavelmente estável ​​e a espécie sobreviveu.

Os detalhes do trabalho foram publicados na revista Nature Ecology and Evolution.

Há dois caminhos fundamentais pelos quais espécies se reproduzem – a forma sexuada e a assexuada.

A reprodução sexuada depende de células especiais reprodutivas masculinas e femininas, como os óvulos e os espermatozóides, juntando-se durante o processo de fertilização.

Cada célula sexual contém metade do número de cromossomos das células parentais normais. Depois da fertilização, quando o óvulo e o espermatozóide se fundem, o número normal do cromossomo celular é reintegrado.

A reprodução assexuada é diferente.

Uma vida nasce do celibato

Em vez de criar uma nova geração misturando medidas iguais de DNA das mães e dos pais, a reprodução assexuada dispensa o macho e, em vez disso, cria novos descendentes contendo uma cópia exata do genoma da mãe – uma clonagem materna natural.

Essa é uma maneira incrivelmente eficiente de criar uma nova vida. Ao não desperdiçar material genético na criação de machos, todos os descendentes nascidos a partir da reprodução assexuada podem continuar se reproduzindo.

Mas há um ponto negativo. Como os descendentes são fac-símiles genéticos da mãe, eles apresentam uma variabilidade limitada.

E a variabilidade genética pode proporcionar uma grande vantagem. É justamente o que permite que as populações respondam e superem as mudanças no meio ambiente e outras pressões seletivas, ao permitir a sobrevivência dos mais adaptados.

A reprodução sexuada proporciona um grande espaço para gerar essa variabilidade genética, quando os pedaços de cromossomos individuais se recombinam assim que os óvulos e os espermatozóides se fundem e formam combinações únicas de cromossomos.

Outra vantagem da reprodução sexuada é que as mutações nocivas, que se acumulam naturalmente ao longo do tempo, são diluídas e seus efeitos anulados durante essa mistura genética.

Já os organismos que dependem da reprodução assexuada são propensos a perder essas vantagens.

O professor Manfred Schartl, da Universidade de Würzburg, é um dos principais autores do estudo e diz: “As previsões teóricas eram que uma espécie assexuada passaria por decomposição genômica e acumularia muitas mutações ruins e, sendo clonada, não seria possível depender da diversidade genética para reagir a novos parasitas ou outras mudanças no meio ambiente.”

“Havia previsões teóricas de que um organismo assexual desapareceria depois de cerca de 20 mil gerações”.

Nos círculos da biologia evolutiva, essa acumulação gradual e fatal de mutações mortais é conhecida como catraca de Muller, em homenagem ao cientista vencedor do prêmio Nobel Hermann Muller, que desenvolveu a teoria.

Mas o último estudo sobre a estabilidade a longo prazo do genoma das molinésias da Amazônia lançou algumas novas descobertas surpreendentes sobre o potencial custo da reprodução assexuada.

Derrubando as probabilidades

Acredita-se que o peixe molinésia da Amazônia seja um híbrido surgido após a reprodução entre duas espécies de peixes aparentados – o molinésia do Atlântico e o molinésia de Sailfin.

É um dos poucos animais vertebrados que se reproduzem de maneira assexuada.

O molinésia fêmea da Amazônia pode se reproduzir apenas ao ser exposto ao esperma de uma espécie relacionada de molinésia, mas o DNA do espermatozoide geralmente não se aproxima dos descendentes.

Para definir o impacto desse estilo de vida celibatário, a equipe de pesquisadores comparou as sequências do genoma de peixes molinésia da Amazônia aos coletados de vários locais, como o México e o Estado do Texas, nos EUA.

Usando as sequências do genoma, a equipe de pesquisadores conseguiu construir uma árvore genealógica.

A árvore mostrou que todos os peixes compartilharam o mesmo antepassado e que o peixe progenitor nadou em águas americanas há cerca de 100 mil anos.

Sobrevivente persistente

A molinésia da Amazônia sobrevive há cerca de meio milhão de gerações – muito além do que a teoria sugeria.

Mas não foi só isso. Quando os cientistas procuraram indícios de decadência genômica a longo prazo, havia muito poucos, como o professor Schartl explicou:

“O que encontramos é que esse peixe preservou seu genoma híbrido e o que sabemos da criação de plantas ou animais é que, quando tentamos fazer algo melhor, criamos um híbrido”.

E ele acha que é esse “vigor híbrido” que sustenta a sobrevivência persistente da molinésia amazônica.

“O que a natureza tem feito é criar desde o início um bom híbrido, que prosperou”.

“É claro que há mutações, mas o que sentimos e que não foi levado em consideração é que a evolução eliminará as mutações deletérias e somente aqueles que se tornam melhores, com boas mutações, prosperarão”.

Ao comentar o trabalho, Laurence Loewe, professor assistente no Instituto para a Descoberta de Wisconsin, da Universidade de Wisconsin-Madison, disse à BBC:

“Normalmente, as espécies sem recombinação regular não são muito duradouras na forma evolutiva. No entanto, a molinésia amazônica parece ter encontrado uma maneira de sobreviver por um tempo surpreendentemente longo sem acumular sinais de decomposição genômica”.

“Para descobrir como isso ocorre, provavelmente teremos que combinar muitos dos grandes avanços na genética evolutiva dos últimos 100 anos”.

Fonte: BBC Brasil

O que acontece se a Reforma da Previdência não passar?

Às vésperas da data limite para a votação da Reforma da Previdência – antes do início do calendário eleitoral – e diante da dificuldade do governo de articular apoio da base aliada no Congresso, a chance de aprovação neste ano da proposta de mudança no sistema de aposentadorias é cada vez mais remota.

Parte dos economistas avalia o desfecho como mais uma “herança maldita” que a atual gestão deixará para o próximo presidente.

A reforma praticamente não teria impacto fiscal positivo no curto prazo – ou seja, ela não faria muita diferença, em um primeiro momento, para aliviar o rombo orçamentário -, mas seria um sinal importante de reversão na trajetória de desequilíbrio que as contas públicas vêm mostrando desde 2014, diz Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos.

Outros especialistas afirmam, contudo, que o aparente descontrole das finanças públicas é, na verdade, um desdobramento da recessão – que teria feito a arrecadação de impostos despencar nos últimos anos, junto com o nível de atividade.

“O problema é a queda da receita, não o aumento da despesa”, diz Amir Khair, consultor na área fiscal e contrário a uma Reforma da Previdência neste momento. Para ele, a recuperação da economia neste e nos próximos anos vai reequilibrar a contabilidade do governo e permitir que o Estado financie a seguridade social.

Independentemente do diagnóstico, sem mudança no regime do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e nas aposentadorias de servidores, que respondem por quase 45% das despesas da União, o governo terá dificuldade para cumprir o teto de gastos.

Aprovada em dezembro de 2016, a emenda do teto mudou a Constituição e criou uma amarra para as despesas, que só podem crescer o equivalente à variação da inflação pelo menos pelos próximos 20 anos.

Em 2018, por exemplo, elas só podem chegar a R$ 1,348 trilhão: o total do ano passado, mais a inflação acumulada nos 12 meses de julho de 2016 a junho de 2017. Isso quer dizer que, ainda que entre mais dinheiro em caixa que o previsto, ele não pode ser gasto acima daquele limite.

Encontro marcado

Diante da elevação contínua dos gastos públicos, o Instituto Fiscal Independente (IFI) calcula que o teto estouraria já em 2019 ou 2020. “A gente tem uma data marcada para ter essa discussão (da Previdência)”, conclui Gabriel Leal de Barros, economista da instituição, ligada ao Senado.

A grande maioria das despesas obrigatórias da União são corrigidas anualmente – elas crescem no ritmo do aumento da inflação ou, no caso dos salários de servidores, por exemplo, quando são negociados reajustes.

A “data marcada” a que o economista do IFI se refere é o momento em que o teto for descumprido e que forem acionados os “gatilhos” previstos na lei, que praticamente congelam a estrutura da máquina pública: fica suspensa a concessão de qualquer reajuste a servidores, novas contratações, criação de cargos, realização de concurso público, majoração de benefícios e auxílios.

“Os gatilhos são eficazes (para estancar o avanço da despesa), mas podem gerar instabilidade política”, avalia Vilma da Conceição Pinto, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

Mas o impasse com o teto de gastos vai além da Previdência, ressaltam os economistas.

“Mesmo com a versão mais dura (da reforma), ainda seria difícil de cumprir”, diz Barros, já que o impacto positivo de uma eventual mudança seria gradativo.

Em algum momento, o governo vai precisar revisar as demais rubricas, como salários, subsídios e outros benefícios, acrescenta Pinto. “Essa pode ser uma oportunidade para se avaliar melhor o custo-benefício das políticas, para decidir o que vale ou não a pena manter”, diz a economista do Ibre.

Como o pagamento de aposentadorias e pensões é a principal despesa do governo, entretanto, chegando a quase metade do total, sua reestruturação é incontornável, avalia Barros.

“Se ela não for feita, as despesas obrigatórias vão empurrar todas as outras”, afirma, referindo-se aos chamados gastos discricionários, que são aqueles que o governo tem liberdade para cortar ou alocar onde quiser.

Atualmente, cerca de 10% dos gastos entram nessa categoria – que inclui, por exemplo, os investimentos. O restante são gastos “com carimbo”, para onde o dinheiro da arrecadação tem destino certo.

A atual proposta de mudança no regime previdenciário prevê estabelecer uma idade mínima para se aposentar (65 anos para homens e 62 para mulheres) e um tempo mínimo de contribuição para ter direito ao benefício (15 anos para trabalhadores da iniciativa e 25 para os funcionários públicos).

Além disso, quem se aposentasse com esse tempo mínimo receberia 60% da média salarial – 70% no caso dos servidores. O teto seria alcançado apenas caso se chegasse aos 40 anos de contribuição.

O refresco de 2018

Neste ano, além da folga maior do teto, o governo terá ajuda de dois fatores: a devolução de cerca de R$ 130 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ao Tesouro – que vai reduzir a dívida bruta, em trajetória crescente desde 2014 – e a perspectiva de crescimento da arrecadação, beneficiada pela retomada cíclica da economia.

O aumento das receitas com impostos, para o economista Amir Khair, vai colocar as finanças públicas de volta ao eixo se acompanhada de políticas de estímulo ao crescimento econômico e de redução estrutural dos juros – já que o país paga o equivalente a 5% ou 6% do PIB em juros por ano, R$ 400 bilhões só em 2017.

A Reforma da Previdência, para ele, não é necessária, ainda que o sistema não se financie apenas com receitas próprias. Em sua avaliação, em um país como o Brasil, em que a informalidade é alta e “muita gente é posta para fora do mercado de trabalho precocemente”, a Previdência é “o grande programa de proteção social”.

Em 2017, as despesas do INSS superaram as receitas em R$ 182,5 bilhões. No regime dos servidores da União, o deficit foi de R$ 86,4 bilhões.

As aposentadorias e pensões, ele afirma, são parte da seguridade social – que, pela Constituição, são parcialmente financiadas pelo Estado. “A Previdência tem deficit sim, mas a crítica (daqueles que negam que ela seja deficitária) em parte tem razão porque a gestão é muito ruim”, completa.

Benefício da dúvida

Se Temer ainda tenta se articular no Congresso e conta os votos na esperança de pautar a reforma na Câmara, o mercado já há algum tempo não acredita que ela será votada neste ano.

Para Latif, da XP Investimentos, esse é o cenário que está “precificado” – ou seja, a provável derrota do governo não mexeria de forma significativa com o dólar e com a trajetória do chamado risco país.

“Os mercados estão dando o benefício da dúvida porque acreditam que o próximo governo vai dar sequência às reformas”, comenta.

O rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência Standard & Poor’s em 11 de janeiro, para Monica Baumgarten de Bolle, professora da Peterson Institute for International Economics, também já tinha isso na conta.

“A S&P se adiantou, as outras agências estão atrasadas, só esperando bater o martelo da Previdência”, avalia. “A reforma já tinha sido completamente diluída, não ia resolver nada. Melhor que seja toda ela feita de uma vez.”

‘Herança maldita’

Ainda que o próximo presidente levante a bandeira da Previdência, contudo, passar uma reforma mais para frente tampouco será fácil.

De um lado, pondera De Bolle, o governo vai assumir diante de um Congresso bastante fragmentado – tendência que vem se intensificando nos últimos 20 anos -, pouco disposto a aprovar reformas e ajustes.

“Além disso, vai entrar com uma herança maldita do lado fiscal, já que o governo passou o teto e gastou os tubos para se salvar na Câmara das denúncias. É um nó górdio total.”

O grau de exigência do mercado no início do próximo governo também será maior, acrescenta Latif, e ele deve ser menos condescendente do que tem sido com Temer. “Não vai ter lua de mel”, ela diz.

Fonte: BBC Brasil

As crianças que morrem de fome nos arredores da maior mina de ouro do mundo

A vida de Yulita Atap, de apenas dois meses, já tem se mostrado brutalmente difícil. A mãe dela morreu no parto. Seu pai a deixou para a morte.

“Em meio ao sofrimento do luto, ele queria bater nela e enterrá-la junto com a mãe”, contou o tio de Yulita, Ruben Atap. “Eu disse: ‘não faça isso, Deus ficará bravo’. Ele então se acalmou e ficou grato porque nós estávamos dispostos a cuidar dela. Mas agora estamos enfrentando dificuldades para mantê-la viva”, contou.

O bebê agora vive em uma cama em um hospital na região de Asmat, uma área coberta de selva do tamanho da Bélgica. Suas costelas estão expostas, quase penetrando a pele, seu estômago, inchado, e ela fica entre o sono e o despertar ao longo do dia.

O tio não consegue tirar os olhos de seu corpinho minúsculo.

Funcionários do serviço de saúde do governo o ajudaram a viajar por dois dias de barco até chegar ali. Os rios são as únicas estradas na região, cortando o local de forma sinuosa, assim como cobras abraçam a selva.

Na cama ao lado do bebê está a família de Ofnea Yohanna. Três de seus filhos, de quatro, três e dois anos de idade, estão em situação grave de desnutrição.

Ela se casou quando tinha 12 anos – aos 20, já tinha seis filhos.

“Nós comemos quando tem alguma comida, quando não tem, não comemos. Agora, não temos um barco para pescar”, conta.

Enquanto conversamos, sua filha olha fixamente para o nada – um olhar vazio, sem vida.

Uma viagem aos Asmat

Tradicionalmente, a tribo Asmat vivia de amido de sagu extraído das palmeiras e dos peixes dos rios e mares.

“Asmat é, do seu jeito, um lugar perfeito. Tudo o que você poderia precisar está disponível aqui”, escreveu Carl Hoffman no seu livro publicado em 2014 sobre o desaparecimento e suposta morte ali do jovem Michael Rockefeller, na década de 1960.

“É cheia de camarão, caranguejo, peixe e palmeiras de sagu, de onde pode ser extraído um amido branco que hospeda as larvas do besouro capricórnio, ambas importantes fontes de nutrição importante”, escreveu ele.

Michael Rockefeller, filho do então governador de Nova York e depois vice-presidente Nelson Rockefeller e integrante de uma das famílias mais ricas dos EUA, viajou até os Asmat para coletar amostras da impressionante arte produzida pela tribo, que inclui esculturas gigantes e estilizadas de madeira.

A arte do povo Asmat hoje é encontrada em grandes museus ao redor do mundo e é muito apreciada por colecionadores.

As fotos em preto e branco da jornada de Rockefeller na visita aos Asmat, na época canibais e colecionadoes de cabeças, surpreenderam o mundo ocidental.

Mudando dietas, acabando com tradições

As tribos seminômades costumavam passar meses na floresta para encontrar comida suficiente para sobreviver.

As mudanças culturais começaram a acontecer nos anos 1950, com a chegada das missões cristãs. Nos últimos anos, a dieta local mudou completamente com um a chegada número crescente de imigrantes vindos da Indonésia chegando na região.

A cidade mais próxima, Timika, fica a uma hora de distância de avião e funciona como um centro para a mina Freeport, que pertence aos Estados Unidos e é uma das maiores pagadoras de impostos na Indonésia.

Trata-se da maior mina de ouro do mundo. Não por acaso, Timika tem uma das maiores taxas de crescimento populacional no país.

“As pessoas têm importado cada vez mais comida porque, em alguns lugares, as florestas têm sido exploradas pela indústria madeireira. Então, é preciso ir mais longe para encontrar sagu”, explicou o pesquisador local de saúde Willem Bobi.

“Agora, a coisa mais fácil de se comprar é comida instantânea processada. O dinheiro do governo chegou, e fez as pessoas se tornarem dependentes dele.”

Um nativo de Papua, Willem Bobi, viajou pela área coberta pela floresta e descreveu em um livro a triste situação de saúde da região, intitulado “The Asmat Medicine Man” (algo como “O homem da medicina Asmat”), que foi publicado no ano passado.

“Eu sabia que uma crise como essa estava por vir. Vi que faltava água limpa e muita coisa de saúde básica. Vi clínicas de saúde onde médicos haviam ficado de férias por meses e, ainda assim, seguiam recebendo salário”, afirmou.

“A crise que estamos vendo agora já aconteceu muitas vezes antes, mas não havia sido tão forte. Está ocorrendo porque as autoridades de saúde ainda não trataram o problema com a seriedade necessária.”

Ajuda

Conforme as notícias sobre a epidemia de sarampo se espalharam, o presidente Joko Widodo enviou tropas militares e equipes médicas para levar mantimentos e dar suporte às vítimas nas vilas remotas.

Os funcionários da saúde vacinaram mais de 17,3 mil crianças, e autoridades dizem agora que o mal está sob controle.

Os militares afirmam que estão em operação há um ano na região para identificar quais são os principais problemas locais.

Mas o chefe da equipe médica militar, Asep Setia Gunawan, reconhece que a resposta de Jacarta foi lenta.

“Vamos ser sinceros, talvez o governo local e o nacional tenham se conscientizado sobre essa epidemia tarde demais”, afirmou à agência de notícias AFP.

Questões históricas

Papua tem sido uma região sensível desde que foi reconhecida pela ONU como parte da Indonésia, na década de 1960. Mas até hoje há um movimento pequeno de separatistas que ainda luta pela independência.

Os militares são acusados por grupos de diretos humanos de cometer abusos ao tentar de calar qualquer dissidência.

Até bem pouco tempo atrás, jornalistas estrangeiros não tinham permissão para trabalhar ali. A reportagem da BBC conseguiu uma autorização especial da polícia para viajar para essa região.

Não houve sossego durante todo o tempo que passamos lá. Uma mulher morreu atingida por um tiro – a polícia disse que ela estava entre os moradores que tentaram ajudar um preso a fugir. Ele era acusado de vender um concentrado de minérios que teria tirado do cais de carga da mineradora Freeport-McMoRan.

A família da mulher diz que ela era apenas uma testemunha inocente. Agora, a polícia investiga internamente o caso.

O comissário da ONU para Direitos Humanos Zeid Ra’ad Al Hussein visitou a Indonésia na semana passada e disse que estava preocupado com “o aumento dos relatos sobre o uso excessivo da força por autoridades, assédio e prisões arbitrárias em Papua”.

Ele afirmou ainda que o governo da Indonésia convidou a ONU a enviar uma missão à província, algo que será feito em breve.

Novos recursos, novos problemas

Em uma tentativa de amenizar as tensões, Papua ganhou maior autonomia em 2001, e recebeu ainda mais recursos do governo para a região, com a promessa de levar melhorias para o povo da área.

Mas Ruben Atap, assim como muitos moradores de Papua que conhecemos, sugere que a onda de recursos infindáveis pode ter beneficiado somente alguns.

“Os líderes locais pegam o dinheiro e usam para eles mesmos. Não pensam na população, apenas enchem as próprias barrigas”, disse.

Com o surgimento da epidemia, a ministra da Economia, Sri Mulyani Indrawati, disse o financiamento autônomo da província seria reavaliado para garantir que seja usado para o desenvolvimento da região.

O líder Asmat, Elisa Kambu, afirmou que há questões mais profundas a serem consideradas.

Segundo ele, as pessoas em Jacarta “só falam sobre dinheiro, que muito dinheiro é enviado para Papua; mas o dinheiro, sozinho, não consegue resolver esse problema.”

“Asmat é um alerta para todos nós”, disse o consultor presidencial Yanuar Nugroho. Para ele, diversas outras áreas em Papua poderiam enfrentar a mesma crise de saúde – e a região representaria apenas a ponta do iceberg. “O problema está no governo local”, afirmou.

Willem Bobi, o pesquisador da área de saúde, acredita que a solução estaria em uma menor intervenções do governo.

“Talvez assim não fosse mais tão fácil conseguir dinheiro, e as pessoas recorreriam ao velho e natural método de encontrar comida”, disse, entre risos.

“Mas claro que isso seria bem difícil também, porque hoje em dia é muito mais fácil comprar comida instantânea.”.

Uma proposta do presidente Joko Widodo foi realocar pessoas Asmat que vivem na floresta em uma cidade, onde poderiam ficar mais perto dos serviços médicos – mas isso foi imediatamente rejeitado por líderes locais.

“Mudar as pessoas de um lugar para o outro não é algo simples, porque temos uma cultura, temos costumes, temos direito à terra e uma conexão com a terra”, afirmou Elisa Kambu.

Widodo visitou Papua mais de seis vezes desde a eleição em 2014, e se esforçando para demonstrar um comprometimento do governo para desenvolver a província, priorizando a construção de uma melhor infraestrutura.

E com o surgimento da crise, o governo prometeu investir mais em escolas e instalações de saúde nas áreas mais remotas.

Ruben Atap diz acreditar que, um dia, sua sobrinha ainda tão pequena conseguirá ir para a escola.

“O que você espera que ela vai fazer depois disso?”, perguntamos.

Ele solta um riso nervoso. “Não sei qual será o futuro dela por enquanto. Neste momento, só estamos tentando de tudo para ajudá-la a sobreviver.”

Fonte: BBC Brasil

Família tem papel fundamental no tratamento do alcoolismo entre idosos

O alcoolismo é um problema de saúde pública reconhecido entre jovens de 18 a 29 anos. Contudo, os idosos também sofrem com a doença crônica. Uma pesquisa do Datafolha aponta que 9% dessa população bebe todos os dias. Esse comportamento põe em risco a saúde e o bem-estar dos idosos. A psicogeriatra Valeska Marinho alerta que os familiares são os principais aliados no tratamento do problema e por isso devem estar atentos aos sintomas.

Sinais

Em geral, fatores como aposentadoria, sentimentos de solidão, inutilidade e falta de perspectiva levam ao consumo exagerado. Segundo Valeska Marinho, se o consumo de álcool leva a brigas e a decisões contra o próprio bem-estar, é preciso moderar a ingestão e prestar atenção aos problemas. 

Hábito

“A família tende a olhar como hábito, e não como problema de saúde [a ingestão diária de bebida]. Mas esse padrão de consumo ao longo de décadas é nocivo”, alerta a profissional. Ela explica que, ao longo da vida, esses pacientes adquiriram uma resistência à bebida para que pudessem consumir o álcool sem comprometer a carreira. Como estão acostumados há anos com a ingestão, acabam considerando o volume consumido como inofensivo, apesar dos transtornos neuropsiquiátricos.

Consequências

Nesta fase da vida, o metabolismo fica mais lento, e com isso, o fígado tem mais dificuldade para eliminar o álcool do corpo. Os demais órgãos, como estômago e pâncreas, também têm suas funções reduzidas, tornando o consumo elevado de bebidas ainda mais prejudicial. Entre as doenças relacionadas estão a depressão, demência, problemas cardiovasculares, como pressão alta, além de cirrose e diabetes.

O que fazer?

Marinho explica que, ao identificar o problema, os familiares devem interferir na compra da bebida, que deve ser em pequenas quantidades, além de conversar com o idoso. “Tentem esgotar o assunto na conversa e sinalizar a preocupação com uso.” Ela ressaltou que ainda é preciso procurar ajuda de profissionais como psiquiatras e geriatras.

Fonte: Governo do Brasil, com informações da Associação Brasileira de PsiquiatriaGoverno de São Paulo e Central dos Idosos

Compromisso do governo é atuar na segurança com os estados, diz ministro da Justiça

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, reforçou neste domingo (18) o compromisso do Governo do Brasil em auxiliar todas as unidades da federação em ações na área de segurança pública. Após se reunir com integrantes da força-tarefa destacada para atuar no Ceará, ele defendeu a união de todos os estados no combate ao crime organizado.

Orçamento

“O que vier, o governo federal assistirá, responderá na extensão de sua capacidade operacional e dos seus limites de orçamento. É esse o compromisso  do governo Temer. Vamos estar onde necessário, com a força possível”, destacou Jardim.

De acordo com o ministro, o Governo do Brasil fará tudo dentro do possível para auxiliar os estados na área de segurança pública. No caso do Ceará, o apoio será tático, com o envio de policiais especializados no combate a facções criminosas.

Rio de Janeiro

No caso do estado, cuja intervenção federal foi decretada na sexta-feira (16) pelo presidente da República, Michel Temer, ele acrescentou que os ministérios da Fazenda e do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão estão de prontidão para novos aportes financeiros  em questões operacionais, como  combustível e manutenção de equipamento.

Jardim destacou que o orçamento para a intervenção no Rio de Janeiro já está previsto pela União e também pelo governo do Rio de Janeiro. Segundo ele, o próximo passo é o “plano estratégico-tático-operacional do interventor”.

Decreto

Na entrevista, o ministro destacou a natureza “extremamente complexa” do decreto de intervenção federal. É a primeira vez, desde a promulgação da Constituição Federal, em 1988, que o dispositivo é usado no País. Nesta segunda-feira (19), Temer se reúne com os conselhos da República e de Defesa Nacional para debater a situação.

Auxílio

Anunciado neste sábado (17) por Temer, a criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública terá como principal função coordenar ações de segurança, além de centralizar e repassar informações para todos os estados nacional sobre atividades criminosas no País. “O crime é nacional, nenhum estado pode combatê-lo sozinho”, afirmou.

Fonte: Governo do Brasil, com informações do Ministério da Justiça

Parte do teto do Aeroporto de Brasília desaba por causa da chuva

Parte do teto da área de embarque do Aeroporto de Brasília caiu na tarde de hoje (18) por causa da chuva. Uma pessoa ficou ferida. De acordo com a Inframerica, concessionária que administra o terminal, uma calha de escoamento de água pluvial entupiu e provocou o descolamento de uma placa do forro do teto, com vazamento de água no local.

O incidente ocorreu por volta das 16h, próximo ao portão 17. Após a queda da estrutura, uma pessoa precisou ser atendida pelos médicos do aeroporto e em seguida foi encaminhada a um hospital da cidade. Segundo a Inframerica, o paciente fez exames e já recebeu alta médica.

O local da queda do teto foi isolado e a concessionária enviou equipes de manutenção.

Por causa da chuva, os pousos e decolagens no Aeroporto de Brasília ficaram suspensos entre as 16h12 e 16h28 deste domingo. De acordo com a concessionária, apenas um voo sofreu atraso por causa do mau tempo.

Fonte: Agência Brasil

STF julgará esta semana prisão domiciliar para detentas grávidas

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar na próxima terça-feira (20) um habeas corpus coletivo que busca garantir prisão domiciliar a todas as mulheres grávidas que cumprem prisão preventiva e às que são mães de crianças de até 12 anos. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 622 mulheres presas em todo o país estão grávidas ou amamentando.

A ação constitucional chegou ao STF em maio do ano passado e é relatada pelo ministro Ricardo Lewandowski. O julgamento é motivado por um habeas corpusprotocolado por um grupo de advogados militantes na área de direitos humanos, com apoio da Defensoria Pública da União (DPU).

As partes pedem que seja aplicada a todas as mulheres presas no país a regra prevista no Artigo 318, do Código de Processo Penal (CPP), que prevê a substituição da prisão preventiva pela domiciliar para gestantes ou mulheres com filhos de até 12 anos incompletos.

A Defensoria argumenta que o ambiente carcerário impede a proteção à criança que fica com a mãe no presídio. O órgão também destaca que algumas mulheres são mantidas algemadas até durante o parto.

De acordo com a DPU, na maioria dos casos, as mulheres são presas por tráfico de drogas e, após longo período no cárcere, acabam condenadas apenas a penas restritivas de direito.

“Já as gestantes estão em um momento especial de suas vidas, que demanda acompanhamento próximo. Tal cuidado já fica a desejar em se tratando da população carente, que sofre para conseguir atendimento médico tempestivo, sendo ainda mais desastroso em se tratando de mulheres presas”, diz a DPU.

Julgamento caso a caso

Apesar de estar previsto no Código de Processo Penal, a Justiça entende que a concessão dos benefícios às gestantes não é automática e depende da análise individual da situação de cada detenta.

Na semana passada, por exemplo, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), votou hoje a favor da revogação da prisão domiciliar da ex-primeira-dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo. Segundo a magistrada, os filhos de Adriana com o ex-governador Sérgio Cabral recebem os cuidados de uma pessoa que ganha cerca de R$ 20 mil. Além disso, a ministra disse que o filho mais novo tem 12 anos e não depende da companhia dos pais.

Na ação que será julgada esta semana, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também argumentou que cada caso deve ser analisado de forma individual porque muitas mães sequer deveriam ter a guarda das crianças por colocá-las sob risco. Além disso, a procuradoria entende que a mera condição de gestante ou de ter filho menor de 12 anos não dá o direito automático à revogação de preventiva.

“A concessão da prisão domiciliar deve ser analisada de acordo com as peculiaridades de cada caso, e isso normalmente envolve aspectos como as circunstâncias individuais da presa, a vulnerabilidade da situação em que se encontra o filho, a eventual impossibilidade de assistência aos filhos por outras pessoas e a situação econômica da família”, diz a PGR.

Apesar de estar prevista na pauta de julgamentos da Segunda Turma, a questão da prisão domiciliar para detentas grávidas pode ser paralisada na fase preliminar e não ser julgada no mérito. Isso porque o pedido das entidades envolve um habeas corpus coletivo, cuja jurisprudência da Corte entende que não é cabível, em função do princípio constitucional da individualização da pena. No entanto, diante da importância da matéria de fundo, essa questão preliminar poderá ser superada.

Além de Lewandowski, fazem parte da Segunda Turma do STF os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Celso de Mello e Edson Fachin.

Fonte: Agência Brasil

Inscrições para o financiamento estudantil em universidades pagas começam hoje

Começam hoje (19) as inscrições para o financiamento estudantil do governo federal. A iniciativa usa recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e é coordenada pelo Ministério da Educação (MEC). O período vai até o dia 28 de fevereiro, às 23h59. Os contratos vão seguir as novas regras do programa, aprovadas no ano passado.  A previsão do governo é atender a 310 mil pessoas em 2018.

Os recursos do Fies são destinados a financiar alunos em cursos superiores privados, desde que esses tenham avaliação positiva no MEC. O montante a ser pago depende de uma fórmula que leva em consideração o preço da mensalidade e a renda familiar do candidato.

No início do mês, o Comitê Gestor do Fies definiu os limites do financiamento: máximo de R$ 30 mil por semestre e mínimo de R$ 300.

As condições do financiamento precisam ser estipuladas entre o banco que irá conceder o empréstimo, a instituição de ensino e o aluno. Após a conclusão do curso, o valor da parcela dependerá da renda do estudante.

As duas modalidades do financiamento (Fies e P-Fies) são estruturadas em três faixas. A primeira contempla alunos com renda familiar bruta, por pessoa, de atê três salários mínimos, que contarão com juro real zero. A segunda é destinada a alunos com cada membro da família com renda de até cinco salários mínimos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e a terceira, a estudantes com o mesmo teto de renda familiar das demais regiões. Nesses dois casos, os juros serão um pouco acima da inflação.

Inscrições

Pode se inscrever quem teve média de pelo menos 450 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que não tenha zerado a redação. Outra exigência é se encaixar dentro dos limites de faixa de renda estabelecidos para o programa.

As inscrições devem ser feitas no site do MEC. O candidato deve fornecer o número do CPF, a data de nascimento e um e-mail válido. Além disso, deve informar a renda familiar para comprovar que se encaixa nas exigências do programa.

Calendário

Após o encerramento das inscrições, no dia 28 de fevereiro, serão divulgados os resultados de pré-seleção e as listas de espera. A modalidade Fies disponibilizará os nomes no dia 5 de março, enquanto a P-Fies tornará público os contemplados no dia 12 de março.

Quem for pré-selecionado na modalidade Fies terá de 6 a 8 de março para fazer a complementação da inscrição. Para tirar dúvidas e obter mais informações sobre o calendário ou outros aspectos da seleção, o candidato deve acessar o site oficial do programa.

Fonte: Agência Brasil

TRE-RN inicia última etapa da biometria revisional

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) divulgou o calendário da última etapa da biometria revisional. Ao todo, 30 municípios serão atendidos nesta fase. Quatro serão atendidos já a partir deste final de semana: João Câmara, Nova Cruz, São Bento do Norte e Caiçara do Norte.

Nos primeiros, João Câmara e Nova Cruz, o cadastramento biométrico obrigatório começou neste sábado (17) e vai até o dia 27 de março. Já em São Bento do Norte e Caiçara do Norte, o atendimento começa na segunda-feira (19) e também vai até o dia 27 de março.

A previsão é de que 38.472 eleitores façam a revisão biométrica nestes quatro municípios.

Para fazer a biometria, é preciso levar o título de eleitor, cópia e original do comprovante de residência e de um documento oficial com foto.

Atendimento

  • Em João Câmara: o local de atendimento será a Central do Cidadão, que fica na rua Rita Ferreira de Farias, S/N, IPE;
  • Em Nova Cruz: o cadastramento será feito no Cartório Eleitoral, que fica na rua Padre Normando Pignatário, S/N, Frei Damião;
  • Em São Bento do Norte Caiçara do Norte: o atendimento será feito no Cartório Eleitoral de São Bento do Norte, que fica na rua Aderbal Pereira, 29, Centro.

Fonte: Portal G1

Homem é encontrado morto com as mãos amarradas na Grande Natal

Um homem de 26 anos foi encontrado morto e com as mãos amarradas em uma rua da cidade de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, na noite deste sábado (18). O corpo de Alexandre Estevão de Andrade foi localizado depois que pessoas que moram na região escutaram vários disparos de arma de fogo.

Depois disso, a Polícia Militar foi acionada e enviou uma equipe até o local. Segundo a PM, Alexandre Andrade estava na Rua Santo Expedido. A polícia não tem informações sobre quem cometeu o crime.

Fonte: Portal G1

Polícia apreende dezenas de tabletes de maconha em carro roubado na Grande Natal

A Polícia Militar apreendeu aproximadamente 100 tabletes de maconha dentro de um carro roubado em uma residência na localidade de Cajupiranga, em Parnamirim, Grande Natal. A apreensão aconteceu no final da manhã deste domingo (18).

De acordo com a PM, uma mulher foi presa na ação. A polícia afirma que ela é companheira de um traficante, que seria o dono da droga. O homem conseguiu fugir no momento da abordagem dos policiais do 3º Batalhão. Tanto a mulher suspeita, quanto os tabletes de maconha, bem como o veículo roubado apreendido, foram encaminhados à Central de Flagrantes.

Fonte: Portal G1

Motoristas e cobradores de ônibus cancelam paralisação prevista para a segunda-feira em Natal

Os motoristas e cobradores de ônibus de Natal resolveram suspender a paralisação prevista para esta segunda-feira (19) na capital potiguar. O motivo, segundo o sindicato que representa a categoria, é o adiamento da votação da reforma trabalhista no Congresso Nacional.

De acordo com Júnior Rodoviário, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Transportadores Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro), o motivo da paralisação era a votação. A categoria ia parar 50% da frota durante todo o dia. Contudo a situação será normal, após a suspensão. “Frota completa na rua”, garante o presidente do Sintro.

Fonte: Portal G1

Contra poluição, Alemanha cogita transporte público gratuito

Sob pressão da União Europeia (UE) para combater a poluição no ar das grandes cidades, o governo da Alemanha afirmou estar considerando um projeto para tornar gratuito o transporte público nas cidades mais poluídas do país, segundo uma carta enviada a Bruxelas e divulgada na ultima terça-feira (13/02) pela imprensa alemã.

A carta foi enviada ao comissário europeu de Meio Ambiente, Karmenu Vella, no domingo e é assinada pelos ministros do Meio Ambiente, Barbara Hendricks, e da Agricultura, Christian Schmidt, e pelo chefe da Chancelaria Federal, Peter Altmaier.

A intenção da oferta de transporte público gratuito é encorajar as pessoas a deixar seus carros em casa, o que reduz as emissões de dióxido de nitrogênio e outros poluentes.

Cinco cidades foram relacionadas para testar a eficácia do projeto: Bonn, Essen, Reutlingen, Mannheim e Herrenberg, ao sul de Stuttgart, que é uma das cidades mais poluídas do país.

Outras propostas listadas na carta são a criação de “áreas de baixas emissões” para veículos pesados, o aumento do número de táxis movidos a eletricidade e a ampliação dos incentivos aos carros elétricos de um modo geral.

A carta pegou de surpresas as administrações municipais, inclusive as das cidades selecionadas. A Prefeitura de Bonn declarou à DW que o projeto não está nem sequer na fase de planejamento.

O prefeito de Bonn, Ashok Sridharan, disse ter sido informado dos planos do governo no fim de semana e que recebeu com satisfação a informação de que Bonn era uma das cinco cidades-piloto.

A carta não esclarece quem pagaria a bilionária conta do transporte público gratuito para os passageiros. A associação de municípios já deixou claro para o governo que “quem teve a ideia, que pague”.

Não está claro, também, se a ideia é de fato viável, pois o sistema público já opera no limite da capacidade em muitas cidades. Há décadas que o uso de transporte público cresce na Alemanha. Em 2017, bateu um novo recorde, com 10,3 bilhões de bilhetes.

O projeto exigiria um plano de logística para elevar o número de bondes e ônibus nas ruas e assim diminuir os intervalos das viagens. Os veículos do transporte público também teriam que ser modernizados em muitas cidades.

As passagens municipais variam de preço de uma cidade para a outra na Alemanha, e o valor costuma depender do trajeto. Em Colônia pode-se atravessar a cidade por 2,40 euros, em Berlim por 2,80 euros. Em Bonn, um tíquete mensal para trabalhadores custa em torno de 65 euros e vale para toda a região.

A Comissão Europeia está cobrando da Alemanha e demais oito países-membros que apresentem propostas para reduzir as emissões de poluentes por veículos e, dessa maneira, atender às normas europeias de qualidade do ar. Se a Comissão não se mostrar satisfeita com os planos apresentados por Berlim, poderá levar o caso à Corte de Justiça da União Europeia.

Fonte: Portal G1

Por que as mulheres sentem mais frio que os homens

As mulheres sentem mais frio do que os homens?

Sim. E a explicação é científica. Confira o vídeo.

“Quando você observa o homem médio e a mulher média, as mulheres realmente sentem mais frio. Há vários receptores pelo nosso corpo que respondem ao calor e ao frio”, diz a fisiologista Clare Eglin.

“Os mais sensíveis estão localizados em nossa pele. Se você medir as temperaturas internas do homem e da mulher, verá que são parecidas. Mas são as diferenças na temperatura da pele, especialmente nas mãos e nos pés, que realmente explicam o nosso grau de conforto com o ambiente que nos cerca”, acrescenta.

Eglin explica que “em ambientes frios, as mulheres apresentam maior vasoconstrição”.

“Ou seja, suas veias se estreitam para reduzir o fluxo de sangue e evitar a perda de calor.

Então, as mulheres tendem a ter mãos mais frias e pés mais frios”, conta.

“Portanto, para ter o mesmo nível de conforto, precisam de um ambiente ligeiramente mais quente”, acrescenta.

Fatores como hormônios e gordura corporal também afetam por que mulheres sentem mais frio.

Mas por que os homens não apresentam tanta vasoconstrição quanto elas?

“Porque os homens são normalmente maiores, têm maior massa muscular. Eles produzem mais calor e, assim, não precisam reduzir o fluxo de sangue à pele para manter sua temperatura interna”, diz Eglin.

Fonte: Portal G1

A criativa solução da Noruega para acabar com o lixo plástico nos oceanos

A Noruega tem o que especialistas consideram o melhor sistema de reciclagem de garrafas plásticas do mundo. Veja o vídeo.

Ali, quase 600 milhões de garrafas foram recicladas em 2016 – uma taxa de reciclagem de 97%.

No Brasil, para efeitos de comparação, a proporção é de 50%.

No país europeu, funciona assim: lojas instalam máquinas que recompensam clientes que devolvem garrafas plásticas.

“Quando você compra uma garrafa de refrigerante… você paga uma coroa norueguesa a mais e, quando a colocamos na máquina, recuperamos o dinheiro”, diz uma cliente.

O esquema reduz a necessidade de se produzir mais plástico.

“Uma garrafa pode ser reciclada mais de uma vez. Na verdade, 12 vezes. Separamos as transparentes das coloridas. As transparentes são usadas para criar novas garrafas”, diz Kjell Clav Maldum, diretor da Infinitum, de reciclagem de embalagens plásticas.

“As coloridas são usadas para produzir outros materiais plásticos”, completa ele.

Mas quem paga por isso?

As fabricantes de bebidas. É voluntário, mas quem adere ao sistema paga menos imposto.

Fonte: Portal G1

EUA aprovam exame de sangue capaz de detectar lesão cerebral microscópica

Os Estados Unidos autorizaram a venda de exames de sangue capaz de detectar com rapidez quando um paciente está com concussão, lesão cerebral microscópica que ocorre geralmente após traumas na cabeça.

A nova opção vai reduzir a necessidade de tomografias, exames mais caros que emitem quantidade significativa de radiação, afirma o FDA, órgão americano similar à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária),

Normalmente, quando um paciente bate a cabeça em um acidente, ele é submetido a um teste neurológico, seguido da tomografia. O exame é pedido para ver se há lesões no tecido cerebral.

A vantagem do novo teste de sangue é que, se não forem detectadas lesões, a tomografia seria desnecessária. Isso seria uma vantagem em instituições que não possuem o aparelho, que é mais caro e demanda infraestrutura para ser utilizado.

A aprovação do teste faz parte de um pacote de iniciativas do FDA que visam reduzir à exposição de radiação de pacientes em exames de imagem.

Segundo a agência, os Estados Unidos tiveram 2.8 milhões de hospitalizações por lesões cerebrais em 2013. No mesmo período, os traumas contribuíram para a morte de aproximadamente 50 mil pessoas.

Teste fica pronto em 4 horas

O “Brain Trauma Indicator” (Indicador de Trauma Cerebral) avalia a ocorrência de uma concussão pela medição de níveis de proteína conhecidas como UCH-L1.

Essas proteínas são liberadas na corrente sanguínea quando há uma lesão cerebral — e o teste possui marcadores para procurar justamente essas estruturas.

Segundo o FDA, é possível detectá-las em até 12 horas da lesão.

Para a aprovação do exame, a agência americana avaliou estudo multicêntrico com 1947 pacientes que apresentavam suspeita de concussão. Os resultados do exame são liberados em 4 horas.

 

O teste foi capaz de detectar o problema em 97,6% dos pacientes. O exame foi produzido pela desenvolvido pela Banyan Biomarkers, empresa americana fundada em 2002 por pesquisadores da Universidade da Flórida.

O custo do teste não foi divulgado.

Fonte: Portal G1

Vacina de célula-tronco ‘ataca’ e previne três tipos de câncer em estudo

Uma vacina de célula-tronco conseguiu atacar tumores de mama, de pulmão e de pele em cobaias. A injeção também impediu que o câncer voltasse em animais que tiveram tumores removidos.

O feito foi possível porque as células-tronco foram utilizadas para ensinar o sistema imunológico a lutar contra o tumor.

O estudo, feito por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, foi publicado na “Cell Stem Cell” nesta quinta-feira (15).

A célula-tronco que deu origem à vacina é do tipo pluripotente: células adultas que são reprogramadas para “imitar” células-tronco embrionárias e se diferenciar em outras células do corpo.

No estudo, 75 ratos receberam versões da vacina. Desses, 70% rejeitaram completamente as células de câncer; já os 30% restantes, apresentaram células significativamente menores.

Essa mesma eficácia, segundo o estudo, se repetiu nos cânceres de pulmão e de pele.

Por que a célula-tronco foi eficaz

Antes dos testes, cientistas verificaram que células-tronco apresentam estruturas específicas (antígenos) que também estão presentes em células cancerígenas.

Com isso, hipotetizaram que essas células poderiam funcionar como uma vacina e ensinar o sistema imune a lutar contra o tumor.

Depois dos testes em cobaias, foi isso o que se verificou, dizem os autores: as células-tronco ativaram células T (de defesa) a reconhecer o tumor por meio de estruturas presentes em sua superfície.

 

Com isso, o tumor foi entendido como um “invasor” e atacado.

Os autores esperam que, no futuro, células da pele e do sangue de um paciente possam ser reprogramadas para habilitar o sistema imunológico a lutar contra o câncer.

Fonte: Portal G1

Médicos retiram 14 vermes de um único olho de mulher nos EUA

Uma mulher de 26 anos que praticava equitação no estado de Oregon, nos Estados Unidos, teve o olho esquerdo infectado por pelo menos 14 vermes do tipo Thelazia gulosa.

O parasita é encontrado mais comumente em animais e nunca antes foi relatado no olho humano.

O caso foi publicado no “American Journal of Tropical Medicine and Hygiene”.

Segundo o artigo, a mulher chegou ao hospital com irritação no olho esquerdo e reportava a sensação de “um objeto estranho” no olho.

Ela mesma chegou a visualizar a saída de um dos vermes. Depois, quando procurou um médico local, mais dois parasitas foram retirados.

Ainda, ao procurar um oftalmologista no dia seguinte, outros três vermes foram retirados. Como a irritação não cessava, a paciente foi orientada a procurar um especialista em doenças infecciosas e mais parasitas foram retirados — totalizando a retirada de 14 vermes em 20 dias.

Todos os parasitas foram destinados para análise no Centro de Controle de Doenças nos Estados Unidos (CDC). Segundo relatório do órgão, todos os vermes eram fêmeas, com o maior medindo cerca de 11 milímetros.

Os parasitas foram identificados como pertencentes à espécie Thelazia gulosa, que costuma infectar o globo ocular de animais, mas não tinha sido registrado em seres humanos.

A infecção costuma se manifestar na forma de inflamações e lacrimejamento excessivo. Ocasionalmente, os vermes migram para a superfície do olho e causam cicatrizes na córnea, opacidade e, eventualmente, cegueira.

“Anteriormente, pensava-se que apenas duas espécies da (Thelazia) infectavam olhos humanos. agora, temos de adicionar uma terceira”, concluiu, em nota.

Os vermes foram removidos com pequenas pinças e o olho da mulher foi irrigado.

Em outros casos divulgados na Ásia e na Europa, há relatos do uso de ivermectina (tipo de droga anti-parasitária) para conter a infecções mais graves.

Fonte: Portal G1

OMS recomenda menor uso de medicamentos durante o parto

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou na ultima quinta-feira (15) que menos medicamentos sejam administrados durante o parto.

Segundo a entidade, drogas são utilizadas em função de uma leitura inadequada do ritmo de dilatação do colo do útero.

Desde a década de 1950, uma mulher cujo ritmo de dilatação do colo do útero é mais lento do que um centímetro por hora é considerado “anormal”, indicou o médico Olufemi Oladapo, do Departamento de Saúde Reprodutiva da OMS, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (15) em Genebra.

Quando os médicos e a equipe enfrentam um trabalho mais lento do que essa referência, “a tendência é agir”, seja com uma cesariana, ou usando medicamentos como a oxitocina, que acelera o trabalho, explicou.

Na nova orientação, a OMS pede a eliminação da referência de um centímetro por hora.

Embora a taxa de cesariana varie de acordo com a região do mundo, a OMS vê um aumento geral nesta prática, o que considera perturbador.

A OMS também está preocupada com o fato de as intervenções usadas anteriormente para evitar partos complicados terem-se tornado práticas comuns.

Mas o que temos visto nas últimas duas décadas são mais e mais intervenções médicas feitas em vão”, acrescentou.

A nova diretriz da OMS estipula que, para uma mulher que vai dar à luz pela primeira vez, todo trabalho de parto que não durar mais de 12 horas deve ser considerado normal.

Para as seguintes gestações, o número cai para menos de 10 horas.

Fonte: Portal G1

Tratamento com droga antioxidante preveniu transmissão sexual do zika, diz pesquisa

Uma potente droga antioxidante conseguiu prevenir a transmissão sexual do vírus da zika em cobaias, diz estudo publicado na “PLos Pathogens” nesta quinta-feira (15).

A droga em questão é chamada de “Ebselen” e já está em testes clínicos para o tratamento do AVC (Acidente Vascular Cerebral).

O medicamento é um potente antioxidante, categoria de substância conhecida por combater radicais livres.

Os radicais livres são produtos de reações químicas que “vagam” pelo corpo sem função certa e costumam desestabilizar estruturas saudáveis quando em excesso.

Em relação ao zika, hoje sabe-se que o vírus é transmitido tanto via Aedes Aegypti,quanto sexualmente: mais frequentemente do homem para a mulher.

O que os cientistas verificaram foi a função do tratamento na prevenção da transmissão sexual.

Como foram os testes

Antes dos testes, cientistas demonstraram que o zika danifica o esperma por meio de um fenômeno conhecido como “estresse oxidativo” — quando reações de oxigênio geram radicais livres potencialmente prejudiciais.

A partir daí, viram que o uso de antioxidantes (moléculas que estabilizam os radicais, tirando-os de circulação), poderia ser útil para neutralizar a ação do zika sobre o sêmen.

Para testar a eficácia da droga, pesquisadores infectaram camundongos com zika por via subcutânea. A progressão do zika foi avaliada em testes e a presença no esperma foi verificada.

Após três dias da infecção, o zika foi verificado na membrana de células, afetando o número de espermatozoides (que se apresentaram em número significativamente menor quando comparado ao grupo controle).

Após a injeção de Ebselen, o número de espermatozoides afetados pelo vírus diminuiu. Também foi verificada menor presença do vírus no cérebro, mas não na medula das cobaias.

A droga apresentou “atividade em tecidos específicos e, por isso, sua ação está associada com sua capacidade de reduzir o estresse oxidativo e resposta inflamatória ao zika”, escreveram os autores.

 

A transmissão sexual

Por fim, para verificar se o tratamento impedia a transmissão sexual, cientistas injetaram o sêmen de ratos machos infectados com zika em fêmeas.

Metade das fêmeas que recebeu sêmen infectado sem tratamento morreu, relata o estudo. Já as fêmeas que receberam sêmen com tratamento, sobreviveram.

Os autores também testaram outros antioxidantes, como a vitamina C. A taxa de sobrevivência das fêmeas não melhorou, mas elas sobreviveram por mais tempo.

Fonte: Portal G1

No Rio, emissão de passaportes no Galeão é normalizada

A Polícia Federal normalizou hoje (16) o serviço de emissão de passaporte no posto do Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, no Rio de Janeiro. O atendimento foi interrompido ontem (15) devido a danos provocados pelas fortes chuvas que atingiram a cidade entre a noite de quarta-feira (14) e a madrugada de quinta-feira. 

Segundo a Polícia Federal, os usuários que estavam agendados para ontem poderão comparecer no posto do Galeão a partir da próxima segunda-feira (19), das 7h às 17h, sem que haja necessidade de novo agendamento.

Os casos de urgência estão sendo prontamente analisados pelo posto, segundo a Polícia Federal.

Fonte: Agência Brasil

Serviços fecham 2017 com queda de 2,8%, segundo IBGE

O volume de serviços no Brasil caiu 2,8% em 2017, na comparação com o ano anterior. Já a receita nominal fechou o ano com alta de 2,5%. Os dados constam da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em dezembro de 2017, o setor de serviços cresceu 1,3% em volume na comparação com novembro. Na comparação com dezembro de 2016, o volume cresceu 0,5% e interrompeu uma sequência de 32 quedas consecutivas.

“Estávamos desde março de 2015 sem resultados positivos [na comparação do mês com o mesmo período do ano anterior]. É um resultado só, não podemos ainda afirmar que se trata de uma recuperação. Mas, lógico, é um fato positivo. Por enquanto, só podemos ver essa reação no segmento de transportes”, disse o gerente da pesquisa, Roberto Saldanha.

A receita nominal cresceu 0,9% na comparação com novembro e 5% na comparação com dezembro de 2016.

Serviços em 2017

Cinco dos seis segmentos do setor de serviços tiveram queda no volume no ano de 2017, com destaque para os outros serviços, com recuo de 8,9%, e os serviços profissionais, administrativos e complementares, que caíram 7,3%.

Também tiveram queda os serviços prestados às famílias (-1,1%), os serviços de informação e comunicação (-2%) e as atividades turísticas (-6,5%). Os serviços de transporte, auxiliares de transporte e correios foram os únicos com alta em 2017: 2,3%.

Segundo Saldanha, o segmento dos transportes foi impulsionado pelo setor industrial, “que é o grande demandante desse serviço”.

Na comparação de dezembro com novembro de 2017, quatro segmentos tiveram alta: atividades turísticas (2,8%); serviços de transportes, auxiliares de transportes e correios (2,3%); serviços profissionais, administrativos e complementares (0,6%) e outros serviços (0,7%).

Fonte: Agência Brasil

Município do Rio deve levar 48 horas para se recuperar de temporal

O Rio de Janeiro está em estágio de atenção nesta sexta-feira (16), com a cidade se recuperando dos estragos provocados pelo temporal  das últimas horas.  De acordo com a prefeitura, ainda serão necessárias 48 horas para resolver as ocorrências mais críticas e cerca de uma semana para normalizar totalmente todos os locais impactados, se não voltar a chover forte neste período.

Segundo um balanço divulgado no início da manhã desta sexta, foram registradas 150 ocorrências causadas pela chuva como quedas de árvores, postes, muros; acúmulo de água nas vias e deslizamentos na a maioria nas zonas norte e oeste da cidade. O levantamento diz que cerca de 100 delas já foram solucionadas, mas há diversas árvores caídas em vias da cidade; alguns pontos de alagamento como nas comunidades do Rio das Pedras e do Jardim Maravilha, na zona oeste. Alguns bairros estão sem luz nas últimas 24 horas.

A Light, distribuidora de energia elétrica do Rio, informou que as áreas mais críticas são as regiões de Campo Grande e Jacarepaguá, na zona oeste, e a Ilha do Governador na zona norte. A concessionária informou que os reparos são dificultados pelas árvores caídas sobre a rede de energia elétrica.

A Ciclovia Tim Maia permanece interditada após o afundamento de cerca de 30 metros da pista no trecho de São Conrado, na zona sul. Guardas municipais estão no local para evitar que ciclistas e pessoas  ultrapassem o bloqueio.

De acordo com a Defesa Civil, foram atendidos 770 chamados relacionados à chuva até as 6h da manhã de hoje. O órgão informou que o temporal deixou cerca de 2 mil pessoas desabrigadas e causou a interdição de 51 imóveis, sendo 41 no Complexo do Alemão e 10 em Cascadura,  na zona norte da cidade. Foram registradas quatro mortes, três em desabamentos de casas e uma causada por queda de uma árvore sobre o carro da vítima.

Árvores

A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) atendeu ontem (15), mais de 800 ocorrências de queda de árvores e de grandes galhos, muitos deles, sobre a rede de iluminação pública. Até o final da tarde, foram feitos 243 atendimentos, em consequência do temporal que atingiu o Rio, deixando 4 mortos e vários bairros sem luz, além de diversos estragos na cidade. Os serviços continuam com a participação  de 2 mil 500 homens da companhia na ação de limpeza.

A companhia informou, em nota, que os bairros mais atingidos foram Tijuca, Ilha do Governador, Santa Cruz, Jacarepaguá, Jardim Sulacap, Campinho, Vila Cosmos, Centro, Irajá, Quintino,  Barra da Tijuca, Recreio, Pedra de Guaratiba, Penha, Vila Valqueire, Rio das Pedras e Campo Grande.

Baseadas em informações fornecidas pelo Centro de Operações Rio, as equipes da Comlurb atuam na remoção de árvores e galhos e na limpeza em pontos específicos, a fim de eliminar bolsões d’água nas principais vias da cidade.

A Comlurb pede colaboração da população no descarte correto do lixo domiciliar. Em caso de chuva forte, a recomendação é para aguardar a passagem dos caminhões de coleta e entregar o lixo diretamente aos garis, principalmente se for lixo ensacado.

Fonte: Agência Brasil

Corpo de doméstica filipina encontrado em congelador no Kuwait é repatriado

O corpo de uma empregada doméstica das Filipinas encontrada em um congelador no Kuwait chegou nesta sexta-feira (16) a Manila, no meio de uma forte polêmica em torno deste caso que esticou as relações diplomáticas entre os dois países. A informação é da EFE.

Os restos mortais de Joanna Demafelis, de 29 anos, viajarão amanhã para sua terra natal, a cerca de 400 quilômetros ao sul da capital, disse à Agência Efe a porta-voz do Departamento de Assuntos Exteriores filipino, Charmaine Aviquivil.

O corpo de Demafelis foi encontrado na semana passada no congelador da casa onde trabalhava como doméstica para um casal formado por um libanês e uma síria, que estão foragidos e estão sendo procurados pelas autoridades kuwatiano.

O corpo apresentava sinais de violência – costelas quebradas e hemorragias internas – e após a autópsia os legistas determinaram que tinha sofrido torturas e abusos sexuais.

Proteção

“A morte da mulher será um ponto de partida para que todas as agências governamentais sejam mais agressivas na hora de proteger nossos trabalhadores no exterior”, declarou hoje o chanceler filipino, Alan Peter Cayetano, que foi ao aeroporto receber os restos mortais. Ele também afirmou que as autoridades kuwatianas prometeram fazer “todo o possível” para achar os suspeitos e levá-los à Justiça.

Acredita-se que os patrões de Demafelis abandonaram a casa e o país em novembro de 2016, por isso que o corpo teria permanecido no congelador por mais de um ano. Cerca de 250 mil filipinos, a maioria deles empregadas domésticas, trabalham no Kuwait, onde nos últimos anos tem sido reportados frequentes casos de abusos e maus tratos para este grupo por parte dos empregadores.

Após a descoberta do corpo de Demafelis, o presidente filipino, Rodrigo Duterte, acusou os kuwatianos de “carecer de valores”, culpou seu Governo de permitir os abusos às empregadas domésticas e proibiu a ida de mais trabalhadores para este país.

A declaração criou uma atrito diplomático entre ambos os países, já que o Governo do Kuwait enviou como resposta uma mensagem de protesto.

Este caso também acelerou o regresso de milhares de filipinos no Kuwait que sofrem algum tipo de problema ou estejam com o visto para expirar, para quem o Governo custeou o voo de volta.

Fonte: Agência Brasil

Maduro ameaça participar sem convite de Cúpula das Américas

presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta quinta-feira (15) que líderes de direita da América Latina mostraram intolerância ao tentarem excluí-lo de uma cúpula em Lima, que prometeu ir de qualquer maneira.

O governo de centro-direita do Peru informou nesta semana que Maduro não é bem-vindo na Cúpula das Américas, em 13 e 14 de abril, reforçando seu crescente isolamento diplomático em um momento de forte repressão sobre dissidentes e uma crise econômica brutal na Venezuela.

“Vocês têm medo de mim? Não querem me ver em Lima. Vocês irão me ver. Porque faça chuva ou faça sol, por ar, terra, ou mar, eu irei participar da Cúpula das América”, disse Maduro durante uma entrevista coletiva a jornalistas estrangeiros, segundo a Reuters.

Maduro também disse que o presidente de centro-direita da Argentina, Mauricio Macri, deveria convocar um encontro da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) com ele.

“Convoque um encontro, ouse, não tenha medo de mim, presidente Macri”, disse Maduro. “Se vocês querem falar sobre a Venezuela, vamos falar sobre a Venezuela.”

Críticos ao governo dizem que Maduro há anos tem se recusado a escutar conselhos de que deveria reformar a economia em colapso da Venezuela, que provocou escassez de alimentos e remédios, hiperinflação, fome e retorno de doenças no passado controladas. Críticos também dizem que Maduro se recusa a reconhecer a extensão do sofrimento humanitário na Venezuela, sendo então inútil se reunir com ele.

Maduro diz que governos regionais de direita são parte de uma conspiração internacional liderada pelos Estados Unidos para derrubá-lo e tomar controle dos recursos de petróleo do país membro da Opep.

“Eles são os governos mais impopulares do planeta”, disse, citando Argentina, Colômbia e Peru.

‘Atitude agressiva’

Após a declaração de Maduro, o governo peruano voltou a afirmar que o presidente venezuelano não será recebido no país.

 

“Um chefe de Estado não chega a um país sem um convite, então ele não pode pisar no solo peruano sem um convite”, disse a chefe de gabinete peruana, Mercedes Aráoz.

“É uma atitude agressiva. Nem o solo peruano, nem o mar peruano, nem o ar peruano podem ser invadidos por uma força estrangeira”, disse Aráoz em coletiva de imprensa em Chiclayo.

“É uma decisão compartilhada pelo Grupo de Lima e é uma política de Estado, porque essa foi a opinião do presidente (Pedro Pablo) Kuczynski”, acrescentou, de acordo com a AFP.

Fonte: Portal G1

Máfia de mendigos e outros golpes a evitar na Rússia

Nas cidades russas, é melhor não dar dinheiro a um mendigo na rua, porque grande parte deles não é o que parece. Confira abaixo cinco tipos de charlatões para se esquivar durante estadia na Rússia, junto com as melhores alternativas para doações de caridade.

Mendigos profissionais

Tem todo tipo de pessoa pedindo ajuda na rua: vovós de aparência humilde que “precisam de dinheiro para uma operação”; “veteranos de guerra” de uniforme militar, e muitas vezes sem algum membro; e mulheres grávidas ou com criança de colo.

Mas muitas vezes esses indivíduos são apenas personagens. Segundo o site de assistência social Takie Dela (“E assim vai”), essas pessoas podem fazer parte de uma máfia de mendigos: “O dinheiro que eles coletam vai para os ‘curadores’, que atendem as suas necessidades. É um negócio, intimamente ligado ao crime, e apoiar isso é imprudente”.

Conselho: se quer realmente ajudar essas pessoas, tente fazê-lo sem dar dinheiro. Em vez disso, ofereça o que eles dizem precisar (comida, bilhete de ônibus ou trem e etc.).

Moradores de rua

Estar no meio da rua em uma grande cidade, sem lugar para dormir ou qualquer comida, é uma ideia assustadora; por isso, é natural simpatizar com os moradores de rua, sobretudo durante o rigoroso inverno russo. Mas, mesmo assim, é bom evitar dar dinheiro diretamente, porque nunca se sabe se será realmente usado para comida.

Muitos moradores de rua têm problemas com álcool e gastarão tudo na próxima garrafa. Além disso, essa prática pode ser perigosa: ficar bêbado do lado de fora no inverno pode fazer com que a pessoa perca a consciência e morra por exposição ao frio.

Conselho: compre comida você mesmo e dê ao morador de rua. Ajude-o a contatar organizações que possam providenciar abrigo e faça a ponte com serviços sociais.

Em Moscou: +7 (495) 720-15-08, +7 (903) 720-15-08 (serviço de patrulhamento social)

 

Em São Petersburgo: +7 (812) 407-30-90 (Nochlezhka, organização de caridade)

Voluntários pagos

Essas pessoas de aparência respeitável, muitas vezes jovens, estão por todo lado com caixinhas para coletar dinheiro que supostamente irá ajudar um orfanato, um abrigo de animais ou outra causa digna. Mas eles não são realmente voluntários.

Na melhor das hipóteses, estão coletando dinheiro para um grupo questionável que leva uma enorme quantidade de doações para si. Ou, talvez, nem haja qualquer orfanato ou abrigo, e as pessoas pagas como “voluntários” sequer sabem disso.

“Nenhuma entidade séria arrecada recursos coletando dinheiro na rua”, sugere o Takie Dela, citando Vladimir Berkhin, o diretor do fundo de caridade Predaniye (Tradição). “Essas histórias cheiram mal, e você deve evitar participar delas”, disse Berkhin.

Conselho: Em vez de dar dinheiro a estranhos, doe para uma instituição de caridade conhecida. Entre as associações de instituições na Rússia, vale a pena pesquisar os trabalhos de Vsye Vmeste (“Todos juntos”) e Nuzhna Pomosh (“Ajudar é necessário”).

Vsye Vmeste: +7 (495) 648-90-02; info@wse-wmeste.ru

Nuzhna Pomosh: +7 (495) 641-02-86; mne@nuzhnapomosh.ru

Falsos protetores dos animais

Algumas pessoas que dizem protetores dos animais na Rússia usam cães como adereços, caminhando na rua ou estações de metrô, geralmente com uma placa: “Preciso de dinheiro para alimentar o cão” ou “Arrecadando dinheiro para um abrigo de animais”.

Segundo Natália Bistrova, diretora de um abrigo para cachorros de rua e abandonados, trata-se de uma “rede comercial e nada mais. Todos aqueles que pedem dinheiro usando usar animais são impostores”, disse ao jornal “Argumenty i Fakty”. Pior ainda, os cachorros que esses trapaceiros usam para os golpes são muitas vezes dopados para que permaneçam calmos e pareçam sofridos para os transeuntes.

Conselho: não dê dinheiro aos mendigos com animais. Para ajudar os animais desabrigados, doe para uma instituição de caridade conhecida, como a PET, em Moscou.

 

Idosos ou crianças no transporte

Tenha cuidado quando alguém se aproximar pedindo alguns rublos para pegar ônibus ou metrô, especialmente se for uma pessoa idosa ou uma criança. Não é que eles sejam criminosos; é que essas pessoas podem nem saber o que estão fazendo ou para onde estão indo. Em uma grande cidade, como Moscou, por exemplo, ambos são vulneráveis.

Conselho: pergunte à pessoa para onde ela está indo. Se ela parecer perdida, entre em contato com o LizaAlert, um grupo sem fins lucrativos que procura e ajuda indivíduos que estão desaparecidos, no telefone +7 (800) 700-54-52.

Fonte: Portal G1

Oxfam revela plano de ação após escândalo sexual

Oxfam revelou nesta sexta-feira (16) um plano para acabar com os problemas de assédio sexual na organização, uma semana depois da revelação pela imprensa britânica de que vários funcionários da ONG contrataram prostitutas no Haiti após o terremoto de 2010.

A organização anunciou a criação de uma comissão que “trabalhará à distância da Oxfam” e que terá acesso aos registros da ONG e seus funcionários, que serão entrevistados para a identificação dos abusos.

“O que aconteceu no Haiti é uma mancha sobre a Oxfam, que nos envergonhará durante anos, e com razão. Imploro o perdão, de todo coração”, declarou Winnie Byanyima, diretora executiva da Oxfam Internacional.

A Oxfam triplicará o financiamento dos programas de proteção – que superará assim a quantia de um milhão de dólares – e vai dobrar os número de funcionários no departamento, ampliando o investimento na formação sobre questões de gênero.

A ONG negou uma falta de transparência na gestão do escândalo haitiano, que provocou a fuga de muitos colaboradores e levou o governo britânico a ameaçar suspender os subsídios para as organizações que dissimulam escândalos sexuais.

A Oxfam realizou uma investigação interna em 2011, que provocou a demissão de quatro funcionários, enquanto três deles foram autorizados a pedir demissão, incluindo o então diretor da organização para o Haiti, Roland van Hauwermeiren.

O belga rejeitou na quinta-feira parte das acusações contra ele.

A organização humanitária não transmitiu as denúncias sobre a contratação de prostitutas às autoridades haitianas no momento de sua investigação, mas nesta sexta-feira informou que os nomes da pessoas envolvidas foram comunicados desde então.

A Oxfam publicará os resultados daquela investigação interna, retirando os nomes das testemunhas, assim como os relatórios da nova comissão.

“Devemos assegurar que qualquer pessoa culpada de comportamento tão grave não possa circular de uma organização humanitária a outra, expondo mais pessoas vulneráveis a outros riscos”, declarou Winnie Byanyima.

Um homem envolvido no escândalo no Haiti foi contratado pela organização CAFOD, que o demitiu na quarta-feira.

De acordo com a organização humanitária católica, o funcionário tinha uma carta de recomendação procedente de uma pessoa que afirmava ter sido seu supervisor na Oxfam.

Fonte: Portal G1

A clínica nos EUA onde milionários ‘desconectam’ filhos viciados em celulares e internet

A maioria dos brasileiros precisaria se endividar bastante para comprar um iPhone X, vendido no país por quase R$ 8 mil. Nos Estados Unidos, no entanto, há quem pague mais de R$ 300 mil (ou 40 iPhones novos) só para conseguir manter os filhos longe do aparelho.

Nos últimos cinco anos, com o crescimento do acesso a internet pelo celular, dezenas de clínicas de reabilitação surgiram nos arredores de megaempresas como Facebook, Twitter, Apple e Google no Vale do Silício, oferecendo tratamentos específicos para jovens que passam até 20 horas diárias encarando telas de cristal líquido.

É o caso da Paradigm, uma mansão cercada por jardins e câmeras de segurança no ponto mais alto de uma colina em San Francisco, de frente para a ponte Golden Gate, principal cartão postal da região.

Como acontece nos bairros californianos mais exclusivos, onde moram estrelas do cinema e altos executivos de empresas de tecnologia, não há calçadas na estrada que leva até a clínica, que abriga crianças e adolescentes entre 12 e 18 anos, internados pelos pais para abandonarem o vício pela internet.

Sem placas de identificação e acessível só de carro, a Paradigm hospeda apenas oito jovens simultaneamente, em internações compulsórias que duram em média 45 dias, podendo chegar a 60, dependendo do grau de dependência e de fatores associados, como depressão, ansiedade e agressividade.

O valor da diária impressiona tanto quanto os salões luxuosos e a banheira de hidromassagem com vista para o sol nascente na baía: US$ 1.633 dólares (R$ 5,4 mil) por noite.

Dentro do casarão, celulares, laptops e tablets são proibidos e o acesso a computadores é limitado a aulas de reforço escolar, nas quais o acesso a redes sociais, aplicativos de mensagens instantâneas e pornografia é bloqueado – e qualquer tentativa é acompanhada de perto por professores e psicólogos.

Com hora certa para acordar, estudar, fazer refeições e participar de uma bateria de terapias coletivas e individuais, a promessa da clínica é “reprogramar” os jovens para que eles possam reconstruir sua relação com a tecnologia e se reaproximar de familiares, estudos, amigos e tarefas “offline”.

“Nós os desconectamos. Essa é a regra”, resume Danielle Kovac, diretora da clínica, à BBC Brasil.

“Eu diria que é um período de ajuste para as crianças. O mais bacana é ouvir muitas dizendo no final do tratamento: ‘Obrigado, obrigado por não permitir que eu ficasse com meu telefone ou em redes sociais em um computador, eu fui capaz de realmente me concentrar em mim’.”

Sintomas e controvérsias

Citado pela primeira vez por um psiquiatra de Nova York durante os primórdios da rede, em 1995, o vício em internet não é uma doença oficialmente reconhecida nos Estados Unidos.

Psicólogos e psiquiatras americanos se dividem: para alguns, o vício seria apenas um sintoma de outras síndromes, como paranoia e depressão, e não a causa delas. Para outros, ele seguiria características idênticas às de outras dependências já reconhecidas, como álcool e drogas.

Mas países como Austrália, China, Itália e Japão reconhecem oficialmente o problema – na Coreia do Sul, por exemplo, a dependência pela internet foi classificada como “problema de saúde pública” e é tratada em hospitais públicos.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento integral e gratuito para transtornos como depressão e vícios em álcool e outras drogas, mas não tem serviços específicos sobre questões mentais ligadas à tecnologia.

Para os diretores da Paradigm, em São Francisco, a internet pode agravar transtornos de humor e saúde mental, e serve como um “refúgio seguro e anônimo” que afasta os jovens de suas relações com o mundo real em um ciclo vicioso.

“Muitas vezes, vemos famílias contando que não tiveram nem refeição sequer com os filhos porque eles estão no Snapchat”, diz a diretora da clínica em San Francisco, citando jovens que passam até 20 horas diárias em redes sociais.

Ela diz que o diagnóstico de dependência de internet repete o padrão de outros vícios.

“(É) quando começa a afetar outras áreas da vida, como sua vida social ou escola. Muitas vezes, vemos notas caindo porque as crianças estão no Facebook ou no Instagram durante a noite toda, então eles não conseguem acordar para ir o colégio nem se focar nos trabalhos escolares”, afirma.

Ela conta que parte dos pacientes chega à clínica depois de abandonar a escola por causa do vício.

Comportamentos como irritação quando o sinal da internet é interrompido, mentir ou esconder o uso de redes sociais e isolamento e distância da família, segundo a Paradigm, também seriam sinais de alerta.

“É muito importante que pais sejam capazes de determinar parâmetros. Talvez cortar o acesso a telas, computadores, iPads ou telefones antes da hora de dormir, ou das refeições, ou durante a escola”, diz Kovac, que defende a internação como melhor tratamento se as tentativas dos pais falharem.

“É certamente uma sensação diferente do atendimento sem internação, em que os jovens são levados ou dirigem até a terapia uma vez por semana, por uma hora. Aqui nós conseguimos viver o dia deles com eles e perceber quais são seus comportamentos-padrão. Isso nos traz informações úteis para os tratamentos.”

Luxo

Os cômodos na clínica em San Francisco são amplos e extremamente luxuosos – reproduzindo as características encontradas nas próprias casas da maioria dos jovens internados.

Em um dos quartos, no entorno de uma lareira, três camas de casal se espalham cercados por janelões virados para o mar.

“A sensação de ‘estou sozinho nessa’ é muito assustadora. Então, para eles (pacientes), saber que ‘meu colega de quarto também está aqui, talvez por outra razão, mas podemos nos ajudar’ é muito, muito positivo”, diz Kovac.

“Se eles estiverem com dificuldades e não tiverem a melhor estrutura de apoio em casa – não é sempre este o caso, mas acontece às vezes -, aqui eles estão em uma espécie de família construída, que poderão acessar quando saírem daqui como apoio contínuo.”

A clínica também oferece atividades para ex-pacientes e para familiares, “reforçando laços” e a continuidade do tratamento.

 

Em relação ao processo terapêutico, a reportagem não conseguiu conversar com nenhum dos pacientes. Durante a visita à clínica, no entanto, uma jovem acabava de ser internada – o que foi percebido por gritos e choro alto se espalhando pelo casarão.

Ao mesmo tempo, um rapaz de 17 anos tocava piano e um pequeno grupo se reunia numa das varandas para tomar café da manhã.

A reportagem pergunta sobre eventuais sinais de abstinência da internet durante o tratamento.

“Há um nível de desconforto no começo, como aconteceria com qualquer um em uma situação nova, mas nós temos tanto apoio nesse lugar que usamos isso como informação para sermos capazes de ajudá-los: ‘Por que você não me diz por que isso é desconfortável?’. Usamos essas respostas como informação terapêutica”, diz Kovac.

A diretora diz que a internação funciona como um botão de “reset” (ou reinício, reconfiguração) nas mentes dos pacientes.

“Depois que eles se desconectarem, vão voltar a acessar Facebook, Instagram, Twitter ou que seja de novo?”, pergunta Kovac, quando questionada sobre os objetivos do tratamento.

Ela mesma responde:

“Bem, provavelmente. Mas, se eles estão aqui, um local que afeta as suas vidas, nossa expectativa é que se desconectem por tempo suficiente para que, quando voltarem para casa, estejam prontos para estabelecer limites para si mesmos e para suas famílias também.”

Ela conta que a reação dos jovens ao se verem sem os celulares pode surpreender.

“Há pais que dizem que os filhos vão gritar quando os telefones forem tirados. Mas, em muitos casos, é uma surpresa agradável. Eles dizem “Ok”. Muitas vezes os pais querem mudanças, mas os filhos também querem. Então vejo que nestes casos eles estão prontos para dizer ‘Ok, é estranho, esquisito para mim, mas vou deixar meu telefone com minha mãe e talvez buscá-lo de novo quando eu sair’.”

Antes de deixar o local, entretanto, os jovens são levados a encarar uma rotina que combina conforto e muito trabalho.

O dia na clínica começa às 7h, quando todos acordam para tomar café da manhã reunidos. “Isso já pode ser um pouco diferente do que esses jovens estão acostumados em casa”, diz a diretora.

“Se houver medicações (prescritas pelos médicos particulares dos pacientes), nós damos as medicações neste horário”, continua Kovac. “Começamos o dia de maneira positiva, comendo um café da manhã bom e balanceado, e depois fazemos um trabalho em grupo, de suporte mútuo, conduzido pela nossa equipe.

Na sequência, os jovens fazem aulas de reforço escolar (“as escolas podem mandar os conteúdos que querem que sejam trabalhados, para que eles possam continuar estudando enquanto estão aqui”), depois almoçam e se dividem em diferentes grupos de trabalho.

“Eles podem trabalhar habilidades de enfrentamento de problemas, colaboração, comunicação, limites ou terapia artística e musical. Também há atividades recreativas, que podem ser fazer ginastica, escalada, ir à praia… fazer o sangue circular e talvez pegar um pouco de sol”, diz a diretora.

O jantar é o momento para uma discussão em grupo sobre o dia, metas pessoais e expectativas para a manhã seguinte.

“Depois quebramos para atividades noturnas mais ligadas ao relaxamento, que podem ser ioga, acupuntura, meditações. E passamos documentários, às vezes.”

Cerco ao Facebook

Para a diretora, empresas como Facebook, Twitter e Snapchat “certamente sabem o que estão fazendo para que, não apenas crianças, mas pessoas em geral, fiquem presas a certas coisas, com certos algoritmos para certos propósitos”.

Ela pede mais atenção aos CEOs. “Não tenho a resposta de como eles podem fazer isso, mas é preciso ter atenção com o que está acontecendo com a sociedade em geral. As pessoas estão conectadas demais a seus telefones e a internet.”

Há menos de um mês, mais de cem especialistas e organizações internacionais de saúde infantil pediram ao Facebook que dê fim a seu recém-lançado aplicativo de mensagens voltado a crianças com menos de 13 anos, o Messenger Kids.

Em carta aberta a Mark Zuckerberg, o grupo classificou o aplicativo como iniciativa “irresponsável” que visa estimular crianças pequenas – que não teriam maturidade para ter contas em redes sociais – a usar o Facebook.

O Messenger Kids foi anunciado em dezembro como uma “solução divertida e segura” para que crianças conversem, via vídeo ou chat, com amigos e familiares. É uma versão simplificada do Messenger, que no entanto exige consentimento parental antes do uso e cujos dados gerados não são usados para publicidade dirigida.

Em resposta à carta aberta, o Facebook afirmou que “desde o lançamento, em dezembro, temos escutado de pais ao redor dos EUA que o Messenger Kids os ajuda a manter contato com seus filhos e que seus filhos mantenham contato com familiares, perto ou longe. Soubemos, por exemplo, que pais que trabalham à noite agora podem contar histórias de ninar para seus filhos; que mães em viagens profissionais estão tendo atualizações diárias de seus filhos enquanto estão longe”.

 

Mas a carta aberta questiona a necessidade de o Facebook oferecer esse serviço. “As crianças podem usar as contas dos pais no Facebook ou no Skype. Eles também podem simplesmente telefonar.”

Os autores finalizam a carta apontando que “seria melhor deixar as crianças pequenas em paz para que se desenvolvam sem as pressões derivadas do uso das redes sociais. A criação de crianças na era digital já é difícil o bastante. Pedimos que vocês não usem os enormes alcance e influência do Facebook para tornar esse trabalho ainda mais difícil”.

Enquanto a controvérsia não chega a um ponto final, o Facebook mantém suas ferramentas polêmicas ao alcance de crianças e adolescentes, e a clínica milionária para viciados em internet continua cheia de clientes em San Francisco – mas só os que têm pais ou responsáveis que podem pagar caro por isso.

Fonte: Portal G1

Polícia Civil autuou em flagrante delito quase 100 pessoas durante a Operação Carnaval 2018

Durante a Operação Carnaval 2018, que começou na noite da sexta-feira (09) até as 08 horas da manhã dessa quarta-feira (14), as equipes da Polícia Civil do Rio Grande do Norte autuaram em flagrante delito 95 pessoas que praticaram delitos como embriaguez ao volante; roubo de veículos; roubos e furtos; homicídio e tentativa de homicídio; porte ilegal de arma de fogo; ameaça e estupro.

As equipes vinculadas à Diretoria de Polícia Civil da Grande Natal (DPGRAN), que trabalharam nas praias do litoral sul, norte e no corredor turístico de Natal autuaram em flagrante delito 29 pessoas e registraram um total de 225 boletins de ocorrência, número superior aos registrados nos dois últimos anos. Em 2017 foram registrados 153 e em 2016, 198. Também foram registrados dois Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) e um Boletim Circunstanciado de Ocorrência (BCO).

Os policiais civis da área da DPGRAN autuaram em flagrante delito 12 pessoas que estavam dirigindo embriagadas; duas por roubo de veículo; duas por roubo; dois adolescentes por ato infracional análogo a roubo; uma pessoa suspeita pela prática de homicídio; uma por tentativa de homicídio; cinco por porte ilegal de arma de fogo; duas pessoas pela prática de ameaça; uma pessoa suspeita por estupro e outra por furto de celular.

As equipes vinculadas à Diretoria de Polícia Civil do Interior (DPCIN) que trabalharam nas 10 Delegacias Regionais autuaram em flagrante 66 pessoas pela prática de crimes em flagrante. Os policiais civis registraram 193 boletins de ocorrência e 41 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO).

Das 66 pessoas autuadas no carnaval no interior do Estado, 23 delas são suspeitas pela prática de embriaguez ao voltante; 13 por violência doméstica; oito por tráfico de drogas; sete por porte ilegal de arma de fogo; uma por posse ilegal de arma; quatro pessoas suspeitas pela prática de ameaça; quatro por receptação; dois suspeitos por roubo e dois por furto; uma suspeita pela prática de tentativa de homicídio e outra suspeita por comércio de substância nociva a saúde.

Fonte: BG

Moro nega pedido de Lula para suspender perícia: ‘não faz o menor sentido’

O juiz Sergio Moro rejeitou o pedido da defesa do ex-presidente Lula, que queria a suspensão da perícia dos sistemas de pagamentos de propina da Odebrecht.

Moro explicou que o pedido de perícia foi feito pelos próprios advogados do petista para analisar a autenticidade dos documentos extraídos do sistema e utilizados pelo Ministério Público Federal (MPF) na acusação contra o ex-presidente. A defesa de Lula alega que há suspeita de fraude ou manipulação do sistema.

De acordo com o juiz, no entanto, essa seria mais uma razão para o prosseguimento da análise sobre o programa pela Polícia Federal.

“Então a pretensão da Defesa de suspensão da perícia por suspeita de fraude não faz o menor sentido”, escreveu Moro.

Os advogados de Lula pediram também que seja dado à defesa o mesmo tempo de análise que a Polícia Federal teve até agora para realizar a perícia, que já chega a 100 dias.

“Diante dessa situação, é evidente que o prazo de 10 dias anteriormente concedido para que os dois assistentes técnicos indicados pela defesa possam analisar o material periciado e apresentar parecer técnico são insuficientes para essa finalidade”, afirmam os advogados no pedido apresentado a Moro.

O juiz, contudo, afirmou que irá esperar o laudo para decidir sobre o prazo dado à defesa.

“Quanto ao prazo para os pareceres dos assistentes técnicos, avaliarei o pedido de extensão após a apresentação do laudo”, escreveu Moro.

Nesse processo, Lula se defende pelo recebimento de propina, por parte da Odebrecht, que teriam sido ocultados na aquisição, por R$ 12 milhões de um prédio que seria destinado ao Instituto Lula, que não se concretizou, e por R$ 500 mil de uma cobertura vizinha à do ex-presidente, em nome de Glaucos da Costamarques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai. O imóvel é alugado pela família do petista.

A defesa de Lula afirma que pagou os aluguéis, alegação contestada por Glaucos, que diz não ter recebido qualquer valor, embora tenha assinado recibos. A defesa quer provar que Lula não consta como beneficiário de pagamentos ilícitos nos dois sistemas da Odebrecht, o MyWebDay, que alimentava e controlava os dados financeiros da contabilidade paralela, ou o Drousys, utilizado para a comunicação entre os envolvidos nas transações.

Fonte: BG

Brasil aumenta produção e passa para a oitava posição no ranking da energia eólica

Levantamento da Global Wind Energy Council (GWEC) divulgado nesta quinta-feira (15) coloca o Brasil entre os destaques na produção de energia eólica no mundo. Com a ampliação do parque, foi possível passar o Canadá e ocupar o oitavo lugar no ranking mundial de energia proveniente dos ventos.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), hoje o Brasil possui mais de 500 usinas eólicas que geram quase 13 gigawatts de energia elétrica. Conhecidamente uma região de ventos vigorosos, o Nordeste é responsável por 60% da produção. 

“O Brasil tem um dos melhores ventos do mundo do mundo para produção de energia eólica e nosso fator de capacidade, que é a medida de produtividade do setor, passa do dobro da média mundial. Além disso, temos uma cadeia produtiva 80% nacionalizada, que investe e gera empregos aqui”, afirma a presidente da entidade, Élbia Gannoum.

Fonte: Governo do Brasil, com informações da ABEEeólica e GWEC

Prazo para escolas aderirem ao Mais Alfabetização é prorrogado para 22 de fevereiro

O Ministério da Educação prorrogou para a próxima quinta-feira (22), o prazo para estados e municípios aderirem ao Programa Mais Alfabetização. A adesão deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). As escolas terão até 23 de fevereiro para se cadastrarem.

Beneficiados

A expectativa é atender a 4,2 milhões de alunos em quase 200 mil turmas em todo o País. O programa apoia escolas no processo de alfabetização dos estudantes de todas as turmas do primeiro e do segundo anos do ensino fundamental. Para isso, serão investidos R$ 200 milhões para o pagamento de um assistente pedagógico para auxiliar os professores em sala de aula.

Política Pública

O Mais Alfabetização faz parte da Política Nacional de Alfabetização, lançada pelo Ministério da Educação em 2017 para combater a estagnação dos baixos índices registrados pela Avaliação Nacional de Alfabetização. O conjunto de iniciativas terá investimento total de R$ 523 milhões.

Fonte: Ministério da Educação

Carnaval de 2018 é o menos violento no trânsito dos últimos quatro anos

O Carnaval de 2018 foi o menos violento no trânsito dos últimos quatro anos, indica a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os policiais registraram 14% menos acidentes em rodovias federais durante os seis dias da Operação Carnaval, que terminou nesta quarta-feira (14), além de 15% menos ultrapassagens irregulares. 

Fiscalização

A Operação Carnaval fez parte da Operação Rodovida, que começou em 22 de dezembro de 2017 e termina nesta sexta-feira (18). A atenção foi redobrada às infrações mais comuns no Carnaval, como embriaguez, excesso de velocidade e ultrapassagens proibidas. Mais de 70 mil quilômetros de estradas foram fiscalizados. 

Redução

Diminuiu também o número de acidentes graves, com vítimas graves ou óbitos – queda de 16% em relação a 2017. No total, foram 1.524 pessoas feridas e 103 mortos, redução de 15% e 31%, respectivamente, em relação a 2017, quando 1.792 pessoas se feriram e 150 morreram. 

Menos multas

Outros pontos que caíram na comparação dos últimos dois anos foram as multas aplicadas em condutas de risco no trânsito: 25% nas autuações por não usar o cinto de segurança; 20% por dirigir alcoolizado; 14% por não usar o capacete e 24% por não colocar as crianças em cadeirinhas especiais.

Fonte: Governo do Brasil, com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF)

Luto e dor na vigília pelas vítimas do massacre em escola dos Estados Unidos

Milhares de pessoas se reuniram na quinta-feira em uma vigília em lembrança dos 17 mortos no massacre realizado no dia anterior por Nikolas Cruz na escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas, em Parkland, na Flórida (Estados Unidos).

Tanto jovens como os adultos não escondiam a emoção ao ouvirem o testemunho do pai da menina Jaime Guttenberg, de 14 anos, uma das assassinadas no ataque, que conseguiu falar graças ao encorajamento e frases de apoio que recebeu.

O pai, Fred Guttenberg, explicou emocionado que no ano passado perdeu um irmão vítima de um câncer, doença derivada dos atentados do 11 de setembro de 2001. Pensou, então, que a dor era insuportável, mas afirmou que o que vivia desde a tarde de quarta-feira era infinitamente pior.

“Jamie era a luz da festa”, disse, lamentando não se lembrar se tinha se despedido da filha antes dela sair para a escola e não voltar mais para casa.

Por isso disse que as crianças devem entender quando seus pais dizem não a tudo o que pretendem fazer. O objetivo disso é proteger-los e não sofrer a dor de perder-los, e aos pais, pediu que não percam um dia sem “abraçar e beijar” seus filhos.

Ao lado dele, no palco do anfiteatro ao ar livre do parque Pine Trails, autoridades e líderes religiosos pediram unidade para enfrentar esta enorme tragédia.

Também houve espaço para mensagens de tom politico, como “Basta é suficiente” e “NRA deixe de matar nossos filhos”, em referência à Associação Nacional de Rifles, o poderoso grupo de pressão a favor das armas e contrário a uma maior regulamentação das mesmas nos EUA.

A experiência em Parkland inevitavelmente remeteu ao que foi registrado a um ano e meio, após o massacre na discoteca gay Pulse, em Orlando, também na Flórida, onde morreram 49 pessoas.

Da mesma forma que então, centenas de pessoas depositaram, ontem, flores e velas em memória dos 17 mortos e tampouco faltaram fotografias de algum dos falecidos, como a de Peter Wang, de 15 anos.

Como naquele julho de 2016 a bandeira do arco-íris se tornou um símbolo da lembrança às vítimas, ontem, a cor de vinho, que caracteriza a escola, predominava nos laços e camisetas. Também foi o que Nikolas Cruz usou para passar despercebido ao entrar no colégio e realizar seu massacre.

Fonte: Agência Brasil

TV Brasil transmite Desfile das Campeãs de São Paulo hoje e do Rio amanhã

Pelo terceiro ano seguido, com exclusividade e ao vivo, a TV Brasil apresenta o desfile das escolas de samba campeãs do carnaval de São Paulo e do Rio de Janeiro. As transmissões começam às 20h30 nesta sexta-feira (16), direto do Sambódromo do Anhembi, e amanhã (17), no mesmo horário, da Marquês de Sapucaí.

Em São Paulo, o desfile reúne oito escolas: as cinco primeiras do Grupo Especial (Acadêmicos do Tatuapé, Mocidade Alegre, Mancha Verde, Tom Maior, Dragões da Real), além das duas primeiras do Grupo de Acesso (Águia de Ouro e Colorado do Brás) e a campeã do Grupo de Acesso 2 (Mocidade Unida da Mooca).

Já no Rio, a transmissão inclui as seis primeiras agremiações do Grupo Especial (Beija-Flor, Paraíso do Tuiuti, Salgueiro, Portela, Mangueira e Mocidade).

No estúdio paulista, as apresentadoras Priscilla de Paula e Ana Luísa Médici recebem especialistas que comentam o desempenho das escolas de samba. Já no Rio, a jornalista Luciana Barreto e do radialista Tiago Alves conduzem a transmissão na Sapucaí ao lado de comentaristas convidados. O público pode interagir pelas redes sociais com a hashtag #paísdocarnaval.

A transmissão este ano vem em um ritmo mais leve. Atendendo a sugestões dos telespectadores, a emissora pública reduziu o número de convidados e dá mais espaço à evolução das escolas durante o desfile interferindo menos na cadência do espetáculo. Além de mostrar o já tradicional esquenta das agremiações, a ideia é valorizar o canto do samba-enredo que levanta o público presente na avenida.

Acadêmicos do Tatuapé, bicampeã do Grupo Especial, fecha Desfile das Campeãs

A escola de samba Acadêmicos do Tatuapé foi a vencedora do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo pelo segundo ano consecutivo. A agremiação apresentou na avenida o enredo “Maranhão, os Tambores vão Ecoar na Terra da Encantaria”, que contou a história do estado a partir das particularidades de seu povo, da riqueza cultural e das belezas naturais.

Fonte: Agência Brasil

Através de carta, Peru retira convite a Maduro para a Cúpula das Américas

O governo do Peru retirou o convite enviado ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para que compareça à 8ª Cúpula das Américas, que será realizada em Lima, nos dias 13 e 14 de abril, segundo a carta que formalizou essa decisão, divulgada na quinta-feira pela imprensa local.

A carta foi assinada pela ministra das Relações Exteriores peruana, Cayetana Aljovín, e enviada na última terça-feira ao ministro do Poder Popular para Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, segundo a cópia do documento.

Cayetana informou a Arreaza que por ordem do presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski, foi decidida a retirada do convite ao governo de Maduro “de acordo com as disposições da Declaração de Quebec adotada na III Cúpula das Américas em 2001”.

“Que a letra diz: qualquer alteração ou ruptura inconstitucional de ordem democrática em um Estado do Hemisfério constitui um obstáculo insuperável para a participação do Governo do dito Estado no processo da Cúpula das Américas”, argumenta a carta.

A ministra anunciou na última terça, durante uma reunião do Grupo de Lima, que a presença de Maduro na Cúpula “não será bem-vinda” pelo Peru, uma declaração que foi apoiada pelos países presentes na reunião.

O Grupo de Lima foi criado com a Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru, diante da impossibilidade de aprovar resoluções sobre a Venezuela na Organização dos Estados Americanos (OEA) pelo bloqueio dos países caribenhos.

Após essa decisão, Maduro disse que chegará a Lima mesmo que “chova, troveje ou relampeie”, motivando a resposta da primeira-ministra peruana, Mercedes Aráoz, onde ela afirmou que o presidente venezuelano “Não pode entrar nem no território nem no céu peruano. Ele não pode entrar (no Peru) porque não está sendo bem-vindo”.

Mercedes Aráoz afirmou que o governo peruano retirou em novembro o convite feito ao governante venezuelano para comparecer à reunião, por ter rompido o diálogo com a oposição e ter convocado de maneira antecipada eleições presidenciais no seu país, marcadas para o dia 22 de abril.

A decisão do Peru e do Grupo de Lima foi respaldada por uma delegação da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu (INTA) que visita a capital peruana.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos também apoiou na última quarta-feira essa decisão e apontou que a exclusão de Maduro mostra o “alto padrão democrático” que requer a participação na 8ª Cúpula das Américas.

Fonte: Agência Brasil

Em depoimento, Joesley diz que não há relação entre J&F e Decreto dos Portos

O empresário e dono do grupo J&F, Joesley Batista, disse hoje (15) em depoimento à Polícia Federal na capital paulista que não existe relação da atuação de suas empresas com o Decreto dos Portos, assinado pelo presidente da República, Michel Temer, em maio de 2017.

Batista depôs pela primeira vez hoje no inquérito em que Temer é investigado pelo suposto favorecimento ilegal da empresa Rodrimar por meio da edição do decreto. Em troca, haveria o pagamento de propina. A defesa do presidente nega as acusações e pede o arquivamento do inquérito.

“Na realidade ele afirma o envolvimento geral em que ocorreram alguns pagamentos, mas que não tem nada a ver com medida provisória para beneficiar portos ou concessão de alguma empresa vinculada a JBS”, disse o advogado de Batista, André Callegari.

A abertura desse inquérito foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, em setembro do ano passado, a pedido do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot que, a partir de interceptações telefônicas do ex-assessor especial da Presidência Rodrigo Rocha Loures, disse suspeitar do pagamento de vantagens indevidas a Temer pela Rodrimar, empresa que opera concessões no Porto de Santos e seria beneficiada pela publicação do decreto.

“Não houve o pagamento e nem o beneficiava, em relação a Decreto de Portos, e medida provisória. Ele negou taxativamente qualquer vinculação ou pagamento ao presidente Michel Temer”, acrescentou o advogado.

Fonte: Agência Brasil

Justiça manda Corinthians e Odebrecht devolverem R$ 400 milhões para a Caixa

A Justiça Federal do Rio Grande do Sul condenou o Corinthians, a Odebrecht, a Arena Itaquera e o presidente da Caixa Econômica Federal à época da assinatura do contrato a devolverem R$ 400 milhões ao banco estatal referente ao empréstimo para construção do estádio na capital paulista. Segundo a Justiça, houve um “repasse milionário de dinheiro público, captado por uma empresa privada especialmente criada para este fim e com capital social no valor de R$ 1 mil, embasado em garantias incertas e que beneficiou, além de um time de futebol, uma construtora contratada sem licitação”. Cabe recurso da decisão.

A ação popular foi ajuizada em 2013 por um advogado gaúcho que questionou a legalidade do financiamento e pleiteou a nulidade. Segundo o autor, teria sido criada, em 2009, uma linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor total de R$ 4,8 bilhões para a construção e reforma de estádios da Copa de 2014. Onze projetos teriam sido aprovados, com exceção do que envolvia a Arena Itaquera, e a negativa teria ocorrido devido à ausência das garantias exigidas. No entanto, a Caixa teria aceitado financiar o projeto do estádio, assumindo os riscos da contratação como agente financeiro repassador.

De acordo com o advogado que ajuizou a ação, o negócio fechado em 2013 foi lesivo ao patrimônio público, ocorreu fora do prazo previsto, foi realizado por agente financeiro que não era o inicialmente autorizado e sem a exigência de garantias de que o empréstimo seria pago.

A juíza federal Maria Isabel Pezzi Klein concluiu que a transferência de recursos foi ofensiva aos princípios, valores e regras elementares do direito público, causando prejuízos decorrentes do mau uso de recursos públicos federais. “Ao fim de quatro anos [do empréstimo], apenas pequena parcela do principal foi paga, restando uma imensa dívida impontual, em evidentes prejuízos à CEF [Caixa Econômica Federal]. E, é claro, porque estamos falando de recursos públicos federais, a maior prejudicada é, sem dúvida, a União Federal”. Segundo ela, a concessão do empréstimo ignorou a legislação de direito público, tratando a negociação como se ela estivesse ocorrendo “entre agentes privados”.

A defesa dos réus alegou que a transação foi regular, com garantias suficientes para execução do crédito e que o débito, então de R$ 475 milhões, estaria sendo renegociado com base em receitas futuras. Além disso, foi argumentado também que o Tribunal de Contas da União (TCU) analisou e aprovou a contratação do crédito.

ProCopas Arenas

Na análise da juíza, ela destacou o papel do BNDES e da Caixa enquanto instituições financeiras responsáveis pelo gerenciamento de verbas públicas e valores destinados à implantação de políticas sociais, além de questionar a natureza do Programa BNDES ProCopa Arenas, que permitiu o deslocamento de valores expressivos de programas sociais relevantes, como o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), Seguro-Desemprego e PIS/Pasep, para obras em estádios pertencentes a clubes de futebol. “A princípio, não existe previsão legal que autorize concessões de verbas públicas para este segmento”, observou.

Em relação especificamente à Arena Itaquera, a juíza acrescentou que a obra do estádio já estava quase concluída quando o empréstimo foi tomado. “Na realidade, o dinheiro captado junto à CEF, pela SPE Arena Itaquera S.A. [empresa que recebeu o empréstimo], foi destinado não propriamente à contratação originária dos serviços de engenharia da Construtora Norberto Odebrecht S.A, na medida em que, em novembro de 2013, quando foi firmado formalmente o contrato de financiamento entre a SPE Arena Itaquera S.A. e a CEF, a obra já estava praticamente pronta (mais de 90% concluída)”, diz a juíza.

A Justiça considerou ainda que as garantias oferecidas e aceitas pela Caixa consistiam, principalmente, de expectativas que dependiam do êxito da exploração comercial do estádio. No entanto, as projeções de faturamento não se concretizaram. Dos R$ 400 milhões emprestados, pouco mais de R$ 14 milhões teriam sido amortizados em quatro anos. Com juros e correção, o saldo devedor, atualizado em maio de 2017, chegou a R$ 475 milhões.

A necessidade de licitação prévia para a escolha das construtoras que executariam as obras financiadas com dinheiro público foi uma das questões apontadas pela juíza. “É graças à existência do certame, que convoca os interessados na realização de obras, que a sociedade organizada pode ter acesso às informações relativas ao dispêndio de recursos públicos. Fico aqui me perguntando como seria possível, no contexto do direito público brasileiro, contratar uma obra, injetando nela verbas públicas, sem que tenha havido a fase pré-contratual da licitação, a qual é exigida por qualquer um dos diplomas que regulam as contratações com o Poder Público ou contratações que envolvam o aporte de recursos públicos”, declarou.

Outro lado

A Odebrecht disse, em nota, que “lamenta a informação, pois ficou demonstrado nos autos do processo a plena legalidade do processo de financiamento para a construção da Arena Corinthians, em São Paulo, por meio do Programa Pro Copa Arenas. A Odebrecht, que é parte na ação popular, apresentará os devidos recursos nas instâncias superiores após a intimação formal e ciência da íntegra da decisão”.

O Corinthians disse que “reafirma a lisura e regularidade jurídica do processo de financiamento efetuado para a construção da Arena Corinthians. Entre as diversas provas presentes nos autos, destaque-se que o próprio banco repassador Caixa Econômica Federal e o Tribunal de Contas da União se manifestaram pela regularidade do repasse, apresentando pareceres consistentes e inequívocos”. O clube vai recorrer da decisão.

Fonte: Agência Brasil

Cresce 4% expectativa do brasileiro na recuperação da economia

A expectativa dos brasileiros em relação à melhoria da economia do país avançou 4% os últimos 12 meses, segundo o Indicador de Confiança do Consumidor (ICC) apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Entre janeiro de 2017 e o mesmo mês deste ano, o índice passou de 41,9 pontos para 43,6 pontos.

A pontuação, no entanto, não atingiu a margem considerada otimista. Pela metodologia da pesquisa, em uma escala de zero a 100 pontos, quanto maior o número, mais otimista está o entrevistado. No entanto, abaixo de 50 pontos, a percepção é de pessimismo.

Mais da metade dos 801 consumidores ouvidos (59%) demonstraram expectativa de melhora de sua condição financeira nos próximos seis meses. Para 21%, as pessoas estão comprando mais, e 20% acreditam que o desemprego está caindo. “A passos lentos, o humor do brasileiro com a economia do país e com a própria condição financeira mostra melhora, embora ainda permaneça em patamar baixo”, diz nota técnica das instituições.

O ICC é formado pelo Indicador de Condições Atuais, que avalia a percepção da economia do país e da própria vida financeira, e pelo Indicador de Expectativas, com as projeções dos consultados sobre os cenários para os próximos seis meses. Em relação ao momento, houve melhora na avaliação entre janeiro do ano passado e deste ano, passando de 29,6 pontos para 32,4 pontos.

Ainda prevalecem avaliações de cenário ruim, classificação feita por 78% dos sondados, quanto ao atual momento econômico. Apenas 3% consideraram a situação ótima ou boa. Entre os entrevistados, 19% apontaram o quadro como regular. Ao se referirem à própria condição financeira, 40% disseram que o cenário atual é ruim, e 14% avaliaram ser bom, enquanto 45% concluíram como regular.

O presidente da CNDL, José Cesar da Costa, defende que o resgate da confiança do consumidor é o que vai ajudar a recuperar a atividade econômica, mas, para isso, é necessário o aumento de vagas de emprego e ganhos reais de renda, depois de um longo período de queda.

Segundo a apuração, 59% acham que a economia está ruim por causa do desemprego. Para 55%, os preços elevados impedem o consumo e outros 43% julgam que o desaquecimento é provocado pelas elevadas taxas de juros.

No grupo dos pessimistas quanto à sua vida econômica, 54% queixaram-se do alto custo de vida e 51% disseram isso tem afetado a saúde financeira da família. O que mais têm pesado o orçamento doméstico, na opinião dos entrevistados, são os preços dos combustíveis, das conta de luz e as compras em supermercados.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, disse que, mesmo com a inflação em queda, os preços ainda estão elevados e, somando-se a isso, a renda baixa e o desemprego,o que torna difícil a percepção sobre os efeitos da inflação sob controle.

Melhora

Olhando seis meses à frente, 24% demonstraram otimismo na situação econômica do país; 39% projetam pessimismo e 33% não têm avaliação a respeito. Ainda assim, houve melhora no quadro, porque, entre janeiro de 2017 e janeiro de 2018, o Indicador de Expectativas subiu de 54,2 pontos para 54,8 pontos. Já sobre a própria vida, 59% esperam por uma melhoria; 10% acreditam que será ruim e 26% estão neutros.

Entre os que acham que a economia brasileira sofrerá desaceleração, 63% atribuem isso à crise política afetada pela corrupção. Outros 39% apontam o desemprego e 29% são contra às medidas econômicas em andamento.

Fonte: Agência Brasil

Queda durante treino tira snowboarder brasileira dos Jogos Olímpicos de Inverno

A snowboarder carioca Isabel Clark está fora dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, disputados em PyeongChang, na Coreia do Sul. Segundo o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), a atleta continua sentindo dores no joelho e no calcanhar direitos e não tem condições de disputar a prova de snowboard crossmarcada para as 23 horas de hoje (15).

Ontem (14), Isabel caiu durante os treinos oficiais na pista de Phoenix Snow Park, em um momento em que o vento forte prejudicou várias competidoras. A atleta passou por exames que não identificaram nenhuma fratura, mas como as dores persistiam mesmo após o repouso e tratamento inicial, Isabel não conseguiu passar pelos testes que simulariam os movimentos que ela teria que executar durante a competição.

Aos 41 anos, a brasileira já tinha anunciado que esta seria sua última participação em uma Olimpíada. “Estou triste porque lutei muito para disputar esses jogos [olímpicos] durante os dois últimos meses. Mas tenho que preservar a minha integridade física e buscar me recuperar completamente”, lamentou Isabel, alegando que, apesar da forte dor no calcanhar, sente que está melhorando.

De acordo com o COB, Isabel é responsável pelo melhor resultado brasileiro em Jogos Olímpicos de Inverno – a nona colocação obtida em Turim 2006. A carioca participou também dos Jogos de Vancouver 2010 e de Sochi 2014.

Ao todo, nove atletas brasileiros estão disputando os jogos olímpicos de PyeongChang: Erick Vianna; Rafael Souza; Odirlei Pessoni; Edson Bindilatti e Edson Martins integram a equipe de bobsled (espécie de corrida de trenó sobre o gelo); Isadora Williams (patinação artística); Michel Macedo (esqui alpino); Jaqueline Mourão (esqui cross-country) e Victor Santos (esqui cross-country).

Fonte: Agência Brasil

Mercado projeta déficit de R$ 149,18 bilhões nas contas públicas neste ano

Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda reduziram a previsão do déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) neste ano de R$ 153,944 bilhões para R$ 149,186 bilhões.

O déficit primário é o resultado das despesas maiores que as receitas, sem considerar os gastos com juros da dívida pública. A meta de déficit primário é de R$ 159 bilhões, em 2018, e R$ 139 bilhões, em 2019.

A projeção consta da pesquisa Prisma Fiscal, divulgada hoje (15), elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda com base em informações de instituições financeiras. Para 2019, a estimativa de déficit ficou em R$ 119 bilhões, contra R$ 120,960 bilhões previstos no mês passado.

A projeção da arrecadação das receitas federais neste ano ficou em R$ 1,450 trilhão, contra R$ 1,446 trilhão, previsto no mês passado.

A pesquisa apresenta também a projeção para a dívida bruta do governo geral que, na avaliação das instituições financeiras, deve ficar em 75,50% do Produto Interno Bruto (PIB) ante a previsão anterior de 76%, para 2018. Para 2019, a estimativa foi ajustada de 78,39% para 77,20% do PIB.

Fonte: Agência Brasil

Receita Federal bate recorde de autuações em 2017

A Receita Federal bate recorde de autuações em 2017 alcançando R$ 204,99 bilhões em crédito tributário, o maior valor desde 1968. Desse valor, no entanto, apenas R$ 638,4 milhões foram pagos até o momento. O restante, que equivale a 97,21% do valor lançado, está em fases intermediárias de cobrança ou correm em processos judiciais, ainda não julgados.

O valor total superou a expectativa de R$ 143,43 bilhões em fiscalizações para o ano e representa um montante 68,5% maior do que o valor lançado em 2016, que foi R$ 121,66 bilhões. A maior parte dos 204,99 bilhões, R$ 199,3 bilhões, advém de auditorias externas. Os demais R$ 5,6 bilhões, de revisão de declarações.

“É o maior resultado da série histórica, desde 1968. Esses números refletem sobretudo o trabalho dos auditores fiscais”, diz o subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Iágaro Jung Martins.

Segundo Martins, ainda é necessária a conclusão dos processos tanto administrativos quanto na Justiça para medir quanto será efetivamente pago. Em média, processos de maior valor demoram dois anos para serem julgados administrativamente. Os demais, demoram cerca de seis anos. Ainda é possível processo judicial, que demora cerca de nove anos. 

Em 2012, apenas 4,32% dos processos foram julgados improcedentes até dezembro de 2017. Isso representa 16,93% do valor total. “A nossa expectativa é que melhore em relação aos anos anteriores”, diz o subsecretário.

De acordo com o balanço do ano passado, os 8.969 maiores contribuintes representaram 79,36% das autuações. Eles respondem por 61% da arrecadação. Segundo o órgão, isso demonstra de forma transparente o foco no combate às infrações tributárias de maior relevância.

“Significa que a fiscalização dá muito mais atenção aos grandes tubarões que aos peixes pequenos. Dedicamos mais horas das nossas auditorias em combates grandes esquemas de evasão fiscal. A malha é em termos de valor de crédito tributário pequeno comparado às grandes evasões”, explica Martins.

A indústria responde pela maior parte do valor autuado, R$ 107,5 bilhões. O setor é seguido pela prestação de serviços, com R$ 21,1 bilhões e pelo comércio, com R$ 20,4 bilhões. Também entre os maiores, os serviços financerios foram autuados em R$ 15,3 bilhões.

A Receita calcula que o resultado financeiro indireto da Fiscalização, que em 2017 foi R$ 1,342 trilhões, é a própria arrecadação espontânea ou induzida decorrente da percepção do risco sobre o não cumprimento da norma tributária.

Fonte: Agência Brasil

Receita simplifica documentos para liberação de equipamentos aeronáuticos

A Receita Federal publicou hoje (15, no Diário Oficial da União, instrução normativa que simplifica os procedimentos de despacho aduaneiro de bens, equipamentos e componentes aeronáuticos destinados ao conserto, reparo, revisão e manutenção de aeronaves.

Segundo o órgão, o setor de transporte aéreo tem expressivo impacto econômico em todo o mundo e, no Brasil, em 2015, a aviação nacional gerou R$ 193,4 bilhões em produção, o que corresponde a 3,1% da produção nacional. Também empregou quase R$ 6,5 milhões de trabalhadores e arrecadou quase R$ 60 bilhões em impostos.

“O crescimento e o fortalecimento do setor no Brasil ainda esbarram em significativos entraves burocráticos, especialmente aduaneiros, que causam impacto financeiro às empresas aéreas da ordem de US$ 37 milhões por ano, além do impacto temporal de cerca de dois dias.”

Os entraves, de acordo com a Receita, têm relação principalmente à entrada e saída dos equipamentos no país.

A nova norma contempla medidas para simplificar esse despacho. Entre elas, a possibilidade de registrar a declaração de importação antecipadamente; de fazer a entrega prévia dos despachos de importação ou fazer despacho aposteriori na exportação; dispensar a formalização do dossiê digital de atendimento; adotar a funcionalidade Anexação de documentos digitalizados nos despachos de admissão e exportação temporárias e a dispensa do registro da declaração de transferência no trânsito de bens entre depósitos afiançados de uma mesma companhia.

Fonte: Agência Brasil

Setor portuário cresceu 8,3% em 2017

O setor portuário brasileiro registrou um aumento de 8,3% na comparação de 2017 com 2016, e movimentou 1,086 bilhão de toneladas. Compreendido por portos públicos e terminais de uso privado, esse setor havia registrado, em 2016, uma movimentação de 1,002 bilhão de toneladas. Os números foram divulgados hoje (15) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A movimentação de contêineres aumentou tanto em toneladas quanto em unidades TEUs (sigla em inglês para Twenty-feet Equivalent Unity, unidade que equivale a um contêiner de 20 pés). Foram movimentados 106,2 milhões de toneladas (valor 6,1% superior ao registrado em 2016), transportadas em 9,3 milhões de TEUs (aumento de 5,7%).

A carga que apresentou maior incremento (10,3%) foi a de granel sólido, movimentando um total de 695,4 milhões de toneladas no ano passado. Milho e soja apresentaram crescimento de 71,8% e de 31,5%, respectivamente, na comparação 2017/2016. Já a movimentação de granel líquido registrou movimentação de 230,2 milhões de toneladas em 2017 – um crescimento de 3,8%, na comparação com o ano anterior. A movimentação da carga geral solta cresceu 7,6%, atingindo um total de 54,2 milhões de toneladas. De acordo com o levantamento, a importação de derivados de petróleo aumentou em 32%, enquanto a exportação de petróleo bruto aumentou 19%.

O gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Serra, disse que “88% do minério de ferro foi exportado a partir dos portos privados e 12 % dos públicos. No caso do petróleo, a proporção ficou em 80% pelos privados e 20% pelos públicos”. Em relação à exportação por meio de contêineres, a proporção se inverte: foram 29% a partir dos portos privados e 71% dos públicos.

Os terminais de uso privado movimentaram 721,6 milhões de toneladas em 2017. Em 2016, a movimentação tinha sido de 660 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 9,3%. Já os portos públicos apresentaram crescimento de 6,3%, registrando uma movimentação de 364,5 milhões de toneladas.

A movimentação de cargas aumentou 22,7% nos portos públicos e 32,9% nos terminais de uso privado de 2010 a 2017. O total de crescimento da movimentação de cargas ficou em 29,3%.

Em termos de tipo de navegação, as de longo curso apresentaram um aumento de 8%, ficando responsáveis pela movimentação de 803,3 milhões de toneladas. A navegação de cabotagem (entre portos marítimos de um mesmo país, sem perder a costa de vista) transportou 221,8 milhões de toneladas, pesagem 3,8% maior do que a registrada em 2016; e a navegação interior (ao longo de canais, rios , lagoas, enseadas, baías e angras) apresentou crescimento de 37,8% (57,3 milhões de toneladas).

O diretor-geral da Antaq, Adalberto Tokarski, comemorou o crescimento da cabotagem. “A gente vibra por ela, mas não podemos fazer muito por esse tipo de transporte, uma vez que dependemos de obras [de infraestrutura, como por exemplo as de dragagem].”

Principais portos

Segundo a Antaq, o Porto de Santos (SP) se mantém, entre os públicos, como o de maior movimentação do país, movimentando um total de 106,9 milhões de toneladas no ano. O número é 9,9% superior ao registrado em 2016.  Em segundo lugar está o Porto de Itaguaí (RJ), com 52,9 milhões de toneladas – movimentação 9,9% inferior à registrada em 2016.

A terceira posição no ranking ficou com o Porto de Paranaguá (PR), que movimentou 45,6 milhões de toneladas (resultado 13,7% superior ao obtido no ano anterior); e, em quarto lugar, o Porto do Rio Grande (RS), com 26,2 milhões de toneladas (8,5% a mais do que em 2016).

No caso dos portos privados, o que obteve maior movimentação foi o de Ponta da Madeira (MA), com 169,8 milhões de toneladas, valor 14,2% superior ao de 2016. Tubarão (ES) ficou em segundo lugar, com o transporte de 109,3 milhões de toneladas (crescimento de 1,1% em comparação com 2016).

Fonte: Agência Brasil

Receita vê fim de Lava-Jato e quer acelerar fiscalizações em 2018

O subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Iágaro Jung Martins, afirmou nesta quinta-feira que a Operação Lava-Jato já levou o Fisco a lançar R$ 17,1 bilhões em créditos tributários desde o começo da investigação. De acordo com ele, no entanto, as investigações estão em uma reta final e, por isso, a meta para o ano é encerrar a maior quantidade possível de fiscalizações.

Segundo Martins, neste ano a Lava-Jato entra em uma reta final devido ao esgotamento das investigações. “Do ponto de vista tributário, sim. E também do ponto de vista penal. Tanto em Curitiba como no foro privilegiado os objetos dos alvos já estão determinados e agora o que faltam são informações adicionais para que a gente possa concluir os procedimentos”, disse.

A Receita lança créditos tributários ligados à Lava-Jato quando constatados, por exemplo, pagamentos de propinas que levaram ao aumento de rendimentos de pessoas físicas. Além da cobrança do Imposto de Renda, é cobrada multa nesses casos. Mas a maior parte dos valores cobrados pelo Fisco na operação são de pessoas jurídicas. Do total de créditos lançados, R$ 9,5 bilhões são de empreiteiras.

 

Martins afirma que a Lava-Jato é importante, mas representa apenas uma fração dos trabalhos da Receita. “Do ponto de vista tributário, os lançamentos da Lava-Jato foram de R$ 5,5 bilhões [em 2017], correspondente a 2% do que a gente faz. Ela é importante para o combate à corrupção no país, mas é apenas uma de várias operações em que a Receita atua”, disse.

De acordo com um balanço da Receita sobre o ano de 2017, foram instaurados 2.413 procedimentos fiscais no âmbito da Lava-Jato, sendo 728 ligados a pessoas físicas e 1.685 a pessoas jurídicas. Também foram comunicadas à Força Tarefa do Ministério Público Federal (MPF) 287 representações fiscais para fins penais nos casos em que foram identificados fatos que, em tese, configuraram crime contra a ordem tributária.

As representações fiscais lavradas são comunicadas à Força Tarefa do MPF, que, a partir delas, pode denunciar novo crime ou confrontar os fatos apurados pela fiscalização com as informações prestadas pelos delatores.

A Receita diz que vem participando das investigações em conjunto com o MPF e com a Polícia Federal desde antes da deflagração ostensiva da operação, por meio de cruzamentos e de análise de dados internos realizados pelo setor de investigação.

Fonte: Valor Econômico

Governo da Flórida assumirá despesas com funerais das vítimas do massacre

O governador da Flórida, Rick Scott, e a procuradora-geral do estado, Pam Bondi, afirmaram que o governo estadual cobrirá todas as despesas funerárias e tratamento para os sobreviventes. “Isto é puro e absolutamente diabólico”. A informação e da Agência EFE.

O presidente Donald Trump lamentou o “terrível” tiroteio e disse que “nenhuma criança, professor e mais ninguém deveria jamais se sentir inseguro em uma escola americana”.  Pelo menos 17 pessoas morreram ontem (14) , na Flórida, em tiroteio ocorrido numa escola nos Estados Unidos, o 18º somente neste ano em colégios do país, em um massacre atribuído ao ex-aluno Nikolas Cruz. 

Scott Israel, xerife do condado de Broward, afirmou que no incidente “catastrófico” na escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas, na cidade de Parkland, morreram 17 pessoas após o ataque de Cruz, de 19 anos, que realizou o massacre armado com um rifle semiautomático e com vários carregadores em seu poder. 

O jovem, explicou Israel, foi detido sem apresentar resistência quando foi confrontado pelos agentes nas cercanias do centro, localizado em uma região com grande presença de moradores latino-americanos.  

O xerife afirmou que o suspeito disparou justamente quando os estudantes deixavam o colégio, onde as equipes de policiais de elite da SWAT ainda trabalham para assegurar a segurança da área, depois que os cerca de 3 mil alunos da escola fossem retirados do local. 

Ele afirmou que os investigadores estão analisando as páginas na internet que o jovem visitava, bem como suas redes sociais e o que encontraram até o momento é “muito assustador”. 

O chefe da polícia disse aos jornalistas que pelo menos 12 das vítimas foram assassinadas dentro da escola, enquanto outros três morreram no exterior e outras duas faleceram no hospital.  

Durante entrevista coletiva, o governador da Flórida, Rick Scott, e a procuradora-geral do estado, Pam Bondi, afirmaram que o governo estadual cobrirá todas as despesas funerárias e tratamento para os sobreviventes. 

“Isto é puro e absolutamente diabólico”, disse o governador, que evitou as perguntas dos jornalistas sobre uma lei mais rigorosa em relação as armas. 

Nessa mesma entrevista coletiva, Israel revelou que 12 dos mortos já foram identificados e que estão notificando seus familiares.   

O xerife disse que no momento do incidente nem todas as vítimas carregavam suas identidades ou telefones celulares e acrescentou que até que todos os parentes não sejam informados, seus nomes não serão divulgados.

Fontes do Hospital Broward Health North disseram que três dos feridos estão internados em estado crítico, enquanto outros seguem estáveis e estão sendo operados. 

Depois de ser preso, Nikolas Cruz foi transportado para o mesmo hospital e em seguida ao escritório do xerife de Broward para ser interrogado. 

Vídeos publicados nas redes sociais mostram estudantes da escola se protegendo, enquanto vários disparos são ouvidos, com que se presume ser de uma arma semiautomática e veículos de imprensa locais apontam que poderia se tratar de um rifle AR-15. 

Este tiroteio aconteceu no Dia de São Valentim, que tradicionalmente é celebrado nas escolas dos EUA como uma data da amizade entre colegas de classes e professores. 

O jornal “iami Herald entrevistou Jim Gard, um professor de matemática da escola, que revelou que os docentes e pessoal administrativo foram advertidos no ano passado que o ex-estudante constituía uma ameaça e não deveria ser autorizado a entrar na instituição com uma mochila.

“Houve problemas com ele no ano passado ameaçando estudantes, e acho que pediram para que abandonasse o campus”, disse Gard, versão confirmada pelo xerife, afirmando que o jovem foi expulso por razões disciplinares. 

Colegas do suspeito declararam à mídia local que Cruz “assustava às vezes”, pois em algumas ocasiões levava várias armas mostrava aos outros alunos. 

No entanto, Robert Runcie, superintendente do sistema escolar de Broward, disse à imprensa desconhecer que houvesse relatos sobre comportamento alarmante do jovem, que pela sua idade podia comprar armas de fogo legalmente na Flórida. 

Runcie acrescentou que o colégio permanecerá fechado o restante da semana e será oferecido orientação aos familiares das vítimas e sobreviventes. 

De acordo com a apuração do Everytown for Gun Safety, um grupo que defende um maior controle na venda de armas, neste ano foram registrados 18 tiroteios em centros educativos dos EUA, em dez dos quais tiveram registros de mortos ou feridos. Desde 2013, o número subiu para 291 episódios deste tipo em centros de ensino. 

Este tipo de fato, como o ocorrido na escola Sandy Hook, em Newtown, no estado de Connecticut, onde morreram 20 crianças e seis adultos em dezembro de 2012, gerou uma onda de pedidos para que se aprovem leis para conseguir um maior controle na venda de armas. 

Mas o Congresso, controlado pelos republicanos, acabou bloqueando uma proposta para instaurar um sistema de verificação de antecedentes e impedir que as armas chegassem aos criminosos ou doentes mentais.

 

Fonte: Agência Brasil

Neguinho da Beija-Flor diz que resultado no Rio valorizou enredos críticos

O cantor Neguinho da Beija-Flor, intérprete da azul e branco de Nilópolis, disse que o resultado do campeonato da sua escola e da Paraíso do Tuiuti, que ficou em segundo, é consequência dos enredos que expressaram o pensamento da sociedade brasileira. “Ganharam duas escolas que falaram aquilo que o povo gostaria de falar, para os governantes, há muito tempo”, afirmou.

Para o intérprete da Beija-Flor o samba-enredo que recebeu nota máxima e era o quesito desempate, contribuiu para a conquista do título porque era um samba forte. “Veja o que aconteceu com a Tuiuti, também tinha um excelente samba. Os melhores sambas do carnaval, e olha as colocações das escolas. O samba é primordial. Na minha concepção, um bom samba é 70% de um bom desempenho”, contou.

O bailarino Marcelo Misailidis, coreógrafo da comissão de frente da Beija-Flor e autor do enredo com que a escola ganhou o título de campeã de 2018, disse que, com os trabalhos maravilhosos apresentados na Marquês de Sapucaí, o resultado da campeã sempre é uma incógnita. “Lamento que o carnaval seja uma competição às vezes tão dura entre obras artísticas de tanta qualidade, mas fico feliz por essa mensagem ter atingido o coração e despertado emoção em todas pessoas”, afirmou.

Após com o título, ele disse que a vitória maior foi da mensagem que a escola passou no desfile. “A vitória que fala sobre um enredo que acontece cotidianamente nessa cidade, acontece cotidianamente nesse país. É luta por uma dignidade maior, por uma cidade melhor, para que haja mais segurança melhor e mais controle com relação a qualidade da educação e da saúde. Então, o enfoque, acho que é a grande vitória desse processo e fico feliz por isso”, apontou.

Crise

Mas nem tudo é alegria no título da Beija Flor. Laíla, diretor de Carnaval da escola, saiu do Sambódromo reclamando das dificuldades que enfrentou na preparação do carnaval. Disse que precisou de muito empenho para impedir uma crise na agremiação e mandou um recado ao presidente de honra, Anísio Abraão David.

“Eu vou te pedir, Anísio, se eu não te sirvo me manda embora cara. Deixa eu ajudar o irmão que está necessitando, o Jayder [Jayder Soares, presidente de honra da Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio] está necessitado e ele é nosso irmão”, disse, dando o sinal de que pode se transferir para escola de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A escola foi uma das duas que caíram para o grupo da Série A. A outra foi o Império Serrano.

Tuiuti

Na Tuiuti, o diretor de carnaval Thiago Monteiro disse que a conquista do vice-campeonato foi o resultado do trabalho de um grupo. “Acabamos de mostrar que, com trabalho e dedicação, [a escola] pode ser competitiva. Parabéns para o grupo. Parabéns à Beija Flor, parabéns a Nilópolis, mas está aí a Tuiuti”, indicou.

Mangueira

O presidente da Mangueira, escola que ficou na quinta colocação, disse que não discute resultado da disputa, mas acrescentou que a escola fez o papel dela na avenida. “A Mangueira fez a parte dela e os jurados entenderam de outra forma, eu respeito”, disse. Ele pediu ainda que a comunidade da Mangueira continue confiando nele como sempre fez.

Imperatriz

Na Imperatriz Leopoldinense, que ficou em oitavo lugar com o enredo Uma Noite Real no Museu Nacional, que homenageava os 200 anos do Museu Nacional, o diretor de carnaval, Wagner Araújo, disse que algumas notas dadas pelos julgadores o surpreenderam, porque esperava receber avaliações melhores. Ele admitiu que a escola poderia ser punida no quesito alegorias e adereços.

Segundo o diretor, agora a direção da escola vai aguardar a divulgação pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa) das justificativas dos jurados para corrigir o trabalho para o carnaval de 2019. “Sentar com calma, discutir e falar se tem que mudar alguma coisa. Se as ideias têm que ser diferenciadas. O momento é de bastante decepção”, contou.

Grande Rio

A Grande Rio, que desfilou com o enredo Vai para o Trono ou não vai?, em homenagem ao comunicador Abelardo Barbosa, o Chacrinha, ficou em 12º lugar e com isso caiu para o grupo da Série A. Nos últimos anos, a escola de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, sempre estava entre as seis mais bem classificadas e, por isso, voltava a desfilar no Sábado das Campeãs. Dessa vez a derrota pesou nos componentes.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira Daniel Werneck e Verônica Lima recebeu três notas 10 e uma 9,9, que foi descartada conforme o sistema de contagem das notas. Mesmo garantindo os pontos máximos e terem recebido o Estandarte de Ouro, prêmio concedido pelos jornais O Globo e Extra, a tristeza bateu forte. “É um sentimento de muita dor, porque a Grande Rio foi julgada com muita cobrança e mão de ferro. A gente vê outras escolas errarem e não são penalizadas com tanto rigor. Isso é muito doloroso pra gente”, disse Verônica.

Portela

Para a Tia Surica, cantora e uma das figuras de destaque da Portela, o quarto lugar da escola não estava na expectativa, mas, ainda assim, considerou que o título conquistado pela Beija-Flor foi merecido. “Foi merecido. Ganha aquela que erra menos”, disse, sem, no entanto, achar que a Portela errou demais, apenas não conseguiu superar o desfile da escola de Nilópolis. “Não deu para gente, vamos lutar para o ano que vem”, completou.

 

Fonte: Agência Brasil

Receita paga lote residual de restituição do Imposto de Renda

A Receita Federal irá restituir hoje (15) mais de R$ 210 milhões para 102.361 contribuintes referentes ao Imposto de Renda de 2008 a 2017. Os valores serão corrigidos pela Selic, a taxa básica de juros da economia. A consulta ao lote residual foi aberta no último dia 8.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Segundo a Receita, a restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la pela internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na Internet, ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Caso haja, o contribuinte poderá fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora. As consultas podem ser feitas pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

 

Fonte: Agência Brasil

BC perde R$ 2,7 bi com atuação no câmbio em fevereiro até dia 9

O Banco Central (BC) registra perda de R$ 2,759 bilhões com as operações de swap cambial em fevereiro até o dia 9. Em janeiro houve ganho de R$ 3,329 bilhões. E em fevereiro do ano passado, o BC tinha lucrado R$ 2,102 bilhões. No ano, a conta está positiva em R$ 571 milhões.

O swap cambial é um derivativo que relaciona as variações na taxa de câmbio com a taxa de juros em determinado período. De forma simplificada, o BC é ganhador quando o dólar cai e perdedor quando a moeda americana sobe ante o real.

Os swaps não são feitos para o BC ter ganhos ou perdas, mas são uma forma de oferecer proteção cambial ao mercado e de prover liquidez em momentos de instabilidade, preservando as reservas internacionais. Atualmente o estoque de contratos está na casa dos US$ 24 bilhões, e o BC faz a rolagem do lote de US$ 6,154 bilhões que vence em março.

No lado das reservas internacionais quando convertidas para reais, o ganho em fevereiro foi de R$ 37,159 bilhões até o dia 9. Em janeiro foi registrada perda de R$ 55,433 bilhões. Em fevereiro do ano passado a variação tinha sido negativa em R$ 17,149 bilhões. No ano, a conta é negativa em R$ 18,274 bilhões.

Fonte: Valor Econômico

Nilópolis explode em alegria com a conquista da Beija-Flor

As ruas em torno da quadra da Beija-Flor de Nilópolis foram tomadas por uma multidão assim que a última nota garantindo o campeonato da escola foi anunciada ontem(14) na Marquês de Sapucaí. O enredo Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu, falando sobre as mazelas brasileiras, já havia conquistado o público do Sambódromo, que desceu das arquibancadas e acompanhou a escola, última a desfilar no segundo dia de carnaval.

O troféu foi levado em carreata pelas principais ruas da cidade, em cima de um carro de som, pelos componentes e diretores da escola. A festa foi montada em uma praça, pois a quadra da Beija-Flor foi interditada pelo Ministério Público (MP) por apresentar problemas estruturais.

Os moradores de Nilópolis comemoram muito a conquista e se dizem representados no enredo. “Nós falamos a verdade. Mostramos a vergonha do Brasil e a corrupção. Mas que temos esperança no futuro pelas nossas crianças”, disse Leandro Domingues, que trabalha como camelô nos sinais de trânsito. “Falamos o que todo mundo estava sentindo. Alegrou e aliviou minha alma”, completou Andreia Magno, que também trabalha como camelô.

A porta-bandeira Selminha Sorriso disse que o samba foi uma oração pedindo respeito. “Carnaval é a voz do povo, a voz de Deus. Queremos um Brasil melhor”.

O carnavalesco da escola, Cid Carvalho, lembrou que das seis escolas melhores colocadas, e que voltam a desfilar no próximo sábado (17), no Desfile das Campeãs, três delas apresentaram enredos com críticas políticas e sociais, incluindo a Paraíso do Tuiuti e a Mangueira.

“Isso significa que o povo e os jurados entenderam o recado. Esse país precisa rever muitas coisas. Nós, enquanto eleitores, precisamos aprender a escolher melhor quem nos representa”, desabafou o carnavalesco.

 

Fonte: Agência Brasil

Balanço parcial da PRF aponta queda no número de acidentes em rodovias

O balanço preliminar da Operação Carnaval, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), aponta que o número de acidentes em rodovias federais caiu durante o carnaval, em relação ao ano passado. Segundo a PRF, entre sexta-feira (9), dia do início da operação, até a meia-noite da terça-feira (13),  foram registrados 249 acidentes graves, com 87 óbitos em decorrência de acidentes de trânsito, números menores do que no ano passado, quando foram 309 e 131 óbitos, respectivamente.

O número de flagrantes por embriaguez também caiu. Entre sexta-feira e terça-feira, foram 1.497 motoristas autuados por embriaguez ao volante, número 22% menor do que os 1.914 flagrados no mesmo período do ano passado. Ao todo, 144 mil veículos foram fiscalizados.

A ultrapassagem irregular, embora também menor que o do ano passado, registrou 8.109 autuações, 17% a menos que as 9.782 de 2017.

A operação continua até a meia-noite de hoje, com a fiscalização focada em condutas associadas ao maior número de acidentes, como ultrapassagens irregulares, excesso de velocidade, mistura álcool e direção e falta de equipamentos de segurança.

 

Fonte: Agência Brasil

Viradouro ganha título e volta ao grupo especial do carnaval do Rio de Janeiro

A escola de samba Unidos do Viradouro, de Niterói, é a campeã do grupo da Série A do Carnaval do Rio de Janeiro. Com o título, a agremiação ganha o direito de voltar a desfilar no grupo Especial em 2019. O segundo lugar ficou com a escola Unidos de Padre Miguel e o terceiro com a Unidos do Porto da Pedra.

Com o enredo Vira a cabeça, pira o coração! Loucos gênios da criação! , a escola decidiu falar das loucuras e das criações de grandes gênios da história que conseguiram deixar grandes legados como a energia e a aviação.  A Unidos de Padre Miguel teve como tema neste ano O Eldorado submerso: delírio tupi-parintintin, que levou para a Marquês de Sapucaí a cultura indígena.

Já a Porto da Pedra trouxe para avenida o enredo Rainhas do Radio – Nas ondas da Emoção, o Tigre coroa as divas da canção!, em homenagem às dez cantoras que foram eleitas Rainha do Rádio, em concurso que ganhou mais notoriedade quando começou a ser realizado pela Rádio Nacional.

O presidente da Viradouro, Marcelinho Calil, agradeceu a toda equipe da escola pelo título conquistado ontem (14). Ele disse que, mesmo quando apontavam a escola como favorita, sempre dizia que o que uma agremiação precisa é de muito trabalho. “Ano passado a escola passou por uma reestruturação, continuou trabalhando e foi para o desfile. Tenho certeza que emocionou e alegrou o público e essa é a função do samba e de todos nós de levarmos um grande espetáculo na Marques de Sapucaí”, disse.

Para o vice-presidente administrativo da Viradouro, Marcelo Calil Petrus, que já foi presidente da agremiação e é pai do atual dirigente, a vitória no Grupo da Série A, que permite a volta da escola ao Grupo Especial, é um sonho antigo e resultado de muito trabalho. “Felizmente a gente conseguiu e agora é comemorar. Foi um ano de trabalho árduo”, disse.

Porto da Pedra

O casal de mestre-sala e porta-bandeira da Porto da Pedra, de São Gonçalo, alcançou a pontuação máxima pelos jurados: 40 pontos. Para Rodrigo França e Cintya Santos, o resultado tem um significado especial: até o carnaval de 2018, eles foram, por cinco anos consecutivos, o segundo casal da escola. “Quarenta pontos na Série A , meu Deus do Céu, é muita emoção”,  disse Rodrigo. “Eu não consigo falar. Estou muito feliz. Só tenho que agradecer a minha comunidade”, completou Cintya.

A cumplicidade deles vem de longe. Rodrigo e Cintya já dançam juntos há nove anos, desde o tempo em que aprederam a arte no projeto social da Porto da Pedra para a formação de casais de mestre-sala e porta-bandeira. “Somos cria da escola”, disse Rodrigo.

Agora, com a responsabilidade de alcançar boa pontuação em um quesito fundamental para qualquer escola, os dois tomaram a nova missão como um desafio. “A gente sempre deu o sangue ali pela comunidade e quando viramos o primeiro casal só triplicamos”, disse.

Insatisfeitos com a segunda colocação, os integrantes da Unidos de Padre Miguel não ficaram no sambórdromo para receber o troféu, que segundo a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) será entregue na quadra da escola.

 

Fonte: Agência Brasil

Jacob Zuma renuncia como presidente da África do Sul

No poder desde 2009, o presidente da África do Sul Jacob Zuma anunciou ontem à tarde (14) a sua renúncia ao cargo, em cumprimento às ordens do próprio partido, que havia dado um ultimato para que ele deixasse o posto.

Apesar de se mostrar em “desacordo”, Zuma comunicou a sua decisão final em discurso exibido na televisão pouco antes do fim do prazo.

 

Fonte: Agência Brasil

Marun reafirma que é prerrogativa do presidente nomear ministro

A decisão de ontem(14) da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmem Lúcia, sobre a competência da Corte para decidir sobre a posse de Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho não mudou o discurso do governo. O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, reafirmou que o governo não vai desistir do nome da deputada para a pasta do trabalho.

O discurso continua se apoiando no argumento de que é prerrogativa exclusiva do presidente da República a escolha de seus ministros. “Não estamos aqui para fazer o que é fácil, e sim para fazer o que é necessário. Nesse momento é necessário que se estabeleça claramente o respeito ao que está na Constituição, que a escolha de ministros é de escolha privativa do presidente da República”, disse Marun.

Marun conversou com jornalistas após se reunir com o presidente Michel Temer, que passou o dia no Palácio da Alvorada recebendo ministros e tratando de questões como a situação de venezuelanos  em Roraima e a reforma da Previdência. Sobre a reforma, o governo mantém a previsão de votação em fevereiro.

“Certamente nós resolveremos esse assunto [reforma da Previdência] em fevereiro. Continuamos confiantes que é possível aprovar. Temos ainda o desafio de conquistar alguns votos, mas permanecemos confiantes”, disse Marun.

Nas suas contas, ainda faltam cerca de 40 votos para chegar aos 308 necessários. Apesar da confiança demonstrada, o que mudou em comparação com as falas diárias do ministro sobre o tema, é o reconhecimento de que a aprovação da reforma é difícil, ainda que não impossível.

“Hoje, quem está contra a reforma são os desinformados e os que defendem suas próprias regalias. Esses estão contra a reforma. Tanto que quando avança a informação, avança o índice de aprovação. Vamos conseguir ter um índice tão forte até o momento da votação que pressione os parlamentares no sentido de aprovar essa medida? Eu espero que sim”, disse. “Não estamos subestimando. É uma missão difícil, mas não é impossível”.

Segóvia

Perguntado sobre as declarações dadas pelo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, Marun classificou o episódio como “tempestade em um copo d’água”. Em entrevista concedida à Agência Reuters, o delegado disse que os “indícios são muito frágeis” e sugere que o inquérito “pode até concluir que não houve crime”. Por causa das declarações, ele terá que se explicar ao ministro do STF, Luís Roberto Barroso.

As declarações do diretor-geral da PF dizem respeito à investigação contra Temer por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro por ter, supostamente, recebido vantagens indevidas da empresa Rodrimar, para editar o chamado Decreto dos Portos.

Para Marun, Segóvia disse “o óbvio”. “O decreto não beneficia a Rodrimar. É como investigar o assassinato de alguém que tá vivo. Nós temos hoje um contingente de policiais trabalhando em um inquérito aonde não existe o delito, a concretude”. O ministro destacou, no entanto, que não conversou com o presidente sobre o assunto e que emite sua opinião quando acredita que se trabalha em um inquérito sem crime.

 

Fonte: Agência Brasil

Anatel adia reunião extraordinária para debater caso da Oi

O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) transferiu para o dia 22 a reunião extraordinária anteriormente marcada para hoje (15), com o objetivo de debater o acompanhamento do processo de recuperação judicial da Oi. A reunião será fechada ao público, por se tratar de assunto sigiloso, informou a Anatel.

“Ainda sobre a reunião extraordinária, a Anatel enviou ofício ao diretor presidente da Oi, Eurico Teles, e ao presidente do Conselho de Administração da Oi, José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha, informando que, após a exposição do relator, as partes ou os seus procuradores poderão se manifestar de acordo com as regras da agência. O ofício foi assinado pelo presidente substituto da Anatel, Aníbal Diniz”, informou a agência.

Além da reunião extraordinária para acompanhar a situação da Oi, a Anatel também realizará reunião ordinária do Conselho Diretor.

Com uma dívida total de R$ 64 bilhões junto a 55 mil credores, entre pessoas físicas e jurídicas, a Oi passa por um turbulento processo de recuperação judicial. Aprovado em dezembro do ano passado em assembleia geral de credores no dia 19 de dezembro, o plano foi homologado no início de janeiro pelo juiz da 7ª Vara Empresarial do Rio, Fernando Viana. Apesar de a Justiça ter homologado o plano, a Oi ainda vive um ambiente de disputa entre acionistas e o atual conselho de administração da empresa.

Disputas

Antes do carnaval, na quarta-feira (7), um grupo e acionistas realizou assembleia extraordinária sem a concordância da diretoria da empresa. A reunião extraordinária foi convocada em janeiro por um dos acionistas da empresa, a Bratel, pertencente à Pharol (antiga Portugal Telecom), para rever determinados pontos do acordo de recuperação judicial da empresa. Entre as decisões aprovadas, a assembleia resolveu abrir processo de responsabilização contra o presidente da Oi, Eurico Teles, e o diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Carlos Augusto Brandão, bem como a destituição dos executivos dos seus cargos.

Na ocasião, a Oi divulgou comunicado em que disse não reconhecer a assembleia e suas deliberações. No dia seguinte (8), a Justiça Estadual do Rio de Janeiro concedeu liminar suspendendo os efeitos das deliberações da assembleia de acionistas. Na decisão, o juiz Ricardo Laffayete Campos, da 7ª Vara Empresarial do Rio, acolheu pedido da Oi para decretar a ilegalidade da assembleia por desconsiderar a decisão judicial que homologou o plano de recuperação. “Eventual alteração do plano de recuperação não poderia ser realizado extrajudicialmente”, disse o magistrado na decisão.

Após a decisão da Justiça, a Associação dos Investidores Minoritários do Brasil, que representa parte dos acionistas da Oi, disse na sexta-feira (9) que vai recorrer da decisão que suspendeu os efeitos da assembleia extraordinária de acionistas.

Plano

Aprovado em uma assembleia que durou mais de 13 horas e que chegou a ser suspensa três vezes, o plano prevê a conversão da dívida até o limite de 75% do capital da operadora, permitindo que a Oi seja efetivamente adquirida pelos credores. Também prevê um aporte de R$ 4 bilhões de recursos novos por credores e acionistas e a possibilidade de capitalização de R$ 2,5 bilhões adicionais via mercado de capitais para novos investimentos, até o início de 2019.

A Oi incluiu, no processo de recuperação judicial, débitos de cerca de R$ 12 bilhões em créditos tributários e não tributários (multas) com previsão de pagamento a partir de 20 anos.

Durante o processo de discussão do plano de recuperação judicial, a Anatel também se posicionou contrária a manutenção das dívidas, em sua maioria relativas à multas aplicadas contra a Oi, no plano de recuperação judicial. Além de também se posicionar contrária à decisão da 7ª Vara Empresarial da Justiça Estadual do Rio de Janeiro, de colocar a agência regulatória no rol de credores da empresa.

O plano recebeu voto contrário da Anatel e da Advocacia-Geral da União (AGU). “A Anatel e a AGU vão continuar no litígio, pois não há previsão legal para o parcelamento da dívida dos créditos públicos”, disse o presidente da Anatel, Juarez Quadros, pouco depois da aprovação do plano.

No dia 29 de janeiro, a Justiça já havia negado pedido da Pharol de reconsideração parcial da homologação do plano. Entretanto, no dia 1° de fevereiro, o Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro apresentou recurso contra a decisão da 7ª Vara Empresarial que homologou plano de recuperação da Oi.

Para o MP, a decisão de manter no plano a dívida da Oi com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não tem fundamento legal. Segundo o MP, a medida desrespeitou a Lei 13.494/17, que criou o Programa de Regularização de Débitos não Tributários (PRD) nas autarquias e fundações públicas federais e na Procuradoria-Geral Federal, estabelecendo as regras para o parcelamento de dívidas com a União.

No entendimento do MP, o parcelamento da dívida da Oi com a União contraria a legislação, que não permite o parcelamento da forma como foi aprovada no plano de recuperação judicial. “Enquanto não editado outro diploma legal para regular a matéria, é essa a norma que deve nortear a forma de correção e amortização dos débitos e não o plano aprovado na AGC [assembleia geral de credores]”, diz o recurso apresentado pelo MP.

 

Fonte: Agência Brasil

Ministro diz que violência no carnaval no Rio foi inaceitável e promete ajuda

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que as cenas de violência ocorridas durante o carnaval no Rio de Janeiro foram “inaceitáveis” e que o governo já começou a pensar em formas de auxiliar as forças de segurança do estado. “Fica muito claro para nós que a situação do Rio durante o carnaval, como aliás o próprio governador reconheceu, foi lamentável e aqueles fatos impactaram muito o governo. E novas medidas deverão vir”, disse o ministro ontem (14) à noite, após reunião com o presidente Michel Temer no Palácio da Alvorada.

As imagens de arrastões na zona sul do Rio e agressões violentas promovidas por grupos de ladrões circularam em todo o país e chocaram pela violência gratuita. A Polícia Militar chegou a reforçar o policiamento da orla a partir de segunda-feira (12), mas a violência e os arrastões se repetiram.

Jungmann avaliou que o reforço no policiamento, após os primeiros dias do carnaval, foram percebidos pela população, mas não evitou os episódios de violência. “Mesmo assim, as cenas foram inadmissíveis e inaceitáveis. Agora, a nossa avaliação é de que, por decisão do presidente Temer, nós devemos ver e pensar como ampliar essa ajuda que já vínhamos fazendo”.

O governo Temer já havia prestado apoio ao estado desde o ano passado, para suporte a ações da Polícia Militar local para combate à criminalidade, como ocorreu em ação na Rocinha. Jungmann, porém, explicou que o governador do Rio de Janeiro não pediu ajuda federal para este carnaval. Mas, ainda assim, irá ao estado para obter mais informações da situação.

“Nós atuamos por demanda do governo do Rio, que tem a liderança do processo. Mas o presidente está preocupado com isso, e cabe a ele as decisões que devem ser tomadas”. O ministro deverá visitar o Rio de Janeiro ainda esta semana. Antes, ele aguardará a edição da medida provisória que trata da situação dos imigrantes venezuelanos em Roraima.

O ministro da Defesa destacou que o governo federal ainda não definiu o que fará em relação ao tema, mas o assunto já foi levantado na reunião de hoje, ainda que o tema principal tivesse sido o problema vigente em Roraima. “Ainda não definimos, mas de fato o governo federal pensa em tomar medidas adicionais no que diz respeito ao problema da segurança do Rio de Janeiro, evidentemente que em cooperação conjunta com o governo do estado”.

Hoje, mais cedo, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, admitiu que faltou preparação do estado para lidar com segurança durante os quatro dias de carnaval. A segurança pública do Rio de Janeiro vive um momento de crise. Na semana passada, a morte de uma menina de 3 anos durante um assalto e de um adolescente 13 anos, baleado em meio a um confronto entre policiais e criminosos, que levou ao fechamento de três vias importantes da cidade, gerou declarações públicas tanto de Pezão como do prefeito Marcelo Crivella.

 

Fonte: Agência Brasil

Câncer: mais de 300 mil crianças e adolescentes são diagnosticados todos os anos

No Dia Internacional de Luta Contra o Câncer na Infância, lembrado hoje (15), a Childhood Cancer International (CCI), alerta para a necessidade de ações globais conjuntas para enfrentar o que chama de desafio crescente imposto pela doença. Dados da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer indicam que cerca de 215 mil casos são diagnosticados todos os anos em menores de 15 anos, além de 85 mil casos entre adolescentes de 15 a 19 anos.

“Apesar de o número de crianças com câncer ser bem menor quando comparado à incidência global da doença em adultos, o número de vidas salvas é significativamente maior: as taxas de sobrevivência em países de alta renda chegam a uma média de 84% e estão melhorando de forma consistente mesmo em áreas com menos recursos no mundo onde há apoio local e internacional”, destacou a CCI, por meio de nota.

A campanha alerta ainda para a disparidade no acesso ao tratamento do câncer infantil em países de baixa e média renda, onde vivem 80% das crianças e adolescentes com câncer. De acordo com o comunicado, crianças e adolescentes na África, na Ásia, na América Latina e em partes do Leste e Sul europeu não têm acesso apropriado nem mesmo a medicamentos essenciais e cuidados especializados.

“Atualmente, o local onde a criança reside muitas vezes determina sua habilidade de sobreviver ao câncer infantil”, concluiu a entidade, composta por 188 organizações membro de um total de 96 países.

 

Fonte: Agência Brasil

Sobe para três o número de mortes no Rio por causa de temporal

Com a confirmação da morte de um policial militar pelo Corpo de Bombeiros, sobe para três o número de mortos em consequência do temporal que atingiu o Rio de Janeiro entro o fim da noite de ontem (14) e a madrugada de hoje (15).

Segundo o Corpo de Bombeiros, o policial militar (PM) Nilsimar Santos, de 48 anos, dirigia seu carro pela Rua Recife, em Realengo, na zona oeste, quando foi atingindo por uma árvore que desabou sobre o veículo.

Nilsimar trabalhava no batalhão do bairro do Méier, na zona norte, e estava indo para a sua casa, quando ocorreu a tragédia, por volta de 1h desta madrugada.

As outras duas mortes ocorreram em Quintino Bocaiúva, na zona norte da cidade, devido a um desabamento na Rua Olina. As vítimas morreram no local. Elas foram identificadas como Marcos Garcia, de 59 anos, e Judina Magalhães, de 62 anos.

 

Fonte: Agência Brasil

Tiroteio em escola da Flórida tem 17 mortes confirmadas

O governo da Flórida confirmou 17 mortes devido a um tiroteio em Stoneman Douglas High School, em Parkland – uma escola de ensino médio na Florida. A polícia divulgou a identidade do suspeito, o ex-aluno da escola Nikolaus Cruz, de 19 anos, que está sob custódia policial. Ele havia sido expulso da escola por razões não reveladas até o momento.

Além das vítimas confirmadas, as autoridades afirmaram que há outros jovens feridos em hospitais, alguns em estado grave. O FBI e a polícia estão investigando quais foram as motivações para o ataque.

Em uma entrevista coletiva transmitida pelas redes de TV americanas, a polícia da Flórida disse que o jovem tinha um rifle R-15.

No Twitter, o presidente Donald Trump enviou condolências às famílias que perderam entes queridos. “Minhas orações e condolências aos familiares das vítimas do terrível tiroteio na Flórida. Nenhuma criança e professor nunca deveriam se se sentir inseguros em escolas americanas”, escreveu em sua conta.

O tiroteio foi informado ontem(14) à polícia por volta de 15h no horário local (18h no horário brasileiro de verão).

A escola tem cerca de 3 mil alunos de várias nacionalidades. O consulado brasileiro em Miami informou que há alunos brasileiros na escola, mas nenhum entre os feridos e vítimas.

 

Fonte: Agência Brasil

Campanha das Nações Unidas quer reduzir o uso de plásticos em todo o mundo

Aproveitando que vários países celebram neste 14 de fevereiro o Dia dos Namorados (Valentine’s Day, em inglês, também conhecido como Festa de São Valentim) o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) lançou uma campanha pedindo a redução do uso de plásticos a nível global, no que classifica de um “relacionamento tóxico”.

Segundo a agência da ONU, cerca de 8 milhões de toneladas desse material não degradável vão parar nos oceanos todos os anos, causando um problema sério para a vida marinha. Apenas em 2015, o mundo produziu 322 milhões de toneladas de plástico, quantidade suficiente para erguer 900 prédios do tamanho do edifício Empire State, que fica em Nova York.

O Pnuma faz um apelo para que todos deixem de usar sacolas e garrafas de plástico, utensílios descartáveis e potes para armazenar comida. E diz que a dependência que as pessoas têm com o plástico se configura numa verdadeira “relação tóxica”.

Os produtos de plástico são altamente nocivos para o meio ambiente e acabam nos mares e oceanos, prejudicando peixes, pássaros e tartarugas, que ficam enroscados ou se alimentam do plástico.

“Novo amor”

Como parte da campanha Mares Limpos, o Pnuma lançou o vídeo “Não sou eu, é você”, onde a personagem Sandra termina o seu relacionamento com produtos de plástico e encontra um “novo amor” em sacolas e garrafas reutilizáveis.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) também está aproveitando a passagem do Dia dos Namorados pedindo às pessoas para demonstrarem seu amor pelos oceanos nas redes sociais, utilizando a hashtag #LovetheOcean.

Conservar os oceanos e os recursos marinhos é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, que integra a Agenda 2030 da ONU que reúne 17 objetivos globais e mais de 160 metas a serem atingidas ao longo da próxima década em todo o planeta.

 

Fonte: Agência Brasil

Argentina oferece R$ 16 milhões para quem encontrar submarino desaparecido

A Argentina oferecerá 98 milhões de pesos (cerca de R$ 16 milhões) para quem “fornecer informações e dados úteis” para encontrar o submarino San Juan, que desapareceu no última dia 15 de novembro com 44 tripulantes a bordo, anunciou o governo nesta quarta-feira através do Diário Oficial do Estado. 

“É pertinente a fixação de uma gratificação econômica para quem oferecer informações e dados úteis que permitam chegar ao paradeiro e a localização precisa do submarino San Juan”, indicou o Ministério da Defesa na resolução antes de indicar o valor.

Com esta recompensa, o governo pretende incentivar a participação do setor privado em uma busca que até agora registrou resultados “infrutíferos”, apesar de contar com esforços “materiais, humanos, econômicos e tecnológicos” e com “compromisso e perícia tecnológica e material”, avalia o texto.

Quem tiver informações deverá especificar “o relatório integral da busca” com as caraterísticas do equipamento utilizado, dados brutos e processados e vídeos, fotos e mosaicos fotográficos georeferenciados derivados da localização do submarino, entre outros.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, já tinha anunciado no dia 6 de fevereiro aos familiares dos desaparecidos que ofereceria uma “recompensa milionária” a  quem achasse a embarcação, mas até hoje não tinha sido publicado o valor em nenhum veículo de imprensa oficial.

O ARA San Juan estabeleceu sua última comunicação, enquanto viajava do porto de Ushuaia até sua base, na cidade de Mar del Plata. Durante as primeiras semanas de buscas para encontrar o submarino, países como Estados Unidos e Reino Unido ofereceram ajuda, e atualmente apenas a Rússia continua colaborando com a Argentina para localizar o San Juan.

 

Fonte: Agência Brasil

Ex-presidente da Guatemala e ex-presidente da Oxfam são presos por corrupção

O ex-presidente da Guatemala, Álvaro Colom Caballeros, e oito ex-ministros de seu governo (2008-2012), além de um ex-vice-ministro, foram presos ontem (13), acusados de fraudar e desviar milhões de dólares do sistema de transporte público implantado na Cidade da Guatemala a partir de 2009.

Entre os ex-ministros detidos na operação coordenada pelo Ministério Público (MP) guatemalteco está Juan Alberto Fuentes Knight, que até ontem presidia a organização humanitária Oxfam International. Durante o governo Colom, Fuentes chefiou a pasta de Finanças Públicas.

Pouco após ser detido em sua residência, Colom disse a jornalistas que, para sua equipe, todo o projeto transcorreu dentro da legalidade. “Veremos o que diz o juiz [do caso]”, declarou o ex-presidente guatemalteco, segundo os principais veículos de imprensa do país.

Juan Alberto Fuentes também disse a jornalistas que é inocente. A Oxfam anunciou que Fuentes renunciou ao cargo para se defender das acusações “com vigor”. Colom estava à frente da entidade desde abril de 2015 – quando a organização não-governamental (ONG) anunciou que sua nomeação coincidia com uma “importante mudança institucional, em um momento em que a Oxfam se reorganiza para se converter em uma entidade mais global, dinâmica e influente”.

Acusações de exploração sexual

A prisão de Fuentes é mais um duro golpe na credibilidade da organização não-governamental (ONG), que enfrenta acusações de que dirigentes locais e colaboradores pagavam para ter relações sexuais com mulheres no Haiti, no Chad e no Sudão do Sul. No Haiti, onde a prostituição é proibida, os casos teriam ocorrido logo após o terremoto que devastou o país, em 2011.

Os escândalos sexuais motivaram a diretora adjunta da Oxfam, Penny Lawrence, a pedir demissão do cargo, lamentando os ocorridos. “Me envergonho de que isto tenha sucedido sob o meu mandato e assumo toda a responsabilidade”, lamenta Penny Lawrence em nota divulgada pela Oxfam. “Sinto profundamente o dano e a angústia gerada naqueles que apoiam a Oxfam, em todos os setores e, sobretudo, nas pessoas em situação de vulnerabilidade que confiaram em nossa organização.”

A Oxfam Brasil se manifestou hoje (14) sobre os casos, afirmando que os abusos sexuais “são revoltantes e inadmissíveis”. Segundo a instituição, uma comissão independente investigará os casos relatados e os processos de recrutamento estão passando por uma revisão.  “Não pode haver espaço na Oxfam para quem abusa da posição de poder e da confiança de milhares de pessoas”, disse a instituição em nota.

A filial brasileira também se manifestou sobre a prisão de Fuentes e considerou que seu indiciamento e prisão provisória tornaram “insustentável sua permanência no cargo de presidente do Conselho da Oxfam Internacional, ainda que o caso seja do período anterior ao seu mandato com a organização”, completou.

Fraudes na Guatemala

Segundo a Procuradoria-Geral da Guatemala, os indícios de irregularidades na gestão do chamado Transurbano indicam que cerca de US$ 35 milhões foram desviados por meio de mecanismos legais fraudulentos. De acordo com o MP, agentes públicos e empresários de transporte participavam do esquema.

Investigadores da Promotoria Especial Contra a Impunidade, do Ministério Público e da Comissão Internacional Contra a Impunidade analisaram documentos, mensagens eletrônicas e a movimentação financeira dos suspeitos, bem como as normas legais e os procedimentos administrativos aprovados no período sob suspeita.

De acordo com o MP, testemunhas afirmaram que, em 2007, a Associação de Empresários de Ônibus (AEAU), não só financiou parte das campanhas eleitorais dos dois principais candidatos à presidência do país, como mobilizou eleitores – um dos favorecidos foi Álvaro Colom, que acabou eleito.

Ainda segundo o MP, após a vitória de Colom, a associação de empresários se organizou para “monopolizar” o sistema de transporte público, criando quatro empresas anônimas com o propósito de captar os recursos destinados ao Transurbano.

 

Fonte: Agência Brasil

Resultado da primeira chamada do ProUni já está disponível na internet

O resultado da primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) foi divulgado hoje (14), na internet. Os candidatos pré-selecionados têm até o próximo dia 23 para apresentar nas instituições de ensino os documentos que comprovem as informações prestadas no momento da inscrição.

Após conferir o resultado do ProUni, o candidato pré-selecionado deve verificar na instituição os horários e o local de comparecimento para apresentar as informações necessárias. A perda do prazo ou a não comprovação das informações implicará, automaticamente, a reprovação. A lista com a documentação a ser apresentada está disponível na página do programa.

Para quem não foi pré-selecionado ainda haverá a segunda chamada a ser divulgada no dia 2 de março.

O ProUni seleciona estudantes para receber bolsas de estudo integrais e parciais em instituições particulares de ensino superior com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesta edição, serão ofertadas 242.987 bolsas de estudo entre integrais e parciais.

As integrais são destinadas aos estudantes com renda per capita de até um salário mínimo e meio. Já as bolsas parciais atendem aos candidatos que tenham renda familiar per capita de até três salários mínimos.

Falha

No início da manhã, o acesso ao resultado do ProUni apareceu na página do programa e minutos depois foi retirado, dando lugar à mensagem “Aguarde o resultado da primeira chamada”. A movimentação fez com que circulasse a informação de que o resultado foi divulgado e depois saiu do ar.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Educação, a divulgação estava prevista para meio-dia, embora os botões de acesso estivessem programados automaticamente para entrar no ar às 9h. Assim que foi percebida a falha, o acesso foi retirado e o resultado divulgado apenas no final da manhã.

 

Fonte: Agência Brasil

Maduro não será bem-vindo à Cúpula das Américas, diz governo peruano

O governo peruano anunciou na noite de ontem (13) que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, não será bem-vindo à próxima Cúpula das Américas, evento que acontecerá em Lima em 13 e 14 de abril.

O rechaço oficial foi primeiramente anunciado pela ministra peruana de Relações Exteriores, Cayetana Aljovín, logo após uma reunião em que os representantes dos países-membros do chamado Grupo de Lima discutiram a situação política na Venezuela e a decisão do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela de antecipar as próximas eleições presidenciais para 22 de abril.

Na sequência, o presidente Pedro Pablo Kuczynski usou sua conta pessoal para reforçar a posição. “Considerando a atual situação na Venezuela, meu governo decidiu que a presença do presidente Maduro na 8ª Cúpula das Américas já não é bem-vinda”, escreveu Kuczynski, acrescentando contar com o respaldo do Grupo de Lima. A Declaração de Quebec, assinada em 2001 na Cúpula da Organização dos Estados Americanos (OEA), reafirma os esforços pela integração regional, também respalda a decisão, segundo o líder peruano.

“Este documento assinala que qualquer alteração ou ruptura inconstitucional da ordem democrática em um Estado [membro] é um obstáculo insuperável para que este participe de qualquer [fase] da Cúpula das Américas”, acrescentou Kuczynski.

Cúpula de Lima

Em uma declaração conjunta, os representantes da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia presentes à reunião do Gupo de Lima rechaçaram a decisão da Venezuela de antecipar as eleições presidenciais, sem que um acordo houvesse sido alcançado com a oposição política.

Para os signatários da nota, a decisão “impossibilita a realização de eleições presidenciais democráticas, transparentes, confiáveis, com a participação de todos os atores políticos venezuelanos e com observação e padrões internacionais”.

Para os representantes dos diversos países do continente americano reunidos na capital peruana, qualquer que seja o resultado, uma eleição realizada nestas circunstâncias carecerá de “legitimidade e credibilidade”.

“Não pode haver eleições livres e justas com presos políticos, sem a plena participação dos partidos políticos e líderes presos ou inabilitados arbitrariamente, com uma autoridade eleitoral controlada pelo governo, sem a participação de milhões de venezuelanos que, no exterior, [estão] impossibilitados de votar”, acrescentam os chanceleres e representantes dos 14 países, para quem o governo venezuelano deveria reconsiderar a convocatória das eleições presidenciais.

O documento também assinala a preocupação do grupo com o que classifica como “a crescente deterioração da situação humanitária” na Venezuela, a cujo governo incita que permita a abertura de um “corredor humanitário que ajude a mitigar os graves efeitos do desabastecimento de alimentos e de remédios”.

Ao chegar à reunião, o chanceler chileno afirmou que o objetivo do encontro era “passar uma mensagem muito clara do que pensa a maioria da comunidade latino-americana que está reunida neste Grupo de Lima” sobre as próximas eleições, nas quais o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tentará a reeleição. “As eleições que Maduro convocou unilateralmente não cumprem com nenhuma das condições nem garantias de uma eleição democrática, livre e transparente”, disse Muñoz.

Em janeiro, o Grupo de Lima já tinha manifestado sua rejeição à convocação de eleições antecipadas na Venezuela, por considerar que não há garantias de um processo adequado.

 

Fonte: Agência Brasil

Base governista intensifica articulação pela reforma da Previdência

Com o fim do carnaval, os líderes de partidos da base governista se preparam para retomar as articulações para a votação da reforma da Previdência. A poucos dias da data marcada para início das discussões no plenário da Câmara, o governo ainda busca votos para alcançar o quórum mínimo para aprovar a emenda constitucional no Congresso.

A votação está prevista para começar na próxima terça-feira (20), conforme cronograma definido no fim do ano passado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). No entanto, a proposta ainda não reúne os 308 votos necessários entre os 513 deputados para ser aprovada em dois turnos de votação na Câmara.

Por se tratar de uma emenda constitucional, a maioria qualificada em dois turnos também é exigida para aprovação no Senado, onde deve receber voto favorável de pelo menos 49 senadores. O texto que deve ser discutido em plenário foi apresentado pelo relator, o deputado Arthur Maia (PPS-BA),  na semana passada. A expectativa é de que a proposta, mais flexível do que a apresentada inicialmente, possa atrair mais apoio em torno da reforma. Entre os pontos alterados está a manutenção da pensão integral a viúvas de policiais civis, federais e rodoviários federais mortos durante o trabalho.

Em busca da garantia de votos

O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), afirmou que, até o fim de semana será feita uma avaliação com os presidente Michel Temer, Rodrigo Maia e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) para definir estratégias sobre o rito que deve ser seguido na próxima semana. Na opinião do deputado, a emenda só deve ser colocada em apreciação com a certeza de que será aprovada.

“A minha avaliação é que a gente tem que colocar em votação com a garantia de votos. A gente não pode ir pra um risco. Não é nem uma questão de governo, é uma questão do Estado brasileiro. Você impor uma derrota a uma matéria como essa não é uma derrota do governo, é uma derrota que acaba repercutindo mal para o país todo e acaba impondo sanções que talvez sejam muito graves num momento como esse. É melhor ter a prudência de colocar uma matéria como essa com a convicção de que nós aprovaremos, como aconteceu com a trabalhista e outros temas”, ressaltou Ribeiro.

Questionado se o número de votos melhorou depois da apresentação do novo relatório, o líder sinalizou que não houve mudanças devido à dispersão causada pelo carnaval. Ele explicou que tanto a contabilidade quanto a avaliação de novas demandas em torno do texto devem se intensificar a partir de agora, quando a base for “reaglutinada” depois do feriado prolongado.

O vice-líder do governo na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), disse que empresários ainda estão em negociação com governadores e prefeitos e que a base continua trabalhando pela aprovação da proposta. “Está todo mundo na batalha, trabalhando. A gente estava com 270 [votos], está todo mundo muito empenhado de virar voto, vamos ver o que é que vai resultar”, afirmou Mansur.

Fonte: Agência Brasil

Mercado financeiro reduz projeção de inflação para 3,84% neste ano

O mercado financeiro reduziu pela segunda semana seguida a projeção para a inflação neste ano. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 3,94% para 3,84%, de acordo com o boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC) sobre os principais indicadores econômicos.

A projeção segue abaixo do centro da meta de 4,5%, mas acima do limite inferior de 3%. Para 2019, a estimativa para a inflação está no centro da meta, em 4,25%.

Taxa básica de juros

Para alcançar a meta, o banco usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,75% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

De acordo com a previsão das instituições financeiras, a Selic encerrará 2018 no atual patamar e subirá ao longo de 2019, encerrando o período em 8% ao ano.

Atividade econômica

A estimativa do mercado financeiro para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, permanece em 2,70%, neste ano, e em 3%, em 2019.

Dólar

A estimativa para a cotação do dólar ao final de 2018 segue em R$ 3,30. Para o fim de 2019, a projeção passou de R$ 3,40 para R$ 3,39.

Endividamento público

A instituições financeiras também projetam que a dívida líquida do setor público deve encerrar 2018 em 55,5% do PIB. Para o fim de 2019, a projeção é 57,9% do PIB.

 

 

Fonte: Agência Brasil

 

Estados Unidos pedem que Irã retire seus militares e milícias da Síria

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, pediu nesta quarta-feira (14), que o Irã retire seus militares e milícias da Síria, para facilitar o processo de paz na região que está sendo promovido pela ONU em Genebra. 

A declaração foi feita por Tillerson em entrevista coletiva conjunta em Amã, capital da Jordânia, ao lado do seu homólogo jordaniano, Ayman Safadi, e foi dada em resposta a uma pergunta sobre o ataque israelense lançado no sábado passado contra “alvos iranianos” na Síria .

“Este incidente ilustra que a presença do Irã na Síria está desestabilizando a região”, comentou o secretário americano, que acrescentou que os EUA se “preocuparam” com esse incidente, no qual foi derrubado um F-16 israelense. O chefe da diplomacia americana assegurou também que seu país apoia o processo de Genebra e ressaltou que as negociações deveriam conseguir “a democracia e a integridade territorial” da Síria.

Tillerson está em viagem pelo Oriente Médio, que incluiu escalas no Egito e no Kuwait, e depois de Amã, se dirigirá ao Líbano e à Turquia.

 

Fonte: Agência Brasil

Temer e ministros discutem medidas para situação de venezuelanos em Roraima

Após visitar Roraima durante o carnaval, o presidente Michel Temer esteve reunido com ministros no Palácio da Alvorada para discutir medidas relativas à imigração de venezuelanos e a situação do estado. Na segunda-feira (12), Temer esteve em Boa Vista e anunciou que o governo vai editar entre hoje (14) e amanhã (15) uma medida provisória para criar um grupo responsável por coordenar assuntos relacionados à migração dos venezuelanos.

O presidente explicou que o comitê que será criado terá participação da União e do estado, sem gerar interferência nas “questões internas de Roraima”. Ele acrescentou que “não faltarão recursos para solucionar a questão”, tanto no aspecto humanitário quanto para resolver problemas locais criados após a entrada de um grande número de imigrantes. “Não descansarei enquanto não resolver os problemas de Roraima”, disse.

Temer afirmou ainda que, se não foram tomadas medidas, os problemas da migração serão estendidos para outros estados.

Para fugir da crise política e econômica na Venezuela, diariamente imigrantes ingressam no Brasil pela fronteira com Roraima. A prefeitura de Boa Vista estima que cerca de 40 mil venezuelanos tenham entrado na cidade. O número corresponde a mais de 10% da população local, de cerca de 330 mil habitantes.

Participam da reunião no Palácio da Alvorada os ministros da Justiça, Torquato Jardim; da Defesa, Raul Jungmann; do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, Sérgio Etchegoyen; e da Casa Civil, Eliseu Padilha.

 

Fonte: Agência Brasil

Ao lançar Campanha da Fraternidade 2018, CNBB diz que corrupção é violência

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou, nesta quarta-feira (14), a Campanha da Fraternidade 2018, com o tema Fraternidade e Superação da Violência. O documento aponta formas e tipos de violência no Brasil, dando destaque às praticadas contra os negros, os jovens e as mulheres. “Os grupos sociais vulneráveis são as maiores vítimas da violência”, disse o presidente da entidade, cardeal Sérgio da Rocha.

“A Igreja sempre tem alertado sobre a perda de direitos sociais. Não podemos admitir que os mais pobres arquem com sacrifícios maiores. Precisamos de políticas públicas para nos ajudar a superar e a assegurar os direitos fundamentais que as pessoas têm”, defendeu o cardeal.

Durante o lançamento da campanha, o presidente da CNBB listou também como prática violenta, a corrupção. “A corrupção é uma forma de violência, e ela mata”, disse o cardeal. Segundo ele, “ao desviar recursos que deveriam ser usados em favor da população, os políticos acabam promovendo uma outra forma de violência contra o ser humano, a miséria”.

“Queremos superar também formas de violência como as representadas pela miséria e pela falta de vida digna”, argumentou o religioso, que criticou também os políticos que vêm adotando em seu discurso o uso da violência como forma de combate à violência. Segundo o cardeal, a Igreja Católica vem atuando no sentido de esclarecer seus seguidores sobre o risco desse tipo de política. “É um equívoco achar que superaremos a violência, recorrendo a mais violência. [Nesse sentido,] a igreja está orientando os eleitores, ajudando-os a formar sua consciência e a identificar quais candidatos estão comprometidos com a paz”, disse.

Ainda pontuando as formas de violência, ele citou o uso das redes sociais, onde, segundo ele, identifica-se “um triste crescimento da agressividade”. O cardeal disse, ainda, que os meios de comunicação “são vitais para a superação da violência”. Ele, no entanto, criticou as programações violentas em busca de audiência. “Quanto mais filmes violentos assistirmos, mas violentos nós seremos”.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, em declaração durante o lançamento da campanha, disse que a iniciativa dá a “tônica à imperativa mudança que se impõe, de que o irmão é um aliado”.

“Precisamos caminhar de mãos dadas, e não de punhos cerrados. Essa é a melhor forma de lidarmos com essa campanha. Minha mãe dizia, quando eu era criança, que se tivesse algum problema era para eu procurar um adulto por perto. Hoje vejo mães e professores desconfiarem e temerem adultos que chegam próximo às escolas. Quem se aproxima pode ser inimigo. Estamos fazendo do outro não um irmão, mas um inimigo a se combater”, argumentou a magistrada.

O coordenador da Frente Parlamentar pela Prevenção à Violência e Redução dos Homicídios, deputado Alexandre Molón (Rede-RJ), disse que a campanha da CNBB aborda uma das grandes preocupações do país, em função do enorme número de homicídios aqui praticados. “Foram mais de 60 mil homicídios em 2017, e foram 61 mil em 2016. Se considerarmos que a bomba de Nagasaki [explodida no Japão pelos norte-americanos ao fim da 2ª Guerra Mundial] matou instantaneamente 80 mil [pessoas], podemos dizer que a cada ano morre, no Brasil, o equivalente a uma bomba de Nagasaki”, disse o deputado.

 

Fonte: Agência Brasil

Banco Mundial concede US$ 510 milhões em empréstimos ao Iraque

O Banco Mundial (BM) anunciou nesta quarta-feira (14) um acordo com o governo do Iraque para financiar dois projetos que somam US$ 510 milhões, no contexto da conferência de doadores realizada no Kuwait.

O acordo foi assinado pelo presidente do BM, Jim Yong Kim, e o primeiro-ministro iraquiano, Haider al Abadi, e servirá para financiar projetos de melhoria das condições de vida, do fornecimento de água e de criação de empregos, segundo um comunicado do organismo multilateral.

O financiamento do Banco Mundial ao Iraque aumenta para US$ 4,7 bilhões, incluindo os novos projetos, um orçamento que supera amplamente os US$ 600 milhões que o organismo fornecia ao país há quatro anos, antes do início da guerra contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

O novo orçamento será usado para ajudar a apoiar a imediata recuperação dos serviços sanitários, para a reconstrução de estradas e pontes e a reabilitação de sistemas de fornecimento de água e eletricidade, entre outros projetos.

Na conferência de doadores, que termina hoje no Kuwait, por enquanto foram realizados poucos anúncios de contribuições para atender ao plano de investimentos anunciado pelo Iraque para os próximos cinco anos, que chega ao valor de US$ 88,2 bilhões.

O Kuwait, país anfitrião da conferência, ofereceu US$ 1 bilhão em investimentos e outro US$ 1 bilhão em financiamento.

A União Europeia se comprometeu a fornecer outros 400 milhões de euros (US$ 495 milhões) para ajudar o Iraque depois dos três anos de guerra contra o EI, segundo anunciou no Kuwait a alta representante para a Política Externa do bloco europeu, Federica Mogherini.

As Organizações não governamentais (ONGs) que participaram nestes dias em uma conferência paralela anunciaram compromissos totais de US$ 310 milhões em projetos humanitários no Iraque.

 

Fonte: Agência Brasil

Começa a apuração das notas das escolas de samba do Grupo Especial do Rio

Começou há pouco a leitura das notas das escolas de samba do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro. Por meio de sorteio, foi definido que o quesito samba-enredo será o primeiro a ser utilizado para estabelecer o desempate.

Treze escolas de samba disputam o título de campeã. As seis primeiras classificadas voltarão a se apresentar no Sambódromo no sábado (17), no Desfile das Campeãs. As duas últimas colocadas caem para o Grupo de Acesso.

Em 2017, o título de escola campeã foi dividido entre a Portela e a Mocidade Independente de Padre Miguel, que recorreu da decisão inicial após um equívoco de um dos jurados.

 

Fonte: Agência Brasil

Venezuela corta fornecimento de remédios e Aids lembra casos dos anos 1980

As manchas negras em formatos circulares tomam conta dos braços e das pernas finas de Alejandro Ortega, de 21 anos. Cobrem suas mãos, seus pés, seu rosto, como se fossem pequenas cicatrizes de feridas mal curadas.

As marcas são de um uma infecção causada por fungos presentes nos pombos urbanos, tão comuns em qualquer cidade, explica o médico que o atende no Hospital da Universidade Central de Caracas.

O corpo magro, o rosto cadavérico, a pele manchada. Tudo em Alejandro faz lembrar um paciente de HIV dos anos 80, logo que a doença surgiu, devastadora. Suas manchas são uma recordação sombria de quando muitas vítimas da aids eram acometidas pelo Sarcoma de Kaposi, um tipo de tumor maligno que se tornou prevalente entre os primeiros homossexuais que foram infectados pelo vírus.

O jovem venezuelano está internado com outras duas dezenas de pacientes com HIV neste que é o maior centro de controle da doença na Venezuela. Quase todos estão na mesma situação que ele: contraíram infecções oportunistas por estarem sem tomar o coquetel de remédios que transformou a aids em uma doença crônica neste início de século.

Há cerca de dois anos, quando a crise venezuelana começou a ganhar contornos de tragédia humanitária com a queda repentina do preço do petróleo, o governo iniciou um lento, porém contínuo, processo de redução nas importações de medicamentos no país.

Os primeiros afetados foram os remédios mais simples, depois, antibióticos, anti-inflamatórios e medicinas de uso controlado. No ano passado, pacientes de doenças crônicas e que precisam de remédios de alto custo passaram a sofrer com o corte no fornecimento desses medicamentos.

Os pacientes com HIV tiveram os primeiros problemas na distribuição do coquetel ainda no fim de 2016, mas foi no ano passado que a situação se agravou de maneira crítica. “É uma tragédia, porque sem o coquetel essas pessoas terão como destino a morte, a letalidade é de 100% e neste momento estamos com algumas drogas em falta há mais de quatro meses, às vezes seis meses”, conta Carballo.

Há poucos meses os médicos do Universitário de Caracas entraram em um dilema ético importante. Alguns deles defendiam que não haveria porque receber novos pacientes de HIV em estado grave já que não havia tratamento para eles. Além da falta dos antirretrovirais, há escassez de absolutamente tudo no hospital: de coisas tão simples quanto luvas ou agulhas, até antibióticos ou analgésicos.

“Veja, essa é uma situação limite, nem mesmo ajudar as pessoas a morrer com alguma dignidade estamos conseguindo, não temos nada aqui além da nossa boa vontade e do nosso conhecimento médico. Mas isso é pouco, muito pouco quando nós precisamos pedir que os pacientes tragam até água potável de casa”, diz a chefe de Infectologia do Hospital da Universidade Central de Caracas e ex-presidente do Sociedade de Infectologia Venezuelana.

Jorge não fala mais. O olhar fica a maior parte do tempo fixado em algum ponto do quarto, sempre iluminado pela luz tropical caraquenha. Um fino lençol o cobre e, pela contra luz, é possível ver as pernas incrivelmente finas e a larga fralda geriátrica que o veste. Seu rosto também é cadavérico e a boca ressecada está sempre aberta.

“Ele está morrendo, acabou, mataram eu irmão”, diz Sol Reys. Esta é a terceira internação de Jorge nos últimos 8 meses. Desde que as drogas do coquetel anti-AIDS começaram a faltar, sua queda foi rápida. “Ele está doente há muitos anos, teve quedas, recaídas, nunca esteve com a saúde plena, mas agora foi simplesmente devastador”, diz ela, afastando uma mosca que insiste em pousar sobre a testa do irmão imóvel. Sol sabe que tudo está chegando ao fim, mas não está resignada.

Histórias como a de Jorge e Alejandro tendem a se repetir com mais frequência em um país em que os métodos de proteção contraceptivo praticamente desapareceram do mercado ou se tornaram caros demais para os venezuelanos comuns.

Desde 2016 o governo do país suspendeu a distribuição de camisinhas entre a população, e o preço dos preservativos nas farmácias pode chegar com facilidade ao equivalente a 20% ou 30% do salário mínimo.

“Veja, esse é um problema seríssimo no país hoje, simplesmente não há mais uma política de controle de natalidade e as doenças venéreas estão se espalhando pelo país de uma forma que ainda não temos ideia, o governo não divulga nenhum dado oficial há mais de dois anos”, conta conta Nubia Laguna, da ONG Niña Madre, que dá apoio a adolescentes grávidas.

Nas filas do serviço ambulatorial do Universitário de Caracas é possível ver os resultados práticos desse problema. São dezenas, alguns dias até mais de uma centena de pessoas procurando tratamento no hospital. “Antes eu recebia de cinco a dez pacientes com suspeitas de serem HIV positivo por semana, hoje recebo o dobro disso. Por dia”, conta Landaeta.

E aí, um novo problema. O hospital já não conta mais com os reagentes para fazer os exames. “Dificilmente algum venezuelano vai conseguir descobrir se tem aids no sistema público. Aqui, não há, é preciso pagar”, diz o clínico geral Davi Flora, também do Universitário. “O problema disse é que sem sabermos se o paciente tem a doença, qual sua carga viral, enfim, em que estado ele está, não conseguimos nem ao menos iniciar o tratamento”, conta.

Alejandro sabe que seu tempo está acabando. Sem os remédios, não há muito o que fazer. “Meu medo é chegar a um ponto em que não há mais volta, em que meu corpo não vai mais se recuperar”, diz ele, lembrando dos colegas de ala que se foram nas últimas semanas. “Eu sempre vejo as pessoas morrendo aqui e sou muito novo, eu quero viver e eu sei que posso viver.”

Nos dias mais duros de sua longa espera para debelar as infecções e conseguir, enfim, retomar o tratamento, ele se apega à Bíblia. Sua passagem preferida é Jeremias 33:6: “Eis que eu trarei a ela saúde e cura, e os sararei, e lhes manifestarei abundância de paz e de verdade”.

Fonte: Portal G1

Netanyahu afirma que coalizão é estável e que ninguém convocará eleições

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, garantiu nesta quarta-feira (14) que sua coalizão de governo, que depende do apoio de cinco partidos, é “estável” e que não serão convocadas novas eleições, um dia depois de a polícia recomendar que fosse indiciado por acusações de corrupção.

“Quero antes de tudo tranquilizar-lhes. A coalizão é estável. Nem eu nem ninguém vai convocar eleições. Vou continuar trabalhando até o final da minha legislatura”, anunciou o premier em um discurso na inauguração da conferência Muni Expo, no centro de exposições de Tel Aviv.

“Depois de ler as recomendações [policiais], posso dizer que são um documento torto, radical e cheio de buracos como um queijo suíço”, afirmou.

Sobre o Caso 1000, no qual é acusado de solicitar e receber presentes luxuosos do milionário produtor de Hollywood, Arnon Milchen, em troca de favorecer seus interesses com mediação e iniciativas legais, Netanyahu afirmou que ambos trocavam presentes desde muito antes de ser primeiro-ministro.

“O relatório da polícia infla os valores, tudo para chegar a uma soma incrível de dinheiro”, acrescentou em referência aos 230 mil euros que os investigadores asseguram que recebeu ao longo dos anos em charutos, champanhe, roupas e joias.

“Ignoram que eu não ajudei Milchen, mas atuei contra ele: rompi o monopólio no seu negócio de compra e venda de peças de carro, quis fechar o Canal 10 [de televisão] que era em parte seu. Como é que o ajudo se também o prejudico? Nem um nem o outro, atuo segundo os meus princípios, a favor de Israel e da sociedade israelense”, destacou.

Netanyahu também se defendeu das acusações no caso 2000, no qual supostamente negociou com o editor do jornal Yedioth Ahronoth, Arnon Mozes, para conseguir uma cobertura favorável em troca de intervir para reduzir a distribuição de um jornal rival, em uma conversa da qual existe uma gravação.

“Não tenho certeza que seja boa ideia investigar relações entre políticos e jornalistas, mas, já que se está fazendo isso, é absurdo que me julguem por essa conversa”, considerou.

O chefe do governo israelense também lamentou a participação nas investigações de um de seus principais rivais políticos, Yair Lapid, que foi ministro de Finanças no seu governo anterior.

“Só lhe interrogaram durante uma hora e se transformou em testemunha principal, é amigo de Milchen, íntimo, trabalhou com Milchen. Eu recebo recomendações e ele, aplausos”, criticou.

Nesse sentido, vários dos seus principais parceiros na coalizão governamental lhe demonstraram apoio e asseguraram que não atuarão para fazer o governo cair até que a procuradoria tome uma decisão sobre se deve indiciá-lo ou não.

 

Fonte: Agência Brasil

Votação de MP que altera reforma trabalhista ainda não começou a tramitar

A poucos dias de perder a validade – no dia 22 de fevereiro –, a medida provisória que altera pontos da reforma trabalhista (MP 808/2017) nem sequer teve os membros da comissão especial mista designados, para a primeira etapa de tramitação da matéria.

O presidente deverá ser o senador Bendito de Lira (PP-AL). Já o relator será um deputado. Inicialmente, a ideia era que Rogério Marinho (PSDB-RN), que foi o relator da reforma na Câmara, também fosse o da MP, mas as conversas não avançaram.

“Infelizmente, qualquer pergunta em relação a esse tema tem que ser dirigida ao presidente do Congresso Nacional [Eunício Oliveira]. As medidas provisórias são congressuais [Câmara e Senado, com comissões mistas] e desde que a medida veio para o Congresso, dia 14 de novembro, até agora o presidente ainda não acenou de que forma essa comissão iria funcionar. Vários partidos já designaram membros, mesmo assim o presidente ainda não definiu o funcionamento da comissão. Eu fui indicado pelo líder do governo como relator, mas a rotina, a liturgia é de primeiro eleger o presidente, que será alguém do Senado”, explicou Marinho à Agência Brasil.

O deputado lembrou que o presidente geralmente acata a designação feita pela liderança do governo que é fruto de um consenso e de um rodízio entre os partidos. “Não tenho mais expectativa sobre isso não, já era pra estar funcionando, não vou agora fazer prognóstico, vamos aguardar o que o presidente do Congresso vai decidir”, disse o deputado.

Acordo

A edição da MP foi um compromisso do presidente Michel Temer com os senadores, que estavam insatisfeitos com alguns pontos da reforma aprovada na Câmara. O acordo garantiu que o texto fosse aprovado pelo Senado sem alterações, para que a matéria não tivesse de ser analisada mais uma vez pelos deputados, pois o governo tinha pressa.

O atraso na instalação da comissão acontece porque o presidente do Senado e do Congresso, Eunício Oliveira (MDB-CE), busca garantir que as modificações acertadas com Temer sejam mantidas na MP. Já Marinho indicou anteriormente que não tem esse compromisso, o que causa desconforto.

Até o fechamento desta reportagem o presidente do Senado não foi encontrado para comentar o assunto.  

A MP alterou 17 artigos da reforma trabalhista, considerados mais polêmicos. Entre os parlamentares, a falta de consenso se reflete não só no impasse para destravar a tramitação da matéria, mas também nas 967 emendas ao texto apresentadas à Comissão – o número é recorde.
 
Saiba quais são os principais pontos da MP:

Trabalho intermitente (executado em períodos alternados de horas, dias ou meses) – A modalidade de contrato garante parcelamento das férias em três vezes, auxílio-doença, salário-maternidade e verbas rescisórias (com algumas restrições), mas proíbe o acesso ao seguro-desemprego ao fim do contrato. A convocação do trabalhador passa de um dia útil para 24 horas. Trabalhador e empregado poderão pactuar o local de prestação do serviço, os turnos de trabalho, as formas de convocação e resposta e o formato de reparação recíproca, em caso de cancelamento do serviço previamente acertado entre as partes. O período de inatividade não será considerado como tempo à disposição do empregador e, portanto, não será remunerado. O trabalhador poderá, durante a inatividade, prestar serviço para outro empregador. Em caso de demissão, ele só poderá voltar a trabalhar para o ex-patrão, por contrato de trabalho intermitente, após 18 meses. Essa restrição vale até 2020.

Grávidas e lactantes – As gestantes serão afastadas de atividade insalubre e exercerão o trabalho em local salubre. Neste caso, deixarão de receber o adicional de insalubridade. Para as lactantes, o afastamento terá de ser precedido de apresentação de atestado médico. O trabalho em locais insalubres de grau médio ou mínimo somente será permitido quando a grávida, voluntariamente, apresentar atestado médico autorizando a atividade.

Jornada 12×36 – Acordo individual escrito para a jornada de trabalho de 12 horas, seguidas de 36 horas de descanso, só poderá ser feito no setor de saúde (como hospitais). Nos demais setores econômicos, essa jornada deverá ser estabelecida por convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho.

Contribuição previdenciária – O trabalhador que em um mês receber menos do que o salário mínimo poderá complementar a diferença para fins de contribuição previdenciária. Se não fizer isso, o mês não será considerado pelo INSS para manutenção de qualidade de segurado. A regra atinge todos os empregados, independentemente do tipo de contrato de trabalho.

Negociação coletiva – Acordo ou convenção coletiva sobre enquadramento de trabalho em grau de insalubridade e prorrogação de jornada em locais insalubres poderão prevalecer sobre a legislação, desde que respeitadas as normas de saúde, higiene e segurança do trabalho. Os sindicatos não serão mais obrigados a participar de ação de anulação de cláusula de acordo ou convenção impetrada por trabalhador (ação individual). A participação obrigatória (o chamado “litisconsórcio necessário”) havia sido determinada pela reforma trabalhista.

Trabalhador autônomo – A MP acaba com a possibilidade de o trabalhador autônomo prestar serviço a um só tomador (fim da cláusula de exclusividade). O autônomo poderá ter mais de um trabalho, no mesmo setor ou em outro diferente. Tem o direito de recusar atividade exigida pelo tomador.

Representação em local de trabalho – A comissão de representantes dos empregados, permitida em empresas com mais de 200 empregados, não substituirá a função do sindicato, devendo este ter participação obrigatória nas negociações coletivas.

Prêmios – Aqueles concedidos ao trabalhador (ligados a fatores como produtividade, assiduidade ou outro mérito) poderão ser pagos em duas parcelas.

Gorjetas – Não constituem receita própria dos empregadores, destinando-se aos trabalhadores. O rateio seguirá critérios estabelecidos em normas coletivas de trabalho.

 

Fonte: Agência Brasil

ONU cria plano de US$ 1 bilhão para estabilizar zonas de risco no Iraque

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Gutérres, anunciou nesta quarta-feira (14) no Kuwait um programa para estabilizar as “áreas de alto risco” no Iraque, que são vulneráveis a uma intensificação do jihadismo, com um custo de US$ 1,05 bilhão.

A ONU busca arrecadar US$ 482 milhões para o primeiro ano deste plano e US$ 568 milhões adicionais para ajudar a estabilizar as áreas consideradas de alto risco, segundo um comunicado da organização internacional.

Em discurso no Kuwait, na jornada de encerramento da conferência de doadores para a reconstrução do Iraque, transmitido pela emissora de televisão estatal kuwaitiana, Gutérres afirmou que o mundo deve “continuar ao lado do Iraque enquanto se cura” dos efeitos da guerra contra o grupo terrorista Estado Islâmico.

O programa da ONU se centrará, em parte, em oferecer assistência a comunidades onde existe o risco de ressurgimento do extremismo violento a menos que se tome medidas para restabelecer a confiança da comunidade, gerar confiança no governo e abrir oportunidades econômicas, segundo o comunicado.

Outros fundos serão destinados à descentralização dos serviços básicos, à promoção de retornos dos deslocados, ao apoio aos sobreviventes e a tarefas de reconciliação comunitária, assim como de participação política e social.

De forma paralela, os organismos humanitários da ONU estão buscando arrecadar US$ 569 milhões adicionais para proporcionar assistência vital a 3,9 milhões de pessoas em situação “altamente vulnerável” em todo o Iraque.

O governo do Iraque elaborou um plano de reconstrução e desenvolvimento de infraestruturas para os próximos anos avaliado em US$ 88,2 bilhões.

 

Fonte: Agência Brasil

Bancos reabrem ao meio-dia; contas que venceram no carnaval podem ser pagas hoje

Após o feriado de carnaval, os bancos abrirão hoje (14) a partir das 12h. As contas de consumo – como de água, energia, telefone e carnês – que venceram no dia 12 ou 13 poderão ser pagas sem acréscimo nesta Quarta-Feira de Cinzas, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Normalmente, os tributos já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais, segundo a Federação. Caso isso não tenha ocorrido no documento de arrecadação, e o pagamento não tenha sido antecipado pelo cliente, ele ainda pode ser feito hoje.

Os pagamentos podem também ser feitos por canais eletrônicos, como pelo site do banco ou aplicativo. Os tributos que possuem código de barras podem ter o seu pagamento agendado nos caixas eletrônicos, no internet banking e pelo atendimento telefônico do banco.

Os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos – para poder visualizar boletos online – poderão ser pagos via Débito Direto Autorizado (DDA).

Para aqueles clientes que irão passar a semana viajando e quiserem ir até uma agência, é possível consultar o endereço dos bancos por estado ou município no site Busca Banco da Febraban.

 

Fonte: Agência Brasil

Alimentos feitos de insetos fazem sucesso na Suíça com apelo à sustentabilidade

Comer insetos pode ser gostoso? Se depender do paladar suíço, a resposta é sim.

Produtos à base desses animais vêm se tornando um sucesso de vendas desde que foram lançados, em agosto passado.

Hambúrgueres e almôndegas produzidos com farinha de verme moído têm atraído tanta atenção dos consumidores que a procura desencadeou o desenvolvimento de novos petiscos com esse tipo de fonte proteica. Uma barrinha energética feita com grilos crocantes, passas e tâmaras é a nova moda, por exemplo.

A receita não chega a ser complicada. Insetos cultivados em criadouros higienizados na Suíça, Áustria e Bélgica são moídos e transformados em uma farinha. O pó, que é rico em proteína, é acrescentado em uma massa com outros ingredientes – como purê de grãos e temperos – e moldada no formato de uma carne de hambúrguer e almôndega.

A fabricante dos produtos à base de insetos argumenta que os alimentos são gostosos, saudáveis e sustentáveis. O supermercado que comercializa os itens está bem satisfeito com as vendas – a publicidade que os ingredientes inusitados geram que tem se mostrado muito boa para os negócios.

Defendendo o conceito de sustentabilidade no consumo, a marca mira nos jovens e capricha na aparência moderninha com uma divulgação gourmet, direcionada ao público hipster.

“O que queremos é abrir um novo mundo de possibilidades culinárias para nossos consumidores e convencê-los de que insetos são realmente deliciosos. Estamos cientes de que pode levar um tempo até as pessoas começarem a consumir insetos diariamente, mas estamos trabalhando por isso, todos os dias”, afirmou Melchior Füglistaller, representante da empresa Essento, fabricante dos produtos.

“Estamos convencidos de que temos na Suíça consumidores que são amantes da boa comida, que têm uma mente aberta e provarão e gostarão dos produtos feitos com insetos. Não apenas por ser uma alternativa à carne, mas por razões culinárias mesmo”, disse Andrea Bergman, representante da rede de supermercados Coop, à BBC Brasil.

Tabu e sustentabilidade

Populares na Ásia, os insetos são ainda geralmente um tabu na cozinha ocidental, apesar de serem ricos em proteínas e outros nutrientes.

A vantagem de incluí-los na dieta é o fato de serem relativamente baratos em comparação às carnes de gado, suína e de frango. Boa parte do marketing de promoção desses alimentos está focado justamente no argumento de que é “verde”, e portanto bacana, consumir insetos.

“O consumo de carne demanda muitos recursos”, afirma Melchior Füglistaller, representante da empresa Essento, fabricante dos produtos.

“Por exemplo, para se produzir um quilo de carne são necessários 15 mil litros de água e dez vezes mais ração do que seria necessário para alimentar insetos que produzissem a mesma quantidade de proteínas”, argumenta.

Certamente o peso da carne no bolso influenciará a decisão dos suíços. Se um quilo de carne bovina moída e temperada para hambúrguer sai por 58 francos (R$ 190), no mesmo supermercado a apenas um corredor de distância é possível comprar o hambúrguer de inseto já embalado em porções de 170 gramas pelo preço de 52,60 francos (R$ 170) o quilo.

Ou seja, o consumo de “carne de inseto” se traduz em uma economia de cerca de 11% para o bolso do consumidor.

Peso no bolso

Os hambúrgueres alternativos são também uma resposta ao padrão de consumo alto e “insustentável” dos suíços.

A nação dos Alpes é uma das maiores consumidoras de carnes per capita no território da Europa. De acordo com um ranking organizado pela empresa de consultoria americana de alimentação Caterwings, a Suíça é o mercado onde a carne é a mais cara do mundo.

O preço médio do quilo de carne bovina está avaliado em US$ 49,68 (R$ 160).

De acordo com dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o padrão de consumo dos suíços é insustentável.

 

Em um relatório publicado em novembro, o secretário geral da organização, Angel Gurría, criticou os hábitos dos consumidores.

“A Suíça tem uma enorme pegada de carbono associada ao seu padrão insustentável de consumo. O consumo suíço está impondo significativa pressão (no meio ambiente) para muito além de suas fronteiras”, escreveu.

O próprio país reconhece isso. Um relatório publicado pelo governo em junho passado apontou que os suíços precisam mudar seus hábitos alimentares em relação às carnes.

“Carnes: Nós consumimos 3 vezes mais que o necessário”, afirma o documento assinado pelo líder Alain Berset.

Os suíços consomem na média 150 gramas de proteínas de diversas fontes a cada dia.

A consumidora Danielle Heer considera boa a ideia de promover a sustentabilidade, mas não deu uma nota alta ao sabor dos produtos à base de insetos. “Achei as barrinhas um pouco secas”, avaliou.

Fonte: Portal G1

Brasil reforça negociações em Paris para entrar na OCDE

O Brasil vai intensificar as negociações para o acesso do país à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Enquanto tenta cumprir os pré-requisitos para se candidatar a membro-pleno, a representação diplomática ganhará reforço em Paris a partir de março, onde a OCDE e outros órgãos comerciais ficam sediados. 

O embaixador Carlos Márcio Cozendey, atual subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, foi designado pelo presidente Michel Temer como delegado junto aos organismos internacionais de Paris, com uma equipe dedicada ao assunto. A decisão demonstra o interesse do Brasil no acesso ao órgão. 

Antes de partir ao país europeu, Cozendey receberá o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, no Brasil em 28 de fevereiro, quando será lançada uma nova edição da pesquisa econômica que a organização faz sobre o Brasil. 

Composta por 35 países-membros, a OCDE é um fórum cuja missão envolve a cooperação e o intercâmbio de boas práticas sobre políticas públicas. Somados, os integrantes são responsáveis por 62% do PIB global e por dois terços dos negócios internacionais. Embora o Brasil tenha participação ativa em diferentes fóruns da organização, apenas Estados Unidos, Canadá, México e Chile são países-membros. 

Segundo o Cozendey, discussões iniciadas na OCDE costumam influenciar decisões de outros órgãos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização das Nações Unidas (ONU), o que torna mais relevante ainda a importância da participação. 

“A OCDE faz recomendações que registram as melhores práticas em determinada área. Participar da formulação disso, indica que o país vai ter influência na formulação desses padrões. Embora não seja uma organização global, como são países grandes e importantes economicamente, o padrão acaba se tornando internacional”, explicou o diplomata. 

Apesar de já ser um parceiro-chave participar de 23 diferentes órgãos da OCDE, o acesso como membro sinalizaria um compromisso do Brasil com uma economia aberta, previsível, responsável e transparente, segundo avaliações do governo brasileiro. 

A formalização da candidatura depende da adequação do país com 237 recomendações. O ­Brasil já aderiu a 36 dessas normas e pediu a adesão de outros 74 instrumentos. 

O representante do Itamaraty considerou positiva a adequação das políticas brasileiras às recomendações da OCDE. Segundo ele, os ministérios encontraram dificuldades em apenas 10% delas. Em outros 15% foram encontrados conflitos com a legislação, mas os órgãos concordaram com o conteúdo. 

Atualmente, há três países em processo de integração à OCDE: Colômbia, Costa Rica e Lituânia. Outros cinco, além do Brasil, entraram com pedidos de candidatura: Argentina, Bulgária, Croácia, Peru e Romênia. 

 

Fonte: Agência Brasil

Operada e devolvida ao útero, menina que nasceu duas vezes hoje ‘acorda sorrindo toda manhã’

Um bebê pode nascer duas vezes?

Não é o caso da absoluta maioria das crianças, mas foi assim para a pequena Lynlee Boemer.

Em outubro de 2015, sua mãe, Margaret Boemer, descobriu que estava grávida de gêmeos. Ela sofreu um aborto espontâneo, mas um dos bebês sobreviveu.

Com dez semanas de gestação, ela e o marido descobriram que teriam uma menina. “Fiquei bem feliz. Já tinha duas meninas. Mais uma seria divertido”, disse Margaret, que escolheu o nome de Lynlee em homenagem às avós da menina.

Mas essa alegria seria interrompida algumas semanas depois, quando ela fez um ultrassom.

“Ficamos animados de ver nossa filha se mexendo, mas eu e meu marido notamos algo estranho. Parecia haver uma cabeça de outro bebê na imagem. A técnica apenas disse que o coração dela estava bem, mas falou que precisava chamar o médico.”

Lynlee tinha um teratoma sacrococcígeo crescendo na sua coluna, na região do cóccix. Esse tipo de tumor é o mais comum encontrado em bebês, mas ainda assim é bastante raro, ocorrendo em uma 1 a cada 35 mil gestações. Sua causa é desconhecida, e é quatro vezes comum em meninas que em meninos.

O tumor estava competindo com Lynlee por sangue e elevando seu risco de ter uma falência cardíaca. “O médico disse que era sério, porque o tumor já podia ser visto com apenas 16 semanas de gestação. Normalmente ele só é identificado mais tarde ou depois de o bebê nascer”, disse Margaret. “Como era muito grande, fomos aconselhados a abortar.”

Uma solução nada simples

 

Com oito dias de vida, Lynlee passou por uma segunda cirurgia (Foto: Texas Children's Hospital)

Com oito dias de vida, Lynlee passou por uma segunda cirurgia (Foto: Texas Children’s Hospital)

Ela conta ter ficado “destruída” por já ter sofrido um aborto na mesma gravidez. Também já havia passado por complicações médicas quando sua filha mais velha ainda era bebê.

Mas, pesquisando na internet sobre esse problema, o casal descobriu uma alternativa, que não seria nada simples: fazer uma cirurgia fetal.

A bebê seria retirada do útero para ter a maior parte possível de seu tumor removida. Lynlee seria então colocada de volta. Margaret conta que havia quatro hospitais nos Estados Unidos capazes de realizar o procedimento. Um deles era o Hospital Infantil do Texas, Estado americano onde a família vive.

Foi ali que o casal se encontrou pela primeira vez com o médico nigeriano Oluyinka Olutoye, especializado em cirurgia fetal. Passadas 20 semanas de gestação, o tumor tinha 8 cm, quase o mesmo tamanho da própria Lynlee.

Lynlee tinha 50% de chances de sobreviver.

Corrida contra o tempo

O médico explicou ainda que, àquela altura, o corpo de um feto ainda é muito gelatinoso, o que torna mais delicados procedimentos como incisões e suturas. Seria necessário esperar para que a bebê estivesse mais madura para suportar a operação.

Mas era uma corrida contra o tempo: conforme Lynlee crescia, o mesmo ocorria com seu tumor. “Estávamos fazendo o nosso melhor para dar uma chance de nossa bebê sobreviver”, contou Margaret.

O casal fez uma campanha de financiamento coletivo para arrecadar dinheiro para custear os cuidados médicos. Também usou suas economias, fez um bazar e pediu ajuda aos pais.

Com 23 semanas, o casal foi fazer um novo check-up. Seu objetivo era chegar até a semana seguinte para fazer a cirurgia, mas o tumor havia crescido rapidamente, e o estado de Lynlee, se agravado. Os médicos decidiram operá-la imediatamente.

Margaret se despediu das duas filhas e foi para a sala de cirurgia, onde 20 médicos a aguardavam. Depois de fazer uma incisão em seu abdômen e usar um ultrassom para evitar lesionar a placenta, o que comprometeria a gestação, os médicos conseguiram fazer uma incisão no útero para ter acesso à Lynlee.

Apenas a parte inferior do corpo da bebê foi exposta para que fosse removida parte do tumor e, então, colocá-la de volta. Ela ainda era muito pequena – tinha apenas 11 cm e pesava 530 gramas. Foi necessário usar lentes de aumento para operá-la. Também foi preciso interromper a operação em dado momento para fazer uma transfusão para Lynlee – caso contrário ela não sobreviveria.

‘Mães são heroínas’

Ao fim, a operação foi um sucesso. “Foi um privilégio e uma honra estar envolvido em algo que as pessoas nem sabem que é possível”, disse o médico. “Mas, em casos assim, as mães é que são as verdadeiras heroínas, porque colocam seu corpo em risco em nome de suas crianças.”

Margaret ficou em repouso pelo restante da gestação. A meta era chegar à 38ª semana, mas, de novo, foi necessário adiantar os planos. Em 6 de junho de 2016, Lynlee nasceu com 36 semanas e 5 dias em uma cesariana.

Com oito dias de vida, Lynlee passou por mais uma cirurgia para remover o que restava do tumor.

Hoje, com 1 anos e 8 meses, ela está “muito bem”, contou sua mãe. “As operações não foram o fim. Essa é uma questão para o resto de sua vida, porque o tumor pode voltar, então, precisamos monitorar”, disse Margaret.

Mas Lynlee hoje é brincalhona e ativa: “corre por todo o lado e não gosta de ficar parada”, disse.

Fonte: Portal G1

Escola vencedora do carnaval do Rio será conhecida hoje

A abertura dos envelopes com as notas das escolas de samba do grupo especial do carnaval do Rio de Janeiro ocorrerá na tarde de hoje, a partir das 15h30, na Praça da Apoteose, no Sambódromo.

Antes da leitura das notas, o presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), Jorge Castanheira, fará um sorteio para definir a ordem de leitura dos quesitos.

O último quesito sorteado será o primeiro para fazer o desempate entre duas ou mais agremiações que obtiveram a mesma pontuação.

De acordo com a Liesa, as seis primeiras classificadas voltarão a se apresentar no Sambódromo no sábado (17), no desfile das campeãs. As duas últimas colocadas caem para o grupo de acesso.

São Paulo

Nessa terça (13) foi conhecida a escola vencedora das escolas de samba de São Paulo, A escola Acadêmicos do Tatuapé foi a grande campeã, conquistando o título pelo segundo ano seguido.

A escola apresentou na avenida o enredo Maranhão, os Tambores vão Ecoar na Terra da Encantaria, que contou a história do estado a partir das particularidades de seu povo, da riqueza cultural e das belezas naturais.

As notas foram lidas no Sambódromo do Anhembi. O vice-campeonato ficou com a Mocidade Alegre com um enredo sobre a cantora Alcione. Celebrando os 70 anos da “Marrom”, o samba-enredo Alcione: a Voz Marrom Que Não Deixa o Samba.

Na última e penúltima colocação, as escolas Unidos do Peruche e Independente Tricolor foram rebaixadas para o Grupo de Acesso.

O desfile das campeãs das escolas de samba de São Paulo ocorrerá nesta sexta-feira (16).

 

Fonte: Agência Brasil

Como seria o mundo se a Terra fosse realmente plana, segundo a ciência

A Terra é redonda ou plana?

Essa pergunta pode parecer ridícula para muitas pessoas, e sua resposta, óbvia. Ou talvez não?

A teoria de que a Terra é plana ganhou adeptos nos últimos anos, com a primeira conferência de “terraplanistas” realizada no fim do ano passado nos Estados Unidos. Há inclusive celebridades de Hollywood que a defendem. E, apesar de haver muitas provas (gráficas e físicas) de que o nosso planeta é redondo, o debate ressurge com frequência.

Por isso, a fim de acabar com as especulações, o geofísico James Davis, da Universidade de Columbia, em Nova York, membro do Observatório Terrestre Lamont-Doherty, idealizou um cenário de como seria a Terra se ela fosse de fato plana, tendo como base pressupostos dos terraplanistas.

1. A gravidade

Quem acredita que a Terra tem a forma de um disco parte do pressuposto de que a gravidade exerceria sua força diretamente para baixo, mas não é assim que funciona esse fenômeno. Davis esclarece que, segundo o que sabemos sobre a força gravitacional, ela puxa tudo para o centro.

Então, quanto mais longe do centro do disco, mais a gravidade puxaria as coisas horizontalmente. Isso teria efeitos estranhos, como sugar toda a água do mundo para o centro do disco, e fazer com que árvores e outras plantas crescessem diagonalmente, já que elas se desenvolvem na direção oposta à da gravidade.

Caminhar também seria uma tarefa complicada, com uma força que nos empurraria rumo ao centro quando tentássemos chegar à borda do disco. Seria como subir uma encosta muito inclinada.

2. O Sistema Solar

O modelo de Sistema Solar que prevalece hoje situa o Sol no centro da nossa galáxia e a Terra circulando ao seu redor, graças uma órbita que nos aproxima e nos distancia desse astro de acordo com a época do ano.

Os terraplanistas colocam a Terra no centro do Universo, onde o Sol opera como uma lâmpada que irradia luz e calor de lado a outro do planeta, mas não falam de uma órbita.

Davis acredita que, sem essa órbita ou a força gravitacional do Sol, nada impediria que o planeta fosse expelido para fora do Sistema Solar.

Uma Terra plana teria outra incongruência. Se o Sol e a Lua circulam sobre o planeta, seria possível haver dias e noites, mas não as estações, eclipses e outros fenômenos astronômicos que dependem do formato esférico da Terra.

Além disso, o Sol teria que ser menor do que a Terra, caso contrário poderia nos queimar ou cair sobre nós. Davis destaca, no entanto, haver medições suficientes que mostram que o Sol tem 100 vezes o diâmetro da Terra.

3. Campo magnético

As leis da física que conhecemos hoje em dia estabelecem que o núcleo da Terra gera seu campo magnético.

Em um planeta plano, segundo os defensores desse modelo, esse campo não existe. Sendo assim, diz o especialista, não haveria uma atmosfera, o que faria com que o ar e os mares fossem parar no espaço. É o que ocorreu em Marte quando o planeta perdeu seu campo magnético.

4. Atividade tectônica

O movimento das placas tectônicas e os movimentos sísmicos são explicados apenas com uma Terra redonda. “Só em uma esfera as placas se encaixam de uma forma sensata”, diz Davis.

Os movimentos das placas de um lado da Terra afetam os movimentos no outro lado. As áreas da Terra que criam formações para cima da crosta terrestre, como a Cordilheira dos Andes, são contrabalanceadas por outras que formam depressões, como os vales.

Nada disso seria explicado adequadamente com uma Terra plana. Não seria possível entender por que existem montanhas ou terremotos.

Também teria de haver uma explicação para o que acontece com as placas na borda do mundo. Poderíamos imaginar que elas cairiam, mas os terraplanistas defendem que existe um “muro de gelo” na borda, criado pela Antártida, algo muito difícil de acreditar, opina Davis.

Para concluir, diz o especialista, se vivêssemos em uma Terra plana, não teríamos nenhuma dúvida disso, porque tudo seria muito diferente de como conhecemos hoje.

Fonte: Portal G1

Dia Mundial do Rádio: Unesco destaca relação do meio com o esporte

A interação do rádio com os esportes é o tema da edição deste ano proposto pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para lembrar  o Dia Mundial do Rádio, ontem (13). Segundo a Unesco, o tema busca mostrar como o aumento da participação feminina nas transmissões esportivas de rádio pode contribuir para a liberdade de expressão.

“Apenas 12% das notícias esportivas são apresentadas por mulheres. A Unesco está trabalhando para promover a cobertura dos esportes com participação das mulheres, a combater a discriminação de gênero nas ondas de rádio e a promover oportunidades iguais na mídia esportiva. A tarefa é imensa”, disse a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, em mensagem no site da Unesco. No comunicado, Audrey destacou que, segundo o relatório do Projeto Global de Monitoramento de Mídia, apoiado pela Unesco, somente 4% do conteúdo esportivo na mídia são dedicados aos esportes com participação feminina.

Ela ressalta que o rádio é um poderoso meio de transmitir os valores do jogo limpo, do trabalho em equipe e da equidade no esporte. “O rádio pode ajudar a combater o racismo e os estereótipos xenófobos que são, infelizmente, expressos dentro e fora do campo. Ele permite a transmissão de uma enorme variedade de esportes tradicionais, muito além das equipes de elite. Permite ainda a oportunidade de estimular a diversidade como uma força de diálogo e tolerância.”

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, lembrou que neste momento em que ocorrem os Jogos Olímpicos de Inverno, em PyeongChang, na Coreia do Sul, é preciso reconhecer o potencial das emissões desportivas como um veículo de aproximação das pessoas. “O rádio pode unir e empoderar comunidades e dar voz aos marginalizados”, disse Guterres.

O Dia Mundial do Rádio foi aprovado pela Assembleia Geral da ONU em 2011. Desde então, a data é lembrada no dia 13 de fevereiro em homenagem à inauguração da Rádio das Nações Unidas, em 1946.

Brasil

No Brasil, para marcar a data, as ações de comemoração foram planejadas pela representação da Unesco no país e o Ministério do Esporte por meio de entrevistas de desportistas para rádios e vídeos para as redes sociais. O recordista mundial paralímpico de natação Daniel Dias e a jogadora de vôlei e campeã pelo Esporte da Unesco Jackie Silva gravaram vídeos.

As estações de rádio interessadas no tema deste ano podem acessar o siteoficial do Dia Mundial do Rádio disponível nas seis línguas oficiais da ONU: espanhol, inglês, francês, árabe, russo e chinês, e registrar seus eventos, seja entrevistas curtas ou programas de rádio. Foi definida ainda a hashtag #DiaMundialdoRádio para marcar a data.

 

 

Fonte: Agência Brasil

Candidatos poderão usar recursos próprios nas campanhas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou a resolução que disciplina os mecanismos de financiamento de campanha para as eleições de 2018. De acordo com o texto, publicado no dia 2 no Diário da Justiça Eletrônico, além dos recursos partidários e doações de pessoas físicas, os candidatos poderão usar recursos próprios em suas campanhas, o chamado autofinanciamento.

“O candidato poderá usar recursos próprios em sua campanha até o limite de gastos estabelecido para o cargo ao qual concorre”, diz o texto da Resolução 23.553, cujo relator foi o ministro Luiz Fux, que desde o dia 6 ocupa a presidência do TSE.

Haverá limite de gastos com as campanhas. De acordo com a resolução, no caso da disputa pela Presidência da República, o valor máximo com gastos de campanha será de R$ 70 milhões. Nas eleições para o cargo de governador, os valores vão de R$ 2,8 milhões a R$ 21 milhões, conforme o número de eleitores do estado. Para a disputa a uma vaga no Senado, os limites variam de R$ 2,5 milhões a R$ 5,6 milhões, conforme o número de eleitores do estado. Para deputado federal, o limite é de R$ 2,5 milhões e de R$ 1 milhão para as eleições de deputado estadual ou distrital.

As doações, entretanto, ficam limitadas a 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador no ano anterior à eleição. Os bens próprios do candidato também poderão ser objeto de doação. Mas somente podem ser utilizados na campanha eleitoral quando demonstrado “que já integravam seu patrimônio em período anterior ao pedido de registro da respectiva candidatura”.

A resolução diz ainda que, além da doação ou cessão temporária de bens e serviços, as doações poderão ocorrer inclusive por meio da internet. No caso das doações bancárias, deverá constar o CPF do doador. Já “as doações financeiras de valor igual ou superior a R$ 1.064,10 só poderão ser realizadas mediante transferência eletrônica entre as contas bancárias do doador e do beneficiário da doação.”

A resolução regulamenta também outra novidade, a possibilidade de financiamento coletivo da campanha por meio de plataformas na internet. Para tanto, a plataforma deverá ter cadastro prévio na Justiça Eleitoral. Serão exigidos, ainda, o recibo da transação, identificação obrigatória, com o nome completo e o CPF do doador; o valor das quantias doadas individualmente, forma de pagamento e as datas das respectivas doações.

Essas informações deverão ser disponibilizadas na internet, devendo ser atualizada instantaneamente a cada nova doação. Os dados deverão ser enviados imediatamente à Justiça Eleitoral.

A polêmica em torno do autofinanciamento começou em dezembro do ano passado, quando o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Michel Temer que liberava o autofinanciamento sem restrição nas campanhas. Na ocasião, os parlamentares entenderam que isto poderia favorecer os candidatos com maior poder aquisitivo.

Contudo, a derrubada ocorreu a menos de um ano da eleição, o que poderia ensejar insegurança e disputa jurídica. Com isso, coube ao TSE editar norma com as regras. Pelo calendário eleitoral de 2018, o tribunal tem até 5 de março para confirmar todas as normas para o pleito deste ano.

 

Fonte: Agências Brasil

Falcon Heavy: por que o lançamento do foguete mais potente do mundo pela Space X é importante

Na mesma plataforma de lançamento de onde o homem partiu para chegar à Lua, pode ocorrer nesta terça um novo marco da exploração espacial.

O mais poderoso foguete do mundo está previsto para ir ao espaço a partir das 18h, no horário de Brasília, e, com isso, pode dar início a um novo capitulo da empreitada rumo à primeira missão tripulada a Marte.

O Falcon Heavy, foi fabricado pela empresa Space X, do bilionário americano Elon Musk, para ter duas vezes mais capacidade de propulsão do que qualquer outro foguete. Mas, diante da alta taxa histórica de falhas em voos inaugurais, o teste não será tripulado: ele levará apenas um carga experimental – um automóvel da Tesla, outra empresa de Musk, com um manequim vestido com um traje especial.

O clássico Space Oddity, de David Bowie, ficará tocando continuamente conforme o carro é colocado em uma órbita elíptica ao redor do Sol até chegar à órbita de Marte. “Ele chegará a 400 milhões de km da Terra, viajando a 11km/s”, disse Musk em uma coletiva na última segunda-feira.

Milhares de espectadores são esperados no Centro Espacial John F. Kennedy, da Nasa, em Cabo Canaveral, na Flórida, onde foram vendidos ingressos por US$ 195 (R$ 634).

A Space X disse que tentará por três horas lançar o Falcon Heavy. Se por causa de problemas técnicos for necessário adiar, uma nova tentativa será feita nesta quarta-feira (6).

Como é o foguete?

O Falcon Heavy é composto basicamente por três foguetes Falcon 9. Mas reuni-los em um único conjunto exigiu uma série de alterações, como reforçar seu núcleo central.

Os 27 motores Merlin em sua base devem ser capazes de gerar um impulso de 23 mil kilonewtons, pouco mais do que o dobro do que o foguete mais potente existente hoje, o Delta IV Heavy, que é operado pela empresa americana United Launch Alliance, uma das principais concorrentes da Space X.

Com 70 metros de altura, o Falcon Heavy foi criado para colocar no máximo 64 toneladas em órbita baixa, o equivalente a quatro ônibus. Na verdade, raramente será exigido que ele carregue tanto peso, porque a Space X espera que ele seja capaz de pousar de volta na Terra após o lançamento, e o combustível necessário para isso limita sua capacidade neste aspecto.

Mas a enorme propulsão do foguete cria algumas possibilidades, como transportar satélites bem mais pesados para uso pelas forças militares e de inteligência americanas (o tamanho dos satélites hoje é limitado pela performance dos foguetes atuais), lançar mais satélites ao mesmo tempo e robôs maiores para explorar a superfície de Marte ou de outros planetas como Júpiter e Saturno e suas luas ou colocar em órbita telescópios de grande porte.

Por enquanto, o Falcon Heavy tem apenas algumas reservas previstas para suas missões, duas delas para o envio de grandes satélites de telecomunicação que precisam ser colocados em órbita geoestacionária a 36 mil km acima da Terra.

Villain afirmou ainda que os principais clientes em vista são o “governo americano, o que inclui a Nasa e o Departamento de Defesa, e empresas que querem ter sua própria constelação de satélites”.

Como fica a Nasa?

Se o lançamento for bem-sucedido, surgem algumas questões delicadas para a política especial dos Estados Unidos.

A Nasa certamente pode achar diferentes usos para essa capacidade de carga extra, mas a agência tem seu próprio “foguete monstro” em desenvolvimento.

O dilema para a Nasa e legisladores americanos é que o Sistema de Lançamento Espacial (SLS, na sigla em inglês), como o foguete é conhecido, ainda levará alguns anos para poder ser usado, com uma capacidade de 70 toneladas para órbita baixa.

Além disso, cada lançamento custará US$ 1 bilhão (R$ 3,25 bilhões), enquanto o Falcon Heavy custará apenas US$ 90 milhões (R$ 292,5 milhões) por voo, segundo Musk.

Muitos já questionam o Congresso dos Estados Unidos como justificar esse custo extra quando uma alternativa bem mais barata está prestes a ficar disponível. E Musk não é o único empreendedor desenvolvendo soluções comerciais com grande capacidade de carga que superam em muito o custo do SLS.

Jeff Bezos, fundador da Amazon, trabalha em um foguete chamado New Glenn, que deve ser capaz de colocar 45 toneladas em órbita baixa. Ele já deu indícios de planos de um foguete ainda mais poderoso, chamado New Armstrong.

Um fracasso está previsto?

Musk destacou as dificuldades enfrentadas para deixar o Falcon Heavy pronto para seu voo inaugural. O projeto foi anunciado formalmente em 2011, com um primeiro lançamento inicialmente previsto para 2013.

Cinco anos depois, o empresário admite que as chances de fracasso são significativas.

“Se sair errado, espero que isso ocorra em um estágio avançado da missão para que possamos aprender o máximo possível neste processo”, afirmou. “Vou considerar uma vitória se ele sair da plataforma e não explodi-la em milhares de pedaços. Ele tem o equivalente a 1.814.370 kg de dinamite. Provavelmente não restará muita coisa se sair do controle.”

Fazer com que os 27 motores sejam ativados em conjunto e controlá-los durante a primeira fase da subida não é uma tarefa simples. Os soviéticos tentaram em sua época fazer o mesmo, mas com 30 motores, no primeiro estágio de seu malfadado foguete lunar, o N1, que nunca atingiu a órbita terrestre.

Enquanto isso, Musk já pensa à frente: ele tem um futuro foguete em desenvolvimento com 31 motores.

Fonte: Portal G1

Sem macacos, humanos viram alvo principal de mosquitos da febre amarela

O massacre de macacos por humanos no Brasil devido ao surto de febre amarela não revela apenas a desinformação sobre a transmissão da doença: também pode prejudicar seu combate.

Isso porque, sem os primatas, os mosquitos silvestres dos gêneros Haemagogus e Sabethes – os vetores da febre amarela silvestre – devem ir atrás de sangue humano para se alimentarem, dizem especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

Eles lembram que os macacos são os alvos preferidos desses insetos, que costumam voar na altura da copa das árvores.

Além disso, muitos primatas acabam desenvolvendo a doença e morrem.

Ao verificar um volume expressivo de corpos deles em determinada região, autoridades sanitárias e pesquisadores conseguem identificar a presença da febre amarela, traçar o possível trajeto do vírus – conforme os corredores da floresta existente – e planejar ações de imunização das pessoas.

A doença tem tido um impacto tão expressivo na população de macacos da Mata Atlântica que existe o temor, por exemplo, de que todos os bugios desapareçam das florestas do Rio de Janeiro.

Só este ano, dos 144 macacos mortos recolhidos pela Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses do Rio de Janeiro para testes de febre amarela, 69% foram executados – apresentavam várias fraturas ou veneno no organismo.

Em todo o ano passado, dos 602 animais mortos, 42% foram assassinados, segundo dados do órgão.

Nem o mico-leão-dourado escapou. Corpos de animais dessa espécie, ameaçada de extinção, também foram localizados com sinais de execução.

No Brasil, foram confirmados 777 casos de febre amarela entre dezembro de 2016 e agosto de 2017, com 266 mortes.

 Fonte: Portal G1

Fóssil de animal com corpo de aranha e cauda de escorpião é encontrado na Ásia

Um fóssil conservado em âmbar por 100 milhões de anos está ajudando a esclarecer conceitos científicos sobre as origens das aranhas.

Diferentemente de seus parentes modernos, a antiga criatura tinha uma cauda. Ela pertence à classe dos aracnídeos, que agrupa artrópodes como a aranha, o escorpião e o carrapato.

Pesquisadores dizem que é possível – mas improvável – que a espécie ainda viva nas florestas do sudeste da Ásia.

O habitat remoto da criatura e seu pequeno tamanho tornam possível que seus descendentes ainda vivam em Mianmar, onde o fóssil foi encontrado, segundo Paul Selden, paleontólogo da Universidade do Kansas, nos EUA.

Mina de ouro

Mianmar tem se provado uma mina de ouro para cientistas que procuram pele, escamas, pelos e penas preservados no âmbar, uma resina de árvore fossilizada.

A descoberta remonta ao período Cretáceo, quando a Terra era habitada por dinossauros com o Tiranossauro Rex.

O aracnídeo tem uma mistura incomum de características antigas e modernas. Cientistas nomearam o animal de Chimerarachne yingi, em homenagem à Quimera, o animal mitológico grego composto por partes de mais de um animal.

Quatro pequenos animais foram encontrados. Os pesquisadores acreditam que eles viviam em troncos de árvores, talvez embaixo da casca ou do musgo no pé delas.

Eles eram capazes de produzir fios de seda com um órgão localizado em sua parte traseira, mas é improvável que construíssem teias. Ainda não há teorias sobre para que a cauda era usada ou se o bicho era venenoso.

Surpresas fossilizadas

O pesquisador Ricardo Perez De La Fuente, do Museu de História Natural de Oxford, diz que esses “incríveis fósseis” serão importantes para decifrar o quebra-cabeça da evolução das aranhas.

A ordem das aranhas existe desde 300 milhões de anos atrás. O Chimerarachne teve um ancestral em comum com a aranha e se assemelha a um membro do grupo mais primitivo de aranhas modernas, o mesotheles, que hoje só existe na China, no Japão e no sudeste da Ásia.

Aranhas são um dos grupos mais bem-sucedidos na natureza, com mais de 47 mil espécies vivas.

Ao longo de centenas de milhões de anos, elas desenvolveram diversas características únicas, incluindo fieiras para a produção de fios e veneno para imobilizar as presas.

A pesquisa foi publicadas em dois artigos na revista científica Nature Ecology e Evolution. Um deles, liderado pelo cientista Bo Wang, da Academia Chinesa de Ciências, descreveu dois dos animais. O outro, de Gonzalo Giribet, da Universidade Harvard, apresenta os outros dois aracnídeos.

Fonte: Portal G1

Salgueiro conta a história de mulheres guerreiras

A vontade de representar Xica da Silva no teatro vem de longe, mas os compromissos profissionais não tinham permitido até agora que o desejo da atriz Roberta Rodrigues fosse realizado. Finalmente isso vai poder ocorrer e para um púbico de cerca de 80 mil pessoas.

A personagem de Roberta é uma das mulheres fortes, guerreiras, que marcaram e ainda estão presentes no cotidiano da vida brasileira. É em homenagem a essas mulheres que o Salgueiro, escola da Tijuca, na zona norte do Rio, levará para o Sambódromo, na segunda-feira (12), o enredo Senhoras do ventre do mundo.

A atriz disse que se sente privilegiada, “uma filha querida de Papai do Céu”, por ter sido convidada para representar no enredo a escrava alforriada que se tornou parte da elite mineradora de Diamantina (MG). Além de representar uma personagem forte, o Salgueiro é a escola do coração de Roberta.

“O último ano que eu desfilei no Salgueiro foi quando ele foi campeão em 2009 e eu brinquei muito dizendo que o Salgueiro ia ser campeão quando eu desfilasse de novo. Então, estou voltando com essa missão. O Salgueiro sempre faz desfiles incríveis. É uma escola especial e sempre trata de assuntos que reveem conceitos da nossa cultura. E este ano, eu desfilar como Xica da Silva é um presente!”, afirmou, animada.

Segundo Roberta, o convite foi apresentado pelo seu colega, o ator Aílton Graça, que também é integrante do Salgueiro. Ele já tinha um projeto de montar uma peça com a atriz no papel de Xica, o que em parte está sendo realizado com o desfile. “Ele falou: ‘você é minha Xica da Silva não só na vida, como no carnaval do Salgueiro’. Aí eu pirei, porque acho de uma importância imensa, nós mulheres negras, e também todo o povo brasileiro, saber da história da mulher negra no Brasil. São mulheres guerreiras, que transformaram, e por isso a gente tem hoje ascensão, uma liberdade maior. Não que seja perfeita. A gente ainda está lutando por muitas vitórias, mas já deu uma boa caminhada, graças a mulheres como Xica da Silva”, disse a atriz.

“Feminino e negro como nunca”

O tema foi proposto pela diretoria da escola ao carnavalesco Alex de Souza. Ele imediatamente concordou e desenvolveu o enredo que, na sua visão, toca em questões sociais ainda atuais, como racismo e misoginia. “O Salgueiro vem feminino e negro como nunca. Acho que a gente vai fazer uma grande poesia na passarela”, disse Souza, destacando também o papel social da escola.

O Salgueiro, que tem a tradição de levar para a avenida histórias com temática africana e de figuras de destaque da cultura negra, já abordou anteriormente a própria Xica da Silva, assim como o Quilombo dos Palmares e a Festa para um rei negro, sobre a visita de príncipes africanos a Pernambuco.

Diversos tipos de mulher estarão representados na avenida, segundo Souza. “Em vários períodos da história, em várias condições. Ela é a regente, ela é a general, ela é soldado, é mãe, é amante, é companheira, militante, professora, poetisa. Ela é aquela que está com o filho, da gestação à hora da morte. Aquela que introduz palavras em nosso vocabulário, dá sabor à nossa culinária, põe tempero na panela. Que sabe ralhar na hora certa, que educa, batalha. Elas são tantas ao longo da história e também da nossa história brasileira”, pontuou. A lista de representadas inclui desde aquelas que fizeram diferença na comunidade até pessoas que foram reconhecidas no país, como a pianista e compositora Carolina Cardoso de Menezes.

O carnavalesco admitiu que embora os enredos com temática africana sejam uma marca da escola, não é possível ter um deles todo ano na avenida, mas quando isso acontece, os integrantes mais saudosos de outros carnavais defendidos pelo Salgueiro ficam mais satisfeitos. “Essa identificação, essa afinidade ajuda bastante a dar aquele gás de chegar e botar o pé na avenida, a entrar com aquela força maior na hora do desfile. Isso é muito bom para a gente”, destacou.

Força do samba e da bateria

O samba-enredo também é um dos pontos fortes deste ano, que tem empolgado os componentes da escola, tanto nos ensaios da quadra quanto nos que ocorreram em ruas da Tijuca, segundo Souza. “A escola vem forte no canto. É uma escola tradicional, de chão, de comunidade. São coisas que parecem clichês, mas ela tem um chão muito forte. O Salgueiro tem uma característica interessante: às vezes os sambas não são tão badalados como os de outras escolas, mas fazem a diferença na hora do desfile”, indicou.

Outra aposta é a bateria do Salgueiro, considerada como uma das melhores da elite do carnaval carioca. “É uma bateria de respeito, bastante eficiente, que tem à frente o mestre Marcão. A bateria também faz com que o samba dê aquele ‘sacode’, que é o que a gente espera fazer na avenida na segunda-feira (12)”, completou.

“Turbilhão de emoções” no desfile

O momento de entrar na avenida é sempre de grande emoção para um componente de escola de samba. Para Roberta Rodrigues, com a representação que fará na passarela, será também um instante em que pensará na filha Linda Flor, que completará um ano no dia 16, e em diversas mulheres que enfrentam batalhas para tocar a vida.

Roberta disse que, como negra e vinda de comunidade – ela cresceu no Vidigal, na zona sul do Rio –, nada foi fácil. A atriz conta que precisou provar a competência “um bilhão de vezes”, o que a capacitou para tudo que realizou não só no trabalho, mas na vida. Quando se tornou mãe, sentiu que isso ficou ainda mais forte.

“Você descobre uma força descomunal e não sabe de onde vem. E começa a valorizar e entender as ‘ladainhas da mamãe’ nas suas reclamações. Você começa entender melhor a mulher, o quanto somos fortes e não temos esse reconhecimento. Começa a querer o seu espaço e os seus direitos. Quando se torna mãe, isso potencializa. Com certeza, quando eu entrar na avenida, vou carregar a força de todas essas mulheres, das mulheres da minha família, das minhas amigas. Vou entrar com um turbilhão de emoções”, acrescentou.

Fonte: Agência Brasil

As 3 teses que tentam explicar como a febre amarela rompeu fronteiras da Amazônia e atingiu o Sudeste

omo a febre amarela rompeu os limites da Floresta Amazônica e alcançou o Sudeste, atingindo parques e matas próximos de grandes centros urbanos de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo?

Cientistas se debruçam sobre três teses que tentam explicar o fenômeno. A partir do ano passado, o número de casos da doença alcançou níveis sem precedentes nos últimos 50 anos, provocando correrias a postos de saúde – inclusive de pessoas que não se encontram em áreas de risco.

Segundo o Ministério da Saúde, desde o início de 2017 foram confirmados 779 casos, 262 deles resultando em mortes – o maior surto de febre amarela silvestre (ou seja, transmitida em área de floresta) da história. Outros 435 registros ainda estão sob investigação.

Casos de pessoas infectadas no Sudeste começaram a ser registrados no início dos anos 2000, afirmam especialistas, e já havia a indicação de que a doença estava progressivamente migrando para o litoral leste do país. O que pegou alguns pesquisadores de surpresa foi a rapidez com que o vírus se espalhou.

De acordo com uma das teses que tentam explicar essa migração, um humano infectado na Amazônia teria se deslocado em seguida para alguma região de Mata Atlântica, possivelmente em Minas Gerais, e sido picado lá por outros mosquitos, que teriam depois espalhado a doença.

Uma segunda hipótese é a de que insetos que adquiriram o vírus na Amazônia foram se deslocando progressivamente para o sul do país, por meio de corredores de floresta e rios, passando por Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro. A estimativa é que um mosquito seja capaz de voar por cerca de 3 km por dia.

Uma terceira tese aponta desequilíbrios ambientais causados pelo rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG), como fator responsável por multiplicar casos de contaminação por febre amarela. Segundo essa teoria indica, o desastre ambiental eliminou predadores dos mosquitos, aumentando a população desses insetos.

Descobrir o que provocou a chegada do vírus ao Sudeste e o aumento inesperado de casos é importante, segundo especialistas, para detectar por onde a doença ainda deve passar e adotar medidas de prevenção contra novos surtos, com campanhas de vacinação e de eliminação de focos de mosquito.

Como tudo começou…

O vírus da febre amarela existe no Brasil desde os tempos coloniais.

Os navios portugueses vindos da África no século 17 e 18 não trouxeram ao Brasil somente africanos escravizados e mercadorias. Dois inimigos silenciosos do homem vieram junto – o vírus da febre amarela, presente no corpo dos passageiros, e o mosquito Aedes aegypti, que também transmite dengue, chikungunya e zika.

As consequências foram uma série de surtos de febre amarela urbana no Brasil, com milhares de mortos. Diferentemente do que ocorre hoje, a doença predominava nas cidades, não nas florestas, e era transmitida pelo Aedes aegypti, não por mosquitos silvestres (que vivem em matas).

No século 20, campanhas de erradicação do Aedes aegypti conseguiram acabar com a febre amarela urbana. Mas o vírus já tinha migrado – pelo trânsito de pessoas infectadas – para zonas de floresta na região Amazônica, e passou a ser transmitido apenas por mosquitos silvestres de duas categorias, Haemagogus e Sabethes.

No início dos anos 2000, alguns casos de febre amarela começaram a ressurgir em áreas da Mata Atlântica, segundo o pesquisador Ricardo Lourenço, do Instituto Oswaldo Cruz. A partir de dezembro de 2016, o número de infectados explodiu em algumas regiões de Minas Gerais e Espírito Santo, caracterizando um surto. E, entre 2017 e 2018, registros de febre amarela cresceram rapidamente no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Teoria 1 – vírus trazido pelo homem

Alguns pesquisadores argumentam que o vírus desceu do Norte para o Sudeste do país porque um ser humano infectado na Amazônia foi para a Mata Atlântica e acabou sendo picado por outros mosquitos silvestres que espalharam a doença.

“A minha teoria é o elemento urbano. Muitas pessoas migram para a Amazônia sem tomar vacina. Uma pessoa pegou o vírus na Amazônia e entrou na Mata Atlântica depois, possivelmente na altura de Montes Claros, em Minas Gerais, onde surgiram casos de macacos e pessoas infectadas”, defende o professor Aloísio Falqueto, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

O pesquisador destaca que, uma vez na Mata Atlântica, o vírus se espalhou rapidamente, já que lá havia uma grande quantidade de alimentos para os mosquitos – sangue de macacos. E os primatas dessa floresta estavam vulneráveis – não tinham desenvolvido anticorpos, uma vez que o vírus havia desaparecido da região na década de 1940.

Os mosquitos Sabethes e Haemagogus, atuais transmissores da febre amarela, moram na copa das árvores e preferem o sangue dos macacos. Essa preferência vem de um processo de adaptação genética, ao longo de anos de evolução das espécies.

 

“Aqui é um barril de pólvora. A força de transmissão é muito maior, porque já havia o vetor – mosquitos que moravam na Mata Atlântica – e uma diversidade ampla de macacos vulneráveis à febre amarela que nunca tinham desenvolvido anticorpos”, afirma Falqueto.

Nos últimos meses, macacos têm sido mortos não apenas em decorrência da febre amarela, mas também por seres humanos que temem contrair a doença. Mas pesquisadores alertam que o massacre desses bichos é um “tiro no pé”: se muitos macacos começarem a morrer, a tendência é que cresça a chance de contaminação de humanos.

Sem ter primatas para picar na copa das árvores, os mosquitos buscarão alimento em outras localidades – e o homem vira a próxima opção como fonte de sangue. Como o homem é um animal que se assemelha ao macaco, naturalmente se torna alternativa para o mosquito da febre amarela, que buscará instintivamente um bicho geneticamente próximo.

Teoria 2 – viagem do mosquito

Outros pesquisadores argumentam que os mosquitos silvestres que transmitem a febre amarela se deslocaram do Norte do país para o Sudeste aos poucos, voando ao longo de rios e corredores de mata.

Conforme foram picando macacos na Mata Atlântica, e esses bichos foram morrendo, os mosquitos teriam se deslocado mais ao sul, passando de Minas Gerais e Espírito Santo para São Paulo e Rio de Janeiro.

“É possível que (a migração do vírus) tenha sido causada por mosquitos que voaram entre manchas de mata. Os mosquitos se dispersam por dois motivos: para achar lugar para colocar ovo e para achar fonte de alimentação sanguínea”, explica o pesquisador Ricardo Lourenço, do Instituto Oswaldo Cruz.

Tanto o homem quanto o macaco, quando picados, só carregam o vírus da febre amarela em quantidades suficientes para infectar outros mosquitos por cerca de três dias. Depois disso, o organismo passa a produzir anticorpos, e a concentração do vírus diminui. Em cerca de dez dias, primatas e humanos terão morrido ou se curado da doença, ficando imunes a ela.

Já o mosquito permanece com o vírus da febre amarela para sempre, segundo Ricardo Lourenço. Eles podem até passar o vírus para os ovos e, consequentemente, para os filhotes que nascerem.

Teoria 3 – rompimento da barragem em Mariana

Já o professor da Universidade de São Paulo (USP) Eduardo Massad, que também leciona na London School of Hygiene and Tropical Medicine, no Reino Unido, acredita que o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG), em 2015, teve papel relevante na disseminação acelerada da doença no Sudeste do país.

 

Essa tese aponta que a destruição do habitat natural de diferentes espécies, além da morte de peixes e outros animais, pode ter reduzido os predadores naturais dos mosquitos. Ao mesmo tempo, a tragédia ambiental pode ter afetado o sistema imunológico dos macacos, tornando-os mais suscetíveis ao vírus da febre amarela.

“A grande surpresa foi a velocidade com que a doença se espalhou no Sudeste. Tenho quase certeza de que esse surto se iniciou como resultado do desastre em Mariana, em Minas Gerais, quando houve um grande desequilíbrio ecológico e algum fator causou o espalhamento rápido da doença no macaco”, diz Massad, que é infectologista.

Segundo o professor, da USP, em um ano – de janeiro de 2017 a janeiro de 2018 – houve um volume de casos comparável ao registrado em um período de 30 anos.

E para onde o vírus ainda vai?

E a “viagem” da febre amarela não deve terminar em São Paulo. O professor Aloisio Falqueto, da Ufes, prevê que o vírus continuará seguindo por corredores de mata e chegará ao Sul do país.

“A essa altura já devíamos estar vacinando as populações de determinadas áreas do Paraná e de Santa Catarina”, diz. A “migração” do vírus até o Sul, segundo o pesquisador, ocorrerá a partir do voo dos mosquitos silvestres que transmitem a doença e que transitam por áreas de floresta em busca de alimentos.

 

Para Falqueto, o número de pessoas infectadas pela febre amarela desde que os casos começaram a aumentar rapidamente, em 2016, poderia ter sido menor se governo estaduais tivessem planejado melhor a imunização de zonas rurais, conforme o mapeamento dos “caminhos” possíveis do vírus.

É possível, segundo ele, prever o trajeto levando em conta corredores de floresta a existência de populações de macacos. “Temos clamado desde o início do ano passado para vacinarem a população das áreas rurais em contato com a Mata Atlântica. Eles despejaram muitas vacinas nas áreas urbanas quando não precisava. E faltou vacina para quem estava exposto”, diz Falqueto.

O professor Eduardo Massad, da USP, diz que elaborou, em 2014, um plano de imunização para o Estado de São Paulo depois que 11 pessoas morreram vítimas de febre amarela em Botucatu, em 2009.

Mas, segundo ele, a Secretaria Estadual de Saúde não implementou a campanha de vacinação nas áreas onde havia risco de chegada do vírus.

“Eu fiz cálculos matemáticos para determinar qual seria a proporção da população nas áreas não vacinadas que deveria ser imunizada, considerando os riscos de efeitos adversos da vacina”, conta.

“Infelizmente a Secretaria de Saúde não adotou essa estratégia. Os casos estão acontecendo exatamente nas áreas onde eu havia recomendado a vacinação. A Secretaria está correndo atrás do prejuízo.”

Desde julho de 2017, foram contaminadas mais de 100 pessoas em São Paulo – mais de 40 pessoas morreram.

Vacinar ou não vacinar?

Por sua vez, o chefe da Coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo, Marcos Boulos, também infectologista e professor da USP, argumenta que teria sido “irresponsabilidade” vacinar moradores em áreas que, na época, não era consideradas foco do vírus da febre amarela.

Boulos afirma que a vacinação também traz riscos e, portanto, deve ser promovida com cautela. “Em Botucatu tivemos 11 mortos pela febre amarela e 4 mortos por efeitos colaterais de vacina. Quando você usa a vacina em regiões onde não tem epidemia, você só aumenta os riscos.”

Ele também afirmou que, a partir dos primeiros casos de febre amarela no Estado, em 2017, a Secretaria de Saúde promoveu vacinação em áreas onde se previa que o vírus iria passar.

Ele argumenta que houve mais casos de febre amarela em Mairiporã e Atibaia porque tratam-se de cidades repletas de moradias em meio a florestas. Além disso, acrescenta, o aumento do reflorestamento criou novos corredores de floresta entre Minas Gerais e São Paulo, possibilitando novas rotas de migração do vírus.

“Sabíamos que um dia poderia chegar próximo ao litoral, mas se acreditava que seria em mais sete ou 14 anos, e que daria para vacinar progressivamente. Estávamos visitando as casas e vacinando.”

‘Decisão difícil’

O pesquisador Ricardo Lourenço reconhece que não é fácil tomar a decisão de promover campanhas de vacinação em áreas onde ainda não há alerta de febre amarela, já que, embora considerada segura, a vacinação sempre gera alguns riscos.

 

A vacina contém uma dose ativa, porém enfraquecida do vírus, e estimula o corpo a produzir anticorpos contra a doença. Em alguns casos, pessoas desenvolvem os sintomas mais leves da febre amarela, como febre baixa e dor no corpo. Em casos mais raros, há o aparecimento dos sintomas graves – icterícia (amarelamento da pele e dos olhos), inflamação dos rins e fígado, hemorragias e, eventualmente, falência múltipla dos órgãos.

Uma dose imuniza a pessoa para a vida toda, conforme a Organização Mundial da Saúde. A dose fracionada adotada atualmente dura, segundo o Ministério da Saúde, por pelo menos oito anos.

A conclusão do tempo de duração da dose fracionada vem, segundo Lourenço, de um estudo feito com 700 pessoas que tomaram essa dose menor e que vêm sendo monitoradas há oito anos.

“Se a febre amarela tivesse sido controlada há mais tempo, se tivesse sido feita uma avaliação e um estímulo maior para vacinar a população limítrofe das últimas epidemias em Minas e em São Paulo, não teríamos tantas pessoas infectadas hoje. Muita gente nasceu em áreas sem febre amarela e morreu disso, porque era tarde demais”, defende.

 

Para o pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz, os governos locais “não foram sensíveis e rápidos para comunicar e perceber o início da epidemia. E o governo federal não produziu a campanha no tempo necessário.”

O Ministério da Saúde defende as ações de imunização adotadas. Em nota, a pasta afirmou que, “desde 2016, os Estados e municípios vêm sendo orientados para a necessidade de intensificar as medidas de prevenção.”

“Foram reforçados os estoques de vacinação nas áreas atingidas – só no ano passado, o ministério enviou aos Estados 45 milhões de doses da vacina – e realizadas videoconferências com os gestores das regiões afetadas para programar ações para contingência e a realização da maior campanha de vacina fracionada do mundo, agora em curso”, diz o Ministério da Saúde.

“É importante lembrar ainda que a estratégia de vacinação já faz parte da rotina de 21 Estados brasileiros e também é recomendado para pessoas de outras regiões que vão se deslocar para áreas de mata nessas localidades. O Ministério da Saúde, ao longo de décadas, vem mantendo os estoques de vacina e ampliando as áreas de vacinação conforme a necessidades apontadas pelo monitoramento constante”, afirmou a pasta na nota enviada à BBC Brasil.

A orientação é de que pessoas em áreas de risco se vacinem.

Fonte: Portal G1