Confiança do comércio cai ao menor nível desde março de 2010

O Índice de Confiança do Comércio caiu 1,5% em janeiro, na comparação com dezembro, e atingiu 107,3 pontos, menor nível desde março de 2010. Foi terceira queda consecutiva do indicador medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com a sondagem mensal feita pela instituição, os empresários do setor estão mais pessimistas com a atividade nos próximos seis meses.

“Após um final de ano muito fraco, o comércio avalia o nível de demanda de forma um pouco mais favorável em janeiro. Este movimento foi, no entanto, mais que compensado pela piora das expectativas do setor em relação aos meses seguintes”, afirmou, em nota, Aloisio Campelo Jr., superintendente adjunto para Ciclos Econômicos da FGV/Ibre.

O Índice da Situação Atual teve alta expressiva de 11,2% em janeiro frente a dezembro, alcançando 89,3 pontos. Mas o recuo de 8,9% do Índice de Expectativas, que chegou à mínima histórica de 125,2 pontos, revela desânimo dos empresários do setor em relação aos próximos meses.

A evolução desfavorável das expectivas decorreu da queda dos dois quesitos que o compõem. O indicador que mede o grau de otimismo com as vendas nos três meses seguintes caiu 9,7% sobre o mês anterior, chegando ao menor valor da série (127,5 pontos), enquanto o indicador que mede o otimismo em relação à situação dos negócios nos seis meses seguintes recuou 8,2%, registrando o mínimo histórico em 122,8 pontos. A sondagem foi feita entre 05 e 27 deste mês entre 1.208 empresas.

Serviços
O índice de Confiança de Serviços (ICS), por sua vez, caiu 2,0% entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015, ao passar de 101,1 para 99,1 pontos, na série com ajuste sazonal1. No primeiro resultado de 2015, o índice registra o menor nível da série histórica, iniciada em junho de 2008.

O movimento negativo do ICS em janeiro alcançou 8 de 12 atividades e foi determinado pelas expectativas em relação aos meses seguintes. O Índice de Expectativas (IE-S), que havia avançado 0,6% em dezembro, apresentou queda de 6,6%. O Índice de Situação Atual (ISA-S), por sua vez, avançou 5,5%, após aumento de 2,5% no mês anterior.

A piora do IE-S entre dezembro e janeiro foi determinada pela redução de 6,8% do indicador de Tendência dos Negócios e de 6,4% do indicador de Demanda Prevista. A proporção de empresas esperando melhora da situação dos negócios passou de 34,1% para 30,8% do total e a parcela das que esperam piora aumentou de 8,9% para 14,1%.

Fonte: Portal G1 

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