Dilma arrecadou R$ 318 mi e Aécio, R$ 201 mi, informam campanhas

A campanha eleitoral da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) arrecadou doações de R$ 318 milhões em dinheiro e gastou um pouco menos, deixando uma sobra de R$ 169 mil. Já a campanha de Aécio Neves (PSDB) captou R$ 201 milhões, mas, com gastos de R$ 216 milhões, ficou com uma dívida de R$ 15 milhões.

Os números foram informados nesta terça-feira (25) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e confirmados ao G1 pelos coordenadores financeiros das duas campanhas. A partir de agora, caberá à Justiça Eleitoral analisar os dados para conferir se as receitas e despesas conferem com o que foi informado pelos partidos.

Terceira colocada na disputa, a candidata Marina Silva (PSB) gastou, junto com a campanha de Eduardo Campos, morto em agosto, cerca de R$ 61 milhões, conforme prestação de contas entregue no início do mês.

Além dos R$ 318 milhões arrecadados, a campanha de Dilma ainda obteve “doações estimáveis” no valor de R$ 32 milhões. Esse valor “estimado” se refere a gastos feitos por candidatos a governador, senador ou deputado, por exemplo, que incluíram a petista em suas propagandas e foram contabilizados pela campanha dela como contribuições.

O tesoureiro da campanha, deputado Edinho Silva (PT-SP), disse que o valor da campanha se justifica pelo fato de haver segundo turno e da inserção em todos os estados. Ele disse estar tranquilo em relação à fiscalização pela Justiça Eleitoral.

“A campanha seguiu estritamente o que estabelece a legislação. Tudo que foi arrecadado, foi declarado e tudo que foi gasto foi declarado”, afirmou.

O coordenador financeiro da campanha de Aécio, José Gregori, não soube informar o quanto foi arrecadado e gasto em doações estimáveis. Ele explicou, no entanto, que a dívida de R$ 15 milhões será quitada pelo PSDB.

“São três credores, duas editoras que fazem material de campanha e uma empresa de publicidade. Elas estão fornecendo serviços para o PSDB e mesmo para o Aécio há muito tempo, é gente conhecida, que vão receber”, disse.

Gregori disse “sonhar” com o dia em que campanha será financiada apenas pelos próprios militantes e correligionários do PSDB. Mas disse que, considerando a “pequena diferença” na votação entre Dilma e Aécio (ela teve 54,5 milhões e ele, 51 milhões), a campanha foi “módica”.
“É um custo que, do ponto de vista cultural e no nosso estágio político, ainda é um custo da democracia, que a gente tem que lutar para abaixar”, afirmou.

Fonte: Portal G1

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