Governo lança campanha para combater preconceito contra imigrantes

O Ministério da Justiça lançou hoje (13) uma campanha online para combater a intolerância e a xenofobia no Brasil. A ação é feita em conjunto com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Todos os interessados poderão participar da campanha pelas redes sociais usando as hashtags #EuTamémSouImigrante e #XenofobiaNãoCombina.

Foi lançado também um site onde é possível montar a própria campanha personalizada.

Matheus Gomes está em uma das primeiras peças a serem divulgadas. A campanha traz uma foto do rapaz de 18 anos e, ao lado, os dizeres: “Meu avô é angolano, meu bisavô é ganês”. Osite permitirá que qualque um disponibilize a própria foto e inclua as origens dos familiares. O resultado será compartilhado nas redes sociais.

Segundo o secretário Nacional de Justiça e presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Beto Vasconcelos, o objetivo é conscientizar, informar e envolver a sociedade “em um fato evidente da nossa sociedade, que é sermos todos imigrantes”. Ele explica que a população brasileira é formada tanto por imigrantes que vieram tanto por vontade própria quanto forçados ao país, e que qualquer ato de preconceito e intolerância é inaceitável.

As manifestações de xenofobia no Brasil são, de acordo com secretário, pontuais. A campanha tem o objetivo de divulgar a questão do refúgio, durante muito tempo desconhecida, além de informar e esclarecer a população quanto à temática.

A campanha, que começa hoje (13), vai até 18 de novembro. O lema é “Brasil. A imigração está no nosso sangue”. Trata-se da segunda etapa da campanha, que ocorreu de 18 de agosto a 22 de setembro, com o slogan Para os refugiados, o Brasil é uma oportunidade de viver e a hashtag #compartilhehumanidade.

Segundo Vasconcelos, o Brasil reconhece 8.530 refugiados. Os dados começaram a ser compilados em 1997, incluindo pessoas que ingressaram no país antes desse ano. Desses, 2.097 são de nacionalidade síria, 1.480 são angolanos; 1.093, colombianos; e aproximadamente 850, congoleses. São pessoas que foram obrigadas a deixar sua terra para escapar de conflitos armados ou perseguições por raça, religião, grupo social, opinião política ou nacionalidade.

Os refugiados geralmente se estabelecem nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Há também entradas identificadas no Norte, pricipalmente no Acre.

“Estamos hoje diante da pior crise humanitária desde a Segunda Guerra Mundial”, disse o secretário. “O mundo inteiro tem buscado soluções inovadoras, a comunidade internacional tem buscado medidas para atender o drama humano que estamos vivendo. O Brasil tem colaborado”, acrescentou Vasconcelos. No mundo, 60 milhões tiveram que deixar suas casas e 20 milhões foram forçadas a deixar seus países.

Fonte: Agência Brasil

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