Marinha avalia impactos da lama na foz do Rio Doce

Os danos da lama que se alastrou de Minas Gerais até o Espírito Santo, após rompimento de barragem na cidade de Mariana (MG), serão estudados pela Marinha do Brasil. Para isso, o navio de pesquisa Vital de Oliveira coletará dados com objetivo de qualificar e de quantificar os danos ambientais no local. O Comando do 1º Distrito Naval destacou cerca de 400 militares para ações de monitoramento dos rejeitos de minérios provenientes do rompimento da barragem no interior de Minas Gerais, em 5 de  novembro.

O Navio Hidroceanográfico “Vital de Oliveira” está participando da tarefa, com técnicos do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), da Marinha, e da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), além dos pesquisadores. As equipes auxiliarão nos levantamentos e estudos para verificar os impactos oceanográficos na fauna e flora da foz do rio Doce e áreas marítimas adjacentes a Linhares (ES), onde a lama alcançou o mar. Serão realizadas pesquisas científicas de caracterização física, química, biológica, geológica e ambiental de áreas oceânicas.

“Levaremos 110 militares da Marinha, com 40 especialistas no assunto, para fazer coleta de água e solo para análise laboratorial e verificação de se houve ou não contaminação pelos minérios”, explicou o capitão-de-fragata Aluizio Maciel de Oliveira Júnior, comandante do navio Vital de Oliveira.

Rodrigo Júdice, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, relatou a participação da Marinha na operação. “Quando o Estado do Espírito Santo solicitou ajuda ao Ministério da Defesa, foi prontamente atendido. O trabalho da Marinha vai nos ajudar a analisar os danos causados para exigirmos da empresa Samarco o devido ressarcimento”, disse.

As equipes de pesquisadores analisarão as consequências do desastre na fauna, na flora, no estuário do Rio Doce, além dos efeitos socioeconômicos – o impacto para a população de pescadores e para o turismo de Linhares -, dentre outras frentes de estudo.

O navio, que possui equipamentos de última geração e três laboratórios de análise, fará o primeiro mapeamento até o dia 30 de novembro. No mês de dezembro, volta ao local para dar continuidade aos estudos. “Trabalharemos todos os dias, 24 horas, para buscarmos soluções de forma mais rápida possível”, encerrou o capitão Aluizio.

Fonte: Portal Brasil

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