Os fatos que você deve saber sobre a exploração de petróleo no pré-sal

Quatro anos e muitas mudanças. Desde o primeiro leilão do pré-sal, em 2013, um novo marco regulatório foi aprovado, a Petrobras ganhou uma gestão estratégica e os resultados do setor de óleo e gás natural, responsáveis por 11% do Produto Interno Bruto (PIB), cresceram.

Diante desse novo cenário, e em meio à recuperação da economia, o Brasil se tornou o maior produtor de petróleo na América Latina e os investidores, nacionais e internacionais, passaram a olhar para os oito blocos do pré-sal colocados a leilão nesta sexta-feira (27) com maior interesse que em relação ao passado. No total, 14 empresas estrangeiras e duas brasileiras participam do certame.

Outro fator de atratividade para o leilão é a expectativa de produção de óleo e gás. Uma das áreas tidas como mais promissoras do mundo, neste ano o pré-sal já chegou a superar as áreas do pós-sal em termos de produção, que, atualmente, já corresponde a quase metade de todo o petróleo produzido no Brasil.

Planejamento de resultados

Além de mudanças econômicas e regulatórias, as novas rodadas do pré-sal vieram com mais transparência. A Agência Nacional do Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural (ANP) liberou um calendário de leilões que irão até 2019, com a previsão de mais de US$ 80 bilhões em novos investimentos. 

Apenas no caso do pré-sal, estão previstas mais duas rodadas de licitações: uma em 2018, com a oferta de sete blocos e outra em 2019, com a licitação de outros cinco blocos nas bacias de Campos e Santos. Neste ano, foram oito blocos situados na região que cobre o litoral, desde Florianópolis (SC) até Vitória (ES). Com esse novo planejamento e novas regras, empresas como a ExxonMobil (EUA) e Statoil (Noruega) se voltaram ao Brasil. 

Nesta rodada do pré-sal, são esperados investimentos na ordem de US$ 36 bilhões nos próximos 10 anos. Isso significa que, durante o tempo de exploração das empresas, serão gerados mais de 500 mil empregos diretos e indiretos em função da exploração dessas áreas. 

Para se ter uma ideia, apenas a construção de uma sonda de perfuração gera postos de trabalho para cerca de 68 mil pessoas. É prevista a construção de aproximadamente 20 sondas.

Isso ocorre devido ao tamanho da cadeia de produção do petróleo e do gás natural, que abrange uma grande variedade de setores econômicos.

“Isso vai ter um impacto rapidamente na atração de investimento e, mais à frente, na geração de emprego, renda e arrecadação”, afirmou o diretor-presidente da ANP, Décio Oddone.

Para estados e municípios que dependem dessa produção é uma ótima notícia, já que a exploração dessas áreas vai gerar R$ 400 bilhões nos próximos 30 anos em royalties e impostos. Isso, na prática, significa mais desenvolvimento econômico e social nessas regiões. 

Petrobras mais forte em um leilão mais competitivo

“Isso vai ter um impacto na geração de emprego, renda e arrecadação” 
Décio Oddone, diretor da ANP

O leilão do pré-sal deste ano ocorreu sob uma nova perspectiva: mais clareza regulatória, segurança e com a expectativa de uma exploração promissora na área. Se antes a Petrobras era obrigada a operar todas as áreas do pré-sal, agora ela passou a ter liberdade para investir onde for mais estratégico.

No primeiro leilão do pré-sal, do Campo de Libra, em 2013, a Petrobras era obrigada a participar com pelo menos 30% de um consórcio para exploração. Com as novas regras, sancionadas em dezembro passado pelo presidente da República, Michel Temer, ela passou a ter a liberdade de escolher de quais blocos participará.

Ainda assim, o leilão de pré-sal seguiu o regime de partilha que determina o seguinte critério de exploração: as empresas que operam na área precisam oferecer um percentual da produção à União. No leilão, ganha quem oferecer o maior percentual, ou seja, quanto maior for o lucro com a atividade, maior será o retorno à população.

Fonte: Governo do Brasil, com informações da ANP e Abespetro

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