Promoções de início de ano têm descontos de até 70%

Seja nos corredores dos shoppings ou nas ruas dos comércios populares de Natal, as vitrines estão repletas de avisos de promoção, saldão, queda de preços. Os descontos variam e dependem do produto, das lojas e até da localização. Entre os consumidores, alguns aproveitam para fazer compras adiadas do período pré- festas de fim de ano, mas outros consideram que os preços não estão tão baixos assim. Gerentes falam em queda de vendas, enquanto apostam na boa expectativa para 2017.

André Oliveira, gerente de uma loja de móveis na avenida Rio Branco, na Cidade Alta, mandou colocar uma faixa na entrada da loja anunciando descontos de 20% até 50%. Ele explica que os resultados nesta virada de ano foram abaixo da expectativa, mas ainda assim melhor que os resultados registrados na virada 2015/2016. “Em relação ao ano passado tivemos um pequeno crescimento de cerca de 2%, mas nossa expectativa era de 10%. Agora, estamos com promoção para tentar manter as vendas de dezembro” conta.

O resultado não foi o mesmo na loja de eletrodomésticos que Jailson Souza gerencia. Ele aponta uma queda de 10% nas vendas de dezembro em relação ao mesmo mês no ano anterior, reforçando que todo o ano de 2016, de um modo geral, foi de queda nas vendas, “com um breve aquecimento em novembro com o Black Friday”. “Com o Black Friday, fizemos um levantamento e, de janeiro a novembro, tivemos queda de cerca de 15% em relação ao ano anterior e dezembro também tivemos queda”, conta. Para tentar reverter a situação, o gerente explica que a empresa recorreu com mais investimentos aos fabricantes para oferecer descontos ainda maiores que o normal das promoções de janeiro.

Apesar dos anúncios das promoções, a estudante Manuela Ferreira, de 30 anos, que estava procurando um fogão, não considerou os preços atrativos. “Esse mesmo fogão eu vi num aplicativo de compra e venda online e o preço era quase R$ 200 mais barato”, reclamou. Reclamação parecida a da funcionária pública estadual Gislaine Dantas. Apesar de ter cruzado com uma vitrine em promoção e aproveitado para comprar material escolar das filhas, ela garante que “a gente vê os avisos de promoção, mas não vê os preços caírem”. E ela acrescenta sobre a importância das promoções: “a gente fica procurando os preços mais baixos, com os salários atrasados os juros das contas pra pagar vão crescendo e não chega juros do salário”, disse rindo.

A bartender Amanda Marta também constatou que muitas lojas colocam avisos de promoção “mas os preços continuam os mesmos”, porém verificou preços realmente mais baixos nas lojas de calçados, onde acabou comprando um tênis novo para o filho. Já a dona de casa Rejane Azevedo, que circulava por um shopping em Candelária, percebeu os preços realmente mais acessíveis e aproveitou para comprar roupas para os filhos adolescentes curtirem as festas de verão em Pirangi.

Já o casal Sidney Rodrigues e Valdenice Pereira estavam na tarde de ontem fazendo compras para o casal e o filho, cada um com impressão diferente sobre os preços praticados. Enquanto ele, que costuma compra em janeiro aproveitando as promoções, reclama dos preços dos brinquedos e eletroeletrônicos “que não estão tão baratos”, sua esposa aproveitou os preços mais baixos e comprou uma sandália como já estava pretendendo, com cerca de 15% a 20% de desconto. Também funcionário público estadual, ele conta que no início dos atrasos a situação foi pior, “mas hoje pago menos juros, depois de mudar as datas de vencimento, conseguindo amenizar”.

Férias diminuem vendas no comércio de rua

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Natal, Augusto Vaz, conta que a instituição faz levantamentos só em datas comemorativas, mas que há uma “movimentação razoável nos shoppings e mais fraco nas lojas de rua”. Ele explica que essa diferença é tradicional no mês de janeiro devido às férias dos natalenses e vinda de turistas. Outro fator que, segundo Vaz, contribui para queda do comércio em janeiro são os compromissos com materiais escolares e impostos no mês de janeiro. Quanto às promoções que compõem grande parte das vitrines, o presidente da CDL Natal afirma que “são normais nesse período” e ainda devem aumentar na segunda semana de janeiro, com mudanças de coleções e queima de estoque.

Fonte: Tribuna do Norte

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