Suriname é o único país da América do Sul sem superlotação carcerária, aponta estudo

Apenas 1 dos 12 países da América do Sul tem menos presos do que vagas no sistema prisional, segundo relatório feito pela Pastoral Carcerária e obtido pelo G1. Só o Suriname não tem superlotação; Bolívia e Peru são os países no continente com maior superlotação.

A alta taxa de presos provisórios acentua esse problema – em cinco países do continente, pelo menos metade dos detentos ainda espera julgamento. O Brasil, apesar de não liderar os números da superlotação ou da prisão provisória, tem a maior quantidade de presos por 100 mil habitantes entre os países analisados – 352.

“Tudo isso indica que existe um grande problema no Judiciário nesses países, um uso abusivo muito forte da prisão provisória”, diz o advogado Almir Valente Felitte, agente da Pastoral Carcerária e autor do Relatório Simplificado da Situação Carcerária na América do Sul 2018. “As altas taxas de prisão provisória demonstram tanto uma morosidade da Justiça de todos os países quanto o forte conservadorismo do Judiciário no continente”.

Apesar de algumas peculiaridades, os números fornecidos pelos governos apontam, segundo Felitte, um sistema muito parecido em todos os países, com vários pontos comuns, ampliados pela “cultura punitivista da América do Sul”.

Fonte: Portal G1

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *